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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro Janeiro , 2016.

Definição de adolescência e evolução demográfica brasileira

Incluí a evolução desses direitos e políticas sociais para adolescentes no Brasil e na cidade do Rio de Janeiro. Por fim, no terceiro item do capítulo, apresento alguns dados sobre a gravidez na adolescência no mundo e no Brasil, mais especificamente na Cidade do Rio de Janeiro.

Figura 1: Brasil: Pirâmide etária, 1960
Figura 1: Brasil: Pirâmide etária, 1960

Direitos, políticas sociais e sua evolução

A entrada das mulheres no mercado de trabalho tem sido acompanhada por um declínio da taxa de natalidade a tal ponto que representa um risco de substituição populacional na maioria dos países desenvolvidos. Tal como o desemprego, as dificuldades na integração das mulheres no mercado de trabalho, ao mesmo tempo que equilibram as responsabilidades da maternidade, contribuem para a deterioração da estrutura familiar.

Direitos e políticas sociais brasileiras para adolescentes

Em 1996, no primeiro governo Fernando Henrique Cardoso, foram criadas a Coordenadoria de Saúde da Mulher, a Coordenadoria de Saúde da Criança e a Coordenadoria de Saúde do Adolescente. Em 1998, as coordenações passaram a ser as atuais áreas técnicas de saúde da mulher, saúde da criança e saúde de jovens e adolescentes.

Políticas sociais para adolescentes no Rio de Janeiro

Descreverei os programas e projetos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e sua rede intersetorial, composta principalmente pelas Secretarias de Desenvolvimento Social (SMDS) e de Educação (MSP). A implantação do PROSAD nos moldes do MS ocorreu em 1992, com a criação da Gerência do Programa de Saúde do Jovem (GPA), subordinada à Coordenação dos Programas de Atenção Integral à Saúde e ao Conselho Fiscal de Saúde Coletiva da SMS.

Sexualidade e gravidez

Indivíduo, sociedade e a questão da opção

No Brasil e no mundo, o acesso às políticas sociais tem sido reduzido em maior ou menor grau. Seguindo a lógica neoliberal, o pouco investimento estatal em políticas sociais leva à mercantilização do acesso aos direitos sociais.

Gravidez na adolescência: uma opção?

No plano social, a ampliação e a universalização dos direitos e deveres de cidadania podem contribuir para a redução de formas graves de violência (NJAINE et al, 2007). Assim, os investimentos na educação formal, na melhoria das condições de vida, na inclusão social, na universalização dos direitos de cidadania, são formas de construção estatal da não violência. Os jovens que vivem nessas situações de adversidade, dependentes do acesso aos serviços oferecidos pelas políticas sociais brasileiras, vivem em condições vulneráveis.

O acesso às políticas sociais torna-se, portanto, essencial para reduzir as condições de vulnerabilidade a que estão expostos.

A pesquisa GRAVAD: trajetórias e sexualidade

As trajetórias de iniciação sexual dos jovens pesquisados ​​na pesquisa GRAVAD revelaram que a idade média da primeira relação sexual variou de 15 a 18 anos (HEILBORN et al, 2006, p. 148). O comportamento difere por gênero no que diz respeito à correlação entre relações sexuais e namoro, em que 13% dos homens afirmaram ter tido relações sexuais sem nunca namorar, contra 2% das mulheres (HEILBORN et al, 2006; p. 166). ). Esse fato confirma mais uma vez que o público masculino trata o sexo como uma atividade a ser desfrutada pelos homens, sem que estes sejam responsáveis ​​pelas questões reprodutivas (HEILBORN et al, 2006; p. 191).

Entre os homens, a escolaridade não apresentou influência significativa no uso de métodos contraceptivos e de proteção (HEILBORN et al, 2006; p. 196).

Pesquisa GRAVAD: gravidez, aborto e filho

Em geral, a iniciação sexual dos homens antecedeu o estabelecimento de um relacionamento estável, enquanto para a maioria das mulheres houve coincidência entre os fatos. Nas relações estáveis, a escolaridade, principalmente das mulheres, apareceu como elemento retardador do relacionamento e a diferença de idade entre os parceiros. Quanto menor o nível de escolaridade, mais precoce é o relacionamento e maior é a diferença de idade entre os parceiros.

Mesmo em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, a diferença entre os estratos sociais revelou diferenças na incidência de gravidez antes dos 20 anos.

Informações de saúde da gravidez na adolescência

Situação mundial

A situação apresentada na tabela 2 e no respectivo gráfico mostra que as percentagens mais elevadas de mulheres adolescentes casadas e as taxas de natalidade mais elevadas entre os adolescentes são encontradas nos países africanos.

