NASCIMENTO CESARIANO E RISCO DE EXCESSO DE PESO AOS SEIS ANOS: RESULTADOS DE UMA COORTE. OBJETIVO: Avaliar a associação entre parto cesáreo e excesso de peso aos seis anos no município de Feira de Santana, Bahia.
Objetivo geral
A distância entre eles é muito tênue, não sendo alcançada na prática uma separação clara (SERASSUELO JUNIOR et al., 2005). Essa relação é justificada pela diferença na composição da microbiota intestinal entre crianças nascidas por cesariana e parto vaginal (PENDERS et al., 2006). Devido a esta complexidade, vários estudos documentaram que muitos programas de tratamento da obesidade não atingem os objetivos esperados a longo prazo, tanto em adultos como em crianças e adolescentes (KAYMAN et al. 1990; WOOLEY;.
O terço restante é resultado do crescimento, termogênese e atividade física (GORAN et al. 1995). As revisões da literatura realizadas por Tsukumo et al (2009) e Pistilli e Costa (2010) concluíram que o intestino humano é colonizado por milhões de bactérias que juntas constituem a microbiota intestinal normal. 30 Segundo Tsukumo et al (2009), a microbiota intestinal desempenha um papel importante no funcionamento normal do intestino e na manutenção da saúde do hospedeiro.
Ley et al (2005) também explicaram uma possível ligação entre obesidade e microbiota intestinal alterada em um modelo de roedor (LEY et al, 2005). Estudos de Biasucci et al (2008) e Biasucci et al (2010) mostraram que o tipo de parto pode interferir na colonização intestinal no primeiro trimestre. Dado que existe uma diferenciação na microbiota intestinal de crianças nascidas por cesariana e parto vaginal, Huurre et al (2008) mostraram que o tipo de parto pode influenciar significativamente a função imunológica da criança com o desenvolvimento da microbiota intestinal. bebês..
Tem sido sugerido que o uso desses antibióticos pode influenciar a composição da microbiota intestinal neonatal e assim contribuir para o desenvolvimento da obesidade (HUH et al., 2012).
Sobrepeso/Obesidade na infância
- Definição
- Epidemiologia
- Fatores de risco
- Avaliação do estado nutricional
- Tratamento e Prevenção
A obesidade refere-se ao aumento do peso corporal em relação à altura, comparado a um padrão de peso aceitável ou desejável, que pode resultar do aumento da gordura corporal ou mesmo da massa magra de um indivíduo (GAHTAN et al., 1997). A obesidade é uma doença resultante do armazenamento excessivo de gordura em relação à massa magra do indivíduo (OLIVEIRA et al, 2003; VILLELA et al., 2004).
Parto Cesário
Histórico
Esta cesariana foi uma das primeiras operações conhecidas e relatadas em Roma durante o reinado de Numa Pompilius, 715-672 a.C. Outra explicação para esse nome pode ser dada a partir de duas palavras latinas: caedare (cortar, fazer incisão) e caesareus (nascimento abdominal) (STEPHENSON; O' CONNOR, 2004). Por volta de 1500 há registro de uma cesariana em que a mulher e a criança sobreviveram: um castrador de porcos, angustiado ao ver sua esposa sofrendo durante vários dias em trabalho de parto, abriu seu ventre com os instrumentos que usava nos animais. , retirou a criança e depois suturou a incisão (MALDONADO, 2002).
As cesarianas antes de 1960 eram realizadas apenas quando a mãe estava morrendo, para dar à luz um bebê viável ou para salvar a vida da mãe se o trabalho de parto fosse obstruído. Segundo Stephenson e O'Connor (2004), a cesariana só deve ser realizada nestas quatro indicações: quando o parto é necessário, mas não pode ser induzido; quando o parto representa risco para a criança e para a mãe; quando a distocia fetal e materna contraindica o parto vaginal; e quando uma emergência requer entrega imediata. Como isso está fora dessas indicações, não haveria necessidade de incisão cirúrgica para remover o feto.
Epidemiologia
Eles forneceram evidências de que a composição da microbiota intestinal é diferente em indivíduos magros e obesos, levando a especulações entre a composição microbiana intestinal e o desenvolvimento da obesidade. Deste ponto de vista, os autores enfatizaram através dos estudos analisados que existem alguns mecanismos propostos que tentariam explicar a correlação entre a microbiota intestinal e a obesidade. O primeiro mecanismo consiste no papel da microbiota intestinal na obtenção de energia a partir de polissacarídeos indigeríveis.
