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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Desse processo emergiu uma categoria analítica: comportamento sexual de jovens universitários e vulnerabilidade à violência nas relações íntimas. Como se configuram as dimensões da vulnerabilidade à violência encontradas nas relações afetivas íntimas de jovens estudantes de enfermagem. Objetivo geral: Compreender a violência nas relações íntimas de jovens universitários de enfermagem de uma universidade pública a partir do seu comportamento sexual, levando em consideração gênero e vulnerabilidade.

Analisar as dimensões da vulnerabilidade à violência nas relações afetivas íntimas de jovens universitários cursando enfermagem em uma universidade pública.

Conhecendo o universo do jovem

Perfil de jovens universitários

Relações afetivas íntimas

Desta forma, os jovens ficaram livres para expressar os seus desejos e vontades em relação ao seu relacionamento amoroso e às suas escolhas emocionais, ao mesmo tempo que abraçavam a sua sexualidade. Dentre os diversos tipos de relações afetivas íntimas, o “ficar” é a modalidade típica mais presente entre os jovens da atualidade. Portanto, percebe-se que, na atualidade, as relações afetivas íntimas configuram-se de formas distintas, se comparadas às relações desenvolvidas no final do século XIX, principalmente entre os jovens.

Nessa perspectiva, entende-se que os jovens podem tentar se envolver nas relações de forma superficial, como por exemplo “ficar” em busca da sua liberdade e do que lhes é conveniente e, portanto, as relações podem ser mais. flexível e mais fácil de desfazer.

Violências nas relações afetivas íntimas e gênero

Esta situação está directamente ligada às desigualdades de género caracterizadas pela subordinação das mulheres nas relações interpessoais e pelo uso normativo da violência para resolver conflitos. Embora a violência de género envolva relações entre homens e mulheres, a sua incidência ocorre principalmente contra as mulheres e constitui um problema de saúde pública e uma violação dos direitos humanos (MINAYO, 2006). A definição de género não é vista como um conceito neutro porque implica uma ideologia patriarcal que esconde uma estrutura de poder desigual entre homens e mulheres.

Nesse sentido, a situação da violência de gênero nas universidades brasileiras pode ir além da formação em enfermagem e atingir um número significativo de jovens em diversos cursos de graduação e pós-graduação.

A Teoria Social dos Roteiros Sexuais – Gagnon e Simon

Compreender o comportamento sexual dos jovens universitários nas suas relações afetivas íntimas e as dimensões da vulnerabilidade à violência promove uma melhor compreensão da influência dos cenários culturais nos roteiros interpessoais das relações, além de possibilitar o desenvolvimento de estratégias de intervenção nas singularidades das relações. relacionamentos para fazer. estes jovens, com vista a minimizar a vivência da violência nas suas relações afetivas íntimas. Além disso, na perspectiva do roteiro, os atores sociais estão inseridos em estruturas sociais e culturais, permitindo-lhes ativar roteiros elaborados compostos por interpretações de normas sociais, fantasias e mitos culturais (GAGNON, 2006). Os roteiros sexuais dirigem as ações das pessoas em relação a quem, quando, onde, quando e como as suas experiências sexuais devem ocorrer, dependendo de como os eventos devem ser interpretados.

Portanto, o comportamento sexual é diferenciado entre homens e mulheres, o que acaba por evidenciar comportamentos específicos entre eles devido a questões de gênero, ou seja, roteiros sexuais determinados pelo gênero (GAGNON, 2006). Aliás, os roteiros sexuais são divididos em três níveis diferentes que interagem dinamicamente entre si e apresentam dimensões históricas, culturais e individuais. Os roteiros interpessoais operam no nível da interação social, criando um diálogo entre o comportamento cultural abstrato e o comportamento real.

Entre outras funções, os roteiros interpessoais ajudam a organizar a autorrepresentação e a representação de terceiros sobre a atividade sexual do indivíduo, reduzindo a incerteza e aumentando a legitimidade do seu comportamento sexual, tanto para os outros como para si mesmo (BOZON, 2004; GAGNON, 2006; SIMON ; GAGNON. Por sua vez, os roteiros intrapsíquicos consistem nos diálogos internos utilizados pelo indivíduo juntamente com suas expectativas sociais e culturais de comportamento (GAGNON, 2006; SIMON; GAGNON, 1986). Nesse sentido, os roteiros intrapsíquicos coordenam a vida espiritual e social. comportamento, ajuda a orientar o comportamento sexual do indivíduo no presente e/ou futuro e a compreender o passado.

