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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Justiça: Substantivo Feminino?: Considerações sobre a Judicialização da Lei Maria da Penha em São Paulo (SP). Justiça: substantivo feminino?: considerações sobre a judicialização da Lei Maria da Penha em São Paulo (SP) / Natália Regina Parizotto. Estou muito grata às mulheres entrevistadas para este estudo cuja generosidade me permitiu aproximar-me e (talvez?) compreender a cultura sexista em que vivemos, como ocorre a erupção da violência doméstica de género e a condenação da Direita Maria da Penha em São Paulo.

Trata-se de uma pesquisa que teve como foco compreender as reflexões de mulheres em situação de violência de gênero na família sobre suas experiências no poder judiciário em São Paulo (SP). SSP/SP Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo RJ Rio de Janeiro. UERJ Universidade do Estado do Rio de Janeiro TJ/SP Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Considerando as considerações a respeito da judicialização da lei Maria da Penha em São Paulo (SP), esta pesquisa procurou compreender, a partir das reflexões dos usuários da justiça, até que ponto esta instituição foi capaz de promover e/ou inibir a superação da violência na vida sexual familiar. Descrever o processo histórico de criação da Lei Maria da Penha e dos juizados especializados em violência doméstica contra a mulher; O Poder Judiciário de São Paulo (SP) atua de forma ambivalente, promovendo e inibindo a superação da violência doméstica de gênero vivenciada pelas usuárias.

Desta forma, nos referiremos aos sete juizados de violência doméstica contra a mulher de São Paulo como “juízes”.

Tabela 1 - Taxas de homicídios de mulheres
Tabela 1 - Taxas de homicídios de mulheres

Composição Etnico/ Racial

Comprovante de residência de Elisa durante abrigamento

Percebemos que embora a violência doméstica de género se trate de uma relação entre o casal, a atuação do modelo hegemónico de feminilidade – em que a maternidade assume destaque – emergiu como elemento central na análise da idoneidade das mulheres em situações de violência. Acreditamos que – devido à falsa dicotomia entre as esferas pública e privada – há esforços para garantir que os crimes de violência doméstica sejam tratados “em casa”. Além disso, observamos que os sujeitos envolvidos utilizam os conhecimentos que possuem, geralmente de bom senso e/ou inspiração religiosa, para atuar em casos de violência doméstica de gênero.

Tal acção, na nossa opinião, reflectiu a sua falta de preparação para compreender (patologizar o problema) e agir (devolvê-lo à família) em relação ao enfrentamento da violência doméstica de género. Outro componente que emergiu na vida das mulheres entrevistadas em situação de violência doméstica foi o isolamento. Uma hipótese que levantamos mas que não pode ser verificada ao longo desta tese é: o suposto transtorno mental não poderia ser consequência da violência doméstica de gênero para os próprios homens que cometem violência.

Assim, concluímos esta breve apresentação dos detalhes da violência doméstica de gênero categorizados a partir das entrevistas coletadas para esta pesquisa de mestrado. Nesse contexto, é interessante lembrar que os primeiros serviços de combate à violência doméstica de gênero no Brasil foram criados pelo movimento feminista. A maioria dos crimes de violência doméstica de género foram classificados como crimes com menor potencial ofensivo – o que por si só já desqualificava e banalizava este tipo de violência.

A Lei Maria da Penha (LMP) é um marco de grandes inovações no combate à violência doméstica de gênero, especialmente para abordar esse fenômeno a partir de suas especificidades. Quanto aos seus procedimentos, a LMP indica a criação de juizados especializados em violência familiar e doméstica contra a mulher que caracterizam órgãos especializados para a sua aplicação. A Lei Maria da Penha também determina o papel do Ministério Público nos casos de violência doméstica de género.

Suas atribuições (além das atribuições habituais em processo criminal ou cível, que caberiam ao JVD), seriam: busca de serviços necessários para prestar assistência adequada às mulheres em situação de violência, monitoramento desses serviços e sistematização de dados . decorrentes de casos de violência doméstica e doméstica contra a mulher. A tentativa de diferenciar essas duas esferas do direito dialoga diretamente com a necessidade de quebrar a falsa dicotomia entre as esferas pública e privada da vida das mulheres em situação de violência doméstica de gênero. Em linha com este pensamento, desenvolver estratégias para combater a violência doméstica baseada no género significa criar formas para que, em processos cíveis, as mulheres em situação de violência doméstica baseada no género tenham acesso à sua parte de bens (mesmo que apenas ex-cônjuges/parceiros). tiveram remuneração salarial durante todo o casamento), têm pleno acesso aos seus bens pessoais (que podem estar na posse do ex-cônjuge/companheiro), recebem alimentos corretamente (de um ex-marido/companheiro que pode ter mantido controle sobre eles sobre através de meios financeiros), estabelecem regimes de visitação para os seus filhos, para que não sejam obrigados a reunir-se periodicamente com os seus ex-maridos/companheiros (e ponham-se em perigo).

Uma decisão que “endureceu” a resposta do Estado à violência doméstica baseada no género foi o resultado de um acto que sugeria exactamente o oposto. A acção anticonstitucional foi um verdadeiro ataque à LMP, pois tentou invalidar o tratamento da violência de género na família com base na sua especificidade. Nos casos de violência doméstica contra a mulher, o juiz poderá ordenar que o agressor frequente programas de recuperação e reeducação (BRASIL, 1984).

IV - seguro temporário, com ação judicial, para perdas e danos materiais decorrentes do exercício de violência na família e na família contra o lesado.

Figura 8 - Thaís
Figura 8 - Thaís

Imagem

Figura 1 - Taxa de evolução de homicídios de mulheres
Mapa 1 - Cidade São Paulo subdivida em regiões e distritos
Mapa 2 - Distribuição territorial da população residente na cidade de São Paulo
Mapa 3 - Localidades da pesquisa de campo
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Referências

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