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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI

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Academic year: 2023

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CONCEITO E DIFERENCIAÇÃO

Para Delgado22, “salário é um conjunto de benefícios pagos pelo empregador nos termos do contrato de trabalho”. No que diz respeito à remuneração, para Barros32 é “aquela remuneração que é devida e paga ao trabalhador não só pelo empregador mas também por terceiro, na forma habitual de acordo com o contrato de trabalho”.

NATUREZA JURÍDICA

A principal característica dessa tendência é que o salário não é apenas alimentação, mas tem outras finalidades como prover moradia, higiene, transporte, educação, garantir o sustento do empregado e de sua família, o que justifica o salário mínimo e o salário-família. Segundo Barros40, esta tendência é criticada por “reduzir o contrato de trabalho a uma relação de troca, semelhante ao conteúdo dos contratos de direito consuetudinário, sem atentar para o aspecto pessoal da relação jurídica”.

CARACTERÍSTICAS DO SALÁRIO

O pagamento é um componente essencial da relação de trabalho, pois o contrato de trabalho é complexo e garantir o pagamento é essencial. Reciprocidade [..], que caracteriza a natureza sinagmática da relação de trabalho, os deveres e obrigações que cabem ao empregado e ao empregador.

MEIOS DE PROTEÇÃO DO SALÁRIO

503 da legislação trabalhista, que permitia redução de até 25% dos salários, com redução proporcional da jornada de trabalho, em clara violação do princípio em questão, elevado à condição de norma constitucional. Para Nascimento66, “as alterações na forma ou modo de pagamento dos salários estão sujeitas ao princípio geral da alteração das condições de trabalho”. O salário constituído por um valor fixo acrescido de um salário em espécie não pode ser alterado, salvo se for impossível ao empregador continuar a conceder a prestação em causa ao trabalhador.

Nascimento explica que “se o empregado ganha por comissão e passa a receber salário fixo, o empregado pode requerer à Justiça do Trabalho a rescisão contratual por meio de demissão indireta ou requerer a declaração judicial de nulidade da alteração lesiva”. Caso o dano causado pelo empregado seja ato criminoso, na ausência de intenção do empregado em causar dano à empresa, é necessária previsão contratual para que o desconto seja efetuado. da CLT); O sistema de caminhão é proibido, ou seja. obrigar ou induzir o empregado a comprar produtos do empregador (art. 462, § 2º, da CLT), fato ainda hoje comum no meio rural; o salário também é intangível em caso de sequestro, prisão ou apreensão, exceto para pagamento de pensão alimentícia (CPC, art. 649, IV); a lei garante ao trabalhador, cujo salário é devido, o privilégio entre os credores da empresa, salvo apenas créditos para trabalhadores que tenham sofrido acidente de trabalho (art.

Nesta definição, Delgado73 assegura que “esta regra é absoluta, abrindo apenas uma excepção a um crédito que também é considerado de natureza alimentar e ainda mais emergencial: a pensão alimentícia devida pelo trabalhador à ex-mulher e aos filhos ou dependentes (art. 649, IV, CPC)”. Barros74 demonstra que a finalidade do salário incontestável é “garantir a manutenção do empregado e a manutenção de um padrão de vida compatível com a dignidade da pessoa humana”.

VERBAS QUE POSSUEM NATUREZA SALARIAL CONFORME CLT

Bônus – são parcelas concedidas ao empregado em razão de previsão legal, regulamentação em contrato, acordo coletivo ou convenção coletiva. O subsídio de viagem caracteriza-se pela forma como o empregador paga a estadia do trabalhador noutro local relativamente às despesas de alimentação e alojamento. Na concessão do subsídio diário, o empregador não exige que o trabalhador preste contas das despesas efetuadas; qualquer valor não utilizado permanece nos ativos do funcionário.

Delgado86 afirma claramente que “as ajudas consistem em adiantamentos que o empregador faz ao trabalhador. A CLT permite que o empregador entregue parte da renda do empregado aos serviços comunitários, levando em consideração todos os bens que não forem entregues para a realização do trabalho e não sejam caracterizados como danos à saúde do empregado. Delgado87 afirma que “os adicionais consistem em parcelas contra benefícios adicionais devidos ao empregado em decorrência da execução de trabalho em circunstâncias mais graves”.

Barros89 explica que “o trabalho em condições insalubres, mesmo que intermitente (súmula nº 47 do TST), acarreta maior perigo à saúde do trabalhador e por isso mesmo provoca aumento na remuneração do trabalhador”. Horas extras, adicional noturno e gratificações de transferência, quando pagas regularmente, também serão incluídas na remuneração do empregado.90.

VERBAS QUE NÃO POSSUEM NATUREZA SALARIAL CONFORME CLT32

O salário-família pago por dependente, menor de 14 anos ou deficiente, a empregado que receba salário de até R$ 376,00; subsídio de maternidade, que é pago à trabalhadora durante 120 dias em que a trabalhadora, incluindo a empregada doméstica, se encontre em licença de maternidade. O empregado deve concedê-los, mas depois é reembolsado pelo INSS, que arca com o ônus do benefício. A empresa não pode deixar de pagar o salário família, alegando que o empregado não divulgou sua família ou que não tem dependentes; No caso do benefício filho, também é necessária a apresentação do cartão de vacinação.

Sua natureza é de benefício previdenciário e os beneficiários são trabalhadores urbanos, trabalhadores ocasionais e trabalhadores rurais. Este benefício tem como objetivo auxiliar os pais no pagamento da educação dos filhos e é devido a qualquer criança, de qualquer condição, menor de 14 anos ou deficiente de qualquer idade. Portanto, embora seja ônus do empregador, a doutrina que o entende como um tipo.

