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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Geral

Específicos

Violência

As organizações oficiais de saúde só começaram a lidar com a violência na década de 1990, mas a interação da violência com o setor saúde ocorre ainda mais cedo, como ilustram as classificações internacionais de doenças que sempre foram classificadas como “causas externas”, lesões e traumas que causam violência . , acidentes e mortes, incluindo suicídio (MINAYO, 2007). No início da década de 1990, a OMS e a OPAS reconheceram oficialmente a ligação entre violência e saúde, abandonaram o termo “causas externas” e começaram a tratar da violência e da saúde. Em 1993, a OPAS emitiu uma resolução reconhecendo que a violência na região das Américas estava a aumentar e que isto tinha consequências que afectavam directamente o sector da saúde e exigiam mudanças nos serviços de emergência e reabilitação (OPAS, 1993).

Em 1994, a OPAS convocou os Ministros da Saúde da América para discutir o tema violência e saúde e produziu um Plano para a América que previa a implementação de políticas públicas que permitiriam o estudo e avaliação do problema (MINAYO, 2007). Em 1996, a OMS denunciou oficialmente a violência como um grave problema de saúde pública e, em 2002, divulgou o Relatório Mundial sobre Violência e Saúde, tornando público e global o enfrentamento desse problema pelo setor (SCHRAIBER, 2006). Trata apenas das relações violentas que ocorrem intencionalmente entre pessoas, fora os acidentes, que são incidentes violentos não intencionais, e ainda propõe o reconhecimento de diferentes tipos de violência, como a violência doméstica e a violência no seio familiar, revelando mais uma vez a necessidade de atenção aos grupos mais vulneráveis, crianças, idosos e mulheres (SCHRAIBER, 2006).

No Brasil, o desenvolvimento da violência relacionada à saúde ocorreu com evolução positiva, embora progressiva e fragmentada, com a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em 1990, a construção do programa integral de saúde para a saúde da mulher em 1984 e a promulgação do Estatuto do Idoso em 2003. No contexto das políticas voltadas às populações vulneráveis, foi promulgada em 2006 a Lei nº 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, um marco no combate à violência no Brasil, especialmente contra as mulheres.

Este relatório reconhece a violência como um desafio universal a enfrentar, descrevendo a situação com base nas desigualdades existentes, principalmente socioeconómicas, reiterando a necessidade contínua de estudos epidemiológicos.

Gênero

Do início dos anos 2000 até o final de 2016, o governo brasileiro teve a participação social como método de governo que visa garantir a igualdade de gênero e racial por meio de políticas públicas para a população. Foi um eixo de atuação que incluiu as mulheres indígenas, quilombolas e a população rural, pautado na transversalidade de gênero (AGUIÃO, 2017). A transversalidade de género entrou na agenda pública juntamente com os movimentos civis no final da década de 1980, como os grupos feministas.

A título de exemplo, a participação dos movimentos civis mostrou-se relevante na formulação das questões do Plano Político Nacional para as Mulheres (PNPM), que estabeleceu conceitos de gênero recomendados pela literatura acadêmica, e posicionou a mulher como um sujeito mais objetivo. E a transversalidade passa a interagir com a interseccionalidade, que é uma visão horizontal das situações que as mulheres sofrem, vendo todos os problemas como referência à desigualdade econômica, raça e etnia (AGUIÃO, 2017). De qualquer forma, a importância do género e da transversalidade descrita não se reflectiu na legislação e nos documentos secundários elaborados pelos agentes públicos, uma vez que políticas como o PNPM orientam as leis e decretos a serem elaborados posteriormente, reiterando que "os sistemas burocráticos têm dificuldades em incorporando diferentes categorias na visão binária” (AGUIÃO, 2017).

No caso da legislação brasileira, portanto, parece haver uma forma de “sexismo institucional” (AGUIÃO, 2017) que influenciou e influencia a produção e continuidade de regulamentações legais que poderiam estabelecer uma compreensão mais ampla de gênero como acontece em algumas democracias na Europa…

Indígenas

A violência contra mulheres indígenas e quilombolas (aldeias ou quilombolas, ou seja, reunidas em quilombos) regulamentada em municípios (que possuem terras certificadas pela União) no estado do Rio de Janeiro e discutida em diversas entidades da sociedade civil será investigada em esta pesquisa qualitativa. O conceito de violência étnica logo se mostrou pouco dialogável diante da violência contra as mulheres. A pesquisa sobre a legislação municipal relativa à violência contra a mulher foi realizada apenas nos municípios que possuem títulos de terra no estado do Rio de Janeiro.

Necessidade de organizações de mulheres debaterem esta questão e combaterem a violência contra as mulheres. Em 2013, foi instituída a política estadual do sistema integrado de informação sobre violência contra a mulher no estado do Rio de Janeiro, denominada. O seu documento final é muito mais orientado para a comunicação social e não menciona a violência contra as mulheres.

