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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Texto

Tese apresentada, como requisito parcial para obtenção do título de mestre, ao Programa de Pós-Graduação em Ciências do Exercício e do Esporte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Dissertação apresentada, como requisito para obtenção do título de mestre, ao Programa de Pós-Graduação em Ciências do Exercício e do Esporte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Dissertação (Mestrado em Aspectos Biopsicossociais do Treinamento Físico) – Departamento de Educação Física e Esporte, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015.

Justificativa

Portanto, com base em resultados de descrições densas, e apoiado em etnografias críticas, este estudo tem como objetivo buscar e interpretar representações de homens idosos sobre o acesso a espaços de lazer, possibilitando-lhes propor e formular estratégias realistas para superar o combate à exclusão, com intervenção de qualidade. em relação à democratização do acesso a esses espaços esportivos e de lazer, bem como à educação dos envolvidos nessas atividades.

Delimitação do problema

Objetivos

Hipóteses

Fundamentações teóricas

Para discutir questões relacionadas ao gênero, utilizarei Goellner et al. 2009) partindo do pressuposto de que o espaço de lazer é um espaço generificado e generificado onde são produzidas e reproduzidas representações de feminilidade e masculinidade. Segundo o autor, a construção da autoidentidade depende das ações reflexivas rotineiras que o indivíduo realiza e que deve reformular e manter diariamente. Para abordar questões relacionadas ao esporte e ao lazer, utilizarei Marcellino (2006), que acredita que os momentos de lazer não devem ser entendidos isoladamente de outras esferas sociais, e não devem ser vistos como um espaço de fuga, um momento alienante, mas sim eles devem estar conectados à realidade social.

Organização do estudo

A influência da atividade física nas atividades de vida diária de mulheres idosas http://www.upf.br/seer/index.php/rbceh/article/view/108/243. Comparação do nível de atividade física segundo sexo entre idosos incluídos em grupos sociais. Ainda estou fazendo alguns biscates por aí... mas meu amigo, se vão me obrigar a levantar aqueles pesos na academia... ah, então não.

Acho que o coração é o mais agradecido, não é... rsrs... mas quer dizer... por exemplo, tenho alguns amigos que são ativos e vejo que eles são mais fortes, mais prontos para viver que outros quem não faz nada... engraçado né? ..Eu sei disso e não faço mais nada..ahahah. Já me recomendaram algumas atividades... me convidaram para jogos de futebol, me convidaram para fazer caminhada... mas não sei... mas aí penso como vou fazer uma caminhada num terreno tão esburacado rua. Mas como eu te falei, teria que ser algo que eu gostasse... se fosse basquete... beleza... mas ginástica, nunca... mas acho que sim, tenho tempo né. .. cocô.

Acho que atividade física faz bem para todas as idades, para nós, idosos, é essencial. Além disso, acho que não... ah... mas eu não gostaria de fazer uma atividade onde as pessoas não falassem a mesma coisa que eu.

Idoso e a prática de lazer: um breve levantamento histórico

Políticas públicas para o lazer: abordagem sobre idade

No campo das atividades físicas, esportivas e de lazer, observamos também um grande avanço na criação de políticas públicas voltadas para os idosos, além de um aumento significativo na produção científica sobre idosos e a prática de esportes físicos e atividades de lazer . Para DUMAZEDIER (1973), os idosos têm interesse em exercer cinco tipos de atividades de lazer: lazer artístico, físico, prático, intelectual e social. Apesar de todas as dificuldades e fracassos acima relatados, a implementação de programas de lazer para idosos apresenta-se como uma nova tendência nas políticas sociais que influenciará novos costumes e estilos de vida.

Caracterização da pesquisa

Participantes da pesquisa

Característica da amostra

Critérios de exclusão e inclusão

Instrumentos e Material

Procedimentos

Etnografia

As observações passaram a ser quase diárias e todas as informações pertinentes ao estudo foram registradas em diário de campo. Após seleção, os informantes elite foram entrevistados individualmente, com questões semiestruturadas4 que atendiam aos objetivos da pesquisa. Durante o período etnográfico foi utilizado um Diário de Campo para registro de situações relevantes, tendo em vista o objetivo da pesquisa.

Os temas da entrevista individual

O grupo focal

Foi realizada uma edição dos extratos, com os membros do grupo focal produzindo informações relevantes para utilização no estudo. Para esta edição foram retiradas as partes que não continham informações importantes e eram produzidas para controlar o fluxo de ideias. Foi feita uma síntese dos dados encontrados, para posterior interpretação dos resultados em relação ao assunto.

A Teoria das Representações Sociais

Embora o presente estudo tenha como foco um público caracterizado pela não participação em atividades esportivas e de lazer na SUDERJ na FORMA, esse grupo se divide entre aqueles que nunca participaram e aqueles que já participaram, mas por algum motivo as atividades foram abandonadas. Portanto, estudar as relações intergrupais ou, mais especificamente, os conflitos étnicos, o comportamento face às vítimas da exclusão social e os conflitos intergrupais em contextos organizacionais, baseados única ou principalmente em estereótipos mútuos, será insuficiente. Nessa perspectiva, não apenas os estereótipos, mas também as representações sociais relacionadas a qualquer objeto de conhecimento que tenha certa importância nas relações que conectam os agentes sociais, incluindo os valores sociais, devem ser introduzidos na análise das relações intergrupais (DOISE, 1985). .

