Políticas públicas de educação a distância no Brasil: educação mediada pela tecnologia ou ensino de massa. O objetivo central deste trabalho é analisar se os modelos de educação a distância mediados pelas Tecnologias de Informação e Comunicação – TIC, criados pelas políticas públicas desenvolvidas no Brasil, têm como foco a formação de cidadãos profissionais ou são simplesmente um instrumento de educação de massa. Nesse sentido, a pesquisa pode contribuir para identificar a eficiência das políticas públicas de educação a distância e dos modelos de intervenção estatal para a implementação dessa modalidade de ensino como contribuição para a transformação social.
O objetivo central deste trabalho é analisar se os modelos de educação a distância mediados pelas tecnologias de informação e comunicação – TIC, gerados pelas políticas públicas desenvolvidas no Brasil, têm como foco a formação de cidadãos profissionais ou são simplesmente um instrumento de educação de massa.
Conceituando Educação a Distância ou Educação Mediada pela Tecnologia
As estratégias de ensino devem incorporar novas formas de comunicação e também incorporar o potencial informativo da Internet. Segundo Moran (2002 p. 1), Educação a Distância (EAD) é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, no qual professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente. Em 1939, a França criou um serviço postal de educação para estudantes deslocados pelo êxodo.
O ensino a distância não é apenas mais uma alternativa para quem não utiliza a educação formal, mas tornou-se uma modalidade de aprendizagem de qualidade e que permite a aprendizagem de um maior número de pessoas.
Políticas Públicas de Ead no Brasil
Promove a modalidade de Educação a Distância em instituições de ensino superior públicas, bem como apoia pesquisas sobre metodologias inovadoras de ensino superior apoiadas em tecnologias de informação e comunicação. Estabelecer disposições específicas para os processos de acreditação, autorização e reconhecimento para a oferta de educação a distância. Avaliação e acompanhamento dos núcleos de apoio presencial do sistema UAB e daqueles resultantes de programas e ações do Ministério da Educação que estão sob a gestão da Direção de Educação a Distância;.
Em 7 de dezembro de 2010, o Ministério da Educação editou o Decreto nº. 1.369 (ANEXO 25), que dispõe sobre o credenciamento de Instituições de Ensino Superior Públicas, filiadas ao Sistema Universidade Aberta do Brasil, para a oferta de cursos superiores a distância. modalidade de ensino, pelo período de 5 (cinco) anos; e credenciar centros de apoio presencial à Educação a Distância.
Educação mediada pela tecnologia – algumas reflexões
Peters (2004, p. 33) reafirma que ao longo da história tivemos três tipos de ensino a distância: No primeiro caso, projetos especiais criaram e testaram esse método e abriram caminho para o ensino online. O que precisa ser aprendido não pode mais ser planejado antecipadamente ou definido com precisão” (LÉVY, 1999, p.158). Para Tapscott (2010, p. 155), temos um novo paradigma: a fonte do conhecimento não são mais os professores, mas a Internet.
A direção mais promissora, que aliás traduz a perspectiva da inteligência coletiva para o domínio educacional, é a da aprendizagem cooperativa (LÉVY, 1999, p.171). Especialistas em informática de todo o planeta ajudam-se mutuamente para resolver problemas de programação (LÈVY, 1999, p.29). Bingham & Conner (2011, p. 103) acrescentam que o poder das ferramentas de conteúdo colaborativo reside na sua capacidade de fornecer um endereço único onde as pessoas reúnem as suas ideias, analisam-nas com os seus pares e publicam-nas de uma forma que possa ser revista e revisitado, representando vários pontos de vista.
Segundo ALMEIDA (2011, p. 2), a plataforma Moodle, software gratuito utilizado na educação a distância, proporciona um ambiente de aprendizagem colaborativa e tem sido utilizada por diversas instituições de ensino. Segundo Tapscott (2010, p. 168), o modelo de aprendizagem individual é uma área estranha para a maioria dos jovens da geração Internet, que cresceram colaborando, compartilhando e criando coisas juntos online. Para Rüdiger (2002, p. 78), as tecnologias de informação que possibilitam o surgimento do ciberespaço, bem como as pesquisas em engenharia genética, tendem a reduzir a experiência humana, se não o próprio homem, à massa de dados que podem ser armazenados, processados e disponibilizado para manipulação.
