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universidade estadual de santa cruz

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Academic year: 2023

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CRESCIMENTO ECONÔMICO E GASTOS COM INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES NO BRASIL: UMA ANÁLISE PARA OS ESTADOS BRASILEIROS. Utilizando a taxa de crescimento do PIB per capita como variável dependente e as despesas em infra-estruturas como variáveis ​​explicativas, foi estimado um modelo de regressão em painel de efeitos fixos.

INTRODUÇÃO

Justificativa da pesquisa

No entanto, exige o fortalecimento da oferta de Infraestrutura para apoiar o escoamento dos produtos destas regiões, de forma a permitir a operação com custos razoáveis ​​e maior eficiência no cumprimento dos prazos. Especificamente, os investimentos em infraestrutura de transporte (objeto desta pesquisa) provaram ser essenciais nas decisões de localização de investimentos das empresas, bem como nas decisões de produção, distribuição e consumo. Dessa forma, o presente trabalho justifica-se por contribuir com as discussões sobre a importância do investimento público em infraestrutura de transportes, para o desenvolvimento econômico dos estados, por meio do aporte de recursos públicos em estruturas de apoio aos serviços de transporte e logística, como incentivo para mais competição por empresas privadas e uma estratégia para reduzir as disparidades entre os estados do país.

O objetivo é investigar a relação entre os gastos públicos em infraestrutura de transportes e as variações na taxa de crescimento do Produto Interno Bruto per capita. Investigar os impactos dos investimentos públicos em aspectos endógenos, como a infraestrutura de transportes, abre caminhos para novas discussões, servindo de apoio para a promoção de políticas públicas, manutenção e expansão de projetos específicos para o setor de transportes. O segundo capítulo introduz o tema da infra-estrutura económica e dos transportes e discute a importância do tema para o crescimento económico.

O terceiro capítulo elenca os aspectos metodológicos da pesquisa, que apresenta o modelo empírico escolhido para analisar a relação entre crescimento econômico e infraestrutura de transportes, ou seja, os aspectos técnicos do modelo de regressão em painel com efeitos fixos, e a base de dados utilizada.

Objetivos

CRESCIMENTO ECONÔMICO E INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES

  • Crescimento econômico e seus determinantes
  • Infraestrutura Econômica
  • Infraestrutura Econômica de Transportes
  • Modelo de Crescimento Endógeno
  • Estudos Correlatos

Para o Brasil, a hipótese de que os gastos públicos em infraestrutura promovem o crescimento econômico foi inicialmente testada por Ferreira (1996), que estimou as elasticidades-renda de longo prazo do estoque de infraestrutura gerado pelo setor público, onde os resultados mostraram uma relação forte e positiva entre gastos públicos com infraestrutura econômica nos setores analisados ​​e o produto de longo prazo para a economia brasileira (BERTUSSI, 2010). Neste modelo, a despesa pública é classificada como investimentos, o que enfatiza a ligação entre as infra-estruturas e o processo de crescimento económico, o que enfatiza uma forte necessidade de participação governamental na intervenção directa na economia, com o objectivo de criar externalidades positivas para produtores e consumidores. . Onde T representa a receita tributária e g os gastos do governo e τ a alíquota média de imposto em relação à renda.

O modelo admite uma correlação positiva e negativa entre a política fiscal e o crescimento, a despesa pública tem efeitos positivos, enquanto os impostos têm um efeito negativo sobre o crescimento económico. Permite-nos inferir que os governos dos países em desenvolvimento alocam mal os gastos públicos em favor dos gastos de capital em detrimento dos gastos correntes. A análise mostrou que nem toda a despesa pública é produtiva, o que destacou as despesas com planeamento urbano e habitação, bem como os custos com pessoal com impacto positivo no PIB per capita dos municípios. habitante.

Este estudo utilizou os gastos no setor dos transportes como única variável explicativa do modelo, enfatizando que o impacto dos gastos públicos no crescimento varia entre os países, de acordo com a sua taxa de crescimento.

