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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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A prática do ensino de geografia nas associações escolares: Escola Nossa e Associação Educacional de Niterói/Marcela Guimarães Lacerda. Esta pesquisa de mestrado se propôs a investigar a prática docente dos professores de Geografia das associações escolares de Niterói - RJ: Escola Nossa (EN), localizada na região de Badu, região de Pendotiba, e Associação Educacional de Niterói (AEN), localizada no bairro São Francisco, Zona Sul ou Praias da Baía (Figuras 1 e 2).

Escola, tendências pedagógicas e geográficas

Sobre a forma escolar

No final do século XVIII, influenciados pela emergência de um novo contexto, os conceitos filosóficos começaram a questionar as ligações entre a moralidade e as determinações religiosas. A arquitetura de um edifício independente, destinado apenas à escola, segue a mesma lógica, organizando os espaços de acordo com suas funções e relações de fiscalização (FRAGO; ESCOLANO, 2001).

Tendências pedagógicas e geográficas na escola

Segundo Rocha (1996, apud SOUZA; PEZATTO, 2009, p. 7), embora o Colégio Pedro II tenha passado por diversas reformas, suas características de ensino permaneceram as mesmas, “com clara orientação clássica, isto é, geografia descritiva, mnemônica, enciclopédica. . Além de criticar a concepção “bancária” de educação, em que os educadores narram o conteúdo e depositam-no nos alunos, que deveriam ser simplesmente receptores e memorizadores, também defendeu a importância do diálogo no processo de ensino e aprendizagem, pois “só diálogo. que implica pensamento crítico, também é capaz de gerá-lo”.

A prática social de ensinar

Alguns dilemas do contexto educacional

O professor que se depara com essa reflexão docente é sujeito, mas também autor da construção do conhecimento (PIMENTA et al., 2013). Lavene (1993 apud PIMENTA et al., 2013) também diz que o estudo das experiências pedagógicas contribui para elevar o potencial da prática escolar e, da mesma forma, para elevar o potencial da teoria.

A prática de ensino na pesquisa

Pode-se dizer, portanto, que a natureza teórica da Didática tem estreita ligação com a prática docente do professor e com todas as práticas sociais relacionadas à educação escolar. Nesta pesquisa, propomos uma observação da prática docente do professor de Geografia, a partir das "situações pedagógicas concretas da escola", onde "a verdadeira prática docente se desenvolve [...] no exercício profissional" (LIBÂNEO, 2002, pág. 23).

O ensino de geografia

Assim, o processo de aprendizagem se desenvolverá de diferentes maneiras em diferentes disciplinas, mesmo que seja estimulado pela mesma situação ou conteúdo. Assim, através deste currículo, conteúdos, conceitos e muito mais serão selecionados e ajustados para orientar o professor em sua prática.

As associações e/ou cooperativas educacionais

Histórico

Segundo Gomes (2007), as décadas de 1980 e 1990 foram os períodos mais movimentados para esse tipo de organização escolar no Brasil, um modelo de instituição privada que,. Contexto em que a sociedade civil se organizou para obter os seus direitos, culminando na criação da nova Constituição Federal. Porém, longe de ser um movimento de oposição às mudanças ocorridas na economia e às reivindicações que obrigaram o governo a garantir escolas públicas de qualidade, as escolas cooperativas eram vistas como propostas alternativas para a educação básica das crianças da classe média.

As décadas de 1970 e 1980 marcaram o surgimento de escolas privadas com foco em vestibulares; para quem tinha condições financeiras, era uma forma de atender às necessidades do setor público.

