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Academic year: 2023

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Exemplos de Salmonella e seus hospedeiros

Aparência da Salmonella nos meios seletivos mais comumente usados

Reações bioquímicas típicas de Salmonella spp

Sorotipos de Salmonella isolados de serpentes

Correlação entre os sorotipos de Salmonella enterica encontrados e a idade e

Padrões de resistência a antibióticos dos sorotipos de Salmonella enterica

Grupos de similaridade gerados a partir da DGGE da região V6-V8 do 16S

INTRODUÇÃO

Objetivos

A SALMONELLA

Morfologia e Taxonomia

Outra variante que impede a sorotipagem de Salmonella é a “Mucoid” que expressa uma cápsula, que também impede a detecção do antígeno O, e que também é indicada no lugar do antígeno O em sua fórmula antigênica (CDC, 2005 ). Os sorotipos de Salmonella podem ser estritamente adaptados a um hospedeiro ou podem ser encontrados em uma ampla gama de espécies animais (Tabela 1) (Baumler, 1998; Campos, 1999).

Importância Epidemiológica

Este sorotipo também é importante porque também causa infecções extraintestinais, muitas vezes fatais (Lírio et al., 1998; Hamada et al., 2003). Os alimentos de origem animal continuam a ser a principal causa de infecções por Salmonella, demonstrando o risco que este alimento representa para a saúde pública se for subconsumido, mal manuseado ou estragado (Lírio et al., 1998).

Figura 1. Prevalência da S. Enteretidis, Typhimurium  e outros sorotipos na Europa de 1998-2003
Figura 1. Prevalência da S. Enteretidis, Typhimurium e outros sorotipos na Europa de 1998-2003

Patogênese da Infecção por Salmonella

Após uma infecção localizada, os patógenos se espalham por todo o corpo, desde o tecido linfóide associado ao intestino, através dos canais linfáticos eferentes e torácicos, até a veia cava (Baumler et al., 2000). De acordo com a patogênese, a salmonelose pode se apresentar de diversas formas, como febre entérica, gastroenterite, septicemia (infecção generalizada), infecções focais e até mesmo estado assintomático (Giannella, 2000; Casadevall; Pirofski, 2000; Baumler et al., 2000). ).

Figura 2. Esquema da infecção por Salmonella por  diferentes  vias  de  administração  (oral,  intraperitoneal e intravenosa)
Figura 2. Esquema da infecção por Salmonella por diferentes vias de administração (oral, intraperitoneal e intravenosa)

Imunidade dos Animais à Salmonella

A Salmonella pode ser transportada pelos ductos linfáticos dos linfonodos locais e migrar para os vasos sanguíneos eferentes, entrando na circulação, causando septicemia, meningite, encefalite e osteomielite, podendo levar à morte (Woodward et al., 1997; Mermin, 2004) ). Tanto a imunidade humoral como a celular parecem proteger contra a infecção por Salmonella, embora a importância de cada uma na proteção do hospedeiro ainda seja controversa (Mastroein, 1993).

Detecção de Salmonella

  • Detecção Microbiológica
    • Identificação Bioquímica
    • Detecção sorológica
  • Detecção Molecular
    • Reação da Polimerase em Cadeia
    • Caracterização Molecular

A pesquisa mostra até que cepas do mesmo sorotipo podem estar relacionadas de maneira distante (Lagatolla et al., 1996). Os primers ST11 e ST15 (Aabo et al., 1993) foram selecionados a partir de uma região específica do cromossomo S, permitindo que o estudo desta região seja utilizado de forma complementar ao 16S rRNA (Christensen et al., 1998). ).

Essas variações têm sido utilizadas na diferenciação de espécies bacterianas e em análises filogenéticas (Leblond-Bourget et al., 1996). A eletroforese em gel de gradiente desnaturante (DGGE) tem sido amplamente utilizada para permitir o estudo filogenético de comunidades microbianas (Muyzer et al., 1993). Uma grande vantagem do DGGE é a possibilidade de comparar múltiplas amostras em um único gel (Davies et al., 2004).