É importante ressaltar que o comportamento sexual é de diversos tipos e possui diferentes significados sociais e individuais, dependendo das características sociais de cada indivíduo e de suas relações sociais. Desta forma, entende-se que será de extrema importância identificar os cenários criados pelos jovens estudantes através do comportamento sexual nas suas relações afetivas íntimas, para que a partir daí possamos analisar as dimensões da vulnerabilidade à violência nessas relações, desde uma perspectiva sexual perspectiva..

Vulnerabilidades em saúde e suas dimensões

Esse conceito de vulnerabilidade proporcionou uma compreensão ampliada da influência de aspectos coletivos e contextuais, e não apenas individuais, que provocam maior suscetibilidade das pessoas que se expõem e adoecem pelo HIV e têm menos ou mais condições de se proteger (AYRES et al. . , 2009; MALAGÓN-OVIEDO; CZERESNIA, 2015). Assim, o conceito de vulnerabilidade tem sido utilizado no campo da saúde pública pela sua capacidade heurística, ou seja, pela sua capacidade de inovar e apresentar uma nova forma de compreensão dos fenômenos estruturantes dos processos saúde-doença à luz da hegemonia do o conceito de risco. , e também permitir uma reflexão abrangente sobre práticas de saúde para a promoção e prevenção de problemas e doenças de saúde (MALAGÓN-OVIEDO; . CZERESNIA, 2015). Para compreender a incorporação deste conceito na saúde pública, será apresentada uma breve contextualização do processo histórico em torno da pandemia do VIH/SIDA, uma explicação dos conceitos de grupo de risco, comportamento de risco e o conceito de vulnerabilidade em saúde, que será usado como referência neste exame.

Posteriormente, em 1996, Jonathan Mann e Daniel Tarantola acrescentaram à compreensão do conceito de vulnerabilidade a discussão dos Direitos Humanos como subsídio para a avaliação de situações individuais e também globais da epidemia, substituindo indicadores socioeconômicos, além de analisarem e intervir de forma abrangente sobre a vulnerabilidade (MANN; TARANTOLA, 1996). No Brasil, o pesquisador José Ricardo Ayres e colaboradores, com base no conceito de vulnerabilidade de Jonathan Mann, Daniel Tarantola e Thomas Netter, contribuíram significativamente para o desenvolvimento de contribuições para a elaboração teórica da vulnerabilidade. Reconstruíram a trajetória do conceito de risco ao conceito de vulnerabilidade em saúde, apresentando relevância nos campos da epidemiologia e, consequentemente, da saúde pública.

Para aproximar o objeto de estudo dessa concepção de vulnerabilidades, entende-se que as mulheres se apresentam em estado de vulnerabilidade de gênero pelo fato de serem mulheres, ou seja, pelas relações sociais desiguais entre homens construídos socioculturalmente e mulheres, traduzidas por um conjunto de normas que se distinguem pela diferença biológica. Para tanto, o estado de vulnerabilidade se destaca dos estados de doença, e está associado às condições estabelecidas nas construções das relações de poder que indicam a situação de dominação masculina e de subordinação feminina, por vezes vigente no sistema hegemônico patriarcal. Nesse sentido, Ayres e colaboradores (AYRES et al) acrescentaram ao conceito de vulnerabilidade a perspectiva de analisar as influências interligadas de cada dimensão na vida de qualquer pessoa, e não a análise e identificação de prováveis ​​pontuações de um indivíduo quando exposto a certos danos à saúde.

As análises de vulnerabilidade envolvem assim a avaliação de três eixos articulados que visam integrar as suas dimensões: individual, social e programática. É portanto necessário avaliar como estas instituições são capazes de prevenir, reproduzir ou aprofundar condições de vulnerabilidade.