Para Bingham & Conner (2011, p. 6), muito do que aprendemos no trabalho e em todos os lugares vem da nossa participação em redes de relacionamentos nas quais as pessoas cocriam, colaboram e compartilham conhecimento, participam ativamente e direcionam seu aprendizado sobre temas, que ajudam a melhorar. Segundo Bingham e Conner (2011, p. 17), a aprendizagem é um processo transformador de encontrar informações que, quando internalizadas e combinadas com nossas experiências anteriores, podem mudar o que sabemos e construir sobre o que podemos fazer.
Educação sob a Lógica da Economia de Mercado – o aluno como consumidor e o papel docente
78 preocupações e preocupações dos mais próximos e queridos, tanto em casa quanto na vizinhança (BAUMAN, 2008, p. 154). Segundo Neves e Pronk (2008, p. 181), segundo o Livro Verde9, o desafio da próxima década consiste no diálogo e debate constante envolvendo o governo. A reforma do ensino superior torna-se assim uma das orientações estratégicas da política de IDE.
Como argumentam Neves e Pronko (2008, p. 68), especificamente numa perspectiva ético-política, existe uma política educacional neoliberal para a expansão e melhoria da educação, seguindo o. Segundo Canclini (2006, p. 61), “o consumo”, diz Manuel Castells, “é um lugar onde os conflitos entre classes, causados pela participação desigual na estrutura produtiva, adquirem continuidade no que diz respeito à distribuição e apropriação de bens. Segundo Canclini (2006, p. 63), a lógica que rege a apropriação dos bens como objetos de distinção não é a da satisfação, mas sim a da escassez desses bens e da impossibilidade de outros possuí-los.
Segundo Canclini (2006, p. 65), o consumo é um processo no qual os desejos são transformados em demandas e ações socialmente reguladas. Segundo BATISTA (2002, página 1), o discurso a favor da democratização da educação, das oportunidades de acesso ao sistema educacional e da justiça social mascara a importância dos investimentos privados. Segundo Neves e Pronko (2008, p. 118), a expressão ‘sistema educativo’ já era utilizada pelo BM UNESCO desde o primeiro período de implementação das atuais reformas na estrutura e funcionamento do ensino superior, utilizada para justificar o desmantelamento do o modelo até então vigente, estruturado principalmente a partir de instituições universitárias públicas e ao mesmo tempo a partir da criação de instituições não universitárias, maioritariamente privadas (BM.
Segundo Neves e Pronk (2008, p. 123), as reformas educacionais brasileiras em geral, que seguem os mesmos postulados do neoliberalismo de terceira via que norteiam as atuais políticas dos organismos internacionais, têm o propósito estratégico de “contribuir de forma decisiva para um novo projeto de desenvolvimento nacional que seja compatível. Contudo, o professor não deve descurar o seu papel que, segundo a teoria crítica, é ensinar conhecimentos, ou seja, ensinar os alunos a lutar contra a barbárie (ADORNO; 1995; p. 155).
Educação para a formação humana – o aluno como cidadão e o papel docente
E diz ainda: “A condição humana é em parte espontaneidade natural, mas também pensamento artificial: tornar-se plenamente humano - seja bom ou mau - é sempre uma arte” (idem, p. 31). Por educação entendemos o cuidado da sua infância (conservação, tratamento), disciplina e aprendizagem com formação” (KANT, 1996, p. 11). A formação humana, para Kant, inclui a disciplina, o que é negativo porque “impede o homem de se desviar do seu destino, de se desviar da sua humanidade” (idem, p. 12); e inclui aprendizagem ou cultura - “como a instrução pode ser chamada assim” (idem, p.
Qualquer pessoa que não tenha cultura alguma é um bruto; quem não tem disciplina nem educação é selvagem” (idem, p. 16). A espécie humana é obrigada a extrair de si mesma, aos poucos, pelos seus próprios esforços, todas as qualidades naturais que pertencem à humanidade” (KANT, 1996, p. 12). Mostra, portanto, que as circunstâncias fazem as pessoas, assim como as pessoas fazem as circunstâncias” (MARX e ENGELS, 1979, p. 56).
Segundo Mancebo (2004, p. 36), ao analisar a formação da subjetividade individualizada na modernidade ocidental, ao definir algumas características básicas, é necessário discutir os processos que levaram ao retraimento do indivíduo para dentro de si mesmo. Ao trazer o pensamento de Larrosa (2000, p.12) para esse diálogo, abrimos caminho para superar uma visão clássica em que “formar significa, por um lado, moldar e desenvolver uma série de disposições pré-existentes [ . ..] e levar o homem a conformar-se a um modelo ideal do que é um “ser humano” que está previamente fixado e assegurado.” 89 companhia, na rua e no lazer, celebração e comemoração, no trabalho [ ..] a educação acontece de maneiras muito diferentes (ARROYO, 1998, p. 147).
Para Frigotto (2000, p. 31), o ser humano que atua na reprodução de sua vida material o torna parte de uma totalidade psicofísica, cultural, política, ideológica, etc. Quando fala de formação humana, Marx fala de tecnologia teórica e prática, com o objetivo de formar um homem completo, isto é, não apenas capaz de lidar com as transformações decorrentes dos desenvolvimentos tecnológicos da indústria, mas também em condições de desenvolver todas as oportunidades pessoais culturais, de estudo e também de entretenimento, jogos, participação na vida social (SOUZA JUNIOR, 2010, p. 105).
A Pesquisa de Campo
PRINCIPAIS TEMAS DO PROJETO PEDAGÓGICO E POLÍTICO DO CURSO A DISTÂNCIA. i) Conceber a educação e o currículo no processo de ensino e aprendizagem. Desenho da educação e do currículo no processo de ensino e aprendizagem. Identificação de alguns aspectos da parceria público-privada das disciplinas estudadas. Projeto político pedagógico do diploma em pedagogia - UFOP (i) Educação e desenho curricular no processo de ensino e.
Projeto político pedagógico do curso de Matemática – UFOP (i) Desenho da educação e do currículo no processo educativo e. Projeto Político Pedagógico do curso de Pedagogia – UFJF (i) Desenho da educação e do currículo no processo educativo e. Projeto Político Pedagógico da Educação Matemática – UFJF (i) Desenho da educação e do currículo no processo educativo e.
A UAB é um sistema integrado por universidades públicas e promove o ensino a distância em instituições públicas de ensino superior. 1º A oferta de cursos superiores a distância deverá estar prevista no plano de desenvolvimento institucional da instituição de ensino superior. 1º As instituições de ensino superior mantidas pelo Poder Público e vinculadas ao Ministério da Educação terão personalidade jurídica própria.
3° A autorização, o reconhecimento de cursos e o credenciamento de instituições do sistema de ensino federal que ofereçam cursos de educação profissional a distância deverão observar, além do disposto neste Estatuto Social. Os cursos e programas de ensino a distância poderão ser implementados para oferta somente após aprovação pelas autoridades competentes dos respectivos sistemas de ensino. De acordo com o disposto no art. 81 da Lei nº 9.394, de 1996 permite a organização de cursos experimentais ou instituições de ensino que ofereçam ensino a distância.
Garante a implementação das funções de regulação, fiscalização e avaliação das instituições de ensino superior e dos programas de graduação e de ensino superior consecutivos do sistema federal de ensino. 1. Este decreto determina a implementação das funções de regulação, controle e avaliação das instituições de ensino superior e dos cursos superiores de graduação e sucessivos do sistema federal de ensino. 2. A fiscalização será realizada com o objetivo de garantir a conformidade da implantação do ensino superior no sistema federal de ensino com a legislação aplicável.