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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, 2018.

Pichação, piXação, Xarpi

A relação adolescente entre piXadora é frutífera e sempre ocorre, mesmo na hora de escrever o nome do fenômeno. Minha invocação também é feita capitalizando, neste caso, a letra “X”, com o objetivo de demonstrar minha empatia com o livro do meu parceiro epistêmico mundano Gustavo Coelho, quando, em sua empreitada intelectual com o fenômeno da piXation, especialmente em O trabalho dele.

A troca para (mais) uma reflexão sobre piXação/ Xarpi/ enigma

Dessa forma, entendo o que não é novidade para alguns, mas pode ser para muitos: Xarpi se estabelece como fonte de conhecimento, experiência e arte de agir, que se posiciona como e com outras práticas. O termo “corredor” refere-se ao espaço criado durante uma dança entre dois grupos em guerra.

Figura 1: Bonecão da ZZ e Galera do Faz Quem Quer.
Figura 1: Bonecão da ZZ e Galera do Faz Quem Quer.

A cidade Xarpi do colonizado

As vítimas são negras (ou pelo menos não parecem brancas29) e foram “confundidas” com pichadores, no centro do Rio de Janeiro30. 40 Discurso elaborado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, em conjunto com o Instituto Eixo Rio.

Figura  4 : Placa e Pifil no Centro.
Figura 4 : Placa e Pifil no Centro.

A paisagem como o corpo da cidade

Psicotrópicos e a convulsão racial

Depois disso, usei o plano de saúde que tinha de emprego formal (como disse aos 21 anos), para repetir os exames e realizar outros, que investigariam com mais profundidade meu caso epiléptico. Quando penso nessas 3 (três) crises convulsivas da minha vida, entendo que, talvez, o que aproxima as convulsões de um corpo de um corpo racializado seja a desumanização causada pela vergonha. Essa formação de branqueamento seria mais uma espécie de ação permanente, de formação sócio-histórica, cultural e política do país, que, segundo Neusa, se dá no "apoio à estrutura das relações raciais no Brasil", a partir de um tripé, produtor de a condição de possibilidade de ascensão do povo negro: cor, ideologia e democracia racial.

Uma comunicação que esconde a realidade, onde a natureza é ilusória, através de um efeito social resultante da convergência de determinações económico-políticas-ideológicas e psicológicas. Através de uma série de representações, o mito é expresso, ao mesmo tempo oculto, durante uma ordem de produção de bens de dominação e doutrinação. Estes, e certamente outros mitos, são inevitabilidades que, em última análise, constituem a base das capacidades, por natureza perturbadora, nascidas das plantações ocidentais que, quando germinam, brotam do solo da consciência, da vida universal e da verdade da humanidade.

Com esta parte da música, entre outros momentos da mesma composição, parece mostrar que é a sociedade que deforma o homem e destrói o rosto e o coração de um corpo. Quanto mais falamos de racismo, mais ele acontece.”, que sai inclusive da boca de um homem negro, por causa de seus processos de branqueamento “lobotomia”77. A crença num perigo produz um sentimento, preenchendo a ambiguidade mencionada por Munanga quando diz que a dinâmica do racismo no Brasil desmobiliza as vítimas deste terrível fenômeno.

Racismo, raça e a vergonha: uma conversa sobre neurose

Nesta passagem de Freud, a psicanálise pode ser vista como algo que nada tem a ver com a verdade, mas sim com o conjunto de símbolos, os estímulos que residem no psiquismo, apoiando e justificando suas ações. Fanon explica que esta é a neurose do negro, que surge da compulsão de ser a figura racializada, aquela identificada como a outra, aquela não semelhante ao branco, a da neurose poderosa, endurecida pelo quadro histórico (como foi mencionado e continuará a ser dito), é determinado pela dúvida da sua existência, porque a afirmação é esmagadora. Remeto esse sentimento oceânico a Freud, ingrediente extremamente importante na psicanálise, porque pensá-lo é pensar o ID, que se torna o lugar do eu, portanto, próximo do ilimitado claramente, do próprio inconsciente. atuando.

Decorrente de diversas demarcações entre o Eu e o mundo exterior, situação agravada na vida psíquica de quem se manifesta em outros que não conseguem/. Formas de limites incertos, de sentimentos agitados, são o que proporcionam mais um incentivo para se desligar da "massa de sensações", no interesse de se aproximar da "validade ilimitada" que não faz desaparecer o Eu, mas sim vê-lo através do sensações de dor, insatisfação, desconforto, pois o prazer buscaria o conforto, ou seja, o “eu da alegria” que evitaria esse outro eu, que se isola por não resistir à insatisfação: aquilo que não é negligenciado na composição do Eu; acaba compondo o corpo que sabe que pode agir através de algo incômodo, ou mesmo inadmissível, na arte colonial de racionalização. O negro é aquele construído pelo mundo exterior, o ser designado como outro, pelo outro que não se reconhece como outro.

Puramente subjetivo, por isso concordo com Freud quando ele começa a afirmar o sentimento oceânico como algo que não pode ser reduzido (apenas) à fé religiosa. Sinto, vejo naqueles olhos brancos que não é um novo homem entrando, mas um novo tipo de homem, um novo sexo. Em seu discurso, Placa mostra sua franca falta de vergonha ao comentar a “verdade” do piXador e ainda diz que não seria um crime, mas sim um ato de dádiva de quem quer se mostrar vivo ao mundo. , políticos ou qualquer outra autoridade que atue injustamente.

A vida Xarpi, a guerra e a mortalidade do racismo

Entre bate-bolas e Exu: a relação do Xarpi com a guerra/ racismo

Aponto agora para o período de janeiro de 2017, através desta pesquisa, quando certa vez comecei a participar de uma aula de Bate-Bola. Estou convocando o grupo Legalize os morcegos, neste momento, para falar sobre o armazenamento das fantasias antes do carnaval. O segredo é visto e o enigma continua sem veredicto, como por exemplo não existe regra para o que é importante na vida de um jogador de futebol.

Depois do entrelaçamento prometido, comentarei agora minha partida de rebatidas com o Legalize durante o carnaval de 2017. Depois disso, tudo que me lembro é que muitas vezes bati a bola no chão, junto com meus irmãos rebatedores. Tora, o Robinho do Legalize, um grupo Bate-Bola que não é nem melhor nem pior, e simplesmente tem a força da sua presença, que torna o grupo tradicional.

Reunimo-nos na referida estação às 18h00, com um número reduzido de pessoas presentes, comparativamente a outros grupos de rebatidas. Ele disse isso apenas com o Legalize, desde o ano passado, em 2016, quando saiu pela primeira vez em um grupo de morcegos. Esta “escuridão

Figura 31: capa do álbum “Esú”.
Figura 31: capa do álbum “Esú”.

O limite que permite ser e o devir-negro do mundo ser

Ainda na subida, num local que era uma trilha (pensei), fui lançar um nome perto de uma pequena mercearia. Por exemplo, quando foco nos saberes e práticas presentes na cultura do estado do Rio de Janeiro, percebo que a “cariocanidade” (também) ocorre na relação entre o corpo normativo e o corpo que rompe a normatividade. Devido ao histórico frequente de violência contra os envolvidos nessas culturas, esse tipo de “sair do Rio” enfatiza características de imprevisibilidade.

Uma realidade confusa, mais vivenciada do que explicável, não pretendo criar possíveis discussões sobre “ser negro”. Na minha tentativa de explicar esta afirmação complexa com uma explicação mais simples, é importante lembrar que a “essência” do colono é aceita pela razão através do seu lugar privilegiado, o que constitui um conforto desconfortável pela presença das divergências colonizadas. Para que o colonizado rompa com esse tratamento, e passe a “ser”, ou melhor, a agir com alguma atitude descolonizadora, o mínimo necessário (acredito) é a aceitação da plena presença do inconsciente, já que a consciência, a clareza de os sentidos, o conhecimento de.

A elaboração de Mbembe, situação que apresenta conteúdo dúbio e afirmativo, tentará ser explicada aqui um pouco mais pela verdade em Fanon, aquela esquematizada entre os dois sentidos, tanto o de “colonizado” quanto o de “ser colonizador”. . . O colonizado, por não ser considerado um “ser”, se esforça para ser, e sabe que a única possibilidade para isso acontecer é dominar o lugar do seu colonizador (até então) sem querer ser colono. Inventor do “ser”, não como um dado ontológico para os vivos, mas como uma conquista de poucos, o colonizador é o dono inviolável da razão.

Figura  44 : cicatrizes Akco.
Figura 44 : cicatrizes Akco.

Reu: o lugar do Xarpi/ do ser

A memória desses mortos, em momentos de reencontro, acaba por reviver quem foi e foi Xarpi; porque o Xarpi do falecido, marcado na memória de quem mora nesta cidade (o colonizado), passa a ser seu corpo, presente no recolhimento, o que torna esses espaços completos para a vida eterna de um corpo Xarpi. Mas a glória eterna da vida, para uma “existência objetiva”. (MBEMBE, 2014, p. 28) assim como Xarpi, isso é feito, quase clandestinamente, pois essa iniciativa é realizada por corpos que permitem ser e sentir por meio de práticas incompletas, por isso costumam ser categorizadas como desperdícios. nas lógicas depreciativas do que não está completo, do que, aparentemente, carece de parte e se torna visível como excesso, através de um julgamento. Volto à psicanálise em Freud para continuar a discussão dos movimentos presentes em um encontro, pois em seu texto “Eu e o ID”, de 1923, ele fala sobre o modo de pensar o objeto na psicanálise, como aqueles que insistem em 'lembrado, mesmo que seja através de uma memória que faz do morto algo vivo, sobretudo, através de um espaço.

O masculino é oferecido aqui como exemplo de lugar consciente que, no âmbito das afirmações, difere muito dos elementos psíquicos conscientes, muitas vezes tornando inconscientes outras consciências. É comum que a fila dos supermercados seja liberada em apenas 10 (dez) minutos. Hiibi, o Xarpi que já mencionei, notou que seu primeiro Xarpi era igual a um que já existia, na favela onde ele mora.

A sua tentativa de recordar este falecido num local permitido pelo próprio falecido, ou seja, através da prática criminosa de marcar com tinta superfícies de bens alheios, acabou por levar Fixo para outro lugar num universo que já conhecia, um lugar que o a ideia de crime não é negada, pois é permitida em troca do próprio devir, que vai ao encontro de outros devires próprios, cometidos pela recusa da falta de gozo, do prazer que permite agir de acordo com os desejos, por ex. do que se tornar um catador para preservar a presença de um nome que não foi aceito e nunca será. A caminho de uma reunião na Pedra do Sal (centro do Rio de Janeiro), Pifil, que até o momento da redação deste artigo não havia piXado muito, comentou algo enquanto apontava para um Xarpi, escreveu no alto de um prédio, próximo à Av. . Brasil, na altura da passarela do bairro Parada de Lucas:. O Xarpi que ele mostrou era de um conhecido nosso que não se autodenomina mais Xarpi, pois criou uma ligação com uma instituição que resiste à prática, a igreja.

Figura 45: Print da pasta de Hiibi.
Figura 45: Print da pasta de Hiibi.

Xarpsicotrópicos antirracistas: sobre Xarpi, ser negro e ser brabo, no mundo

O testemunho da primeira presença do preto fosco em muro

PiXando antes de conhecer o Xarpi

Sendo apresentado ao Xarpi

Imagem

Figura  2 : camiseta Xarpipa.
Figura  4 : Placa e Pifil no Centro.
Figura 5: piXação em uma esquina de Ver-O-Peso.
Figura 6: piXação em Santa Cruz Cabrália (Bahia).
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Referências

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