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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Dissertação (Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas) - Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, 2022. Dissertação (Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas) - Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, 2022.

UFRRJ Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro UERJ Universidade Estadual do Rio de Janeiro Plano Político Institucional do PPI. O capítulo traz os principais e mais recentes dados sobre o sistema socioeducativo do estado do Rio de Janeiro e do país. O que nos leva a algumas reflexões, qual a relação entre o sistema socioeducativo do Rio de Janeiro e seu entorno.

Segundo dados dos Institutos de Segurança Pública do Rio de Janeiro, ocorreram 3.245 homicídios no estado do Rio de Janeiro em 2021.

Figura 3 - Tipos de medidas socioeducativas -  Meio aberto
Figura 3 - Tipos de medidas socioeducativas - Meio aberto

Belford Roxo

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2020), o Estado do Rio de Janeiro tem 8 cidades na lista das 10 cidades do Brasil em que a polícia mais mata pessoas de cor, sendo a maioria dessas cidades na Baixada Fluminense. A região. E segundo dados do Instituto Fogo Cruzo, em 2021 ocorreram 20 massacres nesta região, sendo 6 deles ocorridos na cidade de Belford Roxo. Outra matéria relatando a violência em Belford Roxo em 2019 foi do Jornal O Dia.

Dados do Fogo Cruzado mostram que de um total de 13 municípios da Baixada, Belford Roxo é o que mais sofre tiroteios, além de feridos e mortes nessas ocorrências. A Iniciativa pelo Direito à Memória e Justiça Racial - IDMJR, que é uma organização que trata de medidas de combate à violência estatal e quer discutir a segurança pública na Baixada Fluminense a partir da centralidade do tema racismo, publicou um boletim informativo em 2020 que abordou as ações policiais na quarentena e comprovou que nos primeiros meses da pandemia (meses em que não consta no boletim) Belford Roxo liderou o número de ações policiais. É importante ressaltar que dos três municípios que mencionei em número de operações, Belford Roxo é o menor em território e população.

O argumento utilizado pelo IDMJR para o número excessivo de operações policiais refere-se ao fato de Belford Roxo ser a única cidade onde o tráfico de drogas é dominado por uma facção milícia rival. No início de janeiro de 2021, foi anunciada a criação do destacamento da Polícia Militar por meio de proposta legislativa do deputado estadual Marcio Canella (MDB) para a cidade de Belford Roxo. Em artigo recente, o IDMRJ levantou um debate sobre a implementação de tecnologias de reconhecimento facial na Baixada Fluminense.

Segundo a matéria, no dia 27 de fevereiro de 2021, o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, assinou acordo entre o governo do estado e o Consórcio Integrado de Segurança Pública da Baixada Fluminense para implantação do Centro Integrado de Comando e Controle.

O CAI BAIXADA

Para compreender esses pontos, é importante desenvolver alguns marcos na história da educação no Brasil e nas concepções ideológicas do país. Porém, o autor Roberto Leher em seu texto “O Novo Mestre em Educação “A Política Educacional do Banco Mundial para a Periferia do Capitalismo” (1999) nos mostra que a compreensão das políticas educacionais está cada vez melhor. Mas é justamente no período republicano que temos grandes marcos no financiamento da educação pública, como a utilização das diretrizes educacionais e a Lei Básica (1961), que previa a utilização de recursos federais dedicados à educação.

Luiz Fernandes Dourado em seu recente texto “Estado, Educação e Democracia no Brasil: Obstáculos e Resistências” (2019) argumenta que o Plano Nacional de Educação (PNE) estabeleceu um regime de cooperação entre a união, estados e municípios a fim de promover o máximo técnicas eficazes, boas. e estratégias relacionadas ao desenvolvimento da educação no Brasil, como a ampliação do fundo de financiamento para o ensino de estudantes. Fazendo esta síntese do panorama histórico da educação brasileira, é importante compreender que é justamente nessas bases educacionais que se norteiam os documentos teóricos que tratam da política pedagógica do sistema socioeducativo no Brasil, e por isso é extremamente importante. visualizar as contradições entre o que é dito nesses documentos e as práticas punitivas na educação social. É importante notar que mesmo com as sete medidas constantes do artigo, cerca de 71,8% dos jovens, conforme já apresentado, estão no modelo de colocação em instituição de ensino, correspondente às unidades de colocação do sistema socioeducativo.

No livro Direito Penal, Dano Social e Democracia, a autora Aline Taiane Kirch dedicou dois artigos a criticar as intervenções do sistema de justiça criminal na educação social, a partir da perspectiva da criminologia crítica. A autora Aline Kirch, no artigo “Natureza jurídica e funções das medidas socioeducativas: a busca de respostas na construção da lei SINASE” se dispõe a analisar os discursos produzidos durante os seminários e encontros realizados para promover a discussão das características da a lei. sistema socioeducativo. O que observamos na educação social é uma série de casos em que ocorre a seletividade penal, em que o processo de criminalização de adolescentes e jovens marginalizados é alienado em meio a uma série de documentos normativos baseados na proteção integral, mas que também se apresentam na prática como caráter de tutela estatal, além dos aspectos punitivos relacionados à lógica do sistema de justiça criminal.

É importante reflectir sobre a política de protecção integral: quer se trate das contradições entre o que está descrito na lei chinesa e o que é posto em prática, tendo em conta as diferentes intervenções do sistema penal, quer se trate das limitações do Teoria da Proteção.

