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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Tese apresentada, como requisito parcial para obtenção do título de mestre, ao programa de pós-graduação em história da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Thomaz Antônio Gonzaga: entre a lei natural e a ostentação Os excessos de Minésio: imaginações de um fiel vassalo da coroa portuguesa / Claudia Cristina Azeredo Atallah. Dissertação apresentada, como requisito parcial do mestrado, ao Programa de Pós-Graduação em História, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

O intelectual Thomáz Antônio Gonzaga é aqui objeto de profunda pesquisa, especialmente no que diz respeito às suas visões políticas filosóficas e à sua atitude como vassalo da coroa portuguesa, na tentativa de reconstruí-lo para a historiografia, uma vez que, em princípio, foi visto como um revolucionário nacionalista e um dos maiores proponentes das ideias iluministas da América portuguesa. Thomaz Antônio Gonzaga: entre a lei natural e o abuso do Fanfarrão Minésio: visões políticas de um leal vassalo da coroa portuguesa. Os trabalhos historiográficos sobre a nova história política também veem o estudo dos intelectuais de uma nova maneira.

Portanto, a partir desse contexto teórico e historiográfico, preparei um estudo sobre o intelectual Thomaz Antônio Gonzaga, que recupera justamente a história dos intelectuais sob uma nova abordagem, mais focada nas realidades socioeconômicas tão importantes para o historiador. Desde o início de sua vida intelectual, Thomáz Antônio Gonzaga teve contato com conceitos filosóficos muito específicos, seja na colônia do Colégio dos Jesuítas, seja mais profundamente na Universidade de Coimbra na década de 1960, época em que o Marquês de Pombal no o campo educacional ainda estava em processo inicial.

É a partir da Restauração em 1640 que o reino se integrará com novas ideias sobre a discussão do homem como ser racional, na tentativa de reconstruir a dignidade nacional e acompanhar o que acontecia no resto da Europa. Para tanto, formou um grupo de homens com o objetivo de consolidar essa rede administrativa, homens que se tornaram confiáveis ​​justamente por todo o trabalho de modernização cultural e de consciência nacional que se tornou possível com a reforma no campo da educação, que ele inicia com a expulsão e que tem como base pedagógica a obra de Luis Antônio Verney. É precisamente a partir deste momento que se verifica em Portugal a formação de um público leitor interessado na qualidade do que lê.

Neste sentido, a reforma da Universidade de Coimbra em 1772, que foi acompanhada pela reforma educativa pombalina iniciada em 1759 com a expulsão dos Jesuítas e algumas alterações no pequeno ensino, significou a abolição dos colégios jesuítas, que até então então, quase exclusivamente portugueses ministraram ensino, visando acompanhar tais transformações e, mais ainda, iniciar um processo de preparação de homens que pudessem assumir a administração do Estado Pombalino. Este defeito parecia-me remediado, porque, como o estudo da lei natural era extremamente útil para todos, não era justo que os meus súbditos se considerassem ou negligenciassem ou se considerassem necessitados. Ainda neste contexto, verifica-se em Portugal que todas as tentativas de evitar a decadência se tornaram visíveis.

Seria uma nova geração que se concentraria nos problemas da metrópole em relação às colônias. Portanto, o que se torna mais interessante é justamente o processo de mudança no sentido de encontrar uma nova razão para o Estado.

As discussões sobre o direito natural ganhavam força e as transformações empreendidas no início da década de 1770 já faziam sentido. Conforme já discutido no capítulo anterior, as questões jurídicas encontram um novo caminho para a adoção do direito humano natural como ponto de partida para o estudo das leis. O Tratado de Direito Natural é, portanto, um reflexo da sua maturidade como intelectual e, mais do que qualquer outra coisa, de um homem que estava pronto a servir a coroa portuguesa, não só no sentido de lhe prestar serviços oficiais, mas também como um agente. de uma instituição que estaria acima de qualquer administração temporária.

Às novas visões sobre o direito natural, Gonzaga somou suas teorias desenvolvidas não apenas em uma universidade que estava sendo reformada, mas também resquícios intelectuais de sua época com os jesuítas. A discussão do direito natural ganhou impulso com a chamada Escola Peninsular de Direito Natural, que revisitou a escolástica de Tomás de Aquino e acrescentou algumas questões à teoria de Aristóteles. Tal como os seus antecessores Hobbes e Grotius, procurará a justificação do poder do soberano numa razão jurídica, derivada da ideia de direito natural.

Em alguns pontos de seu pensamento encontramos certa divergência com a teoria do direito natural desenvolvida por Hobbes, que passou a influenciar suas ideias. Portanto, este é o panorama sob o qual se inaugura uma era de discussão sobre o direito natural do homem numa perspectiva moderna. Gonzaga insere-se neste contexto ao concluir o curso de Direito na Universidade de Coimbra e apresentar a sua tese sobre direito natural em 1768.

Este facto não significa que ele condene simplesmente e simplesmente toda e qualquer teoria pertencente à discussão moderna do direito natural. É assim bastante peculiar o carácter que a discussão do direito natural assume no tratado, exprimindo o pensamento de um português empenhado na interpretação das leis do seu reino, num momento em que tais questões ganham significado. de remodelação. Thomáz Antônio Gonzaga divide seu tratado em três partes, todas dedicadas a discutir o direito natural e qual seria a base sobre a qual se apoiariam as leis civis.

A partir da análise do que o advogado escreve em sua introdução é possível ter uma ideia de sua concepção de direito natural e de seu entendimento em relação à sociedade civil. A teoria moderna do direito natural, por outro lado, baseia-se em visões dedutivas e abstratas e não leva em consideração nenhum fator histórico para o desenvolvimento da teoria do direito natural. Por fim, no que diz respeito à questão do direito natural, Gonzaga deixa isso claro no último capítulo da primeira parte, que se intitula Do Princípio do Direito Natural, Parte de Deus, não admitindo que algo o preceda.

Thomáz Antônio Gonzaga cita diversas vezes em sua dissertação algumas de suas ideias sobre o direito natural. Grotius e Hobbes, que afirmam que a sociedade é o princípio do direito natural porque neste sentido afirmam a existência de Deus.

Característica que se tornou mais real a partir da década de 1920, quando o clero regular foi excluído da capitania de Minas Gerais e a população procurou a associação para garantir a convivência social e a criação de uma sociedade com um mínimo de bases religiosas. caráter assistencial, tudo isso para cumprir objetivos sociais entre tais grupos. E essa preocupação tinha fundamento: as revoltas negras eram constantes na região mineira, tão constantes que se tornaram uma das principais preocupações dos governadores encarregados de manter a ordem. Na colônia americana não foi diferente, mais precisamente na região mineira desenvolveu-se um grupo de intelectuais que se voltaram para a produção literária árcade justamente por estar em harmonia com a produção literária europeia.

Portanto, só a partir da Revolução Francesa é que uma nação passou a ser entendida como um território definido e politicamente unido.199 Quanto ao termo pátria, na época em que Cláudio o mencionou, estaria ligado apenas à localização do país de origem. origem. aniversário. Tudo isso contribuiria para a formação de sua má reputação na região.203 Homem atolado em dívidas, ouvidor de pouca competência ou mesmo boêmio apaixonado e habituado às facilidades de um relacionamento ilícito, a verdade é que Alvarenga, primeiro acima de tudo, um poeta também se integrou no intenso movimento cultural da época, especialmente no que diz respeito à dinâmica portuguesa. Sua formação intelectual e acadêmica desenvolveu-se em sintonia com toda a transformação ocorrida no século XVIII e seus escritos deixam isso bem claro.

XXXVIII e 918 e Aditivo sobre o sequestro nos créditos e obrigações do médico sequestrado Claudio Manoel da Costa. Isto o levaria a conclusões sobre a coroa portuguesa que se tornam muito importantes para a sua compreensão. Gostaria apenas de colocá-lo no contexto mais amplo desta pesquisa sobre Thomáz Antônio Gonzaga, levando em conta o importante papel que o intelectual (não só ele, mas os demais aqui mencionados) desempenhou na região mineira e em todo o complexo processo que se estendia às bruxas mineiras.

Foi um intelectual que se integrou nos acontecimentos europeus precisamente porque tinha facilidade em obter informação. Com base em todo o contexto estudado até aqui, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento intelectual de Gonzaga e, por outro lado, na existência de um grupo de intelectuais em Minas Gerais e de um ambiente propício ao crescimento do convívio entre esses homens, é que podemos pode analisar todos os acontecimentos que remetem ao papel desempenhado pelo juiz e poeta na região colonial. De todos os réus (considerando os aqui estudados), Gonzaga foi o que mais se preocupou em manter sua postura legalista em relação ao governo.

Ele vislumbrou mudanças na região mineira, mas porque compreendia de forma mais realista as reais condições em que se situava todo o reino português e tinha condições intelectuais para tal empreendimento. Ao longo da sua carreira seguiu uma linha filosófica que se tornou fundamental no sentido de lhe fornecer bases para a compreensão das estruturas sociais, económicas e políticas sob as quais viveu e exerceu a sua profissão. Adriana Romeiro segue o mesmo caminho, no sentido de propor uma compreensão mais aprofundada do que se convencionou chamar de consciência colonial na historiografia relevante.

Para esta empreitada, ela considera a totalidade do cotidiano da colônia como essencial para a construção de uma experiência distinta daquela que ocorre na metrópole.251. Acréscimo do sequestro realizado nos créditos e passivos do sequestrado e do médico Claudio Manoel da Costa.

Referências

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A realização desta AAE é uma iniciativa da Secretaria de Estado do Ambiente SEA, motivada pelos investimentos programados para o Estado do Rio de Janeiro, notadamente, no campo do setor