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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Dissertação (Mestrado Profissional em Docência do Ensino Fundamental) – Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018. Dissertação (Mestrado Profissional em Docência do Ensino Fundamental) – Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira, Estado Universidade do Rio de Janeiro.

INTRODUÇÃO

Quando uma forma de violência é amplamente divulgada através das redes tecnológicas, ela tende a ser sentida por todos nós e pode gerar diversas emoções como insegurança, medo, doença. Um contraponto a este fenômeno de violência são os grupos de resistência, os movimentos sociais “afirmativos”, aqueles que são alvos ou grupos de risco de uma sociedade excludente que os torna constantemente devastados, de diversas formas e com diferentes intensidades.

METODOLOGIA

Nesse sentido, a busca teve como objetivo identificar dissertações e/ou teses que tratassem de estratégias e medidas de intervenção para prevenção do bullying no ambiente escolar. 6- “A escola não é um lugar fácil... Na verdade não!”: o bullying, o não reconhecimento da diferença e a banalidade do mal - Pâmela Suelli da Motta Esteves - PPGEd - PUC-RJ - 2015.

APRESENTAÇÃO DAS DISSERTAÇÕES E TESES ANALISADAS

Este trabalho trouxe reflexão e desenvolvimento de estratégias para atenuar as práticas de bullying na escola, visando a inclusão dos alunos. A pesquisa é qualitativa e a metodologia, centrada na pesquisa-ação de (Carr e Kemmis, 1988), apoiou o processo relacionado à formação de professores, a fim de examinar o reflexo das práticas de bullying escolar e a criação de alternativas para sua minimização e reconhecimento. Esta investigação encontrou nove casos específicos de bullying na escola e dois envolvendo especificamente alunos com necessidades educativas especiais.

Os resultados obtidos mostraram que um dos maiores desafios é a normalização da violência, pois este estudo mostrou que os jovens até reconhecem situações de violência, mas em algumas situações agem com indiferença ou até confundem atos de bullying com piadas. O objetivo principal deste trabalho foi avaliar os benefícios do PME na prevalência do bullying escolar.Objetivos específicos: verificar a prevalência e os tipos de bullying entre alunos do ensino fundamental; explorar diferente. Relativamente à PME, os resultados evidenciaram a existência de diferenças estatisticamente significativas entre as escolas G-C e G-PME, revelando que a PME pode efetivamente intervir nas situações de bullying, reduzindo o número de vítimas.

Os resultados revelaram também que na G-PME a satisfação dos alunos com a escola e a percepção do desempenho escolar são estatisticamente significativas e superiores às das escolas G-C; a frequência de situações de bullying (vítimas) também é estatisticamente significativa, sendo menor nas G-escolas. Na pesquisa da tarefa 2, conseguimos constatar que quando a escola não atende casos de maus-tratos, interfere muito no processo de aprendizagem do aluno.

O QUE É BULLYING? COMO OS AUTORES PESQUISADOS ABORDAM ESSE

  • Agressão física ou psicológica
  • Entre Pares
  • Intencionalidade/ Repetição e frequência
  • Violência sem motivação / velada

É precisamente por isso que o autor da 5ª tarefa reflete sobre a desumanização dos agressores, considerados “monstros” na comunidade escolar, razão pela qual é importante uma análise multidimensional deste problema. Os autores das dissertações 2 e 3 e da tese 3 acrescentam as palavras de que os agressores usam a manipulação e o poder arbitrário de seus iguais como ferramenta. O autor da tarefa 6 enfatiza que o bullying não afeta apenas o alvo, mas também afeta o cotidiano dos pares que fazem parte desse processo.

O autor da 3ª tarefa diz-nos que a discussão e a necessidade de problematizar a complexidade da palavra bullying e a sua aparente banalização desmistificam equívocos que ajudam a identificar os casos, pois é muito comum que o bullying seja entendido como uma brincadeira. Em seu trabalho, a autora do 1º trabalho enfatiza que o bullying é um problema moral, pois faltam valores morais como o respeito e a justiça em tais atos, o que torna necessário pensar nas causas, segundo a imagem que o os sujeitos têm de si mesmos e como os sujeitos autorregulam seu comportamento de acordo com normas morais internas. Para o autor da tese 2, o bullying é muitas vezes uma forma de violência que força, ou seja, extorque, que obriga o alvo a fazer algo que não quer, tira do outro a liberdade de escolha quanto ao seu próprio comportamento.

O autor da tese 5 estabelece uma relação entre violência e cultura, o que indica que a violência pode ter um contexto cultural. O autor da Tese 6 confirma essa abordagem, apoiando-se em Fante (2001) que afirma que as práticas de bullying iniciam-se com a não aceitação da diferença, que envolve religião, raça/etnia, estrutura física, peso, cor do cabelo, deficiência em geral, ou outros aspectos especiais.

CONSEQUÊNCIAS DAS PRÁTICAS DE BULLYING

Fatores de risco, tipos e caracterização dos envolvidos no fenômeno

Os fatores de risco permitem-nos compreender e identificar que tipos de crianças são mais propensas a relações conflituosas. Lopez (2011) levanta quatro grandes grupos de importantes fatores de risco encontrados em seus estudos, são eles: fatores sociodemográficos, pessoais, familiares e escolares. Os fatores familiares incluem a ausência de pai ou mãe, viver em um ambiente violento, falta de supervisão, pais punitivos, severos e autoritários e famílias violentas.

Os factores escolares estão relacionados com maior/menos popularidade, isolamento social ou rejeição por parte dos pares, falta de apoio dos professores, factores económicos e repetição de estudos (Lopez 2011). Ao pesquisar diferentes grupos em risco de bullying, podemos criar diferentes perfis dos alunos, dos perpetradores e até das testemunhas visados. Apresentar o fenómeno do bullying como um fenómeno novo pode ser um erro; compreender a trajetória da violência é essencial ao projetar práticas violentas nas escolas.

A sua ocorrência causa sofrimento e é ainda possível destacá-la como potencial fator de risco para violência institucional e social (Lisboa, 2005). A questão da vulnerabilidade social aparece na pesquisa (especificamente nas dissertações 2 e 3), como fator determinante gerador de violência.

O perfil dos atores/personagens

Na tese 2, o autor, fazendo referência a Bonetti (2011), explica-nos que na forma como a cultura mundial e a cultura escolar são tratadas de forma diferenciada nas instituições de ensino, podemos encontrar as razões de algumas das dificuldades que a escola enfrenta. . a relação com o mundo social. Na tese 5, a reflexão do autor centra-se na ausência de uma educação multicultural, o que podemos dizer que tem impacto direto na instituição escolar e na formação de professores, o que, segundo o autor: “nos impulsiona para a importância do caráter proativo da educação na desconstrução do bullying na escola e na sociedade.” (afirmação 5; p) preferem o termo alvo a vítima e profissionais a agressores justamente por se tratar de um fenômeno dinâmico, evitando assim rotular seus agentes ou incentivar ações discriminatórias. No depoimento 2, o autor cita Gisi (2011) que esclarece exatamente esse ponto e afirma que em determinados momentos o aluno pode desempenhar o papel de vítima, em outros momentos o de agressor e em outros momentos o de testemunha.

O autor da tese 6 concorda com essa afirmação e destaca em seu trabalho que o uso dessas categorias de forma rígida dificulta outras interpretações. Na tese 2, o autor enfatiza que as testemunhas/espectadores, ao verem situações violentas e nada fazerem, acabam incentivando situações violentas. Na tese 3 e nas teses 1 e 4, os autores justificam a falta de ação com o possível medo de retaliação dos agressores/agressores.

O autor também aponta que é uma falha da pesquisa não tratar o testemunho como parte fundamental do processo de bullying. Em geral, as ações limitam-se aos autores do bullying ou aos alvos em espera e não são suficientes para erradicar os casos.