O sistema jurídico na socioeducação e seu papel reprodutor

Relativamente à matéria das medidas pedagógicas, o documento refere que as mesmas devem ser desenvolvidas tendo em conta o equilíbrio "em que se pesa, por um lado, o viés pedagógico e o viés jurídico da implementação de medidas sócio-educativas e/ou sócio-educativas". proteção do outro." ". ppi, pág. 376) Considerando a ideia central de responsabilidade, onde o adolescente tem consciência de seus erros como cidadão perante a sociedade. Considerando esta passagem e as questões que assinalamos neste capítulo, é importante pensar o atual sistema socioeducativo em termos do papel da reprodução social nestes dois aspectos: jurídico e pedagógico. Nesse sentido, no contexto do avanço das políticas neoliberais, com o agravamento das condições miseráveis ​​e diversas privações de direitos com a aprovação de reformas como a previdenciária e trabalhista, o sistema socioeducativo se vê cercado por uma série de acusações . de maus tratos, abuso sexual e abuso de poder, em que muitos pontos do Tribunal de Contas Europeu não são respeitados.

Recuperando o conceito de interpelação de Althusser apresentado no início deste capítulo, é importante compreender como o sistema socioeducativo se insere neste processo ideológico do capitalismo. Seja pela produção da miséria e da violência coercitiva produzida na periferia, seja na estrutura jurídica e física do próprio sistema socioeducativo, os jovens estudantes socioeducativos são de alguma forma interpelados e submetidos ao aparato ideológico do Estado. Em “O sujeito do direito e a interpelação ideológica: considerações sobre a ideologia jurídica de Pashukanis e Althusser” (2014) Celso Nakamura nos traz algumas reflexões sobre como o sujeito aparece em sua concepção na lógica da forma da ideologia e como ele se materializa na as relações de produção capitalista.

Althusser explica que o direito (o sistema jurídico) faz parte tanto do aparelho estatal (repressivo) como do sistema do Aparelho Ideológico do Estado. No sistema socioeducativo, o aparato jurídico apresenta-se tanto como repressivo (através da violência física, como evidenciam as denúncias aqui apresentadas, e através de outras formas de repressão) quanto na sua própria forma jurídica, agindo em favor do aparato ideológico de o Estado. . Assim, os jovens e adolescentes marginalizados socialmente (marginalização resultante do processo de acumulação de capital) são responsabilizados pelo Estado pela situação de pobreza em que se encontram (esta situação é causada pelo próprio Estado) e em situação punitiva. processo justificado pelo ideal de liberdade liberal, em que os jovens teriam a escolha entre uma vida digna (estudo e trabalho) e uma vida indigna (crime). Estes jovens são colocados num sistema extremamente coercivo e violento em que os seus direitos dependem da decisão dos juízes que em Veel estão à mercê dos interesses da classe dominante.

Conforme já apresentado, o sistema socioeducativo está envolvido em uma série de denúncias de abusos, abusos sexuais e abuso de poder, onde vários pontos do ECA são desconsiderados.

A escola no sistema socioeducativo e seu papel reprodutor

Enquanto a estrutura jurídica é responsável pela aplicabilidade dos mecanismos legais coercitivos, que estão intimamente ligados à disciplina, a escola surge como espaço de aplicação do currículo como materialização do processo de interpelação. Do processo de acumulação primitiva de capital (neste caso ligado à chegada dos portugueses ao Brasil) à ascensão do neoliberalismo (história recente), a desigualdade social produzida no capitalismo tem consequências catastróficas. Entre eles estão crianças e adolescentes que sofrem intenso processo de marginalização, punição e prisão. E com todas as pesquisas produzidas nesta tese, podemos compreender e enfatizar a ideia de que ao longo da história do Brasil existe um processo de criminalização da pobreza, e analisado neste caso, um processo de marginalização e criminalização de infâncias e adolescentes pobres.

O sistema capitalista produz desigualdades através do processo de extração de mais-valia, e sob o que Althusser chamaria de interpelação, juntamente com o processo de reprodução das relações sociais explicado por Bourdieu, observamos que no período neoliberal há um aumento dessas desigualdades sociais e da política punitiva praticada pelo aparelho repressivo estatal, respaldada pela legislação. E esse processo de reprodução das desigualdades sociais se dará – entre diferentes instituições – no sistema jurídico, no sistema sócio-pedagógico e na escola que funciona dentro das unidades sociopedagógicas. Em diferentes períodos sociais tivemos a produção de diferentes formas de punição que sempre estiveram diretamente relacionadas ao processo de produção de bens e geração de lucro para a burguesia capitalista.

Numa sociedade punitiva, além da morte física causada pelo processo de genocídio, o Estado também produz a morte subjetiva, na qual os adolescentes marginalizados têm o direito de exercer a infância e a adolescência, brincar e ter seu processo educativo realizado com qualidade. . E diante de todo esse processo de produção de penas, creio ser de extrema importância enfatizar a defesa do abolicionismo criminoso. Tendo em conta todas as evidências e estudos aqui desenvolvidos, constatamos que o sistema criminal está desalinhado com o processo de justiça social que inclui e beneficia os membros da classe trabalhadora.

Tilgængelig på https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia interna-do-degase-fazem-rebeliao-em-belford-roxo.ghtml.

Imagem

Figura 3 - Tipos de medidas socioeducativas -  Meio aberto

Referências

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A partir disso, a proposta partirá da noção de que as relações raciais decorrentes deste lugar histórico são expressão da luta anticolonial e da luta também de