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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 10 O governo do estado do Rio de Janeiro nunca ofereceu nenhum curso de formação de professores para professores indígenas.

Figura  1  Coral da aldeia Yakã Porã na Flipinha, Paraty ..........................................
Figura 1 Coral da aldeia Yakã Porã na Flipinha, Paraty ..........................................

O índio romântico, mas sem direitos

Em seu livro “Índios e civilização, integração das populações indígenas no Brasil moderno” (1977), Ribeiro também afirmou que “os grupos indígenas podem ser classificados em quatro categorias de acordo com o grau de contato com a sociedade nacional” (p. 432). Esta perspectiva pressupunha que mesmo depois de 500 anos, os povos indígenas deveriam manter uma.

Rediscutindo o conceito de identidade

Com isso, o hibridismo garantiria a sobrevivência da cultura autóctone e levaria a um processo de modernização da cultura de elite. Bhabha (2010) afirma que o hibridismo é um processo resultante do choque, da colisão e não é um simples processo de adaptação cultural e re-imaginação.

Multiculturalismo, diferenças e desigualdades

Na lógica introduzida na política actual pelo sistema neoliberal e pelos desenvolvimentos da globalização, há uma tendência para a criação de uma cultura e de uma padronização global e homogénea, que eliminaria as diferenças entre todos os povos. É claro, então, que o conceito de identidade se baseia numa concepção de diferença: por um lado, está ligado a uma ideia que depende da construção de um Outro e de uma oposição rígida entre dentro e fora.

Perfil dos professores sujeitos e parceiros de nossa pesquisa

Neste capítulo apresentamos um pouco do contexto de vida desses professores Guarani Mbya em sua rotina na aldeia Sapukai, em Angra dos Reis, região da Costa Verde, no estado do Rio de Janeiro. A terra indígena destinada ao povo Guarani Mbya no estado do Rio de Janeiro está localizada no bairro de Bracuhy, na cidade de Angra dos Reis. Ele saiu de sua aldeia de Rio Branco, no interior de São Paulo, para conhecer a mãe depois que ela se separou do pai e foi morar em Angra dos Reis.

Na aldeia Rio Branco estudou até a sétima série, em uma escola Juruá, escola não indígena, pois naquela época as escolas nativas não eram comuns em todas as aldeias. 34 Informações verbais obtidas com Lino Gonçalves e Claudio Benite, na casa do pesquisador em Angra dos Reis, 2018. Lino conta que diferentemente de onde morou no litoral paulista, sua aldeia de origem era muito próxima da cidade e de Juruás, ele preferia o afastamento de Bracuhy e o jeito mais tranquilo da aldeia de Angra, com notável preocupação em manter o nhandereko guarani e com a língua guarani frequentemente falada entre familiares e parentes da aldeia; ele só falava português na presença de um Juruá, bem diferente de quando era criança durante sua estadia em São Paulo.

Ele é guarani, nasceu em Santa Catarina, Chapecó, mas saiu de lá muito jovem, aos três anos, não se lembrava de quase nada e mudou-se para São Paulo, onde morou na vila de Itariri.

Figura 2 - Professor Lino na aldeia Sapukai
Figura 2 - Professor Lino na aldeia Sapukai

Ser Guarani e viver na aldeia de Sapukai: rotina comunitária

CLÁUDIO: "Comecei estudando em escola nativa, com professora nativa e na alfabetização até a segunda série. Formar esses alunos é uma vitória depois de uma grande luta" (informação verbal) [disse a professora emocionada]. vida de uma pessoa, para todas as pessoas, inclusive nós (informação verbal)." (GONÇALVES, 2018).

Mais de uma vez, a ideia de usar aspas é feita gesticulando com as mãos; Algemiro demonstra grande poder de articulação, ou seja, o bilinguismo dos Guarani e também o conhecimento dos indígenas em relação ao povo Juruá que com eles convive. A sociedade humana vive uma superestimação momentânea do “eu”, principalmente com essa velocidade de informações e facilidades derivadas da tecnologia. Algumas populações indígenas começaram a usar e consumir produtos desta sociedade da informação.” Eu me importo muito com os idosos.

Começamos apresentando as preocupações dos professores indígenas nos esforços para desconstruir o estereótipo de uma identidade indígena única. O que fica guardado e guardado é o que queremos lembrar, porque o que não vemos mais tende a ser esquecido.” (2017) Os vídeos apresentados e gravados pelos Guarani têm caráter comemorativo. Às vezes eu penso..assim..eh..eu acho que o governo..eh..o que ele faz..tem seus lados negativos.

E eu sei bem disso..Mesmo sendo nativo..procuro saber o que está acontecendo ao nosso redor..eu mesmo tenho acesso à internet. Quem, melhor que os oprimidos, estará preparado para compreender o terrível significado de uma sociedade opressora.

Figura 4 -  Liderança e videoasta Guarani Lucas Benite em protesto pelas ruas de Agra dos Reis  contra a PEC 215
Figura 4 - Liderança e videoasta Guarani Lucas Benite em protesto pelas ruas de Agra dos Reis contra a PEC 215

MBYA TEKOA PYGUA KUERY – OS SUJEITOS DE PESQUISA…

Ser índio e ser cineasta

Índios Kayapó explicam o que é indígena no século 21”, no vídeo publicado em 2015 e amplamente divulgado nas redes sociais, afirma o professor Edson Kayapó, coordenador do Curso Intercultural Indígena do Instituto Federal da Bahia (IFBA) sobre entrevista em que o repórter se surpreende quando o índio entrevistado para de falar para atender o celular. No artigo de Rosa e Santos (2013), os autores discutem práticas narcísicas na Internet, onde as pessoas querem ser vistas e se verem; a análise dos motivos, sobre o que leva as pessoas a se tornarem usuárias do Facebook, e a oportunidade de se expressar para si mesmo, o conhecimento dos outros, o distanciamento e a comparação com eles por meio de um ambiente virtual, ou seja, a expressão pessoal e o voyeurismo. Para ele, o uso de material audiovisual seria ideal para discutir as implicações da tecnologia em Nhandereko Guarani.

Os vídeos realizados neste projeto não têm como base o registro de fatos históricos, embora o próprio professor admita que se equipou com uma câmera fornecida pelo projeto para registrar os acontecimentos da marcha Guarani nas ruas de Angra dos Reis contra progresso retroativo e efeitos nocivos PEC 215 sobre a Questão Aborígine. No projeto GATI, além do material audiovisual, houve patrocínio, produção de livro bilíngue (Guarani e LP) e mapa ilustrado. Os vídeos realizados nesta primeira fase são interdisciplinares no ensino das disciplinas de línguas (Guarani, LP e LE), geografia e ciências sob os auspícios de conectar os temas agregados à cosmologia Nhandereko Guarani, que são indicados através do método investigativo método com questionários orais individuais que foram registrados por escrito na presença de um professor nativo e outro Juruá.

Em tese, os Guarani sempre estiveram conectados, seja por meio de um projeto solicitado por um órgão federal, o GATIS, por exemplo, que desde o início de abril de 2016 garantiu o comprometimento de diversas lideranças, algumas inclusive professores e recentemente na reserva para criar um currículo diversificado e intercultural.

Escolarização e o uso do audiovisual na docência indígena

Domingos Nobre, professor e vice-diretor do Instituto Educacional de Angra dos Reis (Iear) da Universidade Federal Fluminense (UFF), que atua como educador há quase 30 anos, dedica sua vida ao ensino escolar, à formação de professores e à construção escolar . currículos em comunidades indígenas Guarani em Angra dos Reis e Paraty. Após uma oferta descontínua de ajuda pedagógica, tentou-se recomeçar, mas apenas com um grupo de professores locais. Os cursos especiais de formação de professores indígenas são um local privilegiado para a produção de materiais didáticos.

