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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Tese (Mestrado em Geografia) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Faculdade de Formação de Professores. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Faculdade de Formação de Professores, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, São Gonçalo, 2018.

Os saberes docentes

Saberes docentes: saberes da formação profissional, saberes curriculares,

Um reflexo da extensão da política curricular no Brasil é o currículo mínimo para o estado do Rio de Janeiro, que será abordado mais especificamente aqui. O currículo mínimo do estado do Rio de Janeiro acaba sendo mais uma tentativa do governo de alcançar bons resultados na mensuração de resultados. Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), mesmo com o plano de recuperação fiscal, o Rio só voltará a arrecadar mais do que gasta em 2029.

Foi analisado o currículo mínimo do Estado do Rio de Janeiro para os anos de 2013, da primeira à última versão atualizada. O Eixo 2 traz questões que discutem a utilização do currículo mínimo do Estado do Rio de Janeiro como uma seleção de conteúdos criados verticalmente e com caráter prescritivo, e sobre a geografia como disciplina nesse contexto. Vocês estão propondo mudanças no currículo mínimo de geografia do Estado do Rio de Janeiro?

Descrevemos aqui os dados obtidos no estudo por meio de questionários e entrevistas, associados à sua análise sob a perspectiva do conhecimento e da prática docente do currículo mínimo de geografia do Estado do Rio de Janeiro. A partir de agora, a prática curricular dos professores de geografia será analisada com base no currículo mínimo de geografia do Estado do Rio de Janeiro. O currículo mínimo do Estado do Rio de Janeiro não é o currículo ideal para professores e alunos: há muitas arestas que precisam ser suavizadas.

Assim, a partir da mobilização de saberes docentes – sobretudo da experiência – e da utilização do currículo mínimo do estado do Rio de Janeiro pelos professores entrevistados, o ensino de geografia se dá no marco da valorização do conteúdo como fundamental para a formação. dos alunos e para a transformação da realidade. Implementação de um currículo mínimo de geografia para escolas estaduais do Rio de Janeiro.

Figura 2 - Concepção de currículo como processo e práxis
Figura 2 - Concepção de currículo como processo e práxis

Currículo e práticas curriculares

A formação do professor de Geografia no Brasil

A Geografia enquanto disciplina escolar

O professor e o ensino de Geografia

A emergência da geografia como disciplina escolar, aliada à discussão sobre a formação de professores de geografia, cria a necessidade de refletir sobre o ensino, de refletir e reconsiderar a prática, e de compreender as contradições presentes na sala de aula hoje. Neste momento, inculca-se a identidade do professor, juntamente com a identidade da geografia como disciplina escolar, um movimento de unidade para a transformação. Pesquisadores que se preocupam com a relação do professor com o ensino de geografia em seus estudos estão tentando fornecer uma série de opções para que a geografia possa ser ensinada de forma mais fluida.

Os fatos não podem ser estruturados de forma mecânica e sem conexão, por isso a ideia de ensinar de forma fragmentada – Geografia Física, Geografia Humana e Geografia Econômica – não funciona. O desenho N-H-E – natureza, homem, economia – é um exemplo prático de quantas estruturas em Geografia são tradicionalmente mantidas. Não se trata apenas de aprender criticamente o conteúdo da disciplina, como bem considerou Cavalcanti (2013), mas sim de adequar o conteúdo da Geografia à realidade do aluno, uma Geografia que vai além do óbvio.

Ensinar Geografia de tal forma que os alunos possam entender porque estão em sala de aula e ver a Geografia em suas vidas deve ser um compromisso dos professores, e para isso não é necessário desvalorizar o conhecimento científico, como muitos pensam, mas sim, o valorização do conhecimento geográfico aplicado à vida dos alunos.

Das políticas educacionais à emergência do Currículo Mínimo

Apontamentos sobre o Currículo Mínimo do Estado do Rio de Janeiro

Possibilidades e limitações da educação no Rio de Janeiro

Para apresentar um dos aspectos da política educacional do Rio de Janeiro – o Currículo Mínimo, é necessária uma breve explicação do cenário educacional no país, com maior ênfase nas condições de trabalho enfrentadas atualmente pelos professores. É fato que o momento econômico do estado do Rio de Janeiro não é favorável para grandes investimentos na área de educação, mas o momento certo parece nunca ter chegado e não chegará. Além das dificuldades econômicas, o Rio de Janeiro enfrentou graves acusações de corrupção envolvendo vários membros da liderança do governo, incluindo o ex-governador Sérgio Cabral – o mesmo que esteve à frente do estado por 8 anos.

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) sofre com o descaso do poder público, e corre até o risco de encerrar suas atividades. O último governador do estado, Luiz Fernando Pezão, não apresentou soluções duradouras para os problemas da área da educação, e muito menos apresentou o secretário interino da educação, Wagner Victer, que tomou posse no período em que algumas escolas. no Rio de Janeiro eram ocupadas por estudantes. A questão dos salários é um problema para grande parte dos professores da rede estadual do Rio de Janeiro: seja pelo valor ou pelos atrasos, torna-se uma preocupação, pois não fornece meios materiais para se dedicarem exclusivamente a uma escola ou simplesmente ao profissão docente.

