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universidade do estado do rio de janeiro

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Academic year: 2023

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Hipótese

Objetivos

Objetivo geral

Objetivos específicos

Metodologia

Fases da metodologia

  • A abordagem utilizada: a abordagem ecossistêmica
  • A revisão bibliográfica sobre saúde dos pescadores

A produção de dados quantitativos

  • A abordagem do trabalhador

Foram produzidos dois tipos de questionários semiestruturados para serem aplicados a pescadores, coletores de caranguejo e presidentes de associações de pescadores de comunidades pesqueiras. Foram necessárias várias visitas aos pesqueiros para obter o número de entrevistas previstas.

A produção de dados qualitativos

  • A observação participante do processo de trabalho
  • Análise dos dados qualitativos da amostra
  • Observação participante do processo de trabalho do pescador e do catador

Os depoimentos e todos os elementos e símbolos dos dados qualitativos foram utilizados para compor os dados quantitativos da amostra de acordo com a proposta metodológica da abordagem ecossistêmica. Com o objetivo de identificar o processo de trabalho dos pescadores e catadores de caranguejo no desempenho de suas tarefas diárias, foram realizadas diversas visitas a pontos de carga e descarga e manguezais para melhor compreender a dinâmica da pesca artesanal.

A área de estudo: as comunidades pesqueiras da Baía de Guanabara

Comunidades visitadas na Baía de Guanabara 6 - Associação de Pescadores de Porto Velho: São Gonçalo. 7 - Associação dos Pescadores Livres de Grade e entorno: São Gonçalo 8 - Associação dos Pescadores de São Gabriel: Itaóca, São Gonçalo.

Relevância do estudo e contribuição da pesquisa

O estudo visa preencher uma lacuna existente em relação à escassez de informações sobre a atividade pesqueira artesanal e consequentemente discutir a situação precária e vulnerável dos pescadores e coletores de caranguejo na Baía de Guanabara. A questão das comunidades pesqueiras na Baía de Guanabara não é isolada, pois esta situação ocorre em vários estuários do Brasil.

Estrutura da tese

Uma das formas consideradas para avaliar a questão da degradação da Baía de Guanabara é buscar sua história ambiental. Segundo Barroso, milhões de pessoas, o que corresponde a 2/3 da população da RMRJ; vive na bacia da Baía de Guanabara.

Figura 3 - Praia de São Gabriel, Itaóca, São Gonçalo (condição natural).
Figura 3 - Praia de São Gabriel, Itaóca, São Gonçalo (condição natural).

Os manguezais da Baía de Guanabara

A Baía de Guanabara possuía, em seu entorno, grandes áreas de manguezais que estavam sendo destruídas para abrigar portos, estaleiros, indústrias de todos os portes e uma grande população. A preservação desse tipo de ecossistema é essencial para o equilíbrio ecológico da Baía de Guanabara e também para a subsistência de centenas de famílias que dela extraem seus alimentos.

Figura  4  -  Mangue  em  Piedade  (Magé)  -  10  anos  após  o  acidente da Petrobras
Figura 4 - Mangue em Piedade (Magé) - 10 anos após o acidente da Petrobras

A falta de saneamento e os acidentes ambientais

Programa de despoluição da Baía de Guanabara

Quanto ao grau de poluição, os metais pesados ​​são os elementos presentes na Baía de Guanabara em concentrações perigosas. O estudo tem como objetivo analisar comunidades pesqueiras, pescadores e coletores de caranguejo da Baía de Guanabara em situação de vulnerabilidade socioambiental e injustiça ambiental, segundo a existência de diferentes situações de exclusão, riscos, degradação ambiental e limitações das práticas de pesca artesanal.

Figura  7  -  Moradia  dos  catadores  de  caranguejo  da  comunidade de Itambi/Itaboraí
Figura 7 - Moradia dos catadores de caranguejo da comunidade de Itambi/Itaboraí

Sobre o modo de vida dos pescadores e catadores de caranguejo

O gráfico abaixo apresenta os resultados da pesquisa sobre as condições de vida dos pescadores artesanais da região estudada. Em relação às condições de vida, os resultados mostram que 57% dos pescadores artesanais não possuem telefone fixo em casa. Quanto ao perfil dos pescadores artesanais, a maioria é solteira (51%) e 41% são casados.

Os pescadores e catadores de caranguejo também têm menos filhos, sendo que 32,6% dos pescadores têm 2 filhos. Em termos de naturalidade, 85% dos pescadores artesanais são cariocas, os 15% restantes são de outros estados do Brasil (Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Maceió, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe) e de Portugal.

Gráfico 1 - Condições de vida dos pescadores e catadores de caranguejo.
Gráfico 1 - Condições de vida dos pescadores e catadores de caranguejo.

A precariedade do trabalho e a perda de território

Castel (1997) observa que os estudos sobre vulnerabilidade social também estão relacionados à ideia de riscos de desemprego, precariedade do trabalho e falta de proteção social, é uma zona intermediária instável que combina a precariedade do trabalho e a fragilidade do suporte de vida próximo . Cada indivíduo tem a sua própria percepção do trabalho que realiza, pois vários elementos são incorporados nesta avaliação. Castel (1997) observa que os estudos sobre vulnerabilidade social também estão relacionados à ideia de riscos de desemprego, precariedade do trabalho e falta de proteção social, é uma versão da zona intermediária que combina a precariedade do trabalho e a fragilidade da vida suporte próximo.

62% dos pescadores artesanais já tiraram folga do trabalho por algum motivo e 38% disseram que nunca tiraram folga da pesca. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em texto citado por Neto et al. 2005), a pesca é reconhecida como uma das actividades mais perigosas e coloca os pescadores em risco de morte sete vezes mais do que outros sectores industriais juntos.

Gráfico 8 - Quanto tempo na atividade pesqueira .
Gráfico 8 - Quanto tempo na atividade pesqueira .

Sobre a pesca artesanal

As artes de pesca e o conhecimento do pescador

Hoje sabemos da importância do papel dos pescadores artesanais na conservação da natureza e dos ecossistemas costeiros, e este fator é avaliado por diversos estudos envolvendo a ecologia humana. Rede de guarda Rede de arrasto Rede de caça Rede de raspar Rede de camarão Rede de malha Rede de arrasto Cacuanet Armadilha Curral Rede Loop Puçá Caniço Braço. O mar, espaço de vida dos pescadores marítimos, caracteriza-se pela fluidez das águas e dos seus recursos, pela constante instabilidade causada pelos fenómenos meteorológicos e oceanográficos, pela variação e migração das espécies, pelos seus padrões de reprodução, migração, etc.

Para muitos pescadores, o domínio das habilidades pesqueiras só se consolida juntamente com o domínio de técnicas que possibilitem uma melhor convivência com o mar, sem as quais uma pessoa não pode tornar-se pescador profissional. Habilidades de pesca com toda a sua sabedoria e compreensão do vento, da lua, das nuvens e das condições do mar, que são conhecimentos próprios dos pescadores, que incorporaram no seu trabalho e valorizaram no seu dia a dia.

Gráfico 15 - Artes de pesca.
Gráfico 15 - Artes de pesca.

Diminuição do pescado

As declarações dos pescadores ilustram claramente a situação deste estuário: “Hoje não há quase nada na baía”. (pescador 13). Os pescadores mais antigos ainda se lembram dos tempos em que era possível pescar na praia, perto de casa. Infelizmente, a pesca artesanal tem poucos registros da quantidade e variedade de peixes capturados ao longo dos anos de atividades na baía.

O caranguejo uca, típico da região do manguezal da Baía de Guanabara, desapareceu de diversas regiões como a Ilha de Itaóca, em São Gonçalo, segundo pescadores e coletores da região. Nessa região, a pesca e a caça ao caranguejo foram profundamente alteradas pela presença do aterro de Itaóca, na área de mangue: “Os peixes procuram os canais para desovar e a água fica poluída”. (pescador 73).

Gráfico 16 - Espécies que sofreram redução ou desapareceram na Baía de  Guanabara.
Gráfico 16 - Espécies que sofreram redução ou desapareceram na Baía de Guanabara.

Os problemas da pesca e dos pescadores

Nesse caso, Jablonski utilizou em sua pesquisa 32 pontos de embarque e desembarque de pescadores na Baía de Guanabara. Quando questionados sobre os problemas da pesca, os pescadores citaram diversos acontecimentos e situações que ameaçam a pesca na Baía de Guanabara. A maioria (56%) não acredita que a pesca na Baía de Guanabara possa melhorar, uma vez que a poluição da Baía de Guanabara tem sido repetidamente prometida.

Para 36% dos pescadores artesanais, ainda há esperança de acabar com a poluição na Baía de Guanabara e reviver a pesca artesanal. Nesta região, a maior concentração de pescadores estava na Baía de Guanabara e onde se destacava a importância dos portugueses e espanhóis.

Gráfico 17 - Número de pescadores da Baía de Guanabara.
Gráfico 17 - Número de pescadores da Baía de Guanabara.

Desaparecimento da pesca artesanal

As falas dos pescadores e catadores de caranguejo são repletas de conteúdos críticos relacionados ao trabalho, à produção individual e coletiva e à vida na Baía de Guanabara. Assim, dadas as precárias condições de trabalho e a suscetibilidade dos pescadores artesanais da Baía de Guanabara, verifica-se que alguns elementos aumentam o estado de vulnerabilidade. No caso dos pescadores artesanais da Baía de Guanabara, as restrições às suas atividades e à saúde do ecossistema que utilizam para sobreviver tornam os trabalhadores mais vulneráveis.

Em algumas situações, como a dos pescadores da Baía de Guanabara, fica claro que o trabalho é tão problemático quanto a falta dele. Pode-se observar a correlação entre sintomas e problemas de saúde dos pescadores artesanais da Baía de Guanabara e os resultados da revisão bibliográfica. O estudo do impacto do COMPERJ na pesca da Baía de Guanabara e acompanhamento do estudo, a identificação dos principais indicadores de vulnerabilidade dos pescadores artesanais da região.

O objetivo desta pesquisa é identificar potenciais problemas de saúde de pescadores e coletores de caranguejo relacionados ao trabalho e ao meio ambiente.

Figura  16  -  Imensa  área  de  manguezal  atingida  pelo  óleo  de  2000 em Piedade (Magé)
Figura 16 - Imensa área de manguezal atingida pelo óleo de 2000 em Piedade (Magé)

O processo de trabalho dos pescadores e catadores de caranguejo

A revisão bibliográfica sobre a saúde dos pescadores

O trabalho noturno também afeta a saúde dos pescadores. 2001), quando uma pessoa trabalha à noite, começa a dormir durante o dia, mas outros ritmos biológicos (por exemplo, temperatura) não se alteram imediatamente, levando à chamada dessincronização interna. Alguns autores falam sobre a poluição por metais pesados ​​nos mares e rios e relacionam-na com a vida e a saúde dos pescadores. Para Hacon (1996), o grupo de pescadores e suas famílias é aquele que apresenta risco potencial de intoxicação por mercúrio.

2001) identificaram bactérias do gênero vibrio em feridas cutâneas de pescadores do município de Raposa-Maranhão. Através do estudo dos artigos foi possível compreender melhor a situação dos pescadores e catadores de caranguejo no que diz respeito à assistência à saúde, e algumas questões merecem maior reflexão.

A saúde dos pescadores artesanais da Baía de Guanabara

Os agravos à saúde

52% dos pescadores artesanais estão afastados do trabalho por motivo de doença e 23% fazem uso regular de medicamentos. Dos que ainda têm dentes, 59% dos pescadores artesanais sofrem de cáries e problemas de saúde oral. A alimentação dos pescadores e coletores de caranguejo não é a ideal, principalmente devido aos hábitos adquiridos no mar e através da atividade.

Em termos de consumo de bebidas, 17% dos pescadores artesanais afirmam beber diariamente, 29% aos fins de semana e 26% ocasionalmente. As ervas medicinais e os medicamentos naturais são utilizados por 73,3% dos pescadores artesanais para tratar doenças.

Gráfico 21 - Onde procura atendimento médico
Gráfico 21 - Onde procura atendimento médico

Riscos dos pescadores artesanais da Baía de Guanabara

Discussão dos resultados

O risco social é enfatizado por 10% dos pescadores artesanais e retrata a violência da metrópole e os problemas relacionados à grande disputa por espaço na baía. Portanto, pode-se dizer que o ambiente dos pescadores da Baía de Guanabara é outro fator que piora a saúde e, consequentemente, aumenta a vulnerabilidade. A história da degradação da Baía de Guanabara mostra a atitude antropocêntrica do homem e sua falta de visão em relação ao meio ambiente.

As piscinas que foram construídas em Ramos e São Gonçalo passaram a atender a população que não pode mais tomar banho nas águas da Baía de Guanabara. O território da baía ocupado pelos pescadores é transformado em áreas abertas, como nas considerações de Zhouri e Oliveira (2010).

Recomendações

Distribuição espacial de oligoelementos em sedimentos superficiais da Baía de Guanabara: Rio de Janeiro/Brasil. Caju: uma comunidade de pescadores na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro, R.J. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE, 1989, Rio de Janeiro. Geoquímica e mineralogia de sedimentos recentes da Baía de Guanabara (setor NE) e seus principais rios - Estado do Rio de Janeiro - Brasil.

Desafios para a gestão ambiental para a área de influência do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, COMPERJ, Itaboraí, RJ. A abordagem ecossistêmica para o desenvolvimento de indicadores de sustentabilidade ambiental e de saúde: Região do Médio Paraíba, Rio de Janeiro. Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente da UERJ/PPG-MA.

Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Programa de Pós-Graduação UERJ em Meio Ambiente/PPG-MA.

Imagem

Figura 1 – Abordagem ecossistêmica.
Figura 2 - Mapa sobre os pontos de embarque e desembarque de pescados  na Baía de Guanabara
Figura 3 - Praia de São Gabriel, Itaóca, São Gonçalo (condição natural).
Figura  4  -  Mangue  em  Piedade  (Magé)  -  10  anos  após  o  acidente da Petrobras
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Referências

Documentos relacionados

Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia Universidade do Estado do Rio de Janeiro Centro de Educação e Humanidades Faculdade de Comunicação