Tabela   1:   Porcentagem   de   adolescentes   casadas   e  taxas   de   natalidade   por 1000 mulheres
Tabela 1: Porcentagem de adolescentes casadas e taxas de natalidade por 1000 mulheres

Situação brasileira

O declínio da taxa de fecundidade total brasileira segue os padrões de mudança demográfica na maioria dos países desenvolvidos, com taxas abaixo da reposição populacional, com uma média de menos de dois filhos por mulher na maioria das regiões brasileiras, a partir de 2010 (IBGE - 2013). A Figura 5, a seguir, apresenta um gráfico das taxas específicas de fecundidade elaboradas nos três últimos censos brasileiros. Em termos de taxas de fertilidade específicas por idade, as curvas para mulheres com menos de 20 anos mostraram um ligeiro declínio entre 1991 e 2010.

Nestas regiões existem grandes áreas com recursos inseguros, lacunas de saneamento e municípios com baixo IDH, confirmando o facto de as taxas de fertilidade na população adolescente e jovem terem permanecido mais elevadas, especialmente entre as mulheres mais pobres, apesar do declínio geral nas últimas décadas. .

Figura 4: Taxa de Fecundidade Total no Brasil, por região geográfica, 1940- 1940-2030 (estimativa)
Figura 4: Taxa de Fecundidade Total no Brasil, por região geográfica, 1940- 1940-2030 (estimativa)

Município do Rio de Janeiro e AP 3.2

A proporção de nascidos vivos de mães adolescentes na AP 3.2 corresponde à proporção do MRJ no período analisado (2000 a 2011), com pequenas diferenças para cima ou para baixo em alguns anos. Tanto o MRJ quanto a AP 3.2 apresentaram tendência geral de queda na proporção de mães adolescentes. A proporção de nados-vivos de mães adolescentes na AP 3.2 manteve-se estável, com uma ligeira diminuição até 2010, antes de aumentar novamente em 2011 e 2012.

Abaixo apresento um panorama das gestantes na CF Carioca nos anos e 2015, e a proporção de gestantes menores de 20 anos, comparado ao total de gestantes cadastradas na CF da AP 3.2 e as respectivas proporções de gestantes. mulheres com menos de 20 anos.

Figura 6: Nascidos vivos de mães <20 anos, MRJ e AP 3.2 (2000 a 2011)
Figura 6: Nascidos vivos de mães <20 anos, MRJ e AP 3.2 (2000 a 2011)

Pergunta e objetivos

  • Objetivo geral
  • Tipo e desenho da pesquisa
  • Procedimentos éticos
  • Cenário da pesquisa
  • Procedimentos de coleta de dados
  • Procedimentos de análise dos dados

Identificação do nível de escolaridade das mulheres, familiares e seus parceiros. Identificar como aceder a serviços educativos para mulheres e seus filhos, incluindo creches e pré-escolas públicas. 3 - Avaliação dos serviços oferecidos Identificação do grau de satisfação com os serviços oferecidos nas instituições de ensino e a dificuldade em vivenciá-los antes, difícil antes e depois da gravidez.

5 - Insight sobre a gravidez Mapear a experiência da gravidez antes e depois da gravidez.

Figura 11: Bairro Carioca
Figura 11: Bairro Carioca

O Bairro Carioca

O hall do prédio servia de extensão dos apartamentos onde as crianças brincavam e as mulheres conversavam com as portas abertas. Durante as entrevistas percebi diferenças na ventilação dos apartamentos, onde alguns apartamentos possuem ventilação mais fraca que outros e, portanto, possuem muito calor, o que tem influenciado algumas pessoas a deixarem as portas abertas. Tal como o exterior, o interior dos edifícios diferenciava-se entre si em termos de limpeza, cuidado, segurança e decoração.

O primeiro sinal de diferenciação entre os moradores que reconheci foi através das portas dos apartamentos, pois alguns apartamentos tinham portas de madeira elaboradas e imponentes, enquanto outras portas apresentavam sinais de carácter religioso, e havia também aquelas portas sujas e mal tratadas.

As entrevistadas

Sabrina, de vinte anos, que mora com o filho de quatro anos e a filha de dois, a mãe de trinta e nove anos, o padrasto de trinta e seis anos, além de três irmãs, velho. onze, treze e quinze anos. A última entrevistada foi Sandra, de dezenove anos, que mora com a filha de um ano, a mãe de quarenta e três e uma irmã de dezesseis.

Categorias e subcategorias

Família

A presença de usuários de álcool e outras drogas emergiu nas famílias de origem de metade dos entrevistados, ocorrendo violência física em dois e negligência em outro, deixando Anita analfabeta. A grande presença de mulheres liderando famílias confirma uma situação já identificada no último censo nacional (IBGE, 2010) e revela mudanças importantes no tecido social brasileiro. A presença da violência no âmbito familiar como fator de ruptura emocional fica evidente no comportamento de dois dos entrevistados, onde apresentam dificuldade de expressar afeto e sentimentos, baixa autoestima e muitas vezes reproduzem comportamentos violentos em outras circunstâncias fora do ambiente familiar.

Nas famílias com presença de usuários de álcool e outras drogas, além da violência física, houve também a ocorrência de negligência, como falta de assistência à saúde e educação, além do impacto financeiro, que também foi relevante, uma vez que a A dificuldade de manter uma renda regular gera ônus financeiro para um dos familiares e consequente instabilidade física e emocional.

Educação

Com exceção da mãe de Anita, que também é analfabeta, os pais de todos os entrevistados possuíam ensino fundamental incompleto. Dos companheiros, apenas dois tinham ensino fundamental completo, enquanto os demais estudaram apenas até a antiga quarta série do ensino fundamental. Todos os entrevistados que tiveram acesso à educação guardam boas lembranças do primeiro segmento do ensino fundamental, o que mostrou que foram formados vínculos afetivos com os primeiros professores.

Na opinião de todos aqueles que tiveram acesso ao ensino básico, o primeiro segmento do ensino primário é lembrado com mais carinho do que o segundo segmento.

Saúde

A opinião sobre os serviços prestados na Atenção Básica teve um ponto em comum em todas as entrevistas, a insatisfação com a falta de médicos na CF Carioca, o que fez com que as consultas demorassem muito. A violação do sigilo profissional viola o direito à liberdade, ao respeito e à dignidade garantidos pelo ECA, constituindo assim uma forma de violência institucional (NJAINE et al, 2007). Outra situação de violência descoberta por Bruna foi o atendimento às mulheres que abortaram.

A violência institucional é uma forma grave de violência quando vista para além dos aspectos morais e legais dos direitos e das questões éticas nele envolvidas.

Assistência Social

Bruna se inscreveu na mesma época no programa habitacional e Sabrina solicitou ela mesma o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), pois já morava no Bairro Carioca para ter seu benefício. Denise relatou que não foi direcionada ao BF e que, só recentemente, ela mesma foi ao CRAS fazer a inscrição “[..] esses dias fui lá fazer [..] queria ir lá e faria. Em relação às subcategorias, pode-se dizer que o acesso a benefícios como o Bolsa Família, por exemplo, revela um grau de.

É interessante notar que não há regulamentação na gestão de casos envolvendo famílias carentes, onde entram no programa pessoas que não deveriam estar no programa e são excluídas outras que deveriam ser incluídas.

Sexualidade

Bruna teve sua primeira relação sexual aos quinze anos com o primeiro namorado, após um ano e meio de namoro, e foi a única entrevistada que negociou previamente o ato sexual com o namorado. A entrevistada que teve sua primeira relação sexual ainda mais jovem foi Denise, que iniciou sua vida sexual aos onze anos, antes mesmo da menarca, com um homem bem mais velho que ela, que fazia parte do tráfico de drogas no local onde ela viveu. Quanto aos demais entrevistados, Anita teve sua primeira relação sexual aos doze anos com o primeiro namorado, mas não se lembra há quanto tempo estavam juntos.

Todas as entrevistadas alegaram espontaneidade no ato sexual, exceto Bruna que negociou o início do relacionamento com o namorado.

Gravidez

O tempo decorrido entre o início do relacionamento e a gravidez foi em média de um ano para todas as entrevistadas, com exceção de Sandra, que esteve em um relacionamento por cinco anos antes de engravidar. Todas as entrevistadas relataram que deixaram de usar anticoncepcionais orais, bem como usaram irregularmente o preservativo masculino no momento da gravidez. Todas as entrevistadas apresentaram algum receio de revelar a gravidez às mães, exceto Sandra, que afirmou ter uma relação cúmplice com a mãe.

Todas as mães mantiveram suas filhas e metade delas continuou morando com suas famílias de origem.

Relação Estado/Sociedade

Informações sobre saúde e hábitos dos moradores (acamados, portadores de transtornos mentais, usuários de álcool e outras drogas). Informações sobre as escolas que frequentou (com que idade começou a estudar, quantas escolas frequentou, relações com professores, colegas e aprendizagem). Informações sobre as instituições de saúde que frequentou (lembra-se da primeira vez que esteve numa unidade de saúde, que tipo de instituição, quem o atendeu e porquê, ligações e frequência).

Memórias das unidades de saúde atendidas e percepções sobre o atendimento prestado (dificuldades de acesso, tempo de espera no setor, tempo de consulta, atenção, eficiência).

Imagem

Figura 1: Brasil: Pirâmide etária, 1960
Figura 2: Brasil: Pirâmide etária, 2010
Tabela   1:   Porcentagem   de   adolescentes   casadas   e  taxas   de   natalidade   por 1000 mulheres
Figura 3: Panorama mundial da gravidez em adolescentes, percentual de  adolescentes casadas e taxa de natalidade (por 1 mil mulheres)
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Referências

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ANEXO V Ficha de Cadastro Rede de Captação de Doadores de Sangue do Estado do RJ GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE FICHA DE CADASTRO REDE DE