Gráfico 1 – Educacional: evolução das cooperativas por região (2008 – 2013)
Gráfico 1 – Educacional: evolução das cooperativas por região (2008 – 2013)

Contexto político e econômico

Enquanto teoria social, o associativismo assenta em dois postulados: por um lado, a defesa de uma economia de mercado baseada em princípios não capitalistas de cooperação e reciprocidade, e por outro lado, a crítica ao Estado centralizado e a preferência por formas de organização política, pluralistas e federalistas que desempenham um papel central atribuído à sociedade civil (HIRST, 1994, p. 15, apud SANTOS, 2002, 33). Como exemplo, cita o incentivo público à criação de associações escolares através de uma linha de crédito destinada a esta ação. Essas citações ilustram que, por meio da sociedade civil organizada, nestes casos, sindicalistas do Banco do Brasil, houve um incentivo financeiro do governo para a criação de associações educacionais, ao invés de se preocupar em melhorar a qualidade da educação para o grande número de jovens pessoas. que estudou em escolas públicas.

Neves e Sant'Anna (2005, p. 35) notam o aumento da pequena política face à perda da grande política, ou seja, há um fortalecimento da politização da sociedade civil, para que possam agrupar-se em seus próprios interesses. requisitos e foco em seus projetos específicos.

As pesquisas sobre o tema

Para o autor, um dos principais problemas desse tipo de organização é o relacionamento entre grupos e pessoas, já que a maioria delas não tem experiência com os padrões de gestão de entidades sem fins lucrativos e econômicas, por meio da gestão participativa. Assim como Mota (2003), Oliveira (2012) investiga a gestão de uma cooperativa escolar, mas sua análise está focada nas particularidades da instituição localizada em Marília – SP. Ressalta-se que Pimentel (2006) mostra em sua dissertação que na escola estudada a participação dos professores no projeto coletivo não foi satisfatória, o que impediu a construção e a prática de uma atividade pedagógica eficaz.

Ambos os autores constataram em seus estudos que sua pedagogia e organização se davam da mesma forma que nas escolas privadas, diferindo apenas no que motivou a fundação das instituições, suas administrações políticas e econômicas.

As associações educacionais de Niterói

Associação Educacional de Niterói

Acho que o diferencial é essa liberdade, esse espírito de participação que a gente tem na escola, na equipe. Então eu acho que o ambiente de trabalho é mais agradável e para os alunos o ambiente de estudo é mais agradável (F1). A gente fazia muito no início da escola, hoje acho que a gente faz muito pouco (F1).

Só acho que cortamos esse trabalho com a experiência, saindo da escola.

Figura 3 - Estrutura organizacional da AEN
Figura 3 - Estrutura organizacional da AEN

Escola Nossa

26 Também chamados de “inspetores” em algumas escolas e, de acordo com o Regulamento, trabalham com alunos, famílias e funcionários para criar um ambiente organizado para as práticas educativas (ASSOCIAÇÃO.., 2017). A associação que apoia a EN é a ACEC, que também pode apoiar outras instituições educativas e culturais (ASSOCIAÇÃO.., 2006). O Estatuto também destaca como um dos objetivos da Associação a promoção do desenvolvimento educacional através da participação e da realização de atividades que exijam o mesmo esforço dos associados, através do trabalho pessoal e através de contribuições materiais (ASSOCIAÇÃO.., 2006).

Além disso, ao caracterizar a escola, o documento volta a mencionar a “ação participativa” e “[..] uma prática libertária e antiautoritária, de aquisição de conhecimento e cidadania [..]” (ASSOCIAÇÃO.., 2008, p.dois) .

Os questionários

Os sujeitos da pesquisa

A professora leciona geografia há dezessete anos e atualmente trabalha semanalmente em três escolas: na AEN, onde leciona as turmas 8 e 9; em escola estadual de Niterói, onde leciona o 6º e 3º ano do ensino médio e em turma de projeto; em um. P3 formou-se em Geografia pela UFF em 2016, tanto bacharelado quanto licenciatura, e participou do processo seletivo para o mestrado em Geografia, da UFF, para 2018. Atualmente, além de ministrar seis horas por aula para EN para os 6º e 7º ano, desde o início de 2016 também atua em escola particular de São Gonçalo - RJ, onde ministra doze horas por turma para o 6º ano do ensino fundamental e 2º e 3º ano do ensino médio, totalizando 18 horas /lição aulas semanais.

