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universidade do vale do itajaí - Univali

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Academic year: 2023

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CRIANÇAS HOSPITALIZADAS: o uso do desenho na avaliação das respostas emocionais obtidas antes e após a intervenção dos “Terapeutas da Alegria”. Na cidade de Itajaí, esse grupo se chama “Terapeutas da Alegria” e diferentemente dos “Médicos” (que é formado inteiramente por atores), é formado por alunos da UNIVALI.

A Instituição Hospitalar; o Psicólogo Hospitalar

Nos últimos anos, o trabalho do psicólogo tem ganhado uma importância reconhecida na promoção da saúde e na melhoria da qualidade de vida das pessoas vinculadas às instituições hospitalares (envolvendo medidas preventivas, ações educativas e a própria intervenção), o que vai ao encontro das necessidades dos pacientes. Pode-se dizer, portanto, que a crescente busca pela humanização do sistema de saúde também possibilitou um espaço que pode ser conquistado pela psicologia hospitalar (PETROFF, 2004).

Hospitalização Infantil

Podemos dizer que o emocionar de uma criança hospitalizada é produto do contexto em que ela vive, da situação de sofrimento em que está inserida, uma vez que o contexto hospitalar e a situação de sofrimento da doença também são constitutivos de suas emoções. Para isso, não basta observar sua topografia, mas é preciso saber em quais situações ela ocorre e quais consequências causa no meio ambiente (MARINHO, 1994 e MARINHO; CABALLO, 2001, p. 9).

O Brincar, a Arteterapia e o Desenho

A busca por detalhes aumenta e o desenho da criança mostra com mais clareza as influências das mediações sociais, históricas e culturais. Supondo que o desenho da criança externaliza sua realidade conceituada (ou seja, o que a criança sente), e que essa realidade é indicada pela figuração e pela palavra que acompanha e também interpreta o que ela desenha, pode-se descobrir o quanto o desenho é de uma criança internada em um hospital. consegue demonstrar suas emoções, mesmo que estejam em constante mudança, pois o que a criança desenha depende do conhecimento ativo que ela tem sobre o ambiente que deve representar (FERREIRA, 2003).

Os Terapeutas da Alegria

Após as ações de Christensen e Adams, o palhaço do hospital se espalhou por diversas partes do mundo, com representantes como Wellington Nogueira, aqui no Brasil - o fundador dos "Médicos da Alegria", tornando-se referência para outros reconhecerem e seguirem . sua obra (BALIEIRO, 1997). Françani e Zilioli (2000) realizaram um estudo sobre a “Companhia do Riso”, grupo que utiliza o mesmo tipo de intervenção dos “Terapeutas” e tem como objetivo: Num estudo sobre os palhaços “Médicos da Graça”, Aquino e Marta ( 2004) conseguiram compreender a visão da criança, foco do trabalho realizado pelos médicos palhaços.

Os membros da equipe de enfermagem também destacaram a importância dos “Plantões da Graça” para as mães e destacaram o seu envolvimento, uma vez que o efeito psicológico positivo na criança também traz consequências para o seu companheiro (AQUINO; MARTA, 2004). Masetti (1998) também analisou desenhos e histórias de crianças hospitalizadas antes e depois da intervenção “médicos da alegria”, que foram divididos entre um grupo de pesquisa (crianças visitadas por palhaços) e um grupo de controle (crianças não visitadas por palhaços). A autora afirma ainda que a melhora da expressão das crianças durante a internação é o ponto mais marcante da atuação dos palhaços, por isso o trabalho dos “Médicos da Alegria” promove uma mudança de comportamento que é facilmente detectada pelos pais e profissionais de saúde.

Nos resultados da pesquisa, os enfermeiros relataram que o trabalho dos “Médicos da Alegria” contribui para a melhoria de sua imagem profissional, na medida em que, por meio do jogo conjunto, conseguem se perceber não apenas como quem administra injeções ou medicamentos, mas também como alguém que pode levar alegria às crianças. Perceberam também que as crianças passaram a encarar a hospitalização de forma mais positiva, o que melhorou o contato e a cooperação com a equipe e o tratamento, e diminuiu a ansiedade em relação à hospitalização.

Participantes

E entrevista com o acompanhante da criança - com o objetivo de investigar se notou melhora no comportamento da criança hospitalizada após a visita dos “Terapeutas da Alegria” (Anexo C). No desenho 2 não aparecem o sol e as nuvens, mas o palhaço mostra a lembrança da visita dos “Terapeutas da Alegria”. Também foi relatado na entrevista que a criança gostou da intervenção dos “Therapeutas da Alegria”, argumentando que o Dr.

Sobre a visita aos “terapeutas da alegria”, salienta que tem notado que a filha está “mais feliz e ri muito”. Outra mudança foi que a criança do desenho 2 representava o ambiente em que se encontrava: um hospital. Com a intervenção dos “terapeutas da alegria”, a criança relatou à mãe que “gostou da visita porque estavam muito animados”.

Speak Nothing, é claro o impacto que a intervenção dos “Terapeutas da Alegria” teve no seu comportamento emocional. Quer-Alta relatou a importância da visita dos “Terapeutas da Alegria” porque, segundo ele, sua filha parecia mais comunicativa e feliz, ria muito e até levantava da cama. Minimizar o sofrimento da criança durante a hospitalização é um dos objetivos da proposta de “Terapeutas da Alegria”.