Um terceiro mecanismo propõe que a microbiota intestinal pode promover a regulação de genes hospedeiros que modulam a forma como a energia é gasta e armazenada (TSUKUMO et al, 2009; PISTILLI; COSTA, 2010). Para entender essa relação, primeiro é necessário saber como ocorre o desenvolvimento e a composição da microbiota intestinal normal. Diante do exposto, é fundamental ressaltar que a microbiota intestinal pode modificar sua composição durante o desenvolvimento pós-natal, apesar de sua colonização iniciar imediatamente após o nascimento.
Um dos mecanismos que pode estar relacionado a essas diferenciações é a composição da microbiota intestinal (TAGLIABLUE, ELLI, 2013). Na literatura, vários mecanismos têm sido propostos para explicar a associação entre a microbiota intestinal e a obesidade, conforme mostrado a seguir. Posteriormente, em 2006, foi feita uma comparação entre a microbiota intestinal de ratos obesos versus ratos magros, onde foi encontrado um aumento de 50% nas bactérias Firmicutes e uma redução de 50% nas bactérias Bacteroidetes em ratos obesos.
Estas descobertas sugerem que a microbiota intestinal pode afetar ambos os lados da equação do balanço energético, influenciando a aquisição de energia dos alimentos (FIAF) e comprometendo genes que regulam o gasto e armazenamento de energia.
Cesariana e Obesidade: Existe relação?
Microbiota Intestinal: Desenvolvimento e Composição
O ser humano possui numerosos microrganismos em seu intestino, que constituem o que se chama de microbiota, constituída principalmente por bactérias anaeróbias (Bacteroides, Eubacterium, Bifidobacterium, Fusobacterium, Peptostreptococcus, entre outras) (XU; GORDON, 2003; NECANI; 2007; et al, 2009). Soma-se a isso o fato de também ser constituído por bactérias potencialmente patogênicas, que promovem a saúde (TSUKUMO ET AL, 2009; PISTILLI; COSTA, 2010). Assim, a colonização intestinal começa no nascimento, quando o bebé é exposto à microbiota vaginal da mãe, às bactérias fecais e às bactérias ambientais, e é provável que continue para além do período perinatal, pelo menos até aos 12-24 meses de idade, antes de um intestino estável. . forma-se a microbiota (FAVIER et al, 2002; ZOETENDAL et al, 1998).
Em geral, as enterobactérias e as bifidobactérias são os primeiros colonizadores, mas a microbiota intestinal pode ser composta de forma diferente dependendo da dieta do bebê, pois ocorrem mudanças nítidas quando a criança é alimentada com leite materno ou leite processado (MOUNTZOURIS; MCCARTNEY; GIBSON, 2002). Há evidências de que a microbiota é essencial para manter o trato gastrointestinal e a função imunológica dentro dos limites da normalidade (TSUKUMO et al, 2009; PISTILLI; COSTA, 2010). 31 (DIBAISE et al, 2008), sugerindo que os microrganismos intestinais podem desempenhar um papel direto no desenvolvimento da obesidade.
Potencial Papel da Microbiota Intestinal no Desenvolvimento da
Extração adicional de calorias dos alimentos ingeridos
32 30% menor ingestão calórica e maior metabolismo de repouso, o que evidencia um importante papel da microbiota no metabolismo energético desses animais. Turnbaugh et al (2006) caracterizaram ainda o microbioma do intestino distal de camundongos obesos e magros e observaram que camundongos obesos apresentavam maior proporção de Firmicutes intestinais, com redução significativa de Bacteroidetes. Eles também observaram que camundongos obesos têm mais genes que codificam enzimas que decompõem polissacarídeos não digeríveis na dieta, além de mais produtos de fermentação (AGCC) e menos calorias nas fezes, sugerindo que a microbiota nesses animais contribui para extração adicional. de calorias da dieta.
