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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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O impacto da vulnerabilidade na subjetividade das pessoas em situação de rua: colaboração com a Bioética da Proteção. O mais importante é quebrar este processo de rua, que acaba por perturbar a autoconfiança dos sem-abrigo.

Objetivo Geral

Objetivos Específicos

Exclusão Social e Vulnerabilidade e a população em situação de rua

A exclusão social vivida pelos sem-abrigo assemelha-se ao conceito de exilados. Os moradores de rua vivenciam duas situações ao todo: exclusão social e vulnerabilidade (ESCOREL, 1999).

Vulnerabilidade e Vulneração no olhar da Bioética e a população em situação de

Ele parece uma vulnerabilidade secundária a uma situação de falta de ser, ou seja, pessoas que não conseguem suprir suas próprias necessidades e realizar seus próprios desejos, o que as torna suscetíveis a infortúnios adicionais. Este trabalho de pesquisa baseia-se no viés da vulnerabilidade, que está relacionado ao impacto desses atos que as pessoas em situação de rua sofrem em sua subjetividade.

Bioética da Proteção e a população em situação de rua

É a busca de uma interface entre a bioética e a saúde pública, estabelecendo eficácia (apoio e garantia de uma qualidade de vida razoável) e legitimidade (aplicação e adaptação das ferramentas do conhecimento bioético aos conflitos e dilemas morais que surgem na saúde pública) na situações desiguais, baseadas na igualdade e na autonomia para alcançar o caminho do equilíbrio (SCHRAMM, 2017). Na saúde pública, é o cuidado de indivíduos e populações inseridos em seus contextos naturais, tecnológicos, sociais e culturais.

Direitos humanos e a população em situação de rua: a interface com a produção

Essas formas de subjetivação são as práticas constitucionais do sujeito que se referem às formas de atividades sobre si mesmo. É por meio das práticas de si, das técnicas de si e do cuidado de si que Foucault (1990) analisa a composição do sujeito. Ao falar do sujeito, Foucault (1984) refere-se à sua constituição na relação do sujeito com o outro (fora dele), através do controle e da dependência e na relação consigo mesmo, através da (in)consciência e do conhecimento de si.

A relação com os outros e consigo mesmo se estabelece, como diz Foucault, por meio de práticas de si. O sujeito utiliza estratégias para dar conta de autopráticas para se orientar em suas experiências, compreensão, julgamento e autogestão. Dessa forma, o autocuidado apresenta-se – como modo de subjetividade discutido por Foucault (2009) – como prática social e política.

Da sobrevivência – “vida nua” – ao espaço da criação

No relacionamento com outras pessoas, você pode equilibrar suas atitudes cuidando de si mesmo. A partir de uma distância entre o sujeito e o objeto, torna-se possível uma ação adequada ao invés de uma reação precipitada que ocorreria em relações “coladas”. Os PSR, por viverem um único dia sem perspectiva de futuro e sem vínculos estabelecidos, numa vida nua, podem ser descartados a qualquer momento sem cometer nenhum crime, em situações camufladas, sem responsabilidade de ninguém.

Atualmente, as relações políticas que se criam, principalmente com grupos vulneráveis, são da ordem do poder soberano que é o espaço da vida nua, construindo cada vez mais leis definidoras que se afastam da proposta de biopolítica de Foucault (2005): “viver e vamos deixar isso. morrer." Vale ressaltar que Foucault (2008) enfatiza que a normalização, na abordagem biopolítica, tem a função de organizar vidas que se estruturam desorganizadas, à margem ou na contramão de um sistema de direito pelo viés da comparação. É algo que se realiza, pratica e pode ser entendido como estratégia ou manobra.

Território, espaço e cidade: a rua e a produção de subjetividade

A rua e o território

Uma das equipes realiza, quinzenalmente, um grupo de palestras com moradores de rua do Campo de Santana denominado “Papo na Rua”. O fornecimento de alimentação foi a comodidade mais destacada pelos moradores de rua nas entrevistas e, como consequência para alguns, a naturalização de estar na rua. O que importa é que, para criar e aumentar a ação política, é necessário ouvir as pessoas que vivem nas ruas.

Há situações em que as pessoas estão na rua e outras em que vivem na rua. O escritório na rua e a produção do cuidado à população em situação de rua na cidade do Rio de Janeiro. Eles colocam as pessoas que estão nas ruas nesses abrigos distantes do centro da cidade com o objetivo de escondê-las.

A rua e o espaço

A rua e a cidade

Nesse sentido, cada sujeito é afetado e influencia as construções de uma vida social e política que se cria na polis, cidade-estado, que é um modelo de cidades gregas antigas com características equivalentes a uma cidade, baseada em uma organização livre. cidadãos que discutiram, elaboraram e legitimaram as leis daquela cidade (TodaMateria, 2018). Este modelo é a base para o desenvolvimento do conceito de cidade tal como a conhecemos hoje: a funcionalidade da cidade nos mecanismos do poder estatal. É através deles que a dinâmica da cidade fica evidente e através deles os moradores de rua encontram seu modo de vida.

O que ali está fixo são os edifícios que servem de residências, lojas ou instalações para instituições culturais. Como pensar uma divisão entre público e privado numa polis que se organiza a partir de políticas públicas. Estas são cidades grandes, assim como o número cada vez maior destas pessoas nas ruas das cidades.

Desenho do estudo

A primeira coisa que acho que uma pessoa na rua precisa é de um abraço. Ao final da entrevista, a autora percebeu que a entrevistada valorizava a vida que levava com o companheiro na rua.

Inserção no trabalho de campo

Trabalho de campo

O grupo centro teve a oportunidade de acompanhar o trabalho da eCnaR na área e compreender as diversas medidas que foram realizadas e o compromisso da PSR com este cuidado. A consulta de rua foi outra ação acompanhada em outro trabalho de campo próximo a uma da eCnaR no centro da cidade. Profissionais técnicos e agentes sociais saem às ruas para atender às demandas de saúde encontradas, conectando os usuários à continuidade do cuidado na clínica da família próxima à área onde as pessoas estão hospedadas e/ou encaminhando-os para outros serviços públicos conforme a necessidade de cada indivíduo.

Em outra situação, uma das eCnaR foi monitorada para busca ativa de pacientes que haviam descontinuado o atendimento à saúde. Procuramos estar nesta área, preferencialmente da tarde à noite, quando as pessoas estavam em maior número, e em outras situações peculiares, destacadas por elas: dia de chuva e final de semana. Desta forma, conhecemos melhor os espaços onde viviam os sem-abrigo e iniciamos uma ligação com eles para observar, contextualizar e obter informação relevante para este estudo.

Análise dos dados

Interpretação do dados

Aspectos éticos

Por ser um espaço amplo, arejado e com muitas árvores, moradores de rua ficam lá durante o dia e quem é vendedor ambulante também busca a oportunidade de fazer uma boa venda neste local. A Central do Brasil é um espaço no centro do Rio de Janeiro que abriga um transporte público (ônibus e metrô) onde há muitos moradores de rua, com muitas necessidades de saúde. O trabalho de campo com o grupo de moradores de rua da Urca apresentou características distintas da região do centro da cidade.

Ele é morador de rua há 17 anos, mas está naquele local há 1 ano. Quando chove, não há abrigo para moradores de rua nas marquises dos estabelecimentos comerciais e nos prédios, que são poucos e gradeados. As pessoas em situação de rua entrevistadas são identificadas nesta pesquisa pela sigla P, número que segue indicando a ordem em que as entrevistas foram realizadas.

Categoria 1: Chegada na rua

Na fala a seguir, esse motivo afastou uma pessoa do caminho desde criança:. Saí para a rua quando tinha 8 anos. Conheci uma assistente social lá em Brasília que me ajudou... aí ganhei uma bolsa. Aí, nas férias, minha mãe me levou para o Rio de Janeiro contra minha vontade.

E assim eu posso ver se consigo fazer outras coisas que não fiz esse tempo todo na prisão, né. Outra causa que surgiu nos últimos anos é a perda de trabalho ou empregos que levam as pessoas a viver nas ruas. E aí fui conhecendo gente aqui na rua, na praça, em outras praças, e aí parei.

Categoria 2: Viver na rua

Através desta categoria será possível olhar criticamente para a proteção e autonomia dessas pessoas em situação de rua e seu envolvimento na saída da rua. Este é o delineamento do objetivo da pesquisa quanto ao impacto das infrações na subjetividade das pessoas em situação de rua. Há roubo de bens por parte de outros moradores de rua que não têm como viver suas vidas no trabalho.

As variações climáticas interferem na vida dos moradores de rua pela falta de abrigo que os proteja da chuva, do frio e do vento. A estigmatização dos sem-abrigo pela sociedade é uma violação que afecta o seu sentido de dignidade humana. Outra vulnerabilidade atualmente destacada é a oferta de trabalho informal para pessoas que vivem nas ruas.

Categoria 3: Saída da rua

Repetindo, as situações de vulnerabilidade a que as pessoas em situação de rua estão expostas quando vivem na rua interferem na sua subjetividade, ou seja, nas suas escolhas de vida, que ficam comprometidas pela naturalização de que estar na rua significa que não têm a oportunidade de viver. direito não tem direitos. , não pode sonhar, não pode desejar, não pode planejar uma vida futura. Ao final da entrevista, o autor percebeu que P1 teve um relato bastante crítico e articulado sobre suas experiências na rua. Em sua vida de rua conhece pessoas que oferecem roupas e alimentos, mas sofre discriminação da sociedade em geral.

Ele sofre discriminação por parte da sociedade, pois há outros moradores de rua que não têm bom comportamento e “quem está na rua por necessidade como eu” é discriminado. Ao final da entrevista, o autor percebeu que P10 tenta superar os problemas da vida na rua por meio dos vínculos que estabelece com instituições públicas que atendem a população em situação de rua. Sua vida na rua é de discriminação por parte das pessoas: elas olham para você da cabeça aos pés.

Ele só foi cuidado porque se posicionou de forma diferente, “em relação à instituição, em relação a mim mesmo, em relação à minha situação de sem-abrigo com o resto das pessoas que estão na rua ou não”. Você está convidado a participar de uma entrevista que tem como objetivo saber o que os sem-abrigo pensam sobre as suas condições de vida na rua e quais as necessidades que têm.

Referências

Documentos relacionados

Consequentemente, as normas de regulação do trabalho tem que buscar garantir e valorizar a dignidade e os valores sociais do trabalho, tanto na sua criação (processo