A participação nos lucros pode ser definida como a destinação voluntária ou obrigatória do empregador ao empregado, onde este recebe uma parte do lucro líquido da empresa, além do salário devido acordado. A instituição da participação nos lucros ou nos resultados será objeto de investigação nos próximos capítulos deste trabalho.

CONCEITO DE PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS

Afirmam que a medida provisória 1.051/95 não define lucro, pelo que deve ser tomado como modelo o conceito utilizado pela legislação do imposto sobre o rendimento, nomeadamente “aquele que a empresa obtém após dedução das reservas e despesas operacionais, que inclui também as participações concedidas aos empregados, além de correções patrimoniais e deduções aprovadas”. Caso haja sobras da atividade econômica da empresa, é possível falar em lucro. O lucro da constituição deve ser o lucro líquido, ou seja, o lucro após dedução de todas as despesas das receitas obtidas pela empresa.

Não inclui o lucro bruto, que é considerado a diferença entre o valor de aquisição da mercadoria ou o custo do serviço e o valor apurado na venda da mercadoria ou serviço, sem dedução das despesas operacionais da empresa. Por exemplo, Martins109 conclui que lucro é o lucro que “existe após dedução de todos os custos dos rendimentos obtidos pela empresa”. Martins111 ensina que resultado “diz respeito ao resultado da atividade econômica da empresa, excluindo os custos da empresa”.

Martins113 explica que a transferência de uma parte do lucro da empresa para o trabalhador resulta de um contrato de trabalho “que decorre da lei ou da vontade das partes, que se refere à distribuição de um resultado positivo alcançado pela empresa, que o trabalhador ajudou a alcançar". pode-se concluir que a participação dos trabalhadores nos lucros da empresa provém da lei ou dos acordos entre as partes e provém do contrato de trabalho, dos resultados alcançados pela empresa.

NATUREZA E CARACTERÍSTICAS DA PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS DA

Martins120 ensina que existem três teorias sobre a natureza jurídica da participação nos lucros. Pode-se dizer que se a participação nos lucros fosse confiada ao empregado, ela teria as características de um acordo empresarial. Note-se que a exigência de tratar a participação nos lucros como salários era habitual no momento do seu pagamento.

Comentando Reis, Sussekind et al134 afirmam que a participação nos lucros das empresas é “perfeitamente compatível com o contrato de trabalho”. Gomes e Gottschalk 135 explicam que a doutrina geralmente afirma que a participação nos lucros não transforma o contrato de trabalho em parceria. Na verdade, a participação nos lucros é uma forma de participação dos trabalhadores na empresa, através da partilha dos seus lucros, que o trabalhador ajudou a alcançar.

A participação nos lucros paga ao empregado não está vinculada à remuneração e não substitui ou complementa a remuneração. Também não haverá impacto no pagamento de férias, 13º salário, férias semanais remuneradas, aviso prévio etc.

ORIGEM DO INSTITUTO, EVOLUÇÃO HISTÓRICA E LEGISLATIVA

Foi o primeiro a consagrar uma lista quase completa de direitos sociais, incluindo a participação dos trabalhadores nos lucros das empresas. Houve também influência da religião católica na concessão de participação nos lucros aos empregados. 157: “Participação forçada e direta do trabalhador nos lucros da empresa nos termos e na forma estabelecidos em lei”.

As Medidas Provisórias editadas a partir do final de 1994 tentaram regular a participação nos lucros ou resultados, até a Lei nº. A Constituição de 1967161 também tratou da participação nos lucros da empresa, mas de forma não obrigatória. V - integração do trabalhador na vida e no desenvolvimento da empresa, com participação nos lucros e, excepcionalmente, na gestão, nos casos e condições que forem estabelecidos;

Martins164 explica que a partir de então não se tratou mais de participação obrigatória dos empregados nos lucros da empresa. Pode-se dizer que foi na América Latina que foi promulgada a maior parte das leis que tratam da participação dos trabalhadores nos lucros das empresas.176.

Barros200 conclui que “a participação nos lucros ou resultados (artigo 7º, XI, da atual Constituição) constitui instrumento de integração entre capital e trabalho, bem como incentivo à produtividade”. A CRFB/88201 define no artigo 7º, inciso XI, que os beneficiários da participação nos lucros e resultados poderão ser trabalhadores urbanos ou rurais. Martins203 afirma que os trabalhadores domésticos e os funcionários públicos também estão excluídos da participação nos lucros.

Barros234 conclui que “a participação nos lucros ou resultados (art. 7º, XI, da atual Constituição) constitui instrumento de integração entre capital e trabalho, bem como incentivo à produtividade”. Existem algumas objeções ao instituto da participação nos lucros e resultados, incluindo objeções de capacidade, sindical e doutrinárias. Não definição legal do conceito de lucro e resultados para efeito de participação dos empregados nos lucros e resultados;

A não incidência de taxas trabalhistas e previdenciárias, uma vez que a participação nos lucros e resultados não está vinculada ao salário; O objetivo desta monografia foi verificar as vantagens e desvantagens da adoção do instituto da participação nos lucros e resultados na empresa. Por meio de pesquisas é possível afirmar que a participação nos lucros ou resultados pode ser considerada um instrumento de integração entre capital e trabalho e pode ser um incentivo à produtividade.

No segundo capítulo, foi estudada a participação dos empregados nos lucros e resultados da empresa de forma geral.

Referências

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