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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI

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Academic year: 2023

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1231-1, comparando-o com os atuais critérios econômicos de outras políticas existentes no país. Este trabalho estudará o Benefício de Prestação Continuada (BPC), integrante do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), financiado pelo Governo Federal, no valor de um salário mínimo (atualmente R$ 678,00), cuja operacionalização para reconhecimento do direito é de responsabilidade do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Dos Direitos Fundamentais

Com esta afirmação pretendemos evidenciar a pré-existência dos direitos fundamentais no momento da sua concepção legislativa. 18 todos os direitos fundamentais”, exige e pressupõe o reconhecimento e a proteção dos direitos fundamentais de todas as dimensões (ou gerações, se preferirmos).

Histórico das Políticas Públicas no Brasil

O princípio da dignidade humana só se tornaria eficaz se os direitos sociais tivessem um lugar permanente na sociedade. Contudo, a presença do princípio da dignidade humana em alguns pontos da nossa Constituição da República é inegável e é enfatizada neste trabalho com destaque para o benefício das disposições continuadas.

O Critério Econômico definido na Lei Orgânica de Amparo Social

Neste contexto de grandes mudanças económicas e sociais, a legislação no domínio da segurança e assistência social introduziu critérios económicos mais generosos, aumentando o valor padrão do rendimento familiar per capita para ½ salário mínimo. Fica excluído da composição da renda familiar um benefício previdenciário de valor mínimo ou outro tipo de assistência percebido pelos idosos (resumo de 20 precedentes da Comissão de Recursos de Santa Catarina e da Comissão de Normalização Regional); A assistência recebida por qualquer outro membro da família não é considerada na determinação do rendimento familiar;

As despesas inerentes à condição do beneficiário (medicamentos, etc.) são excluídas do cálculo da renda familiar.

A Relativização Territorial do Critério Econômico – Ação Civil Pública

A liminar postulada no pedido original foi concedida parcialmente nos limites territoriais do Circuito Judiciário de Blumenau para apuração do INSS (em responsabilidade solidária com a União): . a) Que quando atenda ao artigo 203, inciso V, da Constituição Federal de 1998, não recuse o benefício à pessoa com deficiência que esteja incapacitada para o trabalho, sob o argumento da aplicação do artigo 20, § 2º da lei 8.742/93, no sentido de que as pessoas com deficiência, apesar de não terem condições de trabalhar, são qualificadas para uma vida independente; O órgão ministerial resumiu que o INSS analisaria os pedidos de concessão de alimentos continuados nos termos do artigo 20 da Lei nº 8.742/93, com base no disposto no referido dispositivo constitucional, com parágrafo 2º e 3º do referido artigo seriam inconstitucionais, por violarem o disposto no art. 203, ponto V, e 5.,. ¼ do salário mínimo, o INSS deverá assumir de jure a presunção de pobreza para efeito de concessão do benefício; quando, porém, ultrapassar esse valor, a eventual negação do benefício deverá ser devidamente fundamentada em outras provas circunscritas ao caso concreto, e não no mero cumprimento do tipo acima mencionado. 20, § 2º da Lei 8.742/93; e, .. c) Promover, no prazo de 120 dias, a análise de todos os pedidos de concessão do benefício garantido pelo art.

48, égide da Lei 8.742/93, devendo ser utilizados no processo de auditoria os parâmetros previstos nos incisos a e b acima (ao final do prazo fixado, o INSS deverá documentar a conclusão do trabalho de auditoria, anexar aos arquivos o documento completo cópia dos procedimentos administrativos pertinentes, inclusive com documentação que comprove a conclusão das auditorias);

Reflexos da Ação de Interdição Civil no BPC - “Troca-se autonomia por um salário mínimo?”

I - aqueles que, por doença ou deficiência mental, não possuam a necessária discricionariedade para os atos da vida civil; É importante sublinhar que a incapacidade para trabalhar ou sustentar-se e a incapacidade para levar uma vida civil são deficiências diferentes, não sendo esta última necessariamente uma consequência da primeira. 54, que deveria ser banido (medida drástica de restrição dos direitos civis), mas presume-se o contrário, pois se uma pessoa for proibida de praticar atos da vida civil, não puder necessariamente/obrigatoriamente prover ao seu próprio sustento, logo terá direito ao BPC.

55 Dito isto, não há dúvida de que esta desconexão e/ou reconhecimento de incapacidade definitiva para atos da vida civil através de sentença judicial transitada em julgado na esfera estadual, não tem validade e/ou qualquer consequência, salvando da Justiça Federal pela prática de atos já praticados, causa grande demora ao Judiciário, o que é de valor inestimável.

O Custo do Processo Judicial

Os diagnósticos publicados nos últimos anos revelaram que os principais desafios a serem enfrentados estão relacionados aos seguintes aspectos: lentidão; elevado número de processos no armazém; alto custo da tramitação processual; e a baixa taxa de casos condenados a tempo de resolução. Isso significa que mesmo o trabalho rotineiro dos servidores do Poder Judiciário estadual tende a ser melhor aproveitado, uma vez que o protocolo, a distribuição e a organização das petições eletrônicas são feitos de forma automática, ou seja, atualmente no Juizado Especial de Previdência Social da Comarca Judiciária. de Itajaí (onde está o benefício em questão), não há necessidade de os funcionários receberem, arquivarem e contabilizarem milhões de processos e documentos, atividades burocráticas, que muitas vezes ficavam acumuladas, impedindo que o processo fosse tramitado em prazo razoável. Na esfera judicial foi utilizado o valor por unidade encontrada, que quando multiplicado pelo número de processos, encontramos o valor total de R$ 89.

Por fim, se multiplicarmos o valor real da unidade de processo encontrada no município de Itajaí/SC, pelo número assumido de processos que.

ANÁLISE QUALITATIVA

A juíza nomeou a assistente social Joice Gracila de Oliveira que, após visita residencial, redigiu o relatório do estudo socioeconômico (anexo), que retratava um flagrante estado de pobreza na família composta por 5 pessoas (pai, mãe e três menores) filhos, dos quais 2 eram deficientes). Em uma breve análise econômica da busca pelo reconhecimento desse direito, percebe-se que um empregado, assistente social e médico da esfera administrativa foram utilizados para finalmente negar o benefício, e então toda a máquina judiciária foi utilizada e novamente 'um empregado, assistente social e juiz para que somente nesta esfera, o mesmo INSS que antes recusava o benefício, agora propõe um acordo para concedê-lo. A juíza nomeou a assistente social Joice Gracila de Oliveira que, após visita residencial, redigiu o Relatório do Estudo Socioeconômico (anexo), que retrata um estado de pobreza na família composta pelo pai, pela mãe e pelo menor. , apenas com o pai trabalhava como pedreiro independente, com renda variável, em média R$ 900,00 (Novecentos reais) por mês, sendo R$ 300,00 (Trezentos reais) de aluguel da casa onde moram.

Em uma breve análise econômica da busca pelo reconhecimento desse direito, vê-se que na esfera administrativa foram utilizados um funcionário, assistente social e médico para finalmente negar o benefício e posteriormente foi utilizada toda a máquina da justiça federal e novamente um funcionário . , assistente social, médico, juiz, procurador federal e Câmara de Apelação.

Processo nº 5007863-57.2012.404.7208: O autor Lucas Andrade da Rosa é menor (9 anos de idade), representado por sua genitora Sra

Em um caso específico, o poder judiciário estadual também foi utilizado para interditar uma menor, ou seja, sua incapacidade completa e permanente para atos da vida civil já foi reconhecida por decisão judicial no procedimento de interdição (justiça estadual), administrativamente no INSS, e o o autor teve que passar novamente por exame médico na Justiça Federal, o que marca um verdadeiro desperdício de dinheiro público. 3) Procedimento nº. O autor Lucas Andrade da Rosa é menor de idade (9 anos) que é representado por sua mãe Sra. Logo em seguida foi marcado exame médico, que confirmou a incapacidade total e permanente do menor Lucas para atos na vida civil, e o processo seguiu para punição. Numa breve análise econômica da busca pelo reconhecimento desse direito, percebe-se que na esfera administrativa foram utilizados um empregado, uma assistente social e um médico, o que acabou por substituir os benefícios, e posteriormente todo o aparelho judiciário federal e novamente um funcionário, um assistente social, um médico, um juiz, um promotor e a Câmara de Apelações.

É importante ressaltar que, novamente neste caso, não houve necessidade de realização de outro exame na esfera judicial, uma vez que o autor já havia sido reconhecido com incapacidade total e permanente na esfera administrativa.

Processo nº 5001234-33.2013.404.7208: A autora Paulina Telles da Cruz tem 34 anos de idade e requereu o Beneficio Assistencial por

Entrevista Semi Estruturada

  • Questionário dirigido aos Juízes Federais

O critério econômico da letra da lei (1/4 do salário mínimo) é utilizado na concessão da indenização pelo auxílio, ou seja, é uma relativização da norma. 89 Em relação aos juízes federais, primeiramente é importante esclarecer que o objetivo deste trabalho foi entrevistar todos os 2 (dois) juízes federais que responderam ao Juizado Especial de Previdência Social da Comarca de Itajaí/SC em 2010 (o ano em que foi realizada a investigação quantitativa), bem como o juiz em exercício, nomeadamente o dr. Nelson Gustavo Mesquita Ribeiro Alves, que era juiz substituto do Juizado Especial Previdenciário da Comarca de Itajaí, apenas anunciou por meio de seu advogado que não responderia ao questionário elaborado porque não estava mais respondendo ao Juizado Especial Previdenciário de no momento e quando respondeu, atuou como juiz substituto.

Eduardo Correia da Silva, atual Desembargador do Juizado Especial Previdenciário do Circuito Judiciário de Itajaí, formado em direito, é juiz federal há 6,5 anos, respondeu prontamente a um questionário elaborado e afirmou resumidamente que: .

Há relativização da norma

Sustenta suas decisões com base na jurisprudência dos Tribunais Superiores

Dados da hora de trabalho podem ser obtidos no portal da transparência da JFSC. Quanto ao custo do processo judicial não se tem

Questionários dirigido aos Funcionários do INSS

Desde então, para este grupo-alvo específico, o BPC não pode ser rejeitado com base no critério de pobreza estabelecido por lei, ou seja. renda por população igual ou superior a ¼ do salário mínimo, ainda se presume pobreza e o benefício será concedido na forma da lei. Mas quando a renda por a população é maior, é necessária uma investigação detalhada do caso através de uma investigação social realizada por um assistente social em cada caso e a critério para entender se o requerente está insatisfeito ou não.

Em todos os casos em que o requerente é pessoa com deficiência é realizado avaliação social com base na Portaria Conjunta

Nesta APS temos aplicado o critério econômico conforme descrito na Lei

Com base no critério econômico (exclusivamente quanto ao idoso) e/ou na constatação ou falta de incapacidade ao trabalho (quanto ao

O INSS não utiliza-se somente da renda per capta para o deferimento ou indeferimento, existindo outros elementos como requisito

97 define claramente critérios sociais justos, adequados e capazes de conceder assistência social aos necessitados, cabendo atualmente ao Judiciário o controle judicial desta política pública. Um dia li uma frase, de autor desconhecido, que retrata a situação atual dessa política pública que agora está sendo analisada: “No Brasil temos políticas públicas para os pobres, portanto temos políticas públicas pobres”. Assim, quando se utiliza o termo “política pública para os pobres”, resume-se o real alcance do BPC, ou seja, famílias que permanecem em estado de risco social, ou seja, que a política pública não consegue gerar.

Ao utilizar o termo “má política pública”, isso nos leva a pensar na questão dos custos de reconhecimento, implementação e manutenção do referido benefício, uma vez que o legislador não pensou na sua eficiência e implementação ao regulamentar a referida política pública, que hoje onera demais o Estado, e esse valor poderia ser utilizado em outras políticas públicas.

Referências

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Seus objetivos são: institucional: produção de Monografia para a obtenção do Título de Bacharel em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí, UNIVALI; geral: estudar os diversos