Além das seis horas de aulas na EN para os 8.º e 9.º anos, D2 também trabalha no NRO Nossas como gestor.

As aulas e o ensino de geografia nas associações

Tabela 2 – Respostas dos professores à questão A do questionário. a) Como você descreveria o seu trabalho como professor de Geografia na AEN/EN. Há uma chamada dos professores D1, D2 e ​​P3 para que os alunos expressem suas ideias em aula. D2 afirma que os alunos relatam que estão aprendendo e que “[..] demonstram articulação de ideias e conceitos dados em sala de aula”, reproduzindo o raciocínio transmitido pela professora.

Tabela 7 – Respostas dos professores à questão F do questionário. f) Para você, qual a importância do ensino de geografia na educação básica.

Algumas considerações sobre o questionário

Embora tenha havido incentivo dos professores para que os alunos participassem e expressassem suas ideias e opiniões na aula, por meio das respostas ao questionário não foi possível compreender como essa realidade de vida dos alunos, suas práticas sociais se enquadram na prática docente a favor da articulação com o pensamento geográfico. Só é possível afirmar que os alunos são respeitados em suas individualidades e diferenças, e que há o reconhecimento de que a aprendizagem ocorre de formas diferentes entre eles. E nenhum dos professores explicou em suas respostas os referenciais teóricos e metodológicos mais comuns para os envolvidos no ensino de geografia hoje.

Em princípio, isso mostra que não há preocupação em pensar quais referências dessa ciência orientam sua prática em sala de aula.

As observações das aulas

Observando as aulas e o ensino de geografia nas associações

Isso demonstra a avaliação contínua, pois não bastava apenas fazer o que era sugerido, pois os alunos faziam a atividade e alteravam com base na avaliação do professor. À medida que os alunos apresentavam exemplos e perguntas, ela intervinha e os orientava para conectar suas ideias ao conteúdo. Foram momentos em que a professora explicou sua dedicação em trabalhar as atitudes e a autonomia dos alunos.

Para o 3º trimestre do 9º ano, em que o conteúdo era Geografia dos Conflitos Agrários e da Globalização, os objetivos eram compreender os conceitos básicos de conflito e globalização;

Algumas considerações sobre as observações das aulas

Portanto, a autonomia do ensino, mencionada nas respostas ao questionário, deve ser relativizada quando afirmam que o livro didático é o melhor material de referência, pois explicam que não podem produzir outra forma de ensinar geografia, alterando a organização do conteúdo . . Contudo, não se pode afirmar que os alunos construíram conhecimentos teóricos científicos relacionados às suas práticas sociais, mesmo com os professores com quem foi possível assistir à sequência de aulas. Quando as experiências cotidianas foram mencionadas, elas apareceram mais como exemplos do que como meio de desenvolver atividades relacionadas a conteúdos e conceitos (SACRAMENTO, 2015).

Também foram realizadas entrevistas com esses professores, que participaram de mais de uma aula, para melhor compreender como eles refletem sobre as propostas das escolas onde atuam e sobre o conhecimento geográfico em sua prática docente.

As entrevistas com os professores P3 e D2

Embora os alunos expressassem constantemente suas realidades, experiências e representações, elas poderiam ser melhor apropriadas durante as práticas de aprendizagem de geografia. A formação de professores nos anos iniciais do ensino fundamental: reflexões sobre a escola, o conhecimento, a língua e o ensino de geografia. Convidamos você a participar como voluntário de pesquisas sobre o tema ensino de geografia e suas propostas metodológicas.

O objetivo principal desta pesquisa é analisar como se dá a prática do ensino de geografia na escola e quais as influências do contexto institucional sobre isso.

Termo de consentimento funcionários

Imagem

Gráfico 1 – Educacional: evolução das cooperativas por região (2008 – 2013)
Figura 3 - Estrutura organizacional da AEN
Figura 4 – Plano de trabalho geografia 6º e 7º anos 2014
Figura 5 –  Plano de trabalho geografia 9º ano 2014
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Referências

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