Fatores que interferem na participação dos idosos no projeto

  • A figura do professor
  • Relações de gênero em Piedade
  • Gosto por outras práticas
  • Diferenças etárias

No estudo de Freitas et al., 2007), um dos fatores que dificultam a continuidade da participação dos idosos em atividades físicas é a falta de incentivo do professor. No estudo relevante, os incentivos, a atenção, a confiança e a supervisão eficaz foram destacados e são cruciais para que os idosos continuem a participar em atividades. No mesmo estudo de Freitas, em questionário respondido pelos entrevistados sobre os motivos da permanência, a possibilidade de chamar a atenção do professor foi enfatizada por 72% dos entrevistados, comprovando que o comportamento dos professores em relação aos alunos é essencial para a manutenção dos idosos no ambiente de trabalho. programa. 2007), Okuma (1998) e Souza e Vendruscolo (2009) também enfatizam o papel fundamental do professor na manutenção da atividade física entre os idosos.

Um dos motivos para o afastamento dos homens mais velhos dos programas esportivos de lazer foi a falta de disposição dos professores em lidar com o público-alvo, dados os diferentes níveis de capacidades físicas dos participantes de uma mesma atividade. Através dos discursos conjuntos, confirmou-se também que os modos e atitudes e a figura apresentada pelo professor influenciam a participação dos idosos em atividades desportivas e de lazer realizadas no âmbito de projetos sociais. A discriminação presente na fala dos entrevistados é tão acentuada que os idosos preferem ficar fora da atividade, mesmo sabendo dos benefícios para sua saúde, essenciais para a qualidade de sua vida.

Outro fator determinante para a não participação dos idosos é o gosto pela atividade, resultado que também é reforçado na pesquisa de Cardoso et al. Também foi possível identificar que o gosto por outras práticas acaba interferindo na participação dos idosos em programas esportivos e de lazer. Devemos considerar também que um dos efeitos mais notáveis ​​da introdução da televisão no uso do tempo foi a redução do uso do tempo livre para atividades físicas de lazer, aumentando o sedentarismo e reduzindo a qualidade de vida dos idosos. .

Como a maioria dos idosos prefere atividades em grupo, é altamente provável que não se sintam motivados a prestar atenção às aulas formais de exercícios em programas supervisionados.

O processo de construção do projeto reflexivo do eu

A terceira e maior influência da alta modernidade é a reflexividade, a partir da qual todas as atividades humanas são examinadas e reformuladas com base em novos conhecimentos sobre as suas práticas. Um mundo reflexivo é um mundo em que o futuro não se limita às expectativas que ainda estão por vir, mas é organizado reflexivamente no presente. A separação entre tempo e espaço, os mecanismos de acesso e a reflexividade não influenciam a dinâmica da alta modernidade de forma fragmentada.

A transformação do tempo e do espaço juntamente com os mecanismos de ossificação afastam a vida social da influência de práticas e mandamentos pré-estabelecidos. Refere-se à suscetibilidade da maioria dos aspectos da atividade social e das relações materiais com a natureza à revisão intensiva à luz de novos conhecimentos ou informações (GIDDENS, 2002, p. 25). O self passa a ser visto como um projeto reflexivo em que a construção da autoidentidade depende das ações reflexivas rotineiras nas quais o indivíduo se envolve e que deve transformar e manter todos os dias.

A autoidentidade requer uma relativa consciência das ações individuais para garantir a progressão das narrativas pessoais, da própria biografia. No programa SUDERJ em FORMA, dentre os motivos apresentados, a não participação dos homens idosos nas atividades enfatiza a produção de sujeitos reflexivos. O processo de construção de um projeto reflexivo de si depende também das experiências de segurança e risco que o indivíduo vivencia em suas atividades diárias desde a primeira infância.

A maneira como um indivíduo lida com essas experiências e as incorpora em sua consciência influenciará a composição de sua autoidentidade.

A segurança e o risco na autoidentidade

Nesse sentido, uma autoidentidade estável, nos termos de Giddens, confere à pessoa “um senso de continuidade biográfica que é capaz de capturar reflexivamente e, em maior ou menor grau, comunicar-se com outras pessoas” (2002, p.55). Embora tal reflexividade possa ser vista como insuficiente, uma vez que os idosos acabam se excluindo do grupo de praticantes, tal ato de reflexão mostra a preocupação em preservar uma identidade construída ao longo dos anos, em dar continuidade à sua biografia. A confiança básica anda junto com a segurança ontológica para organizar cognitivamente as experiências do self em relação ao mundo das pessoas e dos objetos.

Conseguir unir-se a outras pessoas em pé de igualdade para atuar no processo de produção/reprodução das relações e ações sociais é estabelecer positivamente um monitoramento contínuo e reflexivo de si. É evidente que ao assumir a posição de não participar das atividades do projeto, o idoso corre o risco de tal escolha. Por um lado, ao tomarem a decisão de se afastarem de tais atividades, correm o risco de contrair doenças típicas do sedentarismo.

Mas com a mesma decisão, garantem que a sua biografia se baseia em valores que consideram adequados. Uma pessoa que valoriza com sucesso o orgulho de si mesma é aquela que é psicologicamente capaz de sentir que sua biografia é justificada e unitária. Podemos assim concluir que os idosos têm um orgulho, uma autoestima que lhes permite correr o risco de não realizar atividades físicas para se preservarem, ou não ameaçarem a sua identidade.

As mudanças na constituição de si trazidas pelos novos contornos da alta modernidade geram diversas consequências para as atividades cotidianas: a primazia dos estilos de vida, o aumento da conexão entre oportunidades e estilos de vida, a pluralização de mundos possíveis de viver, o impacto . da mídia na escolha, da necessidade de planejamento de vida e da transformação da intimidade.

O estilo de vida e a segregação da experiência

Veio com essa conversa que eu teria que fazer alguma coisa...alguma atividade física.

Referências

Documentos relacionados

Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia Universidade do Estado do Rio de Janeiro Faculdade de Comunicação Social Programa de Pós-Graduação em