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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Dissertação (Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Faculdade de Educação da Baixada Fluminense. Esta dissertação intitulada “Formações formativas: práticas de multiletramentos na cibercultura” tem como objetivo compreender como as narrativas de formação de estudantes e alunas de um curso de graduação em pedagogia da Faculdade de Educação Baixada Fluminense – FEBF se materializam em práticas de multiletramentos nos tempos atuais. .

O objetivo desta dissertação, intitulada “Navegando no mar da cibercultura: como navegar e como narrar os marinheiros nesta água”, é compreender como se processam as narrativas da formação dos alunos do curso de graduação em pedagogia da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense - FEBF se materializam nas práticas de multiletramentos na cibercultura. Compreender como as narrativas de formação docente da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense – FEBF se materializam em práticas de multiletramentos nas pesquisas de formação em cibercultura.

Figura 1 - turma do nono ano do ensino fundamental de uma escola da rede estadual de ensino  do Rio de Janeiro
Figura 1 - turma do nono ano do ensino fundamental de uma escola da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro

Princípios dessa cultura contemporânea

Como afirmado no início deste capítulo, não faz muito tempo, houve uma época em que os meios de comunicação social dominavam e a posição de quem tinha acesso à informação fornecida por esses meios de comunicação era extremamente passiva. Portanto, a possibilidade de uma pessoa mobilizar muitas outras para uma ideia é algo a considerar em todo este contexto. Quantos de nós já perdemos um episódio de novela ou série e a única forma de recuperá-lo foi conversando com alguém que assistiu ou lendo uma revista especializada em programas de televisão.

Hoje, por meio desse aplicativo, o usuário pode assistir às suas séries favoritas, às suas novelas favoritas e, à noite, paradoxalmente, ao filme da tarde, sem precisar estar em frente a uma televisão nos programas de uma emissora no horário programado. Este público não se vê apenas como um reservatório passivo de informações que circulam nas redes e na cidade.

Figura 5 - captura de tela 3
Figura 5 - captura de tela 3

Navegando nas Redes

Portanto, mídias, indústrias, conteúdos e audiências se cruzam no ambiente dessa rede social, ou seja, há uma convergência midiática que se dá num contexto onde os usuários exercem, ao mesmo tempo, além do papel de consumidores , de produtores que de forma importante passam a interferir na construção, distribuição e recepção de conteúdos midiáticos, dando origem ao que o autor chama de cultura colaborativa. Nesse sentido, argumenta-se que devido às características inerentes ao Facebook, além de consumir e produzir conteúdos baseados na convergência midiática, há uma construção de conhecimento que se dá mutuamente entre os usuários e de forma voluntária. É preciso chegar ao fim da derrota, embora ainda não seja possível atracar o navio ali com segurança.

Não acreditamos que a objetividade e a neutralidade sejam os caminhos a seguir para responder às questões levantadas. Utilizamos algumas disciplinas como referência para orientar a construção do conhecimento que se deu por meio de dispositivos habilitados e que serão detalhados a seguir. O pesquisador é, portanto, também sujeito de sua própria pesquisa, pois se vê implicado, age afetivamente e se relaciona com o objeto.

A tensão está em reconhecer a heterogeneidade e a complexidade que envolve as atividades educativas e, dessa forma, as muitas referências que aparecem no processo de pesquisa e construção do conhecimento são minimizadas ou desvalorizadas. Ao fazê-lo, vamos contra a rigidez que é vista como meio de alcançar a neutralidade, que não leva em conta a subjetividade e o contexto em que a pesquisa se desenvolve. Portanto, nesta pesquisa, também entraremos em diálogo com Alves (2015), pois acreditamos que em pesquisas com pessoas comuns é necessário observar cinco movimentos que são essenciais neste tipo de pesquisa.

Nesse movimento, o pesquisador não observa passivamente o mundo de longe, mas interage com ele de uma forma que começa a sentir. A quarta parte, que Alves chama de “a narração da vida e a literaturização da ciência”, é uma tentativa de transmitir o que é compreendido/apreendido de uma forma que não se baseia em pesquisas realizadas sob o paradigma dominante. Os sujeitos não são, portanto, apenas pessoas que desejam ser observadas e analisadas, pelo contrário: participam ativamente da pesquisa e, portanto, conduzem a pesquisa ‘com’ o pesquisador.

Figura 9 - captura de tela 7
Figura 9 - captura de tela 7

Navegar com ou sem emoção?

As tecnologias, quando utilizadas neste movimento de complementaridade em relação ao que é construído nos espaços escolares, permitem que os processos de produção e troca de conhecimentos ultrapassem as fronteiras físicas, geográficas e temporais, subvertendo lógicas binárias de ensino e aprendizagem e permitindo que as interações sociais se desenvolvam. tomar lugar. , de diversas maneiras, além do pré-requisito da presença física, já que não é mais fixo e com um simples aparelho telefônico conectado à Internet, podemos estar em diversos locais e realizar as mais diversas tarefas, na atividade que aparentemente é paradoxal mudar de lugar inúmeras vezes, sem sequer sair do lugar (VELLOSO, 2017, p. 177). O pisca-pisca é uma peça colocada na cabeça de um cavalo com a finalidade de restringir sua visão, para que ele possa ver única e exclusivamente o que está à sua frente. Desta forma, mesmo que tentemos limitar a nossa visão, o corpo sentirá o vento frio, a mente lembrar-se-á de algo triste ou os nossos pés tropeçarão numa pedra no meio da rua.

Geralmente vivemos nossos argumentos racionais sem nos referirmos às emoções em que se baseiam, porque não sabemos que estas e todas as nossas ações têm uma base emocional, e acreditamos que tal estado seria uma limitação do nosso ser racional (MATURANA , 2009, p.18). Contudo, esta crença a que se refere o autor é errônea, pois toda ação humana está associada a uma emoção que a possibilita. Portanto, assim como Didi-Huberman (2016), acreditamos que “aqueles que se emocionam diante dos outros não merecem nosso desprezo.

Por isso, convido você a se juntar a mim nesta expedição e sentir a sensação que cada imagem, cada poema, cada autonarrativa causará em você. A navegação deve ser realizada independentemente da altura das ondas que batem na minha proa. Nossa intenção neste primeiro encontro foi nos apresentar, falar sobre o que se tratava a pesquisa, explicar o motivo de querermos usar a internet e o digital e discutir um pouco sobre o que os alunos escreveram e quais suas percepções sobre o que é poesia. era.

A relação sujeito-objeto, ou seja, as relações que se estabelecem entre o sujeito e seu objeto de pesquisa, de ação, de trabalho, é multiforme, historicizada, complexa. Por isso, devido à dinâmica que esteve presente no período da pesquisa, ampliamos nosso campo de estudo entendendo que podemos possibilitar a escuta das vozes dos sujeitos, bem como o diálogo dessas vozes por meio de outros dispositivos. Porém, embora não tenha sido o único foco da pesquisa, como era a ideia inicial, a poesia foi uma das importantes ferramentas utilizadas para que pudéssemos compreender o poder da produção de múltiplas linguagens na formação de professores e proporcionar uma oportunidade de compartilhar contados. conhecimento através da história de vida dos sujeitos, mais especificamente em relação à história educacional de cada um.

Figura 16 - Primeiro encontro com os sujeitos da pesquisa
Figura 16 - Primeiro encontro com os sujeitos da pesquisa

Ciberpoesias cotidianas

Além disso, a possibilidade de compartilhar histórias de vida e, a partir delas, problematizar situações cotidianas comuns aos estudantes da periferia é um ato formativo, pois suscita reflexões sobre a realidade em que estão inseridos. Uma das nossas questões a serem respondidas é saber em que tipo de escola esses futuros professores estudaram e entender qual o papel que essa escola desempenhou na formação desses profissionais. Não obstante, através das narrativas escolares dos sujeitos, procurámos compreender a escola em que estudaram, em termos do impacto que esta teve na educação de cada indivíduo.

Nesse sentido, nosso trabalho como professores e pesquisadores tornou-se ainda mais importante, pois tivemos a oportunidade de que essas vozes periféricas fossem ouvidas e valorizadas. No ato curricular anteriormente proposto, visitámos uma escola paroquial e propusemos que, a partir desta visita, os alunos fizessem ligações entre a escola e quaisquer memórias que surgissem de quando frequentavam o ensino básico ou secundário. Dando continuidade ao nosso objetivo de estimular os alunos a refletirem sobre sua formação e, a partir de suas experiências, refletirem sobre a educação e compartilharem essa reflexão gerando outras experiências, propusemos que os alunos tirassem fotos de si mesmos enquanto ainda frequentavam o ensino fundamental.

Esses indivíduos indicaram não possuir fotos da época em que estudaram, o que inicialmente nos surpreendeu, pois presumimos que todos teriam esses registros. O dispositivo que seria acionado foi baseado em fotografias de quando os sujeitos ainda cursavam o ensino fundamental. Feito isso, pedimos que escolhessem uma ou mais fotografias, além das suas, que os lembrassem de quando estavam na escola primária ou secundária.

Partindo desse pressuposto, é necessário considerar que as narrativas que emergem das fotografias têm origem em um contexto diferente daquele da época em que essas fotografias foram tiradas. Ake foi um personagem muito importante para os meninos sobreviverem aos dez dias em que foram capturados. O educador deve auxiliar o aluno em suas decisões para que ele consiga enxergar além da realidade em que está imerso, pois somente compreendendo a realidade e o contexto de opressão em que vive poderá mudar a sociedade.

À medida que os homens, refletindo simultaneamente sobre si mesmos e sobre o mundo, aumentam o campo de sua percepção, eles também direcionam o “olhar” e. Em outro momento, pedimos aos sujeitos que tirassem fotos da sala de aula de quando ainda estavam na escola. Por isso, foi importante considerar um aspecto fundamental do tempo que vivemos, a mobilidade da informação.

A maioria das postagens desse dispositivo apontava a biblioteca da escola e as pessoas que ali trabalhavam como algumas das melhores lembranças que tinham de quando estavam no ensino fundamental e médio, apesar do layout às vezes péssimo.

Figura 19 - captura de tela 15 - postagem de uma poesia feita no grupo da turma no  Facebook e comentário do pesquisador sobre a postagem
Figura 19 - captura de tela 15 - postagem de uma poesia feita no grupo da turma no Facebook e comentário do pesquisador sobre a postagem

Imagem

Figura 1 - turma do nono ano do ensino fundamental de uma escola da rede estadual de ensino  do Rio de Janeiro
Figura 2 - Formatura do pesquisador de Oficial pedagogo da Marinha
Figura 3 - captura de tela 1
Figura 8 - captura de tela 6
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Referências

Documentos relacionados

A coleta do material foi realizada por meio de fotocópias e microfilmagem nos seguintes acervos: CEPAL (Alegrete); Fundação Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro)