34;Isso vai transformar o Rio": reflexões sobre o processo de criação do Museu de Arte do Rio - MAR. Figura 5 e 6 - Capas do jornal Porto Maravilha, publicado pela Prefeitura do Rio de Janeiro.
Maré alta
Foi Secretário de Cultura e Esportes do Estado do Rio de Janeiro e Presidente da Fundação de Arte Rio/FUNARJ. O modelo OS tem sido utilizado pelo município do Rio de Janeiro e apoia a parceria com o Museu de Arte do Rio por meio de um “contrato de gestão” (ressalta-se que o modelo OS tem sido adotado principalmente pelos estados e municípios de São Paulo , Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso e Goiás).
MAR aberto
O acervo de design próprio e o programa expositivo do MAR abrangem duas áreas: a arte (..) e a cultura visual do Rio de Janeiro. Assim, o Rio de Imagens indicou o interesse do MAR pela história da cidade e assim abriu a profissão curatorial, que a partir de então se dedicará às exposições do terceiro andar, sempre dedicadas à história do Rio de Janeiro.
O abrigo e o terreno
O projeto O Abrigo e a Terra dividiu opiniões entre muitas esferas e principalmente na arte e no ativismo, como alertou o crítico Sérgio Bruno Martins na abertura do texto O MAR de alto a baixo, a crítica mais importante ao museu na época. era. Acho que existe por parte de alguns essa vontade de inscrever o período Prestes Maia na história da arte, de fazer com que o mundo da arte reconheça essa “arte ativista”.
Coletivos e o Rio de Janeiro
Citando referências tão diversas como Gauguin, Léger e Hélio Oiticica, esta geração guerrilheira de arte brasileira e participantes de Atrocidades preocupou-se com vários aspectos da experiência da cidade grande, como especulação imobiliária, governança, mobilidade, violência, paisagem, popularidade de demonstração, design etc. . Além de ecoar as provocações e niilismos das vanguardas históricas europeias, essa estratégia esteve associada a alguns atos únicos na história da arte brasileira – como a Exprência n.
Opavivará!
18 Gentil Carioca, galeria de arte contemporânea sediada na região central do Rio de Janeiro, mais especificamente na região do Saara (conhecida como a maior feira livre da América Latina e fundada no século passado por imigrantes árabes e judeus), ocupando uma casa na cidade a partir da década de 1920. Assim, no contexto carioca, com a transformação do Porto Maravilha e a implantação do Museu de Arte do Rio - MAR, ocorreu um episódio importante envolvendo Opavivarán.
Arqueofagia carioca
Mas a passagem mais problemática da nota foi a afirmação de que questões como a gentrificação e os despejos forçados “não são tabu para o Museu de Arte do Rio - MAR, nem para a cidade do Rio de Janeiro”. Deixemos de lado o que se possa pensar sobre o conteúdo dessa frase e foquemos no essencial: não tem sentido uma nota assinada pelo MAR, pela Fundação Roberto Marinho e pelo Instituto Odeon (organização social vencedora do concurso público para a gestão de o museu . ) para falar também em nome da cidade do Rio de Janeiro.
O que foi aterrado?
A transformação da região em uma população consumidora de cultura, entretenimento e informação já pôde ser percebida na Praça Mauá, onde estão localizados os dois grandes museus: o Museu de Arte do Rio - MAR e o Museu do Amanhã, no cais Mauá. Se, em 2011, as perguntas sobre as atividades do Museu de Arte do Rio foram feitas sem uma formação específica – ou seja, a política cultural a ser efetivamente implementada pela instituição – os intensos debates conduzidos por ocasião de sua inauguração levaram a alguns dos respondeu às perguntas iniciais do público24 sobre o Porto.
A instituição da crítica
Como disse desde o início, o seminário é patrocinado pelo MAR – Museu de Arte do Rio, que por sua vez tem como patrocinadores as referidas organizações, razão pela qual foram incluídas na barra do logótipo como colaboradoras do Museu. Contudo, é importante destacar que projetos como o Nova Crítica de Frederico Morais e o Domingos da Criação, eventos por ele promovidos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde a experiência aconteceu fora do cubo branco, estão em fatos nevrálgicos experimentais para a arte brasileira, em relação aos modos de funcionamento e posicionamento político da crítica e da curadoria. Emblemático nesse sentido é o que aconteceu com a exposição Queermuseu - cartografias da diferença na arte brasileira (2017), que, censurada pela própria instituição que a realizou (Santander Cultural), tentou ser trazida e reaberta no Museu de Arte do Rio por um parte de seus diretores, Carlos Gradim e Evandro Salles27.
Só se estiver no fundo do mar, porque no Museu de Arte do Rio não está." Pela primeira vez, um museu de arte do Rio de Janeiro menciona em exposição a mais importante referência artística e cultural da nossa cidade, reconhecida hoje como patrimônio imaterial da nação brasileira.
Diálogos conceituais em alto MAR
Por outro lado, para a implantação do projeto Escola do Olhar, a Fundação Roberto Marinho obteve diretamente do Ministério da Educação o valor de R em um contrato iniciado em 2011 e concluído em 201331. A ideia de começar em escola Eu queria estudar na Escola do Olhar na Praça Mauá, mas as coisas mudaram e acabei no Vidigal. Apesar de levar em conta o ano de 2013 em todas as atividades da Escola do Olhar, a profissionalização não é mais um ponto prioritário de atenção.
Como aponta Janaina Melo, a instabilidade do programa expositivo do MAR foi outro fator que contribuiu para o desenho metodológico da escola. Para esta relativa autonomia programática da Escola do Olhar, os grupos de trabalho (GT) foram mantidos pelos educadores do museu, "identificado como um espaço fértil onde se exploram as intersecções entre arte e educação, a partir de quatro questões geradoras [território, corpo e inclusão, práticas artísticas contemporâneas, história e histórias], que, além de nortear a programação expositiva do museu (..), alimenta um processo de pesquisa que atravessa sua programação, se desdobra e busca dar sentido à ideia de um processo museu.
Alteridade como processo
Alteridade no programa curatorial do MAR: três casos
Desde a sua inauguração, o MAR é um museu que tem tido uma programação cultural e um programa expositivo arrojado – em 2014 foram realizadas 15 exposições – cujo calendário expositivo ficou a cargo da Direção de Cultura. Programa Arte e Sociedade Brasileira e um conjunto de conexões com colecionadores e doadores de obras para seu acervo, o que tornou a definição de um programa expositivo algo bastante complexo e muitas vezes variável. O modelo adotado por Paulo Herkenhoff para esta dinâmica fez com que ele se distanciasse gradativamente da proximidade e do acompanhamento diário das atividades e do pensamento programático da Escola do Olhar, bem como das decisões institucionais de caráter geral, uma vez que era extremamente tomado pelo tarefas e exigências sempre prementes do programa de exposições.
Uma das consequências desse improglio foi a redução radical do número de exposições realizadas pelo museu a partir de 2015, orientação da Câmara do Museu de Arte do Rio dada a distribuição das atividades da Diretoria Cultural e a alta economia e nível humano. os custos envolvidos neste trabalho dinâmico e muitas vezes confuso. Com as novas diretrizes, a redução do programa expositivo foi significativa e, em 2016, totalizou apenas 8 exposições.
Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas …
Na exposição, alguns momentos/participações aproveitaram particularmente a ideia de transversalidade quando pensada em relação à educação, como evidenciado pela inclusão de projetos e instituições como Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri, Fundação Roberto Marinho, Universidade das Quebradas – este último, importante parceiro da Escola do Olhar –, o Prof. A presença de Janaina Melo como curadora da exposição foi evidentemente um arranjo que buscou integrar a prática curatorial do MAR ao seu projeto educativo, a Escola do Olhar. Como lembra Clarissa Diniz, “a exposição na Escola do Olhar projetou uma escola tradicional e até profissional”56 (DINIZ, 2019).
A Escola do Olhar do MAR foi construída em termos de uma pedagogia mais próxima da criação e da prática artística." Num jantar beneficente organizado por Márcio (Presidente do Conmar) e Mara no último andar do prédio da Escola do Olhar, Fainziliber, em nome de o Conselho Consultivo do MAR (Conmar).
Meu Mundo Teu - Alexandre Sequeira
Em Meu mundo teu foi possível vivenciar efetivamente a construção de uma exposição baseada nas metodologias desenvolvidas pela Escola do Olhar e, fundamentalmente, pela educação. 34. Realizar, no sentido de ‘reencenar’, de experimentar novamente em termos diferentes, o exercício da alteridade que é central na prática de Alexandre Sequeira.67 Começamos a pensar a exposição de Alexandre num campo amplo entre a curadoria e a educação com suas respectivas equipes.
A exposição de Alexandre Sequeira é rica nesse sentido, e isso diz respeito à forma como as pessoas se apropriaram da exposição, tem sido amplamente vivenciada, tem sido utilizada pelos vizinhos e traz algo importante para a ideia de diferença no museu, que é diferença de contraponto. consigo mesmo, porque o museu tinha um discurso forte de participação, que era um museu marginal e suburbano, mas os seus locais de decisão sempre foram muito especializados. Com a mudança, Alexandre e Aline chamaram a atenção justamente para a dimensão coletiva que não pode ser apropriada individualmente, seja por pessoas como Aline, Tião, ou pela própria instituição.
Dja Guata Porã – Rio de Janeiro indígen
O Museu de Arte do Rio apresenta Dja Guata Porã – Rio Indígena de Janeiro, uma exposição sobre a história do estado do Rio como história indígena. Escola do Olhar: as práticas educativas do Seminário Sustentabilidade, Educação e Arte do Museu de Arte do Rio. Depoimento sobre o vídeo institucional da comemoração dos 4 anos do Museu de Arte do Rio – MAR, 2017.
Construindo a memória do futuro: uma análise da fundação do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Entrevista realizada em dezembro de 2018 com Janaína Melo, ex-chefe de ensino do Museu de Arte do Rio – MAR. Em 2015 organizou o livro Escola do Olhar - Educativas Públicas do Museu de Arte do Rio e o material didático do projeto: Descentralização do acesso no Instituto Inhotim (2010 e 2012).
Refletindo sobre sua trajetória de vida e profissional e destacando sua chegada ao Rio de Janeiro para assumir a gestão educacional do Museu de Arte do Rio – MAR, como foi pautado seu trabalho na Escola do Olhar.