Isto leva à compreensão de que com a intervenção dos “Terapeutas”, o distanciamento e a solidão que a criança sente devido à hospitalização tornam-se irrelevantes para eles. Pode-se dizer, portanto, que esse estímulo de resposta positiva (a visita dos “Terapeutas”) compete com o estímulo aversivo (a situação de internação) e resulta, assim, em um novo “estado” da criança. Título do projeto: Crianças hospitalizadas: a utilização do desenho na avaliação das respostas emocionais obtidas antes e depois da intervenção "Terapeutas da Alegria".

Quadro de Participantes

Instrumentos

Foram utilizados dois instrumentos: desenhos dirigidos pelas crianças, antes e depois da intervenção "Therapeutas da Alegria", bem como lápis de cor e uma folha de fichário, para que pudessem fazer um desenho atendendo às seguintes instruções da pesquisadora: " Você deve fazer um desenho do que está sentindo agora e então me contará o que desenhou."

Procedimentos para a Coleta dos Dados

Em seguida, logo após a visita grupal, foi solicitado novamente à criança que fizesse um novo desenho, com a mesma finalidade do primeiro. Logo após o segundo sorteio, foi realizada entrevista com os supervisores dessas mesmas crianças com o objetivo de investigar se a interação com os palhaços influenciava no comportamento da criança.

Procedimentos para a Análise dos Dados

Trajetória da Pesquisadora

Outro aspecto refere-se ao momento da reunião, onde os acompanhantes, antes da criança começar a fazer seu desenho, foram orientados a não fazerem sugestões enquanto a criança realizasse a atividade, mas alguns insistiram em comentar ou criticar o desenho da criança.

Procedimentos Éticos

Pois, embora o desenho 1 apresente a temática “feliz”, mostra o isolamento da criança devido à sua internação; No desenho 2 ficam evidentes algumas mudanças em relação ao desenho 1, como a preocupação da criança em criar um desenho simétrico. Os pássaros representados também podem indicar o desejo da criança de estar na mesma posição que ela, ou seja, fora do ambiente hospitalar.

Espirrando em torno do desenho 2, percebe-se que houve uma mudança no humor da criança retratada: a criança triste agora está feliz. Ainda no desenho 2, fica evidente a preocupação da criança com o bem-estar e o descanso da avó, confirmando a ligação que existe entre os dois. Porém, mesmo com a sensação de felicidade presente no desenho 1, a criança desenhava sozinha – sem a companhia da mãe ou da criança na outra cama.

No momento da coleta de dados, ela estava acompanhada da tia e da prima, pois a mãe da criança descansava em casa. O desenho 1 mostra a tristeza e a decepção da criança, pois ela pensava que teria alta no dia seguinte, mas a febre atrasou seu retorno para casa. Sobre a reação da criança aos procedimentos médicos invasivos, a mãe diz que ele “não reage negativamente, não chora nem nada.

Este estudo foi realizado com 11 crianças internadas no Hospital Universitário Pequeno Anjo – HUPA, analisando seus desenhos antes e depois da visita aos “Therapeutas da Alegria” a fim de verificar as mudanças entre as apresentações artísticas e os relatos das crianças sobre seus desenhos. Assim foi possível perceber que no desenho 2 o tema escolhido (anteriormente voltado para o luto e a hospitalização) havia mudado; as crianças utilizaram mais cores, réguas e representações maiores ao longo do tempo – sugerindo um aumento na expansão dos movimentos infantis e na sua forma de posicionamento diante da hospitalização. Assim, o que há de mais revolucionário na intervenção dos “terapeutas” é a relação com o lado da criança que quer brincar; pois por mais grave que seja o quadro clínico do paciente, existe uma essência saudável que pode ser desenvolvida através da arte.

Apêndice A – Termo de Consentimento da Instituição

Apêndice B – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

Apêndice C – Roteiro para entrevista semi-estruturada

Serão feitos sorteios com as crianças hospitalizadas e entrevistas com seus acompanhantes, para determinar até que ponto a proposta de humanização e mudança da realidade hospitalar dos “Therapeutas da Alegria” – grupo que utiliza a figura do palhaço para trazer alegria, motivação e conforto às crianças hospitalizadas – contribui para alterar as respostas emocionais negativas à internação hospitalar. Você também está ciente da duração da participação dos voluntários neste estudo e que isso não acarreta nenhum risco para os voluntários. Garantimos total confidencialidade e o direito de recusar a participação a qualquer momento. Se, após ser informado das informações a seguir, você concordar em participar do estudo, por favor assine o final deste documento, que existe em duas vias.

Esta pesquisa tem como objetivo investigar, por meio de desenhos de crianças hospitalizadas, o quanto a proposta dos “Therapeutas da Alegria” – grupo que utiliza a arte e a figura do palhaço para levar alegria, descontração e brincadeiras às crianças hospitalizadas – ameniza as reações emocionais. consequências negativas devido à hospitalização. Para tanto, participarão da pesquisa crianças internadas no Hospital Universitário Pequeno Anjo – HUPA, de 6 a 12 anos, que forem internadas pela primeira vez em um período inferior a uma semana; e também seus pais ou companheiros. Será realizada entrevista com os pais ou acompanhantes, com o objetivo de investigar se notaram alguma melhora no comportamento da criança hospitalizada após as “Therapeutas da Alegria”.

O período de participação dos voluntários nesta pesquisa será de um dia, pois os desenhos das crianças serão coletados pela manhã e ao final do dia, e a entrevista com os responsáveis ​​pela criança será realizada após a conclusão do segundo sorteio. Esta pesquisa não representa nenhum risco para os seus voluntários, e garantimos total confidencialidade e o seu direito de retirar este consentimento a qualquer momento.

Referências

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