Estabelecer a política estadual para o sistema integrado de informação sobre violência contra a mulher no estado do Rio de Janeiro. Disponibilizar a distribuição do serviço nacional de denúncias de violência contra a mulher e da ALERJ SOS Mulher, no estado do Rio de Janeiro.

Base de dados e

A pesquisa bibliográfica foi realizada entre abril e julho de 2021, inicialmente a partir de um artigo apresentado como levantamento da literatura sobre o tema ‘violência e saúde’ pela Revista Ciência e Saúde Coletiva, que publicou a si mesma e outras publicações entre os anos Considera 1996 e 2019. Esta revisão foi apresentada como descritores – os termos violência ou seus correlatos: abuso, agressão, maus-tratos, agressão, violência étnica, conflito, preconceito, discriminação, desigualdade, assassinato, suicídio, acidentes, causas externas, homofobia. Nesta altura da investigação ainda não tinha analisado os vários conceitos explicados no capítulo anterior relativamente à violência contra as mulheres, à violência de género e à violência doméstica, daí a utilização inadequada da expressão “violência de género” como descritor.

Nesta pesquisa foram encontrados 27 textos, sendo três próximos ao tema proposto, tratando da violência contra a mulher, que naquele momento era pesquisado em ligação mais íntima com o setor saúde, devido à percepção inicial em relação ao projeto. Porém, após a leitura completa dos artigos, nenhum deles expressou o conceito de violência contra as mulheres nas populações quilombolas ou indígenas de forma que pudesse servir de base para o estudo. Além da percepção de invisibilidade, a ser discutida posteriormente, a violência contra as mulheres praticada em grupos quilombolas foi mencionada nos textos, mesmo que não fosse um tema central, além de explicar as condições de acesso à saúde para essas partes do país. população e suas condições de vida.

Embora os artigos abordassem as realidades indígenas de certos pontos de vista, incluindo a sua inclusão no sistema de saúde comunitário, conforme observado, os artigos geralmente não incluíam declarações sobre a violência contra as mulheres indígenas. Devido à dificuldade de encontrar material teórico sobre violência contra mulheres em comunidades indígenas e quilombolas nas bases de dados, tornou-se necessária uma abordagem diferente para a pesquisa.

Literatura cinzenta

Da mesma forma, foram encontrados vários documentos da União relativos ao combate à violência nas populações Kulombola, que ainda mantinham um diálogo tímido sobre o tema da violência contra as mulheres, sendo utilizados para compreender o contexto. É necessário ressaltar que posteriormente foram encontrados outros artigos e documentos a partir de referências bibliográficas de artigos e documentos primários, que foram utilizados como resultados e posterior análise.

Legislações federais e estaduais

Legislações municipais

Durante a 14ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 2011, foram destacadas agendas relacionadas à saúde indígena e quilombola, mas novamente sem concluir sobre a violência contra a mulher (BRASIL, 2012a, 2015c). Lei nº. Fonseca (2016) acredita que a lei Maria da Penha não é suficiente para compreender o problema da violência contra as mulheres indígenas. Neste segundo contexto, a violência contra as mulheres quilombolas pode ser pensada e discutida, mas isso ainda não foi feito.

Refere-se a um quadro legislativo para o país, que dá continuidade e incentiva a política nacional de combate à violência contra as mulheres. O trecho é importante para mencionar, independente da nomenclatura utilizada, como a violência contra a mulher é de natureza multiprofissional. III - produção de conhecimento e publicação de dados, estatísticas e mapas que revelem a situação e a evolução da violência contra a mulher no Rio de Janeiro;

VII - publicações em geral e programas de pesquisa científica relacionados ao tema violência contra a mulher; Existem também diferenças entre diferentes grupos étnicos e culturas indígenas no que diz respeito ao que pode ser entendido como violência contra as mulheres. O município de Paraty introduz legislação sobre violência contra a mulher que menciona as populações indígenas e quilombolas de forma bastante diferente de outros municípios.

A demora no processo de apropriação das comunidades quilombolas também traz problemas relacionados à violência contra as mulheres quilombolas. A falta de informação sobre a violência contra as mulheres tem sido comentada em conferências e reuniões sobre saúde aborígine. Assim, espera-se que o trabalho realizado crie um panorama da violência contra as mulheres nas populações indígenas e quilombolas.

Institui o dia 6 de dezembro como o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. Reafirmar a necessidade de uma legislação específica que combata a violência contra as mulheres indígenas, culturalmente orientada para a realidade do nosso povo.

Tabela 2 – Compilação dos resultados encontrados nos Relatórios de Violência Contra os  Povos Indígenas do Brasil dos anos de 2010 a 2019
Tabela 2 – Compilação dos resultados encontrados nos Relatórios de Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil dos anos de 2010 a 2019

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Tabela 2 – Compilação dos resultados encontrados nos Relatórios de Violência Contra os  Povos Indígenas do Brasil dos anos de 2010 a 2019

Referências

Documentos relacionados

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