METODOLOGIA E BASE DE DADOS

Modelo de regressão com dados em painel

Nesta dissertação, pretendemos contribuir com a literatura empírica a fim de ampliar as análises mencionadas utilizando um modelo de painel com efeitos fixos para os países brasileiros durante o período 1985-2015. β0 refere-se ao parâmetro de intercepto e βk ao coeficiente de inclinação correspondente à k-ésima variável explicativa do modelo. Na matriz, yi e ei são vetores de dimensão (T x 1) e contêm T variáveis ​​dependentes e T erros, respectivamente.

Como resultado, torna-se necessário utilizar meios que tornem o modelo geral mais operacional, utilizando modelos que combinem tanto dados de séries temporais como dados transversais. Em geral, são adotados três modelos: As regressões aparentemente não relacionadas – modelo SUR, e os modelos de efeitos fixos ou aleatórios. Assim, a não rejeição de H0 indica efeitos aleatórios que são consistente e assintoticamente eficientes e efeitos fixos apenas consistentemente.

A rejeição de H0 implica a escolha por EF, uma vez que temos efeitos aleatórios inconsistentes e efeitos fixos consistentes.

Modelo de efeitos fixos

Se os erros estiverem correlacionados, a regressão de mínimos quadrados pode subestimar o erro padrão dos coeficientes. Assim, com base na tabela de significância de Durbin-Watson, o resultado do teste “d” varia de 0 a 4. Como os parâmetros de resposta não variam entre os indivíduos ou ao longo do tempo, todas as diferenças de comportamento entre os indivíduos devem ser capturadas pelo intercepto.

O modelo empírico da pesquisa

1, estes são os valores das despesas totais e específicas em infraestrutura, executadas pelo governo para cada estado no período t-5, representadas pelas despesas com comunicações, energia e transportes, além do nível do PIB per capita em t- 1 Todos os dados apresentados em ln, para reduzir possíveis efeitos de sensibilidade dos dados a observações desiguais (ou extremas) devido ao estreitamento significativo que pode ocorrer na faixa de valores das variáveis ​​(WOOLDRIGDE, 2002). A variável dependente da equação é a taxa média de crescimento do PIB per capita dos estados brasileiros no período de cinco anos anterior à aplicação de recursos públicos. RI – É a renda inicial, o PIB per capita inicial, ou seja, o PIB per capita no período t, que coincide com o período de investimento público.

Examinar a relação entre os gastos públicos em infraestrutura e a taxa média de crescimento do PIB per capita dos estados. per capita, foram utilizadas duas principais fontes de dados: o PIB real de cada estado a preços constantes no ano de 2015, do período de 1985 a 2015, esses dados foram obtidos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e a população residente de cada estado para o período analisado (1985 a 2015), extraído do IBGE. Após coletar dados sobre o produto interno bruto de cada estado e estimar a população para os anos de 1985 a 2015, o PIB per capita desses estados foi per capita calculado, e as taxas de crescimento do PIB per per capita também foi estimado para um período de 5 anos. ano, que foi utilizada como variável dependente no modelo. As despesas totais do governo e dos setores de comunicações, energia e transporte foram extraídas das despesas comprometidas por função para cada estado, de 1986 a 2015.

Buscando demonstrar no modelo os resultados de longo prazo do investimento sobre a taxa média de crescimento do PIB per capita do país, os dados foram projetados para cinco anos, sendo perdidos os primeiros 5 anos da amostra para que a estimativa se concentrasse no período entre 1990 e 2015.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Análise estatística e descritiva dos aspectos de infraestrutura de transporte dos

A partir do ano de 2010 essa tendência é negativa e apresenta queda em relação ao período anterior, com exceção dos estados do Pará, Paraíba e Santa Catarina que, embora tenham apresentado tendência crescente para o período de 2010 a 2015, possuem uma pequena diferença entre os valores do período. Para inverter esta tendência, em 2007 o governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou um programa para investir recursos públicos em infra-estruturas económicas, complementando as contribuições públicas para o sector. Os programas visam a intervenção governamental no planeamento e alocação de recursos públicos numa perspectiva temporal de longo prazo com o objectivo de alcançar taxas de crescimento mais elevadas.

