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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Foram muitos os obstáculos no caminho: o processo de inclusão de crianças em situação de imigração e/ou refúgio na escola pública de Duque de Caxias. Dissertação Foram muitos os obstáculos no caminho: o processo de inclusão de crianças em situação de imigração e/ou refúgio na escola pública de Duque de Caxias. Foram muitos os obstáculos no caminho: o processo de inclusão de crianças em situação de imigração e/ou refúgio na escola pública de Duque de Caxias.

Revisão de Literatura

O objetivo geral do nosso estudo é analisar o processo de envolvimento de crianças em situação de imigração e/ou refúgio nas escolas públicas. Todas as crianças refugiadas matriculadas na escola em questão puderam participar das oficinas e as crianças brasileiras foram indicadas pela própria escola. A nossa investigação não se concentrará nas crianças com deficiência, mas sim nas crianças em situação de refugiados.

O conceito de diáspora será relevante para este trabalho, uma vez que os sujeitos da nossa investigação são crianças em situação de refugiados/migração na escola. Este trabalho aborda os inúmeros obstáculos que quem está em situação de acolhimento encontra ao longo do caminho. Também serão apresentados dados sobre a matrícula de crianças em situação de imigração nas escolas de Duque de Caxias e especificamente na escola de Gramacho (nossa área de pesquisa).

Para tanto, são necessárias políticas públicas que garantam os direitos das pessoas em situação de refugiado. A Escola Gramacho tem um histórico de acolhimento de filhos de pessoas em situação de refugiados. As crianças em situação de refugiados falam línguas diferentes, provêm de diferentes grupos étnicos e de diferentes classes sociais.

Defendemos então uma educação que tenha em conta as línguas que as crianças trazem consigo. Na ausência de uma política linguística, a escola descobriu poder onde faltava, capacitando as crianças em situação de refugiados, valorizando a sua cultura e a sua forma de fazer as coisas. Desta forma, as crianças em situação de refugiados poderiam desempenhar um papel mais importante na dinâmica da classe.

Eles intitularam a sua história 'Crianças de outro país' (CADERNO DE CAMPO, OFICINA 6, PROFESSOR). Além disso, percebe-se que o contato com crianças em situação de refugiados reforçou temas que antes não eram tão evidentes dentro dos muros da escola.

Tabela 1. Perfil de trabalhos localizados
Tabela 1. Perfil de trabalhos localizados

Objetivos

Metodologia

Para atingir o objetivo geral, tivemos como objetivos específicos as seguintes propostas: verificar a percepção dos alunos em situação de refúgio sobre a sua relação com a escola (professor e aluno); investigar como descrevem suas famílias e o bairro onde moram e estudam; compreender a visão que estas crianças têm de si mesmas e do seu percurso migratório; A partir dessa concepção, nossa pesquisa se concentra em um grupo específico – crianças em situação de moradia em uma escola de um município da periferia de Duque de Caxias – para compreender como se desenvolve o processo de sua inclusão nesse ambiente escolar. As oficinas pedagógicas deste trabalho aconteceram em uma escola municipal de Gramacho, Duque de Caxias com 13 crianças, com idades entre sete e dez anos, sendo oito em situação de refugiados (uma de Angola e sete da República Democrática do Congo) e cinco Brasileiros. .

Marcos teóricos

Segundo Irandé Antunes (2007), a língua não está separada da cultura e da identidade do povo. Por outras palavras, a migração é a saída de um país ou região geográfica – também chamada de país ou país de origem – para outro país ou região geográfica. A OIM afirma que a migração requer uma abordagem global e respostas coordenadas com o objectivo de entendimento comum e cooperação internacional.

O termo aplica-se a um migrante que viole as regras de entrada de um país e a qualquer outra pessoa que não esteja autorizada a permanecer no país anfitrião (também conhecido como migrante clandestino/ilegal/sem documentos ou migrante irregular). Ao entrar no país de destino, o primeiro passo para solicitar asilo é preencher um formulário online (o idioma costuma ser uma barreira neste caso), depois é necessário formalizar o pedido junto à Polícia Federal, seguido de entrevista . com um funcionário do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE).

Quebrando pedras de preconceito

Mesmo com legislação recente favorecendo pessoas em situação de refugiados e migração para áreas não abrangidas por leis anteriores, estas pessoas ainda sofrem com alguns obstáculos no seu modo de vida. A crise actual é uma crise política, económica ou humanitária no país de origem que produz as consequências da deslocação, e não uma “crise migratória” ou “crise de refugiados”, uma vez que a pessoa deslocada não é responsável pela sua necessidade de migrar. mas são levados a procurar locais de refúgio para preservar as suas vidas e famílias, bem como para encontrar melhores condições de emprego e sobrevivência (IMDH, 2019). Tais termos devem ser evitados e substituídos por “em situação irregular”, “sem documentos”, “sem documentos”, uma vez que estar sem documentos não constitui um ato juridicamente criminoso, mas sim uma infração administrativa (IMDH, 2019).

A expressão “tráfico de seres humanos” significa o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, o uso da ameaça ou uso da força ou outras formas de coerção, o rapto, a fraude, o engano, o abuso de autoridade ou uma situação de vulnerabilidade ou a entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração. O tráfico de pessoas para fins de remoção de órgãos ocorre em situações em que a intenção é a remoção de órgãos. É claro que nem todas as vítimas do tráfico de seres humanos são pessoas em situação de refugiados, mas muitas vezes têm de recorrer a traficantes ou contrabandistas, que acabam por tirar partido da sua vulnerabilidade, pois as suas vidas estão em risco no seu país de origem.

Esta actividade criminosa é outro fardo desproporcionalmente pesado que as pessoas em situação de refugiados, especialmente as mulheres, acabam por carregar. As pessoas em situação de refugiados e migrações contribuem para a riqueza cultural e agregam seus hábitos, costumes, modos de pensar, entre outros fatores, à cultura brasileira. Apresentará dados sobre o município de Duque de Caxias no contexto da migração e alguns dos motivos pelos quais é uma região escolhida como lar de pessoas em situação de refugiados.

Para analisar, interpretar e discutir os resultados encontrados nas seis oficinas realizadas com crianças em situação de refúgio e com crianças brasileiras, o material foi separado em categorias de acordo com o tema, objetivos e roteiros de cada oficina.

Duque de Caxias no contexto migratório

No final do século XX, o Brasil entrou no mapa das migrações internacionais e, como consequência, vários estados brasileiros passaram a aceitar grande número de pessoas em situação de imigração. Tal como afirmado na citação acima, o baixo custo de vida é também um factor importante para os migrantes e pessoas em situação de refugiados escolherem viver na região. É neste contexto de extrema insegurança que as famílias congolesas têm procurado instalar-se em Duque de Caxias.

Segundo o censo demográfico (IBGE, 2010), viviam na Baixada Fluminense mais de sete mil pessoas em situação migratória. Segundo a Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC), em dezembro de 2017 havia aproximadamente 80 famílias congolesas no município de Duque de Caixas (RUSSO, MENDES, BORRI-ANADON, 2020) Em 2019, a matrícula havia 31 alunos em situações de imigração/refugiado inscritos na rede municipal daquela cidade. Conforme explicado no primeiro capítulo, fizemos nosso trabalho de campo na escola do Gramacho, instituição que mais matriculava crianças em situação de deficiência.

De acordo com o censo disponibilizado pelo SME de Duque de Caxias, desde 2015, a escola Gramacho oferece, em suas matrículas, alunos em situação de imigração, principalmente oriundos dos países da República Democrática do Congo e de Angola. Embora outras escolas de Duque de Caxias também tenham matriculado alunos nesta situação, a escola escolhida para o campo da pesquisa possui maior número de alunos em situação de refúgio na maior parte dos anos mencionados acima e uma matrícula regular desses alunos. O capítulo dois desta tese apresentou leis relacionadas ao direito à educação dessas crianças que vêm de outros países, mas "ao mesmo tempo em que nossa legislação acolhe e apoia os estrangeiros, garantindo-lhes os mesmos direitos dos cidadãos brasileiros, na prática, o cotidiano das pessoas em um contexto de imigração A situação dos refugiados no Brasil não é nada hospitaleira” (MENDES, RUSSO, BARROS, 2020, p. 205).

Os autores Petrus, Santos e Aragão (2016) realizaram um estudo sobre crianças congolesas refugiadas em duas escolas do Rio de Janeiro e apresentaram alguns dos problemas e dificuldades enfrentados pelas escolas públicas na hora de matricular crianças em situação de imigração e/ou refugiado. pois se a criança comparecer sem documentação que comprove a data de nascimento, a classificação permanece na série adequada à sua idade.

Análise dos dados: os principais achados da pesquisa

Categoria: Identidade

Categoria: Linguagem

Categoria: Espaços de socialização

Clima escolar intercultural: algumas reflexões sobre acolhimento e

Prepare uma circular para as crianças levarem e entregarem aos seus responsáveis ​​com os dias e horários das oficinas. A facilitadora informa às crianças que as oficinas acontecerão todas as sextas-feiras no mesmo horário em seis encontros e que a presença de todos é muito importante. Com as crianças sentadas em roda, a facilitadora explica que o jogo funciona a partir de uma determinada ordem.

O moderador pergunta se todos notaram e depois pede às crianças que voltem aos seus lugares. Após completar esta primeira etapa, o facilitador entrega a cada criança metade de um papel de 40 kg e pede que desenhem a sua própria casa. O líder inicia a oficina dando as boas-vindas e pedindo às crianças que se lembrem do encontro anterior.

A orientadora estende um pedaço de pano no chão e diz às crianças que agora conhecem melhor os colegas e os locais que frequentam. Transição: O conselheiro pergunta às crianças se os locais que frequentam são próximos do local onde vivem. Diga às crianças que todas irão “à caixa de correio” e retirarão uma carta.

Diz que as crianças vão contar umas às outras, através das brincadeiras, os locais onde costumam brincar ou passear. O facilitador dá as boas-vindas às crianças, lembra-lhes os acordos do grupo e apresenta o tema da oficina. Diga às crianças para organizarem as palavras e colocá-las no cartaz como quiserem.

Imagem

Tabela 1. Perfil de trabalhos localizados
Figura 1- desenho das crianças: crachás
Figura 2- desenho da congolesa: ela e a mãe de cor branca
Figura 3: desenho da brasileira: pai branco e mãe branca e loira
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Referências

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