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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA - UEFS

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Academic year: 2023

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There is still little of the condition of women from the study of their presence at the carnival. In this context, a brief analysis of the practices of "Cão", circulation spaces, identities and tensions related to these representatives of festive religious images in Amargosa is introduced.

Os descaminhos e os caminhos da pesquisa 17

Representações e Identidades 28

A "Região Amargosa", tal como concebida por Milton Santos, constituía a área de influência econômica do município. Eco Amargoense” e “Cidade de Amargosa”, que se encontram na Biblioteca Nacional; e microfilmes de edições de "A Evolução", "O Popular" e "Echo Amargoense", localizados no Arquivo Público da Bahia (APB).

As Festas Santas 53

Os Mandús, as Caretas, os Dominós e o “Cão” só saíam em dias de Carnaval. A estética “Cachorro” é expressa em poucas palavras, mas com algumas variações, na descrição acima. Todas essas características do “Cão” serviam para desencadear brincadeiras nos dias de carnaval.

O desfile do “Cão” era uma prática festiva tradicional entre os negros pobres da cidade de Amargosa. Estas associações e muitas outras relacionadas com os que saíram do “Cão” mostram o quanto foram estigmatizados. Cachorro”, outros se referem a dois, ainda há quem se refira a um bando de “Cães”.

A questão é que o Grupo “Cachorro” nunca apresentou uma estrutura convencional com hierarquias bem definidas. Os “cachorros” de Amargosa, com o objetivo de brincar com os medos das pessoas, criaram o riso cômico popular. Mais uma vez a narrativa aponta para o fato de os “Cães” direcionarem suas relações com as crianças “problemáticas”.

No período do carnaval, foram os ‘Cães’ que seguraram o laço e foram temporariamente responsáveis ​​pelas ameaças apocalípticas.

Pranchas, Cordões e Blocos 57

Os Bailes da Quinze, da Lira e do Alvorada Tenis Club 83

Apesar de dois dos bailes “muito famosos” terem sido organizados e realizados nas sedes de duas orquestras filarmónicas, sabe-se que ao som do “Clube Carnaval”. A partir da década de cinquenta do século XX foram encontradas fontes sobre bailes de carnaval organizados por associações, filarmónicas e clubes locais. Era muito bonita no sentido de que do ponto de vista da elite tinha glamour, as mulheres mais bonitas da cidade, as roupas mais exóticas da cidade, enfim, era um pouco como a cidade de Amargosa.203 .

Graças à boa vontade e ao espírito alegre do jovem presidente da Câmara Municipal de Amargosa e à compreensão de destacados membros do Legislativo, contando também com a cooperação dos clubes e do comércio local, foi criada uma comissão denominada “Organização das Festas de Carnaval de Amargosa” (OFCA ) foi estabelecido. criada para auxiliar financeiramente e fiscalizar o CARNAVAL DE RUA, liderar o projeto de Blocos, Batucadas, Tábuas, incluindo decoração de ruas. A organização "Organizadora dos Festejos Carnavalescos de Amargosa" (OFCA), fundada em 1966, tinha como objetivo controlar o "CARNAVAL DE RUA", razão pela qual aparece em negrito no panfleto Alvorada. Nessa época também foi concluído o ramal ferroviário da cidade.207 Em relação à questão da gestão e controle do “carnaval de rua”, veremos mais adiante que, por exemplo, as Batucadas eram estruturas bastante organizadas e que sua os líderes eram membros da própria comunidade, o que mobilizou fortemente a celebração do carnaval.

O Lança Perfume 93

Como uma fera, eu ficava com o zói aberto e olhava rostos, sabe, rostos, tchau, lança-perfume. A advogada lembra de uma das situações de sua infância, quando rostos jogavam perfume em seus olhos. A segunda foto (fig. 27), que não difere muito da primeira, mostra uma jovem, também fantasiada e também segurando um frasco de perfume nas mãos.

O Carnaval era nas feiras, principalmente à tarde, estava cheio de gente de todas as classes sociais, confetes, serpentinas, lança-perfumes, tanto que dava para sentir o cheiro do perfume da Rua do Fogo (eu não era viciado em respirar em).214 . Foram muitos os blocos e até bailes infantis onde era permitido o uso de lança-perfume, como se pode verificar em muitas das fotografias a que tivemos acesso. Embora o decreto do então presidente Jânio Quadros desde 1961 proibisse “a fabricação, o comércio e o uso de dispensadores de perfume em território nacional”217, a restrição só aparece pela primeira vez no folheto do Alvorada Tênis Clube no ano de 1966.

A Infância Perfumada 98

Como já visto, muitos destes blocos eram organizados entre famílias e/ou vizinhos, e estas eram as condições para as crianças desfilarem: estarem acompanhadas pelas mães, tias, primas ou mulheres mais velhas que eram responsáveis ​​pelas meninas. É bastante recorrente nas fotografias, se observado detalhadamente, você pode perceber em muitas das fotografias já apresentadas de crianças usando lançadores de perfume. Porém, o uso foi no ar e as crianças, apesar de provavelmente inalarem indiretamente, não inalaram o perfume repelente.

O próximo capítulo verá algumas divisões entre crianças, que serão entendidas como fronteiras raciais, além de fronteiras de classe e de género. Porém, a concepção de infância que permeou os locais carnavalescos onde as crianças viviam não compreendia as políticas governamentais para elas na comunidade. Por exemplo, Milton Santos destacou em 1963 “a altíssima taxa de mortalidade infantil em toda a região, que em Diógenes Sampaio era de 400 por mil, [..]”223 Todas as crianças brincavam e se divertiam, mas não em grande escala . maneira igual.

O “Trio paralítico” 103

As duas orquestras permaneceram ao longo da década de 1960 e início de 1970, compartilhando uma sonoridade carnavalesca com o Trio Elétrico. As duas fotos capturaram o mesmo momento, mas revelaram ângulos diferentes desse trio elétrico na “Praça do Cristo”. Embora a fotografia esteja associada ao final da década de 1970, a colaboração das pessoas em torno do Trio electronica foi constante ao longo da década.

Se em 1968 o Trio Elétrico era considerado “famoso”, em 1971 recebeu outro adjetivo, que passou a ser “tradicional”. Apesar de comumente divulgado nos panfletos do Alvorada Tênis Clube como parte integrante do "carnaval de rua", a presença do Trio Elétrico em Amargosa limitou-se ao círculo central da festa, composto pela "Praça do Bosque", "Jardim da Igreja”. " e . Trio Elétrico inauguram outra dimensão do "Carnaval de Rua", um carnaval de rua que centraliza práticas antes intensas em bairros, ruas, vielas e becos.

As Batucadas ou Escolas de Samba? 108

A Escola de Samba “Os Inocentes” desfilou durante três carnavais e exigiu melhorias para o bairro de São Roque (Rua do Paraíso, Rua Nova, Rua Quinze, Rua de Palha, Rua dos Artistas, Rua da Linha, Beco do Fuxico e parte de Catiara) de onde surgiu. Eram mulheres de destaque na comunidade, chamadas Janete, Ana e Gisele, que lideraram a organização da Escola de Samba “Os Inocentes”. Um dos maiores apoiadores das Batucadas, que financiou as escolas de samba, foi João Ângelo.

Outro defensor mencionou novos elementos relacionados ao problema da distinção entre as Batucadas e as escolas de Samba. A confecção das escolas de samba de Amargosa foi financiada pela prefeitura e pela loja, bem como a substituição de instrumentos artesanais por industriais. O espetáculo referido pelo advogado foi o desfile da “Escola de Samba”, que acompanhou o círculo central da festa.

O Baile da Gordura e o Sereno 122

“Baile da Fatdura” porque se realiza no Barracão de Farinha e porque o seu público é constituído maioritariamente por trabalhadores domésticos, produtores de gordura, catadores de café ou tabaco, lavadeiras, feirantes, todos homogeneizados e associados à condição de. Os públicos do Baile da Gordura, Sereno, Batucadas, Grupo dos “Cão”, Bloco do Casamento e Grupo das Almas eram muitas vezes os mesmos. A primeira também foi chamada depreciativamente por alguns entrevistados de “Galinha Verde” Ballen, Ballen com participação de “mulé solta na vida267”.

Além do Baile Gordo e do costume Sereno, as classes populares organizavam um baile na Câmara Municipal, que, como ainda se encontra, ocupava o antigo prédio do Instituto Fumo, localizado no entorno do Jardim da Igreja. Os espaços onde ficavam o Bola Gorda e o Baile do vencedor do concurso Batucadas formavam a paisagem urbana de casas, vestígios do apogeu do café do passado. Usarei o pseudônimo “Dona” quando me referir à senhora que, segundo os entrevistados, organizou os blocos Almas e Casamento, e também foi uma das organizadoras do “Baile da Gordura”.

Lá Vem os “Cão”... De Rabo, Chifre e Laço 130

A maior parte das pessoas que desfilaram no "Cão" vem dos bairros de São Roque e Catiara, que são muito frequentados. A memória mais antiga da existência do “Cão” data da década de 1930293, altura em que ainda vigoravam na cidade as práticas do Entrudo. Os “Cães” percorriam as ruas, por toda a cidade, sem precisar ser anunciados ou ter horário.

A prática do "Cão" repetiu-se na Bahia nas cidades de Brejões, Nova Itarana, Jequié, Jiquiriçá, Muritiba e Jacobina. Vale demonstrar como a prática dos “Cães” está ligada às representações do diabo, num jogo circular contínuo que configura os “Cães”. Nesse aspecto, “Cão” derrubou um conceito de entretenimento fortemente ligado à política de centralização, organização e controle dos carnavais.

Os “Cão” e as Almas 141

Mas as representações traçadas ao longo do caminho das “Almas” e dos “Cães” e as relações de poder culturalmente estabelecidas estavam ligadas à própria constituição do imaginário cristão católico. A construção destes imaginários de mulheres associados às culturas cristãs contribuiu, em certa medida, para a apresentação do suposto domínio dos “Cães” de Amargosa sobre as “Almas”. Mas os grupos “Almas” e “Cães” não existiram de propósito, a relação entre eles se estabeleceu de forma espontânea e seus espaços eram diferentes no início.

Nas circunstâncias da narrativa, só havia uma maneira de se livrar dos “cães”, não pagar pela sua salvação, mas suborná-lo para que não fosse condenado. 340 Alguns dos “Cães” carregavam debaixo das axilas um livro onde deveriam estar escritos os nomes daqueles que irão para o inferno. O imaginário que sustenta este rito de passagem do “Cão” evidencia as relações de poder existentes no conflito pela salvação das “Almas” e também a proximidade entre o Carnaval e o calendário cristão.

Os “Cão” e a pedagogia do medo 149

Quando os meninos atrapalhavam demais, eles [os “Cães”] ficavam muito bravos, às vezes até agarrando o pé, onde quer que ele pegasse. Nos bairros mais populares, o “Cão” tinha uma circulação que ultrapassava as vias públicas, integrando-se em espaços privados. E aqueles “Cães” vêm pelo mato, correm atrás da gente, basta derrubar a Irmã [freira] Maria Marta.

Muitos adjetivos depreciativos foram atribuídos às pessoas que saíram do “Cão”: cachaceiros, arruaceiros, arruaceiros e vigaristas são apenas alguns exemplos. Para estabelecer o seu local de prática, o grupo Cão contornou certas regras da sociedade amarsense, como o assédio, a agressão e a perturbação. O ataque do "Cão" a uma barraca de peixe foi imediatamente seguido por uma repressão policial.

Referências

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LISTA DE TABELAS Tabela 1: Estudos in vitro sobre o efeito de plantas contra nematoides gastrintestinais de pequenos ruminantes 21 Tabela 2: Estudos in vivo sobre atividade