Repositórios Gratuitos de Recursos Educacionais: Desafios para Implementação em Instituições de Ensino Superior Públicas (IPES) na Perspectiva de. Repositórios Gratuitos de Recursos Educacionais: Desafios para Implementação em Instituições de Ensino Superior Públicas (IPES) na Perspectiva de. Repositórios de Recursos Educacionais Gratuitos: Desafios para Implementação em Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES).
Emergência do ciberespaço
35 DIGITAL REPOSITORY INFRASTRUCTURE VISION FOR EUROPEANRESEARCH.Disponível em:
Espaço de troca de saberes
Ambientes virtuais de aprendizagem (AVA)
Dessa forma, teóricos de diversas áreas pensam nessa nova lógica, que avança rapidamente e sem caminho fixo; Isto requer pensar na transformação dos processos tradicionais de ensino e aprendizagem. Portanto, Soares (2006, p. 29) distingue duas categorias de comunidades virtuais com base nos objetivos que propõem: comunidades virtuais, a rigor, e comunidades virtuais de aprendizagem. As comunidades virtuais de aprendizagem são percebidas como estratégias de aproveitamento educacional do potencial uso do ciberespaço porque.
O aprender a aprender e o aprender a ensinar: a competência em
Por todas estas razões, é necessário pensar em novas estruturas de aprendizagem baseadas na construção de conhecimento coletivo. Pensar em novas formas de pensar essas questões também exige uma revisão do processo de ensino e aprendizagem no nível universitário, segundo Peters. Na verdade, o desenvolvimento de tais competências torna-se parte do processo de aprendizagem e, consequentemente, parte integrante da aprendizagem autónoma.
Educação a distância
Educação superior à distância e políticas públicas no Brasil
A disseminação do conhecimento e as TIC
Baptista (2007, p. 4) fala sobre a aparente mudança nos padrões de comunicação científica de pesquisadores de diferentes disciplinas, “antes bastante diversos, mas hoje um tanto semelhantes em alguns pontos”. Este aspecto das diferenças nos padrões de comunicação entre diferentes disciplinas também é discutido em estudos como Costa (2000) e Easton et al. Para tanto, é necessário um intercâmbio, que depende da rede de comunicação científica estabelecida pela comunidade científica, ou seja, “como estão organizados os seus fluxos de informação e conhecimento” (MORENO; LEITE;.
Movimento de acesso livre à informação científica
Para quebrar esse monopólio, grupos e redes de pesquisa começam a propor alternativas de produção editorial acadêmica, baseadas em arquivos abertos e de acesso livre. A palavra aberto limita assim o seu significado, enquanto a palavra livre se aproxima da ideia de acesso à literatura científica, que apesar de não ser sua propriedade, pode ser reaproveitada e distribuída, o que expressa melhor o espírito que o Movimento de Acesso Livre traz. Neste trabalho, a expressão será de acesso livre, pois isso vai ao encontro de um dos fundamentos da biblioteconomia, que é proporcionar acesso irrestrito a qualquer tipo de informação.
Esses acontecimentos merecem destaque, pois aconteceram em diversos países do mundo, num curto espaço de tempo, entre 2002 e 2003, o que comprova a preocupação da comunidade científica em discutir e propor soluções para as dificuldades encontradas na implementação de o Movimento do Acesso Livre. A segunda estratégia definida neste encontro refere-se ao Golden Path, que também, segundo Harnard et al.(2004), inclui revistas científicas eletrônicas de acesso aberto. A importância do BOAI reside no incentivo a essas estratégias que têm norteado as discussões sobre o tema do acesso gratuito às publicações científicas (COSTA, 2006, p.41).
No Brasil, em 2005, com o apoio do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), de 28 pesquisadores e outras personalidades da comunidade científica, foi publicado o Manifesto Brasileiro em Apoio ao Acesso Livre com os seguintes objetivos: .. a) promover o registro da produção científica brasileira de acordo com o paradigma do livre acesso à informação; Esta iniciativa considera um fator necessário para promover o acesso aberto que as instituições desenvolvam repositórios institucionais. Este argumento é reforçado e ampliado por diversos países,30 que exigem acesso gratuito às suas publicações, como a WelcomeTrust31, que.
Relacionado a essas questões, os repositórios que listam a produção acadêmica institucional podem tornar-se fontes de informação de acesso aberto.
Repositórios digitais
Repositórios institucionais
O desenvolvimento da tecnologia para gerenciamento de objetos digitais e a criação de sofisticados sistemas de informação digital facilitaram inicialmente isso. Rodrigues (2010, p.7) e Costa e Leite (2009, p.181) alertam para os benefícios que as universidades podem obter com a criação de RI com o objetivo de distribuir a produção científica em acesso aberto à: .. a) ciência como um todo, porque ao mesmo tempo que desenvolve fluxos alternativos de informação útil para a ciência, reforça e aumenta as funções da comunicação científica, o que, por sua vez, reflecte positivamente no avanço e desenvolvimento científico; Além disso, os docentes têm outras percepções sobre as funções, riscos e benefícios associados ao uso de repositórios e estes podem ser baseados nas normas que regem o desenvolvimento e a divulgação de pesquisas científicas de acordo com diferentes campos do conhecimento (DAVIS; CONNOLLY, 2007 ; CORRA, 2002).
Isto revelou uma atitude positiva entre os investigadores da área de humanidades em relação ao papel que os repositórios institucionais desempenham na divulgação da produção científica, e indicou diversas vantagens para aqueles que acedem a este recurso, em vez dos próprios autores que contribuem com informação para este recurso. . Outro resultado da pesquisa mostra que há mais preocupação dos pesquisadores de humanidades com o plágio e aspectos relacionados à preservação de documentos. Na mesma pesquisa, alguns pesquisadores apontaram que as vantagens dos repositórios são a facilidade de acesso e o impacto que a acessibilidade de um documento pode ter em uma área de interesse de pesquisa.
36 Período de tempo definido pelo editor entre a publicação na revista científica e a disponibilização em fonte de informação de acesso gratuito. Na visão de Cardoso e Baptista (2010, p. 115), a implementação do RI foi feita “para satisfazer necessidades institucionais” quando deveriam ter focado. Para tanto, o desenvolvimento de uma política de RI deve contar com a participação de uma equipe interdisciplinar e o apoio da alta direção da instituição (BOSO, 2011;.
Outra questão essencial refere-se à necessidade de adoção de padrões que possibilitem a migração dos arquivos gerados pelos professores em diferentes formatos e ao mesmo tempo estimulem sua participação na alimentação do RI (CROW, 2002, p.18/19).
Repositórios de recursos educacionais
Em meio às discussões sobre a expansão do RI e, também alinhados à filosofia de livre acesso, os Repositórios Gratuitos de Recursos Educacionais (RREL) despontam como suporte para novas práticas educacionais. Para Downes (2007), não é possível determinar antecipadamente o que pode ou não ser uma ferramenta educacional, porque na sua visão a aprendizagem se estende além da educação formal e as ferramentas utilizadas na educação não formal exigem a sua utilização como ferramenta educacional. . A reutilização considerada na literatura sobre Repositórios de Recursos Educacionais (RRE) como uma característica essencial dos materiais educativos permite a sua integração em múltiplas aplicações.
Em 2002, organizações internacionais como a UNESCO introduziram e promoveram o termo Recursos Educacionais Abertos (REA) como referindo-se a recursos educacionais mediados pelas TIC, para consulta, uso e adaptação pelos usuários, com acesso gratuito e disponíveis em larga escala em todo o mundo. É, portanto, considerado material de ensino, aprendizagem e pesquisa, em qualquer meio de domínio público e licenciado sob licença gratuita, que. Assim, REL são recursos educacionais mediados por tecnologia que incluem materiais de ensino e pesquisa como materiais didáticos, livros didáticos, artigos científicos, materiais interativos como simulações e role-playing, jogos educativos, vídeos, etc. sob domínio público ou licenciados abertamente por podem incluir licenças de direitos autorais livres, permitindo acesso, uso, adaptação, reutilização e redistribuição disponíveis em escala global.
Este esforço de padronização dos recursos educativos deve incluir propriedades e funcionalidades que permitam a sua reutilização e partilha entre pessoas e sistemas, bem como a capacidade de serem transferidos entre diferentes aplicações. As iniciativas legislativas no Brasil para promover o uso e o desenvolvimento do REL baseiam-se, segundo os mesmos autores, na declaração da Cidade do Cabo sobre educação aberta42 (2007), cujas principais diretrizes são: .. a) política de educação aberta: governo, escolas, as faculdades e universidades devem fornecer recursos educacionais pagos com o dinheiro dos contribuintes, como os REA; Desta forma, esta lei determina que os investimentos públicos diretos, no caso de emprego na administração pública, ou mesmo indiretos, como os salários dos funcionários públicos e as isenções fiscais garantidas a toda a cadeia de valor da indústria livreira, resultem em chamados Recursos Educacionais Abertos.
Contudo, segundo Fleming e Massey (2008) e OPEN e-LEARNING CONTENT OBSERVATORY SERVICES (2007), os pesquisadores priorizam as práticas educacionais e colocam os produtos educacionais em segundo plano, apesar de reconhecerem o quanto essas práticas podem se beneficiar desses produtos. como o conteúdo e as ferramentas disponíveis nos repositórios de recursos educacionais.
Repositórios de recursos educacionais livres
Alguns os designam como repositórios de e-learning (HEERY; ANDERSON, 2005), outros como repositórios de recursos de ensino e aprendizagem (BELL; ROTHERY, 2006; . BATES et al., 2006) e também como arquivos de recursos educacionais (CARDOSO, 2009). ) ). São elementos essenciais para aumentar o valor dos recursos de aprendizagem, permitindo que sejam reutilizados e reorientados para atender às necessidades do usuário final. Alternativamente, podem adotar licenças abertas para permitir a utilização do material que produzem.
Eles podem ser usados para descrever qualquer tipo de recurso presente na web, tornando mais fácil para os usuários encontrar e encontrar esses recursos. O objetivo é alcançar eficiência na organização dos recursos e, consequentemente, na exploração e processamento. No contexto do e-learning, a classificação e indexação de recursos na Internet utilizando tecnologias de metadados são essenciais, pois contribuirão para a criação e utilização eficaz de repositórios digitais de informação que servirão como elementos de apoio aos cursos de e-learning. formato - aprendizagem. f) Interoperabilidade – uma vez que o conceito de REL se baseia na ideia de reutilização e reaproveitamento de materiais criados por alguém em algum lugar, a interoperabilidade apresenta-se como uma questão importante.
Um aspecto importante é a eficiência do sistema em recuperar o objeto apropriado para os usuários, apesar de sua distribuição; .. i) modelo de negócio eletrônico – necessidade de um modelo que garanta disponibilidade financeira de longo prazo para a manutenção do repositório; .. j) a criação de recursos educacionais para reaproveitamento requer não apenas um desenho pedagógico adequado, mas também sua implementação de acordo com padrões do ponto de vista tecnológico e descrição de dados (conteúdo). Os actuais esforços para preservar e manter os recursos educativos a longo prazo ainda não abordam todos os aspectos desta questão. Assim como nas pesquisas sobre RI, os estudos desenvolvidos sobre RREL destacam questões que envolvem aspectos técnicos, como softwares específicos para gerenciamento de recursos educacionais, suas características, funções e aplicabilidade.
Dado que o objetivo deste estudo não é compreender os padrões e regularidades de criação de recursos educativos, nem medir o uso e partilha de informação que ocorre na RREL, mas sim as perceções dos professores sobre a partilha de informação em meios eletrónicos, ou seja, . em relação ao acesso e utilização do RREL, optou-se por uma abordagem qualitativa.
Ambiente da pesquisa
A técnica de coleta de dados utilizada foi a entrevista e para análise dos resultados o método aplicado foi a análise de conteúdo. A seguir são apresentados os passos percorridos para o desenvolvimento da pesquisa: ambiente da pesquisa, descrição do instrumento de coleta e traçado do perfil dos participantes.
Perfil dos participantes da pesquisa
Técnica da coleta dosdados
Procedimentos para análise dos dados