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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Tese (Mestrado em Educação) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Faculdade de Formação de Professores. Nesta tese são analisados ​​diariamente discursos e práticas que promovem o processo de legalização da vida escolar.

Travessias da pesquisadora, habitando a escrita

Normalmente a punição era estar na escola aos sábados para cumprir horas de estudo obrigatório, em sala de aula sob supervisão militar. Além disso, estive presente na escola pública pública, orientando o professor supervisor e realizando atividades didático-pedagógicas e planos de aula em conjunto com os demais alunos bolsistas.

Justificativas

O movimento “Escola Sem Partido” defende que caso ocorram episódios de preconceito ideológico, os professores devem ser denunciados pelos alunos e encaminhados ao Ministério Público. Como exemplos dessa realidade, dentro das escolas da rede municipal de São Gonçalo (RJ), guardas municipais patrulham a chamada Ronda Escolar.16 Enquanto.

Levantamento bibliográfico

As práticas cotidianas do conselho tutelar e da escola, bem como as relações entrecruzadas entre esses dois territórios, produzem efeitos e subjetividades em constante processo. Consideramos que esses aspectos podem contribuir para a problematização das intersecções que ocorrem entre as escolas e o conselho tutelar na sociedade contemporânea. As escolas recorrem ao conselho tutelar para saber o motivo da falta dos alunos.

Outros episódios narrados tratam do recebimento de incidentes no conselho tutelar envolvendo situações de conflito nas relações escolares. Chegamos ao portão da escola com o carro marcado como “guardião”, para eles é assustador. O conselho tutelar acaba por se apresentar como uma instituição punitiva que consolida a lógica homogeneizadora da escola e desqualifica a sua função de aconselhamento.

Existe algum tipo de coordenação entre as três diferentes unidades do conselho tutelar de São Gonçalo. III - Relações entre o Conselho Tutelar e as escolas de São Gonçalo (RJ) 9. Qual o papel do Conselho Tutelar junto às escolas de São Gonçalo?

Tabela 1 - Levantamento de Teses e Dissertações no Banco da Capes (Eixo 1)  Ano  Área de
Tabela 1 - Levantamento de Teses e Dissertações no Banco da Capes (Eixo 1) Ano Área de

Questões e objetivos da pesquisa

Movimentos metodológicos e ferramentas em uso na pesquisa

A escola em questão

Além disso, neste local foi instalada uma câmera que monitora tudo, detecta movimentos e os transmite para a televisão da sala de reuniões.

Os conselhos tutelares

Ao longo do caminho em que empreendemos esta investigação sobre a juridificação da vida escolar, deparamo-nos com algumas questões que nos fazem pensar, questionar, reorientar as relações possíveis que permeiam o quotidiano escolar e que produzem categorias nos mais diversos discursos sobre escola e violência. . , indisciplina e tensões. Como essas categorias – violência, indisciplina e tensões – são percebidas e produzidas com a intervenção do conhecimento do poder jurídico na escola. Rejeitamos qualquer intenção de mostrar caminhos e soluções gloriosas para os impasses que surgem com as referidas atitudes que se concretizam no espaço escolar.

Então, investindo nas questões do que não está dado, num exercício nas entrelinhas, na dimensão micropolítica.

Notas sobre a violência como normalidade

Explicando essas noções divergentes, Arendt (2010) apresenta que o poder seria uma propriedade única de um objeto ou de uma pessoa, inerente ao seu caráter individual, demonstrável a eles na sua relação com os outros, mas essencialmente diferente deles. Dessa forma, Velho (1996, p.19) confirma que a ausência de um sistema de reciprocidade minimamente eficaz se expressa numa desigualdade associada e produtora de violência. Considerando que a vida social é um processo homogêneo organizado em uma sociedade coerente que produz cidadãos de forma linear, Velho (1996) destaca que a negociação da realidade, baseada nas diferenças, é produto de um sistema de interações sociais sempre heterogêneo e potencialmente imbuído de com conflito.

Na verdade, a ideia de interação, de Velho (1996, p.11), reconhece que “ela só existe em função do reconhecimento do outro, do alter-ego”.

