Gostaria de agradecer ao querido Geo Brito, fundador do Teatro do Oprimido, pela recomendação do livro Estética do Oprimido e por todo o seu apoio. A presente pesquisa tem como foco temático explorar a infância de Paulo Freire para uma pedagogia lúdica no ensino de filosofia para crianças e jovens, a partir da aplicação da peça teatral do Teatro do Oprimido de Augusto Boal em sala de aula. O teatrólogo Augusto Boal, criador do Teatro do Oprimido, afirma no livro Jogos para Atores e Não Atores: “O Teatro do Oprimido é teatro no sentido mais arcaico da palavra: todas as pessoas são atores, porque atuam e espectadores, porque observam.
O Teatro do Oprimido da BOAL oferece a possibilidade dos substantivos que mencionamos acima, extraídos das reflexões e práticas de Paulo Freire. Foi aí que comecei a tocar com o Boal e fiz algumas oficinas de Teatro do Oprimido com ele. Fiz uma no Centro de Teatro do Oprimido (CTO), na Lapa, onde tive contato com os exercícios, brincadeiras, brincadeiras e técnicas teatrais de todo o arsenal da Estética do Oprimido e como ela é poderosa no ensino-aprendizagem .
O CTO, fundado por Augusto Boal e vários colaboradores, surgiu em 1986 como centro de investigação e divulgação da metodologia específica do Teatro do Oprimido em laboratórios e seminários, ambos em regime permanente, de avaliação, experimentação, análise e sistematização. de exercícios, jogos e técnicas teatrais. Nos laboratórios e seminários são concebidos e produzidos projetos socioculturais, espetáculos teatrais e produtos artísticos, a partir da estética dos oprimidos. Como diz Geo Britto, membro da diretoria do Centro de Teatro do Oprimido: “É um instrumento na luta dos oprimidos por uma sociedade mais justa, uma sociedade sem classes, sem racismo e sem machismo”.
Cena I: Cartas a Cristina e as meninices de Paulo Freire e Augusto Boal
Na 14ª Carta a Cristina – Educação e Democracia do mesmo livro, a educadora fala sobre o direito de brincar independentemente da idade. Podemos perceber sobre isso em Slade (1978) que o jogo dramático é o comportamento real do homem que se manifesta na infância e que chamamos de teatro. As peças e peças propostas pelo Teatro do Oprimido também possuem um elemento terapêutico e social.
Entendamos agora como as técnicas do teatro do oprimido podem nos ajudar nessa tentativa. O Teatro do Oprimido consiste em diversas técnicas teatrais que partem da noção de jogo, onde todos, atores/atrizes e Espectadores, experimentam o jogo para desmecanizar seus corpos. Do teatro pictórico surge outro tronco: o teatro fórum, que se ramifica em ramos como ação direta, teatro invisível e teatro fórum.
Bachelard, assim como Freire na Carta a Cristina (destacada acima), proclama que existe uma criança que ainda vive dentro de nós, não importa quantos anos tenhamos, dizendo: “Em cada sonhador vive uma criança, uma criança que sonha gloriosamente, estabiliza . .
Cena II: Pedagogia decolonial, Pedagogia brincante
Ifá diz que o novo que não provém do velho e o velho que não se torna novo sucumbirá ao pior da destruição: o esquecimento. Infantilizar é ativar a infância nos adultos, viabilizando a percepção de que a ação ética e política deve levar em conta quem já esteve aqui (ancestralidade) e quem estará (futuro), além disso. Finalmente, ubuntwana, no contexto da filosofia ubuntu, refere-se à compreensão da infância e ao mesmo tempo das crianças como inventoras de novos mundos.
Como diz Noguera “Porque é justamente a presença do passado e do futuro na emergência do presente”. O futuro não é entendido no sentido ocidental de algo que não aconteceu, mas no sentido de que o presente pode ser recriado e reinventado. Um dos entrevistados do documentário TARJA BRANCA enfatiza que “a grande riqueza da cultura popular reside na possibilidade de viver uma infância diferente” (2014, trecho 53:15 min.).
Mais do que a suposição de que as crianças são páginas em branco que podem ser preenchidas com o que a sociedade quiser, há a percepção de que elas são a expressão do passado e, portanto, têm o dever de atualizar essas narrativas. Estamos falando aqui de infantilização, dos sentidos da infância, porque sabemos que as palavras são possibilidades, uma luta política por sentido. Quando o assunto é infância, o alerta é: “não é possível definir um modo indígena de infância, pois nas populações indígenas encontramos diferentes formas de tratar esse período” (TASSINARI, 2007, p.13).
A concepção freireana da imperfeição humana (FREIRE, 1991) parece ser um cheiro que sugere as texturas, os sons, as cores de uma escola que não forma, mas cria sujeitos lúdicos. É só juntar eles, cantar umas músicas e a gente faz uma festa, meio desafinada, meio rouca - mas tem festa que não é nem um pouco rouca nem um pouco desafinada. Mas se não lhes derem muita atenção, se eles próprios forem apaixonados pela infância e pela beleza do mundo, conseguirão despertar nos filhos uma profunda sedução de coisas que nada ou muito pouco custam e que contêm delicadas e imortais. poesia.
Mas pode acontecer que as crianças brinquem de maneiras diferentes e não exista uma maneira certa de brincar. Para isso, seria necessário não apenas elencar tudo, mas também historicizar a própria palavra.
Cena I: Os jogos e as brincadeiras teatrais nas aulas de Filosofia e nas aulas
Aqui falaremos sobre as peças e brincadeiras do Teatro do Oprimido e como elas são exemplos da pedagogia das meninas de Paulo Freire. Peças teatrais e peças do arsenal de técnicas do Teatro do Oprimido trazem em simbiose o simbólico e o sensível, como veremos nos exercícios práticos a seguir. Talvez o leitor esteja se perguntando como introduzir a pedagogia lúdica e o teatro do oprimido no ensino e na avaliação da instituição.
Portanto, tive a liberdade de desenvolver a metodologia lúdica e de Teatro do Oprimido aqui proposta. A didática lúdica deriva de diferentes jogos e brincadeiras (manuais, eletrônicos e teatrais) para atingir um objetivo didático.E como estamos falando de jogos e brincadeiras diferentes, devemos considerar também os diferentes tipos de linguagem que essa interação implica. Como exemplo de mineração, descreverei brevemente o projeto interdisciplinar Atom cria o mundo, que realizamos com turmas do 9º ano.
Neste projeto destaco como as técnicas do Teatro Fórum, do Teatro Imagem, do audiovisual e das artes visuais podem contribuir para o ensino lúdico. Opto por trabalhar com projetos onde possa trabalhar os conceitos do plano de estudos do curso de forma criativa, lúdica, estimulante e lúdica. Os átomos como criadores da matéria e como os átomos podem se organizar em diferentes ligações químicas / Filosofia e arte: o uso de técnicas do teatro do oprimido, especialmente do teatro visual.
Estimular a invenção científica, a criação artística e a reflexão filosófica / Estimular a criação de histórias / Estimular a criatividade através de linguagens artísticas, especialmente o uso da marioneta e do cinema / Promover a reflexão sobre a arte e a ciência e as suas implicações políticas, éticas e estéticas / Possibilitar o debate de cruz -cortar temas como a importância da ciência para a sociedade, a liberdade artística, a teoria do conhecimento / Incentivar a autonomia e a crítica dos alunos. É importante ressaltar que, antes de mais nada, tivemos que desmecanizar o corpo dos alunos com exercícios e jogos do Teatro do Oprimido, para que pudessem utilizar seu corpo de forma expressiva. Apresentar um trecho do filme “Nosso amigo Átom” .. https://youtu.be/TW1HTyTissw .. b) Peça teatral do oprimido e técnica de teatro visual.
Nas figuras 3,4,5 e 6, os alunos realizaram jogos teatrais do Teatro do Oprimido durante as aulas. Brincar é muito sério e precisamos pensar no espaço escolar como podemos incorporar o ensino lúdico em nossas práticas.
Cena II: O/A professor/ra Curinga (O/A Brincante)
Boal, no livro Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas, conta como foi criado o sistema Wildcard do Teatro do Oprimido a partir da experiência do Teatro de Arena de São Paulo.3 Na apresentação do espetáculo "Arena conta Zumbi ”, musical escrito em 1965 por Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal e o maior sucesso artístico e de público do Teatro de Arena até hoje. Aqui está um exemplo da minha prática como professor curinga e de como cada aluno também atua como curinga, sendo ao mesmo tempo ator e personagem do Teatro-Imagem. No Clube de Humanidades - nome que a Escola Firjan SESI deu ao Novo Plano de Viagens do Ensino Médio -, abordamos a problemática dos Direitos Humanos e focamos nos temas da desigualdade racial e de gênero por meio das técnicas do Teatro do Oprimido e da obra de Paulo Freire. pedagogia da autonomia – ambas aqui defendidas como pedagogias lúdicas.
Vimos como os jogos teatrais e os jogos do Teatro do Oprimido podem oferecer técnicas, metodologias e ensinamentos sobre como introduzir a educação lúdica e como a desmecanização do corpo pode ser fundamental para o desenvolvimento de projetos educativos. A Árvore do Teatro do Oprimido pode ser tanto uma alegoria para a consciência quanto todo o percurso de nossas intenções lúdicas. Utilização de exercícios de desmecanização, teatro visual e teatro fórum, técnicas de Teatro do Oprimido.
Objetivos Específicos Incentivar a cidadania / Estimular a criatividade através de linguagens artísticas, especialmente o uso do Teatro / Promover a reflexão sobre o tema das mulheres negras e sua saúde. Utilizando exercícios de desmecanização, teatro da imagem e teatro do fórum, técnicas do Teatro do Oprimido. As imagens que serão vistas agora são registros de momentos de aplicação de jogos teatrais e jogos teatrais do Teatro do Oprimido aplicados em sala de aula.
As imagens abaixo são momentos de utilização da pedagogia lúdica baseada nas técnicas do Teatro do Oprimido e na relação entre a pedagogia das meninas de FREIRE, a questão de qual pedagogia das meninas foi o ponto motivador das brincadeiras. Abaixo estão algumas imagens de alguns desses projetos realizados de forma interdisciplinar com técnicas das Artes Visuais e da Imagem Teatral do Teatro do Impresso (ver definições de técnicas do Teatro do Impresso na página 26). As imagens a seguir são momentos de utilização da pedagogia lúdica baseada nas técnicas do Teatro do Oprimido e na relação entre a pedagogia das meninas de FREIRE e a máxima “aprender aprendendo e aprender aprendendo”.
Abaixo estão algumas imagens de alguns desses projetos realizados de forma interdisciplinar utilizando as técnicas do Teatro do Oprimido: Teatro Imagem, Teatro Jornal e Teatro Fórum (ver definições da técnica do Teatro do Oprimido na página 26). Os alunos das turmas 901 e 902 apresentaram pequenos vídeos de performance e utilizaram linguagem teatral – técnicas do Teatro do Oprimido: Teatro Fórum, Teatro Imagem e Teatro Jornal, fotográficas e audiovisuais. Abaixo estão algumas imagens de alguns desses projetos realizados de forma interdisciplinar utilizando as técnicas do Teatro do Oprimido: Teatro Imagem, Teatro Jornal e Teatro Fórum (ver definições da técnica do Teatro do Oprimido na página 26). negativo para proteger a privacidade dos alunos.
Foram trabalhadas técnicas do Teatro do Oprimido, como o Teatro da Imagem, o Teatro Fórum e o Teatro do Jornal.