Tabela 2. Aparência da Salmonella nos meios seletivos mais comumente usados
Tabela 2. Aparência da Salmonella nos meios seletivos mais comumente usados

Prevenção da Salmonelose

Por exemplo, foi observada uma baixa prevalência de Salmonella em matadouros com programas de higiene rigorosos (Rheault; Quessy, 1999). Aquários e gaiolas para répteis devem ser devidamente limpos em áreas onde não ocorre preparação de alimentos para consumo humano. Os répteis devem ser confinados nos seus tanques ou gaiolas e não devem ter livre acesso a áreas ocupadas por pessoas, especialmente crianças (Woodward et al. 1997).

Tratamento da Salmonelose

  • Sensibilidade a Antibióticos

Desenvolvimentos recentes na caracterização molecular dos mecanismos de resistência aos antibióticos destacam a existência de estruturas genéticas, chamadas integrons, envolvidas na aquisição de genes de resistência. Os integrons promovem a captura de um ou mais conjuntos de genes com o mesmo sítio de ligação, formando “clusters” (grupos) compostos por genes de resistência a antibióticos. Esses genes de resistência a medicamentos são transferidos entre espécies de Salmonella, juntamente com integrans de classe 1 presentes em transposons e plasmídeos conjugativos.

Sob condições intestinais, o material genético que causa resistência aos antibióticos é facilmente transferido entre enterobactérias (Blake et al., 2003). No mesmo ano, foi encontrada resistência a oito antibióticos diferentes em cepas isoladas de lagartos, ampicilina, canamicina, sulfametoxazol, tetraciclina, trimetoprim/sulfametoxazol, estreptomicina e ácido nalidíxico (Headrick et al., 2001). A prevalência de resistência adquirida por cepas isoladas de répteis é baixa, mas o aumento do contato desses animais com humanos tem contribuído para aumentar essa taxa (Pasmans et al., 2005).

Salmonella em Répteis

  • O Teiú

Estima-se que nos Estados Unidos e no Canadá, 3 a 5% de todos os casos de salmonelose estão associados ao contacto com animais exóticos (Headrick et al., 2001; Geue; Löschner, 2003). Embora a Salmonella faça parte da microbiota normal dos répteis, um estudo estimou que um terço dos répteis morrem de complicações desta doença (Weil et al., 2001). Um réptil pode ser negativo em um teste, mas positivo em um teste subsequente (Weil et al., 2001;).

A carne de répteis utilizada para consumo humano também representa um risco para a saúde pública (Weil et al., 1995; Gonzáles et al., 1999). Houve relatos de contaminação da carne de crocodilo, que é utilizada para consumo humano, por Salmonella na Austrália (Weil et al., 1995). Onívoro, inclui em sua dieta animais mortos, frutas, caramujos, insetos e pequenos vertebrados (Fitzgerald et al., 1991).

MATERIAL E MÉTODOS

  • Amostragem
  • Cultivo e Identificação da Salmonella
  • Teste de Sensibilidade a Antibióticos
  • Análise Estatística
  • Reação da Polimerase em Cadeia (PCR)
    • Extração do DNA
    • Iniciadores
    • Amplificação
    • Eletroforese em Gel com Gradiente Desnaturante (DGGE)

Aqui sugerimos fortemente a ocorrência de variação geográfica na distribuição dos sorotipos de Salmonella spp (Gutiérrez-Cogco et al., 2000). Aplicação por PCR da sequência do gene fimA de Salmonella Typhimurium, método específico para detecção de Salmonella spp. Um estudo da prevalência e contagem de Salmonella enterica em bovinos e em carcaças durante o processamento.

Detection of Salmonella in food samples by the combination of immunomagnetic separation and PCR test. Amplification of an invA gene sequence from Salmonella Typhimurium by polymerase chain reaction as a specific detection method for the detection of Salmonella. Isolation and characterization of a Salmonella enterica serotype Typhi variant and its clinical and public health implications.

Figura  9.  Realização  da  coleta  da  amostra  utilizando swab estéril.
Figura 9. Realização da coleta da amostra utilizando swab estéril.

RESULTADOS E DISCUSSÂO

Análise Bacteriológica

Na primeira análise para detecção de Salmonella em tegus, 86,67% das amostras analisadas foram consideradas positivas para Salmonella enterica subsp. enterica, que discorda de Brenner et al., 2000) que descreveu que a subespécie enterica é comumente encontrada em animais de sangue quente e que as outras subespécies são encontradas em animais de sangue frio, como os répteis. Todas as baias tinham pelo menos um animal positivo e todos os animais negativos estavam em baias diferentes (Tabela 4). Mesmo com a introdução da limpeza semanal dos currais, 81,48% foram avaliados como positivos para Salmonella enterica e os quatro animais foram negativos. As primeiras análises foram consideradas positivas, enquanto outras cinco foram negativas, consistentes com o estudo de Weil et al., 1995), que constatou que a Salmonella não é liberada em todas as coleções fecais, apesar de colonizar normalmente o trato intestinal desses animais, levando a um grande número de diagnósticos falsos negativos e mascarando a verdadeira prevalência de Salmonella nestes animais.

Pode-se portanto concluir que 100% dos tegus analisados ​​são portadores desta bactéria, pois foram isolados de todos os animais num curto período de tempo. Embora a limpeza semanal das baias não tenha surtido o efeito esperado, esta prática não deve ser descartada, pois pode reduzir o risco de infecção nos criadores.

Tabela  5.  Correlação  entre  os  sorotipos  de  Salmonella  enterica  encontrados  e  a  idade e baias dos animais analisados
Tabela 5. Correlação entre os sorotipos de Salmonella enterica encontrados e a idade e baias dos animais analisados

Sorotipagem

Às vezes, mais de um sorotipo pode ser encontrado simultaneamente no mesmo animal (Corrente et al., 2004; Pasmans et al.; 2005). Muitos deles são chamados de raros ou exóticos. A maioria dos sorotipos de Salmonella isolados de répteis associados à salmonelose humana pertencem à subespécie entérica (Headrick et al., 2001; Olsen et al., 2001; Laidlaw, 2003). Os sorotipos Rubislaw e Carrau foram isolados de cães da região de Ilhéus (Maciel et al., 2004), indicando que esses sorotipos devem ser endêmicos desta região.

O Panamá também foi descrito como causa de infecções humanas associadas a répteis (Weil et al., 1995; Olsen et al., 2001; Geue; Löschner, 2002). Os alimentos de origem animal são uma das principais causas de casos de salmonelose em humanos, incluindo ovos, carnes e subprodutos (Lírio et al., 1998). A carne de diversas espécies de répteis é utilizada para consumo humano, o que, se não for devidamente manuseado e processado, representa um grande risco à saúde pública (Weil et al., 1995; Gonzales et al., 1999).

Figura  14  -  Prevalência dos Sorotipos de  Salmonella  enterica  encontrados nos 26  animais positivos da 1° análise
Figura 14 - Prevalência dos Sorotipos de Salmonella enterica encontrados nos 26 animais positivos da 1° análise

Antibiograma

Os lactentes foram os únicos a apresentar resistência ao cloranfenicol (Tabela 5). 2005) identificaram dois sorotipos isolados de répteis resistentes à Nitrofurantoína e dois isolados de humanos, um resistente à Ampicilina e Espectiomicina e outro à Sulfonamida. Eles também relataram que há uma tendência de isolados de humanos apresentarem maior resistência a antibióticos do que isolados de répteis. Assim, uma possível causa do alto índice de resistência encontrado nos isolados de teiú é a pressão antrópica que estes animais sofrem em cativeiro.

Esses resultados sugerem que genes de resistência a antibióticos estão sendo transferidos lateralmente entre cepas, o que representa informação importante sobre a variabilidade genética entre microrganismos do mesmo sorotipo e a importância da realização de antibiograma para direcionamento específico de tratamentos. Além disso, concordam com Blake et al. 2003) que relataram a transferência de genes de resistência entre enterobactérias em condições intestinais e com Hamada et al. A única forma de limitar a transmissão de características de resistência é reduzir a prevalência de bactérias resistentes e, mais directamente, controlar a prescrição e utilização de antibióticos.

Tabela 6. Padrões de resistência a antibióticos dos sorotipos de Salmonella enterica  isoladas de 30 teiús
Tabela 6. Padrões de resistência a antibióticos dos sorotipos de Salmonella enterica isoladas de 30 teiús

Caracterização Molecular

Seu uso permitiu identificar microrganismos que não podem ser cultivados ou mesmo variações presentes entre organismos da mesma espécie (Muyzer et al. 1993). O DGGE apresentou boa resolução utilizando o protocolo de Sigler et al. 2004) que identificou o tempo de 5 horas a 200 V como o melhor tempo para melhor separação das bandas no gel. O DGGE mostrou pouca eficiência na separação das bandas do produto de PCR geradas pelos três pares de primers.

Apesar da baixa eficiência na separação de cepas de Salmonella, vários pesquisadores demonstraram a capacidade do DGGE em diferenciar bactérias nos mais diversos ecossistemas. 2005) descreveram a capacidade do PCR-DGGE em identificar bactérias lácticas e micoplasmas, respectivamente, através da amplificação da região V3 do 16S rDNA. 2003) foram capazes de identificar membros do gênero Bacillus em nível. de espécies e Cocolin et al. 2002) diferenciou diversas espécies de Listeria em nível de sorotipo. A região ITS do rDNA tem sido utilizada em conjunto com DGGE como uma opção para diferenciar microrganismos em nível de subespécie e sorotipo, pois esta região possui sequências conservadas e hipervariáveis ​​(Leblond-Bourget et al identificaram a grande diversidade intraespecífica de E. Assim, fragmentos obtidos de espécies diferentes com sequências diferentes podem migrar de forma semelhante, assumindo a mesma posição no gel (Muyzer et al., 1993; McAuliffe et al., 2005).

Figura  15.  Eletroforese  em  gel  de  agarose  dos  produtos  da  PCR  das  amostras  dos  teiús  e  serpentes,  (A)  utilizando  os  iniciadores   ST11GC-ST15 (469 pb) ; (B) iniciadores F357GC-R518 (200 pb) e (C) iniciadores  F984GC-R1378  (473  pb);  1
Figura 15. Eletroforese em gel de agarose dos produtos da PCR das amostras dos teiús e serpentes, (A) utilizando os iniciadores ST11GC-ST15 (469 pb) ; (B) iniciadores F357GC-R518 (200 pb) e (C) iniciadores F984GC-R1378 (473 pb); 1

CONCLUSÕES

Detection of Salmonella and Campylobacter: a review of cultural and rapid methods for the detection of Salmonella and Campylobacter on poultry. Diversity of Salmonella strains isolated from the aquatic environment as determined by serotyping and amplification of the ribosomal DNA spacer regions. A comparison of various enrichment broths and plating media for the isolation of Salmonella from poultry feces and poultry food products.

Differentiation of Salmonella serovar Infantis isolates from human and animal sources by fingerprinting the IS200 and 16S rrn loci. Studies on the pathogenesis of Salmonella typhimurium and Salmonella chloeraesuis var kunzendorf infection in weaned pigs. An outbreak of Salmonella typhimurium DT104 in cattle and humans with chromosomally integrated multidrug resistance.

Imagem

Figura 1. Prevalência da S. Enteretidis, Typhimurium  e outros sorotipos na Europa de 1998-2003
Figura 2. Esquema da infecção por Salmonella por  diferentes  vias  de  administração  (oral,  intraperitoneal e intravenosa)
Figura  3.  Invasão  da  mucosa  intestinal  pela  Salmonella  (setas  pretas).  Notar  a  destruição  da  mucosa  após  a  invasão  (setas  vermelhas)
Tabela 2. Aparência da Salmonella nos meios seletivos mais comumente usados
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Referências

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