Canção do poeta do povo: um estudo estilístico no texto de João do Vale/Ádemas Galvão de Lima Nogueira. Canção do poeta do povo: um estudo estilístico no texto de João do Vale Tese apresentada, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre, ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
A Trajetória de João do Vale: o maranhense, o artista, o poeta do
Podemos citar a música "De Teresina para São Luís" em colaboração com Helena Gonzaga e gravada por Luís Gonzaga, que era crítico da estrada. Em entrevista à jornalista Dulce Tupy (1978, p.2) para o jornal Movimento, ele afirma: “Em quinze músicas minhas cortaram sete.
Obras musicais do poeta do povo
Músicas
Discografia
Met Nara Leão, Zé Kéti, João do Vale (regstreeks opgeneem vanaf die vertoning in São Paulo). ¾ Kant 2 – Peba en peper (João do Vale, José Batista en Adelino Rivera), Polygram – João do Vale;.
Breve percurso da estilística
Dimensões da estilística
- Estilística fônica ou fono-estilística
- Estilística mórfica
- Estilística léxico-semântica ou léxico-estilística
- Estilística sintática
¾ Uso de substantivos no singular com ideia de plural: Ex: Vou ao Rio levar dinheiro para os operários da construção civil. ¾ Utilização de expressões da linguagem cotidiana, que são formas superlativas extraídas da comparação: Ex.: Preto como carvão. Formas do gerúndio que dão continuidade à ação verbal: Ex.: “A pessoa vive sofrendo, sofrendo..” (o gerúndio prolonga a ação – dor).
Na sintaxe colocacional - a posição dos adjetivos como marcador semântico estilístico: Ex.: Big man (personagem).
Traços característicos das vertentes principais dos fatos do
- Estilística descritiva
- Estilística idealista
- Estilística estruturalista
- Estilística retórica
- Estilística estatística
- Estilística poética
A semelhança é grande nos recursos expressivos, mas são citados casos de aparente falta de concordância do adjetivo predicativo com o plural de modéstia por seu caráter inusitado: Ex.: Não ficaríamos chateados (e não chateados). A linguística está focada na sistematicidade dos fatos linguísticos de uma de suas correntes. O aspecto estilístico idealista está centrado nas causas do fenômeno da expressividade e na análise do universo psicológico do autor de uma obra literária.
Entre os teóricos contemporâneos, a poética assume igualdade com a teoria literária, com ênfase na descoberta do que faz de uma obra literária uma mensagem artística.
Traços estilísticos
Domingas sempre foi promovida nos jogos do marido a Dona Segunda, Dona Terça, e assim por diante." Mas se você deixar que eu organize, tudo ficará desorganizado." antítese: organizar/desorganizar; “desvio poético” em relação à norma padrão de escrita, devido à separação do sujeito do verbo.). Porque eu gosto muito e somos muito apaixonados, sabe?” (síncope por supressão do fonema, a, dentro da palavra, pra=para; uso de metáfora, eu sou besta, criação de neologismo, exodozados).
Domingas sempre foi promovida a Dona Segunda, Dona Terça e assim por diante no jogo do marido." (humor e ironia).
Botando os pingos nos is
Discografia do ano de 1965 (letras das cantigas e notas
A Voz do Povo
Fiquei com isso na cabeça e escrevi “Meu samba é a voz do povo”, dedicado ao meu companheiro de exílio. Ao compor o samba, João do Vale idealizou a fragilidade de uma flor e a força do perfume invencível ao vento, esse perfume seria a resistência do povo. ¾ 2º - O paraibano João Vital avalia João do Vale em "A Voz do Povo" como um mestre destemido em contar sua história e deixar seus pensamentos, sem temer consequências ou tentar agradar qualquer facção política.
João do Vale recebeu o título de “O Poeta do Povo” pela autenticidade com que reflete sobre a realidade brasileira em seus versos e demonstra a importância e o poder do povo na luta contra todas as formas de opressão.
Carcará
O grande sucesso desta canção faz com que João do Vale seja rotulado como "o cantor de Carcará", embora não tenha sido o compositor de apenas uma canção. Dentre outras qualidades expressivas observadas em “Carcará”, destaca-se o recurso fonostilístico, verificado pela manifestação da sonoridade das palavras, seja por meio da entonação, intensidade e ritmo ou por meio de suas rimas. Tomamos também a ênfase, por exemplo, na última sílaba das palavras, na maioria dos versos - Carcará - sertão - avião - falcão - valentão - andá - matar, direcionada ao som, que remete a “devastação”, “destruição” . produzido pelo caracará durante a caça.
Exemplos de mudanças fonéticas são: “É um animal que voa como um avião. v12)/ Carcará ainda vai passar fome.
Pra Mim Não
Baião "Pra mim não", em parceria com Marina Bernardes, é um lamento em que o compositor fala sobre a escravidão, mostrando que, embora historicamente e de acordo com as leis do país ela tenha acabado, nas práticas cotidianas ela continua existindo, camuflada de outra máscara. Uma interpretação que se extrai do título “Não é para mim”, a autenticidade com que expressa que continua escravo, encontra eco na sua difícil trajetória pessoal, bem como na de grande parte dos seus compatriotas. Ou seja, em sua concepção a escravidão não acabou, como se vê em: “Mas não para mim./ Mas não para mim./ Mas não para mim./ Mas não para mim”.
Somos todos irmãos” / “O sol nasce para todos” e confirma a falta de veracidade ao repetir enfaticamente: “Não para mim”, não para mim”, na mesma cadência rítmica, resumida do décimo ao décimo terceiro verso: Mas não para mim, o que leva à interpretação de que ele é firme e consciente no que diz.
Peba Na Pimenta
Peba na pimenta" é um xote composto em colaboração com José Batista, conhecido como o bicheiro "China, da Saúde", e Adelina Rivera, gravado em 1965 pela Philips, num LP do próprio João do Vale. Como dispositivo estilístico utilizado pelo autor, os valores expressivos/impressionantes das figuras de linguagem, a fonostilística ficam evidentes a partir do nome da música: Peba na poper; Mais adiante nos versículos 1 a 3 notamos: Seu Malaquia pronto (v1)/ Cinco peb em pimenta (v2)/ Só para os moradores de Campinas (v3)”. Nos versos (v4) e (v6), pode-se observar uma rima que remete ao ritmo da música, que é a xote "Seu Malaquia convidou mais de quarenta (v4)/ Maria Benta também comeu peba (v6)".
Pode ser visto nos versos: "O forró esquentou / Tem gente aí dançando soluçando / Quem ainda estava reclamando?".
Minha História
A música "Minha História" é uma autobiografia em ritmo de baião, criada em colaboração com o bartender Raymond Evangelista. Durante as filmagens de “Minha História”, foi no início da década de 1960, o Brasil recebeu a visita do Presidente dos Estados Unidos da América, Dwight Eisenhower, que visitou a conclusão da construção de Brasília. Nessa música "Minha História" ele poderia simplesmente ter escrito um lamento sobre sua vida, mas não, ele acaba se distraindo.
A subjetividade em “Minha História” fica evidente a partir do título, marcado pelo pronome possessivo “minha”, que continua ao longo da música, à medida que o autor, por meio de seu eu lírico, conta sua história de vida, transformando essa música em uma autobiografia.
A Lavadeira e o Lavrador
Em “A lavadeira e o lavrador” a emoção é expressa pelo eu lírico, que está presente no título da música. No início do primeiro verso das duas primeiras estrofes, a função emotiva é destacada com o pronome “eu” e o verbo “ver” na primeira pessoa. Na segunda estrofe, o foco emocional é caracterizado pela subjetividade da construção do verso: “Vi o fazendeiro com o joelho no chão”, equivalente a.
Na última estrofe começa relatando o sofrimento da lavadeira, por falta de sol, e ao refletir sobre o sofrimento e a miséria dos dois trabalhadores, conclui que Deus é a perfeição e pede perdão pela fragilidade de seus trabalhar. fé, repetida no versículo seguinte: “Um só poder do alto” (v29).
Pisa Na Fulô
Pisa na Fulô” foi gravada em 1957 por Ivon Curi, gravadora RCA - Victor, pouco antes da explosão da Bossa Nova. Ele afirma sobre o poema em depoimento retirado do livro "Pisa na fulô mas não maltrata o carcará" (2000, p. 52): "Escrevi no fulô, aqui no Rio. O autor constrói uma mensagem numa linguagem metafórica, cuja construção de sentido exige sensibilidade e imaginação, através do jogo complexo entre o significante e o significado, para a sua interpretação polissêmica, como se depreende do título: “Pisa na fulô” .
Isto nos leva à interpretação de que ele dançava, não ao som de música, mas sim, “os passos de dança no fulô”.
O Jangadeiro
Zé, não sei..” por ser reconhecido pelo domínio da palavra escrita, daí o desejo inconsciente do pai. Monteiro (2009, p. 57) confirma este argumento que: “De qualquer forma, quando num enunciado há elementos que não se reduzem ao puro propósito de informar, mas remetem a valores e evocações emocionais com abertura a múltiplos significados . Além dos aspectos mencionados, constatou-se que na música é possível ler a situação econômico-social em que vive o jangadeiro (pescador), explorado pelo atravessador (fiscal), que não enfrentou os perigos da vida no alto . tem, mas vende o peixe por um valor elevado aos consumidores.
As pessoas ainda querem um preço menor para o seu pescado mesmo quando escolhem o melhor, mas em nenhum momento enfrentaram os riscos da vida em alto mar sem valorizar o ofício do marinheiro.
Fogo no Paraná
Então João do Vale não conseguiu firmar parceria com Luiz Gonzaga por pertencerem a gravadoras diferentes, a solução encontrada foi Helena assinar no lugar de Gonzaga. Durante o show, quando ia cantar esse baião, João do Vale o apresentou dizendo: “Sim, toda hora chega gente e fala: ele viajou fulano de tal, foi para o sul. Este especial foi classificado entre os melhores vídeos da obra de João do Vale.
O momento mais emocionante do programa foi quando Gonzaguinha, visivelmente emocionado com o autor, cantou "Fogo no Paraná" e ao final da música disse: "16 anos depois, vale a pena gritar que João do Vale finalmente volta! "
Uricuri
Desse ponto de vista, o ouvinte/leitor se engana ao ouvir ou ler o poema “Uricuri” e não consegue compreender de onde vem tanta sabedoria para a interpretação da natureza e de seus fenômenos. Fatos contados, como o amadurecimento da variedade Ouricuri "Uricuri", o florescimento da catingueira como sinal de que as chuvas estão próximas, o canto do Acauã, que o povo do campo vê como um sinal. Baião "Segredo do Sertanejo", mais conhecido como "Uricuri", foi gravado por Nara Leão em 1965 para a Philips.
Essa maestria não é a mesma para todas as músicas, pois ele ressalta que para algumas o processo de construção leva uma vida inteira, enquanto para outras, como “Uricuri”, é rápido.
O Bom Filho a Casa Torna
A este respeito, Martins (2008, p. 22) admite que: “A função essencial da linguagem é a representação mental da realidade”, ou seja, a capacidade de João do Vale expressar a sua realidade em forma de música. O bom menino faz a casa" é uma música em ritmo xote, em parceria com Eraldo Monteiro, com arranjo de acordeão de Zé Américo, que fala da saudade dos velhos amigos, aqueles que são considerados "amigos fiéis" de João do Vale em sua música. a pátria. Através da canção, João revela a relação de exploração dos dominantes com os dominados, no Sertão ou na cidade, e o desejo de voltar e ser feliz em sua terra natal.
Aspecto observado nos versos: “Essa água dos meus olhos/ Um dia vai parar/ O bom filho volta para casa/ Por isso eu volto/ Vi o ditado certo/ Para aprender é preciso lutar”.
Sina de Caboclo
Sina de Caboclo é uma das músicas mais fortes de João do Vale, gravada por Nara Leão, no LP Opinião de Nara (selo Philips, 1965), em colaboração com Jocastro Bezerra de Aquino, dono do forró. João cantou o que viu, o que viveu e em reportagem disse que “Sina de Caboclo” foi feita durante seus passeios de caminhão pelo interior do país. Ao situar a “Estilística da Linguagem”, expressão de Nilce Sant'Anna Martins (2008, p.20), notou-se que em “Sina de caboclo” João do Vale evoca o meio social em que viveu, a dura realidade de o compatriota rural e sua condição de meeiro.
Quanto aos marcadores estilísticos em “Sina de caboclo”, além do hiperbate mostrado, há também uma metáfora: “Moro de enxada” (v4) como referência ao trabalho do agricultor/agricultor.
Tome Morcego – Morceguinho
Em "Tome Morcego - Morceguinho (O Autor da Natureza)", João do Vale e José Cândido da Silva apresentam nos versos (1 e 2) a posição do homem e da mulher em relação às criaturas da natureza, recorrendo à construção metaforicamente. Nas letras analisadas, quando há “O homem é o rei dos animais” (v1), há a implementação de um juízo de valor concreto e estabelece o domínio do homem sobre as demais criaturas do seu ambiente natural, distinguindo-se pelo poder e pela expressividade nos usos. da linguagem. Desta forma, esta metáfora é uma elevação da condição do homem como ser pensante e usuário da linguagem, mas defende que há casos na natureza que se sobrepõem ao homem e à ciência, como a origem e reprodução dos morcegos e a organização . e trabalho das abelhas.
Seja como for, a missão da linguagem literária é purificar, enriquecer com a experiência individual e disciplinar a linguagem do povo; e, ao mesmo tempo, adapta-o às múltiplas necessidades do homem civilizado.
Matuto Transviado ou Coroné Antonio Bento
2 Grupo de indivíduos de uma mesma região, cidade, vila ou vila. Ex.: moradores de Campinas. 3 Conjunto de todas as fases de criação de um produto ou serviço Ex.: Produção teatral. 1 Aquele que foi canonizado e/ou venerado pelos fiéis Ex.: Santo Antônio.