METODOLOGIA

  • Caracterização do estudo
  • Referencial Teórico-Metodológico – Daniel Bertaux
    • O método narrativa de vida e a perspectiva etnossociológica
  • Cenário do estudo
  • Participantes do estudo
  • Aspectos éticos do estudo
  • Produção de dados: coleta das narrativas
  • Análise das narrativas

O método da narrativa de vida foi utilizado nesta pesquisa por possibilitar informações sobre as singularidades e subjetividades dos entrevistados, pois o objetivo é compreender o comportamento sexual e as dimensões das vulnerabilidades de jovens universitários para a vivência da violência em seus íntimos. relacionamentos afetivos. Vale ressaltar que a expressão “narrativa de vida” foi introduzida pelo sociólogo Daniel Bertaux na França há duas décadas. Nesse sentido, o presente estudo utilizou o método da narrativa de vida na perspectiva etnossociológica proposta por Daniel Bertaux, uma vez que esta perspectiva visa a.

A narrativa de vida na perspectiva etnossociológica permite uma descrição aprofundada de um objeto social, partindo do particular para o geral, ao comparar as diferentes narrativas. Portanto, o método da narrativa de vida mostrou-se adequado para que os jovens universitários contassem sua história e seu comportamento sexual e filtrassem o que consideravam mais importante contar. Os participantes do estudo foram 30 jovens universitários cursando enfermagem em uma universidade pública do sudoeste da Bahia, com idade entre 20 e 29 anos.

Assim, com o objetivo de identificar o comportamento sexual de jovens universitários nas suas relações afetivas íntimas numa perspectiva de gênero e analisar as dimensões da vulnerabilidade à violência nessas relações, a entrevista narrativa do presente estudo iniciou-se com a seguinte questão inicial: “ Conteúdo- conte-me sobre seus relacionamentos afetivos íntimos"; e foram utilizados como filtros: sensações e sentimentos durante os momentos de encontro com o(s) parceiro(s); todos os relacionamentos, desde o primeiro relacionamento até o atual; ou os relacionamentos mencionados são ou foram agradáveis, felizes, divertidos; se há ou houve conflitos, desentendimentos, ciúmes; envolvimento de familiares ou amigos nas relações citadas. Foi possível identificar que jovens universitários têm dificuldade para falar sobre suas relações íntimas e sexualidade A partir desse processo , emergiu uma categoria analítica com duas subcategorias: Categoria Analítica: Comportamento sexual de jovens universitários e vulnerabilidade à violência nas relações íntimas;

Revelando as relações afetivas íntimas entre jovens universitários; b) Dimensões da vulnerabilidade à violência nas relações afetivas íntimas de jovens universitários. VULNERABILIDADE À VIOLÊNCIA NAS RELAÇÕES AFETIVAS ÍNTIMAS - Revelando as relações afetivas íntimas de jovens universitários.

Figura 1 - Fluxograma da construção da categoria analítica
Figura 1 - Fluxograma da construção da categoria analítica

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Caracterização dos jovens universitários

3 A mulher, de 20 anos, que mora longe da família de origem, diz que atualmente mantém um relacionamento considerado saudável. 4 O homem, de 20 anos, mora longe da família de origem, em relacionamento sério de um ano e nove meses. 6 A mulher, 23 anos, mora longe da família de origem, mantém um relacionamento sério há dois anos.

10 Um homem de 24 anos mora longe de sua família de origem e mantém um relacionamento sério há dez meses. 12 Uma mulher de 20 anos, que mora longe de sua família de origem, disse que iniciou um relacionamento há três semanas. 14 Mulher, 23 anos, mora longe da família de origem, mantém relacionamento há três anos e nove meses, casada recentemente.

22 Homem, 21 anos, mora longe da família de origem, namora há um mês. 23 Mulher, 22 anos, mora longe da família de origem, mantém relacionamento sério há cinco anos. 24 Mulher, 21 anos, mora longe da família de origem e iniciou relacionamento há duas semanas.

25 Homem, 25 anos, mora longe da família de origem, mantém relacionamento sério há seis anos. 26 Mulher, 25 anos, mora longe da família de origem, mantém relacionamento sério há oito anos.

Condutas sexuais de jovens universitários e a vulnerabilidade nas

  • Desvelando os relacionamentos afetivos íntimos de jovens universitários
  • Dimensões da vulnerabilidade às violências nas relações afetivas íntimas de

Imagem

Figura 1 - Fluxograma da construção da categoria analítica

Referências

Documentos relacionados

(M.I. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 1996. Dissertação de Mestrado, Rio de Janeiro: Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro,1982. Saúde