A(s) violência(s) no contexto educacional brasileiro

Segundo Scheinvar e Sávio (2015), a violência na escola é efeito de práticas de normalização apoiadas na lógica criminal, uma vez que “[..] emerge da própria ideia de um ideal universal, trazida com a racionalidade burguesa. A violência na escola ocorre quando é produzida dentro deste espaço, mas motivada por fatores externos a ele. Manifestada de diversas formas, a violência na escola não se limita apenas aos atos visíveis, mas também aos atos simbólicos.

Na continuidade do Ministério da Educação, a escola Marighella desenvolveu o projeto “Prevenção da violência na escola”, inserido no calendário escolar pela secretaria que determinou o tema e o projeto.

Indisciplinas e tensões

Na escola, a violência não se limita a dificultar o processo de ensino e aprendizagem, mas também contribui para um cotidiano inseguro, imbuído dos mais diversos medos e injustiças e de atitudes autoritárias e punitivas. Fez com que o espaço escolar funcionasse como uma máquina de ensino, mas também de supervisão, hierarquização e recompensa.” Ou seja, indicaria a tentativa de fraturas, pequenas fissuras num edifício secular como a escola (..). A indisciplina se tornaria então uma força legítima de resistência e produção de novos sentidos e funções, ainda insuspeitados, para a instituição escolar. (AQUINO, 2016, p. 45).

Elas [indisciplinas] são novas porque fogem do que se espera do comportamento nas escolas, ou, pelo menos, de algo que foi construído.

Judicialização: a desinstrumentalização de um conceito em análise

Alguns desses exemplos, apresentados de forma sistemática, que discursivamente se propõem a contribuir com políticas de segurança pública para reduzir riscos e perigos, mas na realidade respondem com mais formas de punições e punições, com práticas mais violentas, arbitrárias e racistas, resultando em regulação . e a redução da vida acompanhada por um aumento nas tecnologias de segurança com drones, veículos blindados, armas e outros equipamentos de ponta que incentivam formas modernas de moldar a vida. Esta resposta se adensa ao encerrar a intensidade do fluxo da vida e as possibilidades ativas e criativas que estão por vir, desconhecidas e achatadas, e outros acontecimentos pulsantes neste fluxo. Por esse caminho, entendemos a judicialização da vida como “[..] uma construção subjetiva que concretiza a lógica do julgamento, da punição e do uso do direito como parâmetro para a organização da vida.” (NASCIMENTO, 2014, p. 460).

Em outras palavras, a judicialização define modos de viver e existir dentro de uma tradição legalista.

Judicialização da vida: ressonâncias no território educacional

Na verdade, Foucault não é um pensador de termos, mas das condições que os objetivaram historicamente [..] como surgiram, o que são e como estão se tornando [..] seu projeto é um projeto histórico. ontologia” (LOBO, 2012, p. 26), cujo pensamento está ligado à atualidade, com um diagnóstico do presente. Nessa relação, um corpo que pode ser subjugado, que pode ser usado, que pode ser transformado e aperfeiçoado, é dócil (FOUCAULT, 2012, p. 132); Um corpo que obedece é útil. Em consonância com Acácio Augusto (2012, p. 32), consideramos a lógica judicializante “[..] como uma prática que, ao ser ampliada no interior das antigas instituições disciplinares, faz mais do que introduzir regras, [..] produz sentenças e elas restauram a centralidade necessária à produção de corpos e mentes subjugadas mantendo justamente a necessidade de um julgamento, de um julgamento.

A partir da modernidade, o que é justo passou a ser a aplicação das leis. Portanto, a legalização é interpretada como um procedimento válido, capaz de resolver situações de conflito.

O dispositivo-escola na engrenagem da maquinaria judicializante-

Para todos esses desaparecimentos é realizada uma sequência de procedimentos: as imagens da câmera são recuperadas, visualizadas, anotadas e resolvidas. Com toda a vigilância baseada no uso de câmeras, tornaram-se comuns solicitações recorrentes de alunos para verificar as imagens das câmeras quando um item é perdido. Na obra Verdade e formas jurídicas, Foucault (2003) rotula uma forma de poder que rege a sociedade disciplinar como “ortopedia social”. FOUCAULT, 2003, p.86), que corresponde a uma ampla gama de poderes exercidos pelas instituições, em torno do poder judiciário, que afetarão os indivíduos ao longo de suas vidas.

O controle exercido por essas instituições estende-se aos corpos dos indivíduos - pois devem ser moldados e reparados - de forma a promover uma “disciplina geral da existência” (FOUCAULT, 2003, p. 118), que vai além de sua suposta função docente , pois também tem o direito de punir e recompensar com formas de poder e conhecimento.

Judicialização como produção subjetiva na governamentalidade

Outra forma moderna de poder apresentada por Foucault (2008, p. 3) é o biopoder, caracterizado como “um conjunto de mecanismos através dos quais aquilo que na espécie humana constitui suas características biológicas fundamentais poderá entrar na política, na estratégia política em geral para a estratégia do poder.” É um cálculo de poder sobre a vida. Na direção neoliberal, a biopolítica se apresenta como o exercício de um poder disciplinar mais amplo direcionado à população e aos seus problemas mais específicos, tais como: fecundidade, fecundidade, vacinação, etc. Tais técnicas podem moldar as estratégias urbanas, sanitárias e higiénicas que entraram em vigor no final do século 19. A população é governada por estratégias de poder que visam a segurança.

A mentalidade governamental se fortalece junto com o Estado numa forma de exercício de poder “[..] que tem a população, como forma mais importante de conhecimento, a economia política, como ferramenta técnica essencial, os dispositivos de segurança como principal alvo. "

O Estatuto da Criança e do Adolescente: proteção e/ou controle?

Neste contexto de abertura de espaços democráticos com a aprovação do Tribunal de Contas Europeu, temos o caso inovador da proposta de criação de um conselho tutelar com atuação direta no município, formulado por cinco vereadores eleitos pela população local. O Conselho Tutelar representa um órgão permanente, autônomo e não jurisdicional, cujas funções primordiais correspondem à proteção e garantia integral do cumprimento dos direitos legais conferidos pelo ECA a toda a sociedade, conforme previsto no artigo 5º do ECA, que estabelece que “Nenhuma criança ou adolescente será submetida a qualquer forma de abandono, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão, e qualquer ataque, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais será punido na forma da lei”. (BRASIL, 1990). Na busca pela democratização, cabe ao conselho tutelar receber denúncias (muitas vezes de forma anônima) e, se necessário, encaminhar os respectivos relatórios aos órgãos de apoio, à Vara da Infância e da Juventude, ao Ministério Público ou a qualquer outro órgão que preste serviços à sociedade. para que os direitos sejam garantidos.

Diante de tudo isso, o que esse órgão faria para fazer cumprir a lei e romper com as práticas do judiciário?

Entre a escola e o conselho tutelar: as produções do judiciável

Acabam aumentando as demandas ao conselho tutelar, que não necessariamente deveriam ter sido encaminhadas ao órgão, como explica este conselheiro: Isso sugere que grande parte dos incidentes que chegam ao conselho tutelar têm origem em famílias pobres. Enfatizam o medo que as pessoas sentem quando falam em tutelas ou quando se consultam com conselheiros ou com a sua equipa técnica.

Neste último trabalho que tive hoje, a mãe disse: “Eu disse a ela que iria denunciá-la [sua filha] ao conselho de administração”. Tal forma de atuação na relação mútua do conselho curador entre a escola e a família é entendida como “individualização das questões sociais” (NASCIMENTO; Discurso baseado na moralização do comportamento familiar (e seu estado de pobreza) reproduz o controle de acordo com seguindo a mesma lógica do conselho de curadores.

Figura 1 – Banda desenhada
Figura 1 – Banda desenhada

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Tabela 1 - Levantamento de Teses e Dissertações no Banco da Capes (Eixo 1)  Ano  Área de
Tabela 2 - Levantamento de Teses e Dissertações no Banco da Capes (Eixo 2)  Ano  Área de
Tabela 3 - Levantamento de Teses e Dissertações no Banco da Capes (Eixo 3)  Ano  Área de
Tabela 4 - Levantamento de trabalhos na Anped  Ano  Grupo de
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Referências

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