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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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RCNEI Referência Curricular Nacional para Educação Infantil UERJ Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Para tanto, realizaremos um estudo teórico conceitual dentro dos currículos da educação infantil; Alfabetização e Alfabetização; e Psicologia da Aprendizagem, para que se possa concluir quais práticas educativas serão mais adequadas ao desenvolvimento de crianças pré-escolares.

O que diz a legislação sobre Educação Infantil?

Além disso, a história da educação infantil está intimamente relacionada com a história da educação brasileira de forma mais ampla. Em 1996, a LDB, Lei de Diretrizes e Bases5, instituiu a Educação Infantil como primeira fase da educação básica.

Uma legislação específica e o município do Rio de janeiro diante das

Assim, somente em 2001, o então prefeito César Maia editou o Decreto nº. 20.525, transferindo gradativamente as Unidades de Educação Infantil e Centros Dia da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS)12 para as PMEs a responsabilidade pelo serviço. Para este estudo, enfatizamos dois problemas principais: a) as unidades oriundas da Diretoria Municipal de Desenvolvimento Social não apresentavam nenhuma estrutura curricular específica para um modelo de educação infantil que deva ser seguido; (b) na Diretoria Municipal de Educação, por outro lado, naquela época não havia discussão consolidada sobre o modelo curricular destinado a acolher Unidades de Educação Infantil e Centros Dia, portanto, em grande parte, essas unidades de ensino eram atendidas . com a mesma cultura da Educação Básica Formal.

O que se pode dizer das práticas atuais em Educação Infantil

Embora não haja especificação em todo o texto a respeito da alfabetização em si13, o documento a considera como conteúdo a ser trabalhado na educação infantil. Podemos perceber, portanto, que as práticas relacionadas à Alfabetização e à Alfabetização na educação infantil não estão evidentes nos documentos disponíveis.

Alfabetização, Letramento ou o quê?

Desta forma, o conceito de alfabetização, que inclui tais funções sociais, surge como uma alternativa à inclusão social. Assim, como modelo conceitual em que a educação infantil deve estar imersa no processo, a alfabetização parece ser a prerrogativa máxima do trabalho educativo.

Letramento, Cultura Científica e Inclusão social: as múltiplas facetas

Segundo Senna (2007), a alfabetização surge como a possibilidade de garantir ao sujeito plenas condições de se movimentar como cidadão num mundo cartesiano, ou seja, como uma forma de transitar por diferentes modelos de pensamento. Quarta linha: Reveja tudo o que foi dito acima, para “ter certeza de que nada foi omitido” (DESCARTES apud DOLL, 1997, p. 46, grifo nosso). Para Doll (1997), são as visões metafísicas e cosmológicas de Newton que dominaram o pensamento moderno: "previsibilidade causal, ordenação linear e uma metodologia fechada (ou de descoberta) [..] são as bases conceituais da criação de currículo científico" (DOLL, 1997, pág. 51).

Diante do desenvolvimento científico, que se apresentava como solução para os problemas humanos, a escola tomou o modelo científico como verdade e considerou-o a única possibilidade legítima de produção de conhecimento.

Considerações Finais

Portanto, ao privilegiar apenas o modelo cartesiano em suas práticas, a escola passou a menosprezar o conhecimento popular que o aluno traz como forma legítima de pensar, agir e interagir no mundo. A hipótese de que tanto a fala quanto a escrita possuem o mesmo sistema gramatical, ou seja, que possuem a mesma natureza, sem diferenças materiais e estruturais, faz parte da cultura escolar há séculos. Tal convergência e ambiguidade do que é característico da fala e do que é característico da escrita faz com que muitos estudos e consequentemente muitas práticas de professores atribuam isso à construção da escrita, o que a psicolinguística deveria atribuir ao desenvolvimento da fala. .

Língua Oral e Língua Escrita: Aproximações e dissonâncias

Além disso, a fala é uma representação sociocultural da sociedade, diferente do que acontece com a escrita, que é de natureza arbitrária e excludente. A tradição cultural moderna entende a fala como um sistema menor a ser substituído por um sistema formal escrito, que é considerado um indicador de boa elaboração cultural. Assim, “sob fortes preconceitos, a fala foi empurrada para a segregação a partir do Renascimento, e a alfabetização foi perpetuada como um dogma como uma prática de pura aculturação” (SENNA.

Com base nas considerações, fica mais do que claro que a escrita é uma forma de expressão cuja origem é autoritária e segregacionista.

Os Modos de pensamento e os pressupostos Vygotskyanos

Esta possibilidade de diferentes formas de desenvolvimento leva-nos ao tema das diferentes formas de pensar. Segundo Senna, as formas de pensar sustentam a forma como a inteligência humana estabelece seus princípios de interação com o mundo. Depois de analisar a tabela, podemos concluir que existem fatores culturais que influenciam as formas de pensar.

A forma narrativa de pensar é tipicamente produzida por culturas onde as tradições orais prevalecem sobre os cientistas.

Considerações Finais

Visto que os sujeitos do pensamento narrativo funcionam a partir do modo baseado em experiências reais do mundo, portanto concretas, e sendo a escrita uma ferramenta de natureza puramente artificial, portanto abstrata, parece-nos que os modos de pensamento nos ajudam a traçar . um caminho que relaciona a forma de pensar ao custo de escrever. Com a ideia de ZDP, a perspectiva vygotskyana revoga a ideia, anteriormente vigente, principalmente através dos postulados piagetianos, de estágios universais e sequenciais de desenvolvimento. Portanto, posso dizer que a zona de desenvolvimento proximal é o processo através do qual a aprendizagem e o conhecimento impulsionam o desenvolvimento humano, em qualquer fase da vida.

Contudo, os conceitos ditos científicos nos quais se baseou originalmente a teoria dos modos de pensar sugerem um predomínio do sujeito cartesiano em detrimento do homem comum (SENNA, 2011, p.251).

O conceito de currículo de Educação Infantil diante dos séculos e

O Pensamento Moderno e os modelos curriculares pontuais anteriores ao

Influenciada pelas ideias de reforma e contrarreforma religiosa, a preocupação curricular dominante do século XVIII foi a correção das crianças desde tenra idade. Durante muito tempo, até ao final do século XIX, quem se ocupava do currículo não previa que as crianças mais novas eram fundamentalmente diferentes das mais velhas. Froebel, aluno de Pestalozzi, já sob a influência dos novos conceitos teóricos e ideológicos do seu tempo (liberalismo e naturalismo), enraizados no ideal político de liberdade marcado pelas lutas de Napoleão, propõe a criação de jardins de infância, onde traz uma visão única para a natureza da infância, a natureza do conhecimento e os objetivos da educação.

Embora cada um deles tenha um papel valioso na história da educação pré-escolar, não apenas porque foram desenvolvidos por pioneiros no processo de compreensão das crianças pequenas com suas necessidades especiais, mas também porque contribuíram para designs posteriores, vale ressaltar que são o resultado de trabalhos individuais, que se baseiam numa visão particular e empírica da infância.

Concepções curriculares do Século XX: E o que muda nos modelos

Concluímos a seção anterior destacando o fato de que o campo da infância começou a tomar forma no final do século XIX, com estudos específicos nesta área. Em seu livro, Hobsbawm (1995) nos aponta os colapsos ocorridos ao longo do século XX que acabaram com a esperança de progresso aliado a maior conforto e melhor qualidade de vida. A nova ordem que vigorou no final do século XX e que continua até hoje já não constitui uma ordem cartesiana, clássica, herdada do pensamento medieval, sequencial, lógico, simples e fechado.

Na educação infantil, mesmo com todos os estudos que demonstraram as características específicas das crianças mais novas, algumas práticas escolares ainda se baseiam no pensamento cartesiano do século XVIII.

Considerações Finais

Por outro lado, na educação infantil, a falta de um material de referência específico que oriente a prática educativa acabou por levar a práticas escolares posicionadas no final do processo: ora prevêem práticas, com o objetivo de “preparação para a alfabetização” (isto é, a posição maioritária) ou simplesmente, ignorar completamente tudo o que tem a ver com as práticas de escolarização da cultura escrita, como se esta não fizesse parte das práticas culturais da nossa sociedade. Contudo, acreditamos que é papel da Educação Infantil despertar o interesse das crianças pelas práticas escritas para que a escrita se torne uma importante ferramenta linguística. Acredito desta forma que a Educação Infantil é a primeira responsável pela introdução dos sujeitos nas práticas culturais cartesianas, uma vez que a escola constitui o espaço em que são vivenciados os elementos da cultura científica, especialmente nas sociedades de cultura oral - como em Brasil - em que as práticas culturais cartesianas não se revelam diariamente.

Para tanto, as práticas de alfabetização na Educação Infantil devem ser pautadas e orientadas por uma intenção pedagógica, que busque garantir o acesso e a inserção das crianças na cultura letrada, sem ao mesmo tempo as características típicas da faixa etária, e seu direito de aprender através de mecanismos de jogo.

Brincadeira: O que dizem os autores sobre o tema?

O jogo em forma condensada contém em si, como acontece com a magia da lupa, todas as tendências de desenvolvimento; parece que ele está tentando saltar acima do seu comportamento habitual.” (VIGOTSKI, 2008, p. 35). A brincadeira pode ser um momento de prazer, diversão e de compartilhamento dessa oportunidade com outras crianças, ou seja, de interação social. 17 Na tradução de Zoia Prestes, a zona de desenvolvimento direto é o que outros tradutores chamam de zona de desenvolvimento proximal (ZDP).

Com base nesses pressupostos, iniciamos a próxima seção indicando como o brincar pode contribuir para a aprendizagem de uma situação específica, distinta das demais, a Alfabetização.

As práticas Pedagógicas

Assim, uma das formas propostas seria um jogo, especialmente simbólico, para compreender a função social da escrita. Educação pré-escolar que serve como instrumento para ajudar as crianças a compreender a função social da escrita. Compreender a função da escrita e despertar na criança que até então não vê o sentido deste código, o desejo de compreender o que está “por trás” do texto, e que isso será interessante para sua vida, é o mais importante meta. na educação pré-escolar na área de alfabetização.

Outro aspecto que conecta a função do jogo com as funções da escrita está relacionado à abstração.

Considerações Finais

VIII - gestão democrática do ensino público, nos termos desta lei e da legislação dos sistemas educacionais; VIII - assegurar processo nacional de avaliação das instituições de ensino superior, com a participação dos sistemas responsáveis ​​por esse nível de ensino; IX - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar os cursos das instituições de ensino superior e das instituições do seu sistema de ensino respectivamente.

IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de ensino superior e das instituições do seu sistema de ensino; No Distrito Federal, fazem parte do sistema educacional as instituições de educação infantil criadas e mantidas pela iniciativa privada. As autoridades governamentais incentivarão o desenvolvimento e a oferta de programas de ensino à distância, em todos os níveis e tipos de ensino, e de educação continuada.

Referências

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