UMA ANÁLISE DOS REFERENCIAIS TEÓRICOS MAIS UTILIZADOS

Àviles é um autor que dá um importante contributo para a definição dos perfis dos atores sociais no fenómeno do bullying e das suas relações afetivas. Fornece uma abordagem e conceituação da responsabilidade civil e das consequências criminais do bullying na escola. Esta pesquisa na literatura sobre bullying mostrou que o primeiro aspecto relacionado ao tema foi identificado na área médica em Lopes Neto, quando este autor entende que o cerne do problema está na escola.

Desenvolveu trabalho contínuo na Abrapia (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Criança e ao Adolescente), onde realizou pesquisas sobre a ocorrência de bullying no Brasil. Se Neto e Fante foram os pioneiros na pesquisa do bullying no Brasil, Olweus foi considerado o precursor do estudo sistemático da prevenção do bullying na Noruega, psicólogo que descreveu em seu livro “Bullying na escola”, um caminho para a prevenção através da intervenção através da escola. comunidade, trazendo também responsabilidade para a escola. Candau (2008), em algumas de suas publicações, trata o tema bullying com um olhar ainda mais profundo, trazendo uma importante reflexão sobre identidade cultural, aceitação das diferenças em um contexto macro.

Tognetta (2011) e Fante (2005) também afirmam que a prevenção do bullying escolar deve começar pelo professor, para que ele saiba identificar, diferenciar e desenvolver um plano de ação. Silva é autor do livro “Bullying – Mentes Perigosas nas Escolas” e de uma cartilha que reúne algumas estratégias para identificar, prevenir e erradicar os agressores escolares.

INTERVENÇÕES E PROGRAMAS DE PREVENÇÃO E COMBATE AO

Criação de um programa que visa orientar os pais sobre o bullying e o cyberbullying, para que os responsáveis ​​saibam o que fazer caso o seu filho esteja envolvido neste tipo de práticas. O social hour no cenário atual das escolas brasileiras poderia ser abordado na forma de fóruns e rodas de conversa, por exemplo, dando voz à comunidade escolar para trabalhar em conjunto. As ações relacionadas ao diagnóstico escolar podem revelar dados altamente relevantes que outras ações precisam para ter sucesso.

É importante atentar para as relações interpessoais dentro da escola como forma de prevenir o bullying entre os alunos. A ação relacionada à mudança de comportamento e ao controle de contingências afeta diretamente o professor, para que ele atue como mediador, identificador de conflitos e promotor da paz. A reinvenção da escola é necessária para que as mudanças ocorram no ritmo que desejamos, é necessária uma reestruturação nas barreiras físicas, no currículo e principalmente nas relações interpessoais entre professores e alunos.

O tema bullying não apareceu durante minha formação no programa de formação de professores e enfrentar a escola sem essa abordagem compacta significa que a comunidade escolar não sabe como agir. Criar algumas estratégias para que os atores envolvidos em situações de bullying possam denunciar ataques sofridos ou observados por colegas é algo que parece simples e eficaz.

Tabela 3  - Tabela Ações de informação, conscientização e sensibilização
Tabela 3 - Tabela Ações de informação, conscientização e sensibilização

CONCLUSÃO

INDICAÇÃO DO PRODUTO

Refletir criticamente sobre a questão da reprodução de práticas violentas na escola - Analisar o papel do professor relativamente ao fenómeno. Bullying - comportamento agressivo entre estudantes, [Online]. http://www.uff.br/saudecultura/encontros/Bullyng.pdf Acesso em: 08 mar Direitos humanos, educação e interculturalidade: tensões entre igualdade e diferença.

Imagem

Figura  1  –  Ilustração  quanto  a  recorrência  de  citações  dos  autores  utilizados  nos  trabalhos  analisados
Tabela 3  - Tabela Ações de informação, conscientização e sensibilização
Tabela 4 – Ações de identificação: o diagnóstico escolar
Tabela 5 Ações que incidem nas relações interpessoais
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Referências

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Além disso, os dados de licitações estão disponíveis no Portal da Transparência do Estado do Rio de Janeiro.1 Diante dos diversos relatos de fraudes veiculados diariamente nos