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BREVE HISTÓRICO DA RESPONSABILIDADE CIVIL
No direito civil, causa e efeito a relação entre a relação e o dano a ser indenizado, na responsabilidade civil. Lopes20 destaca ainda que “o conceito de responsabilidade civil no direito moderno ainda se baseia predominantemente na ideia de culpa”.
CONCEITO DE RESPONSABILIDADE CIVIL
Em qualquer circunstância em que haja subordinação do contribuinte à determinação da obrigação de pagar uma indemnização, haverá responsabilidade civil. Há o argumento de Rodrigues26, de que “a responsabilidade civil é definida como a obrigação que uma pessoa pode confiar para reparar o dano causado a outrem, por ato próprio ou por ato de pessoas”.
PRESSUPOSTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL
- CONDUTA DO AGENTE
- IMPUTABILIDADE
- DANO
- O NEXO DE CAUSALIDADE
A responsabilidade civil pressupõe a existência de nexo causal entre o ato e o dano causado pelo agente. Não pode haver responsabilidade civil sem dano a um bem jurídico, sendo imprescindível a comprovação real e concreta desse dano.
CLASSIFICAÇÃO DA RESPONSABILIDADE CIVIL
- DA RESPONSABILIDADE CIVIL CONTRATUAL
- DA RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL
- DA RESPONSABILIDADE SUBJETIVA
- DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA
- DA RESPONSABILIDADE CIVIL DIRETA
- DA RESPONSABILIDADE CIVIL INDIRETA
Carvalho Neto51 entende que “a responsabilidade civil é chamada de contratual quando decorre de quebra de contrato”. O contratante deve provar que não agiu com culpa no sentido mais amplo, ou seja, o contratante inadimplente é obrigado a provar a exclusão da responsabilidade civil. A responsabilidade civil extracontratual, também chamada de aquila, é uma modalidade que não está vinculada a nenhuma obrigação ou relação contratual, é aquela que surge da violação da lei estrangeira.
Na Responsabilidade Civil Aquiliana, em relação ao ônus da prova, Sampaio63 entende que este cabe à vítima, pois é ela quem deve provar a culpa do agente. Para Rodrigues66, a responsabilidade civil subjetiva não diz respeito à natureza, mas sim à forma de encarar o dano. Na dogmática da responsabilidade civil subjetiva, o ato ilícito aparece como elemento relevante na sua sustentação.
Contudo, existem disposições que determinam a responsabilidade do agente sem verificação da sua culpa, ou seja, Responsabilidade Civil Objetiva. A responsabilidade civil direta, para Diniz, é aquela que decorre de fato pessoal do agente causador do dano, que resulta, portanto, de ação direta de pessoa relacionada à violação de direitos ou dano patrimonial, por ato punível ou doloso. .
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BREVE HISTÓRICO DOS CONTRATOS
Para Pereira81, o direito romano estruturava o contrato, e todos os romanistas reportavam-se a ele com base num acordo testamentário sobre o mesmo ponto. O povo romano entendeu que um contrato não era possível sem a existência de um elemento material, uma exteriorização de uma forma fundamental na génese da própria obrigação. Mais tarde, com a concessão de acção a quatro contratos de utilização múltipla, nomeadamente venda, arrendamento, mandato e parceria, surgiu a categoria dos contratos celebrados por testamentos.
O contributo dos juristas canónicos prende-se sobretudo com a importância que atribuem, por um lado, ao consenso e, por outro, à fé juramentada. O consentimento defendia que a vontade é a fonte da obrigação, abrindo caminho para a formulação dos princípios da autonomia da vontade e do consensualismo. Gomes84 enfatiza que a Escola do Direito Natural, de forma natural e individualista, influenciou a formação histórica do conceito moderno de
Para Caio Maria, o direito romano serviu de base para o conceito que temos hoje de contrato, e Gomes85 é decisivo ao prescrever que a origem histórica da categoria jurídica hoje denominada contrato não deve ser buscada no direito romano. Riccobono afirma que o contrato foi um acordo de vontade que gerou obrigações e ações, ou melhor, que já se reconhecia na fase pós-clássica que a origem das obrigações se encontra na declaração de vontade das partes.
NATUREZA JURÍDICA
Existem contratos que não são criados apenas pelo simples consentimento das partes, como os depósitos e os empréstimos, que se aperfeiçoam e terminam apenas com a entrega da coisa de uma parte à outra. Para se ter uma melhor ideia do contrato, algumas definições contidas nos Códigos Civis de alguns países devem ser analisadas e comparadas com a noção utilizada pelo antigo Código Civil Brasileiro de 1916 e aceita até hoje pela opinião da maioria de pesquisadores. Código Civil Português: “Um contrato é um acordo pelo qual duas ou mais pessoas transferem um direito entre si, ou se sujeitam a certas obrigações”.
Código Civil Espanhol: “O contrato existe enquanto uma ou mais pessoas concordam em obrigar-se, uma ou outra, a dar algo ou a prestar algum serviço”. Um contrato é um acordo que cria ou pretende criar uma obrigação legal entre as partes que concordam com ele”. Código Civil Argentino “Existe contrato quando várias pessoas concordam com uma declaração de vontade comum, destinada a regular seus direitos”.
Código Civil Mexicano: “Um contrato é um acordo pelo qual duas ou mais pessoas transferem um direito ou contraem uma obrigação”. O Código Civil Soviético, por sua vez, já traz uma definição mais semelhante à adotada por nossos estudiosos, afirmando que “atos jurídicos, isto é, atos que visam estabelecer, modificar ou podem ser unilaterais ou mútuos”.
CONTRATO DE TRANSPORTE
Contrato de transporte é aquele em que uma pessoa ou empresa se obriga a transportar, a título oneroso, pessoas ou coisas vivas ou inanimadas de um lugar para outro (CC, art. 730). Orlando Gomes92 classifica o Contrato de Transporte como bilateral, meramente consensual e oneroso, e o autor acrescenta ainda que dele decorrem obrigações para as partes, sendo o contrato contratado pelo transportador para a prestação do serviço, e pelo contratante que para o serviço acordado tenha pagar . Para Martins93 o Contrato de Transporte é classificado da seguinte forma: .. a) bilateral, pois cria obrigação para o transportador de retirar a coisa ou pessoa de um local para outro, e obrigação para o remetente ou, no transporte de pessoas , passageiro, pagar o preço acordado;
Venosa94 entende que contrato de transporte é a transação pela qual uma entidade se compromete, em troca de remuneração, a entregar algo a outro país ou a percorrer uma rota para uma pessoa. O autor destaca ainda que deve ser feita uma distinção entre o contrato de transporte propriamente dito, que é o ato negocial que tem como objetivo principal a transferência de uma coisa ou pessoa, e a relação de assessoria de outro contrato. O contrato de transporte traduz-se na movimentação da coisa ou da pessoa como fundamento da acção judicial.
Porém, a relação de transporte pode estar presente em outros negócios jurídicos, como nas vendas em que o vendedor se compromete a entregar algo na casa do comprador, portanto não se qualifica como transportador, que não se sujeita a riscos específicos; Como se depreende dos conceitos anteriormente explicados, o Contrato de Transporte pode ser classificado como bilateral, consensual, comutativo, oneroso, e tem como principal finalidade o transporte de pessoas ou mercadorias.
ESPÉCIES DE CONTRATO DE TRANSPORTE
- CONTRATO DE TRANSPORTE DE PESSOAS
- CONTRATO DE TRANSPORTE DE COISAS
Segundo Coelho98, existem três tipos de contratos de transporte dependendo da natureza do que é transportado: pessoas, mercadorias e bens mistos. Diniz99 define Contrato de Transporte de Passageiros como aquele em que o transportador se compromete a retirar uma pessoa e sua bagagem de um lado para outro, mediante indenização. Martins101 apenas confirma o que já foi explicado pelos citados estudiosos, ao conceituar que Contrato de Transporte de Passageiros é aquele em que uma empresa transportadora se compromete a retirar uma pessoa, e sua bagagem, de um local para outro, mediante pagamento de um preço.
Percebe-se que o entendimento majoritário é o que conceitua o Contrato de Transporte de Pessoas, que pressupõe a movimentação de pessoas bem como de suas bagagens. Se este transporte for realizado por amizade ou cortesia, sem ser caro ou beneficiar o transportador, mesmo que indiretamente, não constitui Contrato de Transporte de Passageiros. Martins106 acrescenta que o Contrato de Transporte de Pessoas pode variar na denominação dependendo do meio utilizado para o transporte, ou seja, pode ser: contrato terrestre; contrato marítimo; contrato aéreo
Segundo Pereira111, existe uma exigência geral no contrato de transporte de pessoal de que o passageiro deve declarar o valor da bagagem que leva consigo. Assim, tendo em conta que a emissão da guia de transporte passou a ser obrigatória, não haverá contrato de transporte sem este documento.
FORMAS DE TRANSPORTE
- CONTRATO DE TRANSPORTE TERRESTRE DE CARGAS
- CONTRATO DE TRANSPORTE AÉREO DE CARGAS
- CONTRATO DE TRANSPORTE MARÍTIMO, LACUSTRE E FLUVIAL
O contrato de transporte traduz-se com o meio de transporte e com o que já foi explicado nos títulos anteriores, ou seja, com o objeto: pessoas ou coisas. São meios de transporte terrestre: trem, carro, ônibus, microônibus, caminhão, bonde elétrico, metrô, motocicleta, bicicleta e até animais como cavalo, mula ou boi. São veículos marítimos/fluviais: Submarino, Barcaça, Balsa, Navio, Hovercraft, Jetski, Canoa, Lancha, Transatlântico.
Quanto ao contrato de transporte ferroviário, o referido autor afirma que o mesmo segue a mesma linha do contrato de transporte rodoviário, podendo ser nacional ou internacional. Acesso em: 24 de outubro de 2007. . e com segurança, o avião substituiu outros meios de transporte de passageiros em médias e longas distâncias. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (sigla em português: AITA), em inglês, International Air Transport Association ou IATA (usado universalmente), é uma organização aérea internacional com sede em Montreal, Quebec, no Canadá.
A partir de meados da década de 1960, desenvolveu-se um novo tipo de mercado de transporte aquaviário, o mercado de contêineres. Os transportes rodoviário, ferroviário e até aéreo adaptaram-se para fazer destes recintos uma unidade de transporte intermodal.
CONTRATOS DE TRANSPORTE SOB AS CONDIÇÕES DE CONVENÇÕES
Agripino apud Pereira143 Dentre os tratados e convenções internacionais aplicados atualmente nos contratos internacionais de transporte marítimo, destaca-se a Convenção Internacional para a Unificação de Certas Regras em Matéria de Conhecimento, realizada em Bruxelas em 25 de agosto de 1924. Como destaca o aprendizado de Pacheco144, Responsabilidade Civil no Contrato de Transporte Marítimo, nos casos em que haja incumprimento do mesmo, assume um aspecto particular em relação ao Direito das Obrigações, em termos gerais, pelo Direito do Mar, sendo também particularmente influenciado pelo Lei dos Seguros, porque quase todo o transporte marítimo de mercadorias está coberto por contratos de seguros. No que diz respeito à responsabilidade civil no contrato de transporte marítimo, o referido autor acrescenta ainda que há que acrescentar mais uma pedra a este “mosaico de normas jurídicas: a do Direito do Consumidor”.
No direito do consumidor relativo à responsabilidade civil nos contratos de transporte marítimo, como afirma Pacheco145, há uma minoria de estudiosos que ainda entende que o direito do consumidor não se aplica aos casos que envolvam contratos de transporte marítimo. Este facto é veementemente negado por este autor, uma vez que a obrigação de transporte obedece ao conceito de prestação de serviço, merecendo assim o selo de relação de consumo. Segundo o mesmo autor, a introdução do direito do consumidor no ordenamento jurídico brasileiro fortaleceu significativamente a proibição de cláusulas limitantes ou restritivas de responsabilidade, comuns nos contratos de transporte marítimo.
Cláusulas de não responsabilidade que desestruturariam o contrato de transporte não deveriam ser aceitas, segundo o referido autor. I – FICA NENHUMA CLÁUSULA LIMITATIVA SOBRE A OBRIGAÇÃO DE NÃO REEMBOLSAR, NO CONTRATO DE TRANSPORTE MARÍTIMO, O VALOR A SER INDENIZADO EM RELAÇÃO AOS DANOS SOFRIDOS. O primeiro capítulo abordou a Responsabilidade Civil em geral e não apenas nos casos de contratos marítimos, mas também em outros tipos de contratos de transporte.
O segundo capítulo foi dedicado a tratar dos contratos de transporte em geral, nos seus modais terrestres, marítimos, aéreos e convenções internacionais relacionadas a este assunto.