Em pessoas obesas, os mesmos investigadores observaram uma redução de Bacteroidetes em comparação com indivíduos magros. Além disso, quando pacientes obesos perderam peso durante um período de um ano, a proporção de Firmicutes tornou-se a mesma que em indivíduos magros (LEY et al, 2006). Ainda há muitas dúvidas sobre como a microbiota intestinal, por meio da extração extra de calorias, pode interferir no desenvolvimento da obesidade em humanos.
Indução da inflamação crônica de baixo grau
Trata-se de uma coorte prospectiva que buscou avaliar a associação entre o parto cesáreo e o desenvolvimento de excesso de peso aos seis anos de idade no município de Feira de Santana/BA. O principal produto da presente dissertação é o artigo científico “Parto cesáreo e excesso de peso aos seis anos: resultados de uma coorte”, apresentado nas normas da Revista Nutrição Clínica. Avaliar a associação entre parto cesáreo e excesso de peso em seis crianças de 12 anos de uma cidade do Nordeste do Brasil.
Além disso, este estudo fortaleceu o pressuposto teórico de que crianças nascidas por cesariana têm maior probabilidade de desenvolver obesidade na infância do que crianças nascidas por parto vaginal, mesmo após controlar potenciais fatores de confusão (renda familiar e consumo alimentar). Cesariana e risco de obesidade na infância, adolescência e início da idade adulta: evidências de três coortes de nascimento brasileiras. Parto cesáreo e risco de obesidade em crianças pré-escolares: um estudo de coorte prospectivo.
Regulação dos genes do hospedeiro que modulam como a energia e gasta e
Desenho de estudo
Tamanho da amostra e critérios de inclusão
As desvantagens incluem a necessidade de amostras com grande número de indivíduos; monitoramento por longo período de tempo, com vulnerabilidade à perda de acompanhamento e custos elevados (MEDRONHO et al, 2009). Z1-β = o poder do teste, ou seja, a probabilidade de rejeitar H0 (detectar o efeito), quando H0 é falso (o efeito realmente existe). O poder é igual a 1-β onde β é a probabilidade de erro tipo II).
Informações acerca da coleta dos dados
Além do curso mencionado, foram realizados dois treinamentos especiais, o primeiro sobre metodologia de pesquisa, objetivos e abordagem às mães e coleta de dados. A coleta de dados ocorreu em quatro fases: a primeira fase correspondeu a um grupo de mães saudáveis e crianças nascidas em hospitais da cidade de Feira de Santana e. 39 foram acompanhados mensalmente, com inquéritos concluídos ao longo de um período de 180 dias, compreendendo um total de 6 inquéritos (1 concluído no hospital até 72 horas após o nascimento e cinco em visitas domiciliares mensais).
A segunda fase consistiu em pesquisas realizadas aos 24 meses de idade da criança e outra sobre saneamento e habitação. A terceira fase consistiu em informações sobre hábitos de vida e morbidade das crianças de 36 meses e seus pais; e na quarta fase foram coletados dados sobre hábitos de vida e morbidade, incluindo o inquérito nutricional entre crianças com idade média de 72 meses.
Variáveis
O consumo alimentar foi obtido por meio de questionário de frequência alimentar composto por 80 alimentos, divididos nos seguintes grupos alimentares: leite e derivados; óleo e gordura; grãos, pães e tubérculos; legumes, legumes; frutas; leguminosas; 40 Foram avaliadas as seguintes covariáveis: sexo; peso ao nascer (<2.500g, ≥2.500g); duração da amamentação (<12 meses, ≥12 meses); consumo alimentar aos 72 meses (<1935 kcal, ≥1935 kcal); praticar atividade física na escola (sim, não); meio de transporte utilizado para ir à escola (carro, moto, ônibus); ganho excessivo de peso durante a gestação, relatado pela mãe (sim, não); renda familiar (≤2 salários mínimos e ≥2 salários mínimos); escolaridade materna (primária, secundária e superior); excesso de peso da mãe obtido na visita domiciliar aos 72 meses de idade da criança, com cálculo de IMC e trabalho fora de casa.
Análise estatística
Questões éticas
Artigo científico
In the presence of significantly increased rates of CS and obesity, current results 205. Cesarean delivery is associated with an increased risk of obesity in adulthood in a Brazilian birth cohort study1–3. The impact of caesarean section on offspring overweight and obesity: a systematic review and meta-analysis.