Considerando questões relacionadas ao conhecimento docente, formação de professores de Geografia, condições de trabalho, política e utilização do Currículo Mínimo do Estado do Rio de Janeiro, há um leque de possibilidades para compreender como os professores se comportam nesse contexto. .

O Colégio Estadual Rubens Farrulla

O município de São João de Meriti fazia parte do município de Maxabomba, atual Nova Iguaçu. Dados divulgados pelo IBGE mostram que o município de São João de Meriti tem uma das maiores populações do Rio de Janeiro, com 460.461 habitantes em 2017. Assim como outros municípios da região, São João de Meriti tem um grande déficit na oferta de saúde serviços, educação, saneamento básico, segurança, entre outros.

São João de Meriti, assim como muitas outras regiões que fazem parte do estado do Rio de Janeiro, possuem alunos fora da faixa etária dos anos que estudam - distorção idade x anos de escolaridade - e isso causa grande desânimo entre eles, o que fazem não querer estudar com alunos mais novos ou revisar conteúdos novamente; Além disso, há também a vergonha de não ter sido aprovado. Portanto, em comparação com outras cidades do mesmo estado, a pontuação de São João de Meriti a coloca na posição 83 no ranking do indicador. A Escola Estadual Rubens Farrulla foi construída em 1953 no bairro Vila Rosali, em São João de Meriti.

Em setembro de 2017, ocorreu um processo eleitoral para dirigentes de unidades escolares – uma das reivindicações da última greve dos professores, ocorrida em 2016.

A seleção dos professores

Os caminhos da pesquisa

O documento curricular desempenha um papel importante no planeamento das ações educativas: todos os professores indicaram que aceitam o Currículo Mínimo no seu planeamento didático. A busca pela aplicação prática do conteúdo da disciplina é algo que incomoda os professores entrevistados. Os professores que participaram da pesquisa geralmente não enfrentam problemas na utilização do currículo, mas há certas ressalvas quanto à política.

Durante as entrevistas, os professores apontaram que fazem adequações no Currículo Mínimo de Geografia, umas mais e outras menos. Porém, nenhuma dessas dimensões atrapalha o desenvolvimento das atividades, mas, em caso de mudança, segundo os professores, podem aumentar o desempenho dos alunos. Numa análise geral da pesquisa, foi possível perceber que todos os professores utilizam o Currículo Mínimo de Geografia do Estado do Rio de Janeiro, mas cada um faz as adequações que julga necessárias – retiram alguns conteúdos, incluem outros, reorganizam o conteúdo - , no sentido de atender o que entendem ser as demandas dos estudantes e da sociedade, a partir do conhecimento que possuem e da sua percepção de mundo.

Segundo as falas de todos os professores, o conhecimento da experiência foi o mais relevante em comparação com outras fontes de conhecimento, ou seja, o ensino em si carrega uma bagagem que não pode ser adquirida através da academia ou da educação superior.

Os procedimentos de análise das entrevistas

Categorização do roteiro de entrevistas

Para facilitar a descrição das entrevistas, as questões estão divididas em dois eixos com temáticas distintas. Com este eixo procuramos identificar os saberes mobilizados pelos professores – a análise neste caso defende a ideia de Tardif de saberes docentes como heterogéneos e pluralistas, emergentes mesmo da formação profissional, dos currículos e das práticas quotidianas.

Perfil e formação dos professores

Geografia: dos saberes à prática curricular

Sem esse momento de troca com os professores de Geografia não seria possível realmente conhecer e compreender a importância dos saberes docentes, como se dá a prática curricular e como a Geografia se traduz na escola. Falta aos professores uma maior ligação entre as reais necessidades das salas de aula e os conteúdos ministrados nos cursos universitários. No que diz respeito aos conhecimentos curriculares, ou seja, os dos currículos e manuais, dos quais os professores devem aplicar os conhecimentos, esta bolsa aplica-se tanto aos currículos universitários como aos currículos escolares.

Após o período de discussão, o currículo foi implementado em toda a rede e todos os professores foram orientados a segui-lo. Os professores 2 e 7 não acharam uma má ideia, pois acharam que criava um padrão de ensino: “Não acho ruim, o próprio nome diz que é mínimo, então não me sinto obrigado. para trabalhar em tudo que preciso. está nele.” (PROFESSOR 2). Os professores participantes da pesquisa apresentam práticas curriculares distintas, baseadas em saberes docentes diversos, o que confirma sua diversidade conforme descrita por Tardif (2014).

A realidade que aguarda os professores está longe de tudo o que ouviram durante os cursos de formação. Todos os professores que participaram da pesquisa foram unânimes de que nada da graduação é minimamente suficiente para enfrentar o que os espera, que são principalmente as condições de trabalho. Apesar das condições de trabalho desfavoráveis, dos baixos salários, da falta de apoio à formação contínua e da má estrutura escolar, os professores ainda tentam encontrar formas de ajudar os alunos em vários aspectos do ensino de geografia.

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Figura 2 - Concepção de currículo como processo e práxis
Tabela 1 - Faixa etária e tempo de profissão dos entrevistados

Referências

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