O PIB dos estados brasileiros para os anos de 1985 a 2015 apresentou tendência positiva, desviando-se da utilização de recursos estatais para estruturas de apoio aos transportes, que apresentou diminuição do investimento a partir de 2010, com tendência negativa. Para os estados do Acre e Amazonas, mais de 90% das estradas são classificadas como regulares e péssimas. Esses indicadores refletem a evolução da utilização de recursos por esses estados nos anos de 2010 a 2015, que é negativa.

Esses índices aumentam ainda mais as disparidades entre os países, inviabilizando fundos de desenvolvimento sustentável para países com oportunidades limitadas (CNT, 2017).

Tabela 2  - Relação entre gastos em transporte e o PIB dos estados brasileiros, para os anos  de  2005, 2010 e 2015
Tabela 2 - Relação entre gastos em transporte e o PIB dos estados brasileiros, para os anos de 2005, 2010 e 2015

Análise dos resultados obtidos da estimação do modelo

Os indicadores e fatos apresentados dão uma ideia geral dos dados a serem trabalhados nesta tese e destacam dados que levam a evidenciar a relevância da infraestrutura econômica de transporte e do crescimento do produto interno nos estados brasileiros, tanto quantitativamente quanto qualitativamente. aspectos, resultando na baixa taxa de investimento de capital do setor, o que contribui para o desenvolvimento de barreiras e inconsistências no desenvolvimento econômico dos estados. Em resumo, as outras variáveis ​​que representam investimentos em infra-estruturas económicas no modelo, com excepção das despesas em infra-estruturas energéticas, têm efeitos positivos no crescimento económico. Na análise dos dados da Tabela 4 destaca-se a variável GTR, que corresponde aos gastos com infraestrutura de transportes, sendo a inferência desta variável em relação às demais variáveis ​​de controle utilizadas superior.

Além disso, valida o papel fundamental dos serviços de infra-estruturas num contexto de crescimento económico a longo prazo. Os dados apresentados confirmam a percepção de que a complementação de gastos aplicada aos setores de infraestrutura econômica, especificamente ao setor de transporte e logística, constitui elementos importantes para o alcance de melhor desempenho macroeconômico nos estados. Embora os resultados do modelo devam ser avaliados com cautela, a análise empírica parece confirmar as questões levantadas neste trabalho de que os gastos com infraestrutura de transporte desempenham um papel importante no crescimento econômico dos estados brasileiros.

Por outro lado, a presença de não convergência de renda (indicada pelo sinal positivo do beta em relação ao nível do PIB – inicial per capita) deveria ser melhor.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Gastos públicos com infraestrutura de transporte e crescimento econômico: uma análise para os estados brasileiros. Disponível em: < http://www.cnabrasil.org.br/noticias/agronegocio-contribui-para-queda-da-inflacao-e-geracao-de-empregos-em-2017>, Acesso em: 3 de abril de 2018 Frete transporte no Brasil: Estudo exploratório das principais variáveis ​​relacionadas aos diferentes modais de transporte e suas estruturas de custos.

Progresso tecnológico, crescimento económico e diferenças internacionais nas taxas de crescimento: Uma crítica aos modelos de crescimento neoclássicos. A Lei 8.630/93 e a modernização dos portos no Brasil: um estudo sobre os efeitos da privatização das atividades portuárias no fluxo de cargas conteinerizadas em um porto público organizado de El Salvador.

Imagem

Tabela 1 -  Taxa de variação quinquenal dos Gastos Públicos em Transportes e do PIB dos  estados brasileiros no período de 2000 a 2015
Tabela 2  - Relação entre gastos em transporte e o PIB dos estados brasileiros, para os anos  de  2005, 2010 e 2015
Tabela 3 - Estimativas da equação de influência do gasto público com infraestrutura sobre  o crescimento econômico dos estados brasileiros, no período de 1985 a 2015

Referências

Documentos relacionados

As coletas das ostras foram realizadas a cada bimestre durante o período de um ano junho de 2013 a maio de 2014 na Baía de Camamu nas localidades de Porto Campo e Maraú e no estuário do