As constituições federal e estadual prevêem tratamento especial para essas comunidades, devido às condições históricas que afetaram os povos indígenas, e a lei deve, portanto, levar em conta as peculiaridades culturais, sociais e locais e permitir critérios diferenciados para a recontratação de professores indígenas. considerando o número reduzido de professores nas aldeias do estado. Se considerarmos a história... Em 1985, ocorreu um acidente gravíssimo em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, próximo à aldeia Guarani de Sapukai. Com a criação da categoria de escolas indígenas (de acordo com a Resolução CEB03/1999 e Plano Nacional de Educação/2001), está em curso a efetiva consolidação de experiências educacionais diferenciadas, mas cabe destacar também a precária formação de professores. como a preparação praticamente inexistente de materiais didáticos específicos nas aldeias.

É, portanto, importante continuar a política de formação e recrutamento de professores indígenas, tendo em conta que estes estarão mais empenhados em utilizar as suas próprias estratégias de ensino e aprendizagem, ou pelo menos respeitá-los verdadeiramente nas escolas indígenas.

Primeira oficina. Local: Auditório da FEBF

Meu nome é Lino (informação verbal)” O rosto calmo, acompanhado de uma fala calma na língua Guarani, completamente incompreensível para os alunos presentes. Por que estamos preocupados com nossos irmãos e irmãs mais novos; com os nossos filhos, que já não sabem muito como era no passado; o que os mais velhos ensinaram e até mesmo mostrar para outras pessoas; para a gente trabalhar com a comunidade branca, através de vídeo, para a gente conhecer a diversidade cultural que existe, tem muita diversidade cultural no Brasil (informação verbal). Sempre me pediam para ajudar os alunos que não entendiam bem e então eu traduzia e ajudava na compreensão e aí acho que alguém falou isso e eu comecei (desde a EJA Guarani) a trabalhar com legendas.

Porém, conseguimos controlá-lo organizando os próprios indígenas, que discutem como fortaleceremos nosso modo de vida indígena. Ainda existe aquela imagem da colonização e ouvir vocês foi muito bom e acho que temos muito que aprender. Acho extremamente interessante esta oportunidade de ver o vídeo que você criou porque é um olhar sobre o que você quer nos mostrar e acho que precisa ser comunicado ao público.

Então, quanto mais material como esse for produzido, acho que temos muito que aprender.”

Figura 6 -  Protagonismo Guarani: docentes Lino e Cláudio em aula para alunos da disciplina Temática  indígena na FEBF, Duque de Caxias
Figura 6 - Protagonismo Guarani: docentes Lino e Cláudio em aula para alunos da disciplina Temática indígena na FEBF, Duque de Caxias

Segunda oficina. Local: Opy, aldeia Sapukai

A população se une cada vez mais..Porque quando não vemos nossas necessidades..não sofremos por nada..Achamos que não precisamos uns dos outros..E com essa luta. Por fim, gostaria de agradecer a todos que tornaram possível que eu vivesse esta experiência. de temas indígenas na escola: Potencialidades do currículo para enfrentar a colonialidade. em: . Disponível:

Beskikbaar by: . Beskikbaar by: .

2015 Beskikbaar by http://racismoambiental.net.br mpf-move-acao-para-que- uniao-garanta-fornecimento-de-agua-a-indigenas/ Toegang op: 02 Feb. Beskikbaar by: http://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa- verde/noticia/2016/08/indios-de-angra-dos-reis-enfrentam-problemas-para-frequentar-. Beskikbaar by:

Figura 7 -  Protagonismo Guarani: docentes Lino e Cláudio em aula para alunos da disciplina
Figura 7 - Protagonismo Guarani: docentes Lino e Cláudio em aula para alunos da disciplina

Reflexões após as oficinas (de professores indígenas, e dos alunos

Imagem

Figura  1  Coral da aldeia Yakã Porã na Flipinha, Paraty ..........................................
Figura 1 - Coral da aldeia Yakã Porã na Flipinha, Paraty
Figura 2 - Professor Lino na aldeia Sapukai
Figura 3 -  Professor Cláudio na aldeia Sapukai
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Referências

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