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Academic year: 2023

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ESTUDO COMPARATIVO DA FAUNA ORIBATIDA ASSOCIADA ÀS FOLHAS DE PALMEIRA (ARECACEAE) DOS ESTADOS DE E. ESTUDO COMPARATIVO DA FAUNA ORIBATIDA ASSOCIADA ÀS FOLHAS DE PALMEIRA NOS ESTADOS DA BAHIA. Os ácaros oribatídeos habitam principalmente o solo e a serapilheira, estando entre os grupos mais abundantes e diversos de artrópodes do solo (NORTON; BEHAN-PELLETIER, 2009; TRAVÉ et al., 1996).

Os ácaros oribatídeos apresentam os seguintes estágios de desenvolvimento: pré-larva (ainda no ovo), larva (hexápode), protoninfa, deutoninfa, tritoninfa e polvo adulto (fêmea ou macho).

Classificação

Biologia de Oribatida

Os ácaros oribatídeos apresentam os seguintes estágios de desenvolvimento: pré-larva (inativa, que sofre a primeira muda ainda dentro do ovo), larva (com três pares de patas e falta de abertura genital), três ninfas (protoninfa, deutoninfa e tritoninfa, já com quatro pares de pernas e abertura genital) e adulto (feminino ou masculino) (NORTON; BEHAN-PELLETIER, 2009; PÉREZ-IÑIGO, 1993; TRAVÉ et al., 1996; VÁZQUEZ, 1999). A fecundação geralmente ocorre de forma indireta, via espermatóforos, que os machos depositam no substrato, normalmente na ausência das fêmeas, e que são posteriormente coletados por estas últimas (TRAVÉ et al., 1996). Embora a fecundação geralmente ocorra sem contato entre homem e mulher, há, no entanto, registros de alguns casos de rituais sexuais e fecundação direta (NORTON; BEHAN-PELLETIER, 2009).

Morfologia de Oribatida

O prodorso comumente se estende anteriormente em forma de projeção, o teto rostral, que recobre as quelíceras, geralmente quelato-dentadas e recobertas ventralmente por rutelas, localizadas no subcapítulo juntamente com os palpos. Comuns no prodorso são as lamelas (que podem apresentar ponta – extremidade anterior em forma de ponta saliente), translamelas (ligando as lamelas), sublamelas (laterais abaixo das lamelas) e tutoria (OLIVEIRA, 2011). Alguns grupos de Oribatida apresentam um par de estruturas em forma de asa na região anterolateral do idiossoma, que são chamadas de pteromorfos e podem ser móveis ou imóveis (OLIVEIRA, 2011; PÉREZ-IÑIGO, 1993).

Nos ácaros oribatídeos mais esclerotizados, as aberturas genital e anal são dotadas, cada uma, de um par de placas móveis chamadas válvulas, que carregam um número variável de dardos.

Figura  1  –   Esquemas  representativos  das  estruturas  morfológicas  de  ácaros  oribatídeos  Brachypylina generalizados
Figura 1 – Esquemas representativos das estruturas morfológicas de ácaros oribatídeos Brachypylina generalizados

O gênero Licneremaeus

Em alguns grupos, as áreas porosas podem estar ausentes ou invaginadas, criando estruturas denominadas sáculas (PÉREZ-IÑIGO, 1993). Grandjean (1931), argumentando sobre a heterogeneidade de Licneremaeus "sensu" Paoli (1908), reclassificou as espécies originalmente alocadas ao gênero em Licneremaeus "sensu stricto", Licnodamaeus e Licnobelba (este último descrito como um novo gênero), mantendo apenas o tipo. espécie, L. Licneremaeus antillensis Mahunka, 1985 de madeira decomposta, serapilheira, casca de árvore, solo e húmus das Antilhas, foi considerada sinônimo Jr.

Quanto ao conhecimento do gênero no Brasil, diversos dados sobre Licneremaeus foram publicados em solo, serapilheira, cascas de árvores, epífitas e líquenes, entre outros.

Estudos sobre ácaros oribatídeos no Brasil

O maior número de espécies/morfoespécies registradas em São Paulo provavelmente refletiu o fato das amostras terem sido coletadas em áreas naturais (Mata Atlântica e Floresta Estacional Semidecídua). ORIBATIDMIDAS (ACARI: ORIBATIDA) ASSOCIADAS A PALMEIRAS (ARECACEAE) NOS ESTADOS DA BAHIA, RORAIMA E SÃO. Os objetivos deste estudo foram: apresentar uma lista de famílias, gêneros e espécies de Oribatida em folhas de palmeiras nos estados da Bahia, Roraima e São Paulo, fornecer uma chave para ajudar na identificação dos gêneros registrados e apresentar uma análise de ocorrência dos táxons mais comuns identificados.

The highest number of species/morphospecies recorded in São Paulo probably reflected the fact that samples were collected from natural areas (Atlantic forest and semi-deciduous seasonal forest).

Introdução

Material e Métodos

  • Origem das amostras
  • Coleta e preparação dos ácaros para identificação
  • Identificações
  • Apresentação dos resultados

Sob estereomicroscópio, os ácaros de cada amostra foram transferidos através de uma pequena alça de cobre (OLIVEIRA, 2011) para uma gota de meio de Hoyer (MORAES; FLECHTMANN, 2008) depositada no centro de uma lamela de 24 x 32 mm. Para identificação de famílias, gêneros e espécies foram utilizadas as chaves Balogh e Balogh, complementadas por descrições originais ou redescrições de espécies. Uma chave dicotômica para auxiliar na identificação dos gêneros identificados na obra foi produzida a partir da chave modificada de Balogh e Balogh (1992).

Nas placas foram incluídas ilustrações representativas de cada gênero, adaptadas de Balogh e Balogh ou das descrições originais, a fim de facilitar a compreensão das características mencionadas na chave.

Tabela  1  -  Espécies  de  palmeiras  (Arecaceae)  em  que  foram  coletadas  amostras  de  folíolos  para extração de oribatídeos nos estados da Bahia, Roraima e São Paulo
Tabela 1 - Espécies de palmeiras (Arecaceae) em que foram coletadas amostras de folíolos para extração de oribatídeos nos estados da Bahia, Roraima e São Paulo

Resultados e Discussão

Resultado das identificações

Registros do gênero publicados no Brasil: em ramos de Araucaria angustifolia e solo nos estados de Santa Catarina e São Paulo (PÉREZ-IÑIGO; PÉREZ-IÑIGO JUNIOR, 1993; PÉREZ-IÑIGO; BAGGIO, 1988). Registros do gênero publicados no Brasil: em solo, casca de árvores, epífitas, líquenes, ramos de Araucaria angustifolia e folhas de Lantana sp., Helicteres sp., Alchornea glandulosa, Luehea speciosa e Bauhinia rufa nos estados de Mato Grosso, Pará, Santa Catarina e São Paulo (DEMITE et al., 2009; FRANKLIN et al., 2006; PÉREZ-IÑIGO; PÉREZ-IÑIGO JUNIOR, 1993; FERES et al., 2005). Registros do gênero publicados no Brasil: em solo, serapilheira, folhas de Astrocaryum aculeatissimum, epífitas, cascas e líquenes nos estados do Amazonas e São Paulo (FRANKLIN et al., 2006; OLIVEIRA et al., 2005).

Registros do gênero publicados no Brasil: em solo, serapilheira, cascas de árvores, epífitas e líquenes, além de outros substratos não relatados, nos estados do Amazonas, Pará e São Paulo (ADIS et al., 2009; FRANKLIN et al. PÉREZ -IÑIGO; BAGGIO, 1989). Registros do gênero publicados no Brasil: em solo, serapilheira, musgos, cascas de árvores, epífitas, líquenes e “sacos de lixo” contendo folhas de Vismia sp. Registros do gênero publicados no Brasil: em solo, casca e frutos de Campomanesia pubescens e casca de Geonoma brevispatha no estado de São Paulo (OLIVEIRA et al., 2005; PÉREZ-IÑIGO; BAGGIO, 1994).

Registros do gênero publicados no Brasil: em folhas de Duguetia furfuraceae e Myrtaceae no estado de Mato Grosso (DEMITE et al., 2009). Registros do gênero publicados no Brasil: em serapilheira e folhas de Duguetia furfuraceae, Myrtaceae e Byrsonima sp. Registros do gênero publicados no Brasil: em solo, serapilheira, epífitas, cascas de árvores e líquenes nos estados do Amazonas e Roraima (FRANKLIN et al. 2006).

Registros do gênero publicados no Brasil: em serapilheira, solo e folhas de Lantana sp., Luehea speciosa, Piper sp. Registros do gênero publicados no Brasil: em solo, serapilheira, parcelas (solo) sob Arachis pintoi, caule de Astrocaryum aculeatissimum, Bactris setosa, Campomanesia pubescens e Euterpe edulis, brotos terminais de Syagrus romazoffiana, brotos terminais, folhas e frutos de Attalea dubia , folhas de soja, Copaifera langsdorfii, Hymenaea sp.

Chave para auxiliar na identificação dos gêneros registrados neste trabalho, baseada

Pteromorfo presente, móvel, em formato de orelha, estendendo-se posteriormente além de sua articulação com o notogaster. Pteromorfos, se presentes, móveis ou imóveis, nunca superformados, não se estendendo posteriormente além de sua articulação com o notogaster. As cerdas notogástricas nunca são folhosas ou plumosas, às vezes ausentes, representadas apenas por alvéolos.

Figura  2  –   A – B.  Trimalaconothrus  platyrhinus  Hammer;  1962.  C – D.  Camisia  segnis  (Hermann,  1804)
Figura 2 – A – B. Trimalaconothrus platyrhinus Hammer; 1962. C – D. Camisia segnis (Hermann, 1804)

Considerações gerais sobre os táxons identificados

Apesar dos registros de ninhada de Behan-Pelletier (1998), a presença de ácaros na ninhada pode ser devida à queda de amostras de folhas de grama e é provavelmente P. Scheloribates praeincisus, que também é comum neste estudo. uma das espécies de Oribatida mais comuns em climas tropicais e subtropicais (SUBÍAS, 2004). Embora até o momento apenas registros tenham sido publicados nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e São Paulo, a espécie foi mais comum em solos agrícolas no Brasil (Oliveira - dados não publicados), sendo registrada tanto na serapilheira quanto nas folhas e outros habitats vegetais (OLIVEIRA et al., 2005; PAVEZI et al., 2010; VIVAN et al., 2011).

Entre os gêneros mais frequentes e/ou abundantes nas folhas das palmeiras, Phauloppia foi o único sem registros publicados no Brasil, mas é provável que haja uma preferência por espécies brasileiras por habitats vegetais, pois Oliveira (2004) registrou exclusivamente quatro morfoespécies em folhas e caules de palmeiras. Por outro lado, registros publicados de Arthrovertex, Hemileius, Oribatula, Schapheremaeus e Scheloribates no Brasil indicam que espécies de todos esses gêneros podem ser encontradas tanto em habitats vegetais (caule e folha) quanto em habitats edáficos (folha e solo) no país (ADIS ) a al., 2009; BADEJO et al., 2002; DEMITE et al., 2009; FLECTMANN, 1966; FERES et al., 2005; Apenas oito espécies puderam ser identificadas pelo nome, representando apenas 1% do total de espécies/morfoespécies registradas.

O grande número de morfoespécies e gêneros não identificados no presente estudo indica a grande diversidade de Oribatida associada a folhas de palmeira no Brasil. O gênero cosmopolita Licneremaeus Paoli, 1908, possui dezesseis espécies válidas, mas nenhuma espécie foi descrita para o Brasil. Uma chave dicotômica é apresentada, acompanhada de ilustrações, para auxiliar na identificação de espécies válidas do gênero.

The cosmopolitan genus Licneremaeus Paoli, 1908, has sixteen valid species, but no species was described from Brazil. A dichotomous key accompanied by illustrations is presented to aid in the identification of valid species of the genus.

Introdução

Material e Métodos

Resultados e Discussão

Licneremaeus sp. n

Na região sagital dp há uma lacuna central curva, aparecendo em formato de “U” em vista dorsal, que ao microscópio óptico aparece como uma região mais esclerotizada ( Figuras 21, 24A, E ). Uma segunda e uma terceira diferença central menor estão localizadas atrás da região das setas dp, a primeira ao nível das áreas porosas A2 e a segunda ao nível das setas p1. Duas grandes lacunas transversais, a primeira conectando as bases das setas lm e a segunda conectando as bases das setas lp, dividem o notogaster em três regiões: anterior (na frente do nível das setas lm), medial (entre os níveis do lm e lp) e posterior (entre os níveis das setas lp e p1) (Figuras 21, 24A).

Área anterior, geralmente com 60-70 aréolas, de tamanho e forma variáveis, seguindo padrão de distribuição mais ou menos simétrico bilateralmente, exceto na área entre as setas c1 e da (Figuras 21, 24A, C, D). Região mediana com quatro pares de aréolas de cada lado, localizadas entre as setas lm, dm e lp (Figuras 21, 24A), e quatro a seis aréolas centrais, na área das setas dm (Figuras 21, 24D). Epímeros delimitados por apódemas (indicados por faixas mais esclerotizadas), com epímeros I e II separados e epímeros III e IV fundidos.

Placa ventral: em forma de “U” ou “V” em vista ventral, totalmente recoberta por aréolas, incluindo aberturas ao redor da genitália e ânus (Figs. 22, 26A, D). Valvas genitais lisas, com margem anterior imediatamente posterior ao apódema demarcando os epímeros III/IV. Dois pares de cerdas adanais (ad1 e ad2), sendo ad1 posterior à abertura anal e ad2 lateral à abertura anal.

Pernas: Fêmur, tíbia e tarso de todas as pernas, exceto trocanteres das pernas III e IV, cobertos por pequenas concavidades (Figuras 24B, 25B, E, F, 26A). Todas as pernas são tridáctilas (2 unhas e 1 empódio), com pequenos espinhos nas unhas e nos empódios (Figura 25F).

Figura 21  –  Licneremaeus sp. n. Hábito dorsal. Pernas não representadas. Setas do prodorso (ro,  le, in, ex)
Figura 21 – Licneremaeus sp. n. Hábito dorsal. Pernas não representadas. Setas do prodorso (ro, le, in, ex)

Chave para auxiliar na identificação das espécies de Licneremaeus

Três pares de pequenos campos circulares num campo delimitado pelas bases das setas faltantes dp e p1. Três pares de pequenos campos circulares estão presentes no campo separados pelas pontas de seta dp e p1. Alguns ácaros oribatídeos (Acari) da Serra do Ma e Serra do Matigüera (Brasil, São Paulo).

Alguns ácaros oribatídeos da família Oppiidae (Acari, Oribatei) da Amazônia. Ed.) A planície de inundação da Amazônia central: ecologia de um sistema pulsante. Diversidade e distribuição de ácaros oribatídeos (Acari:Oribatida) em uma floresta tropical de várzea no Peru e em diversos ambientes nos estados brasileiros do Amazonas, Rondônia, Roraima e Pará. Org.) Reserva Ducke: Biodiversidade amazônica através de uma grade.

Figura  27  – Licneremaeus  spp.  Vista  dorsal.  A.  L.  cubanus  Balogh  e  Mahunka,  1980;  B
Figura 27 – Licneremaeus spp. Vista dorsal. A. L. cubanus Balogh e Mahunka, 1980; B

Imagem

Figura  1  –   Esquemas  representativos  das  estruturas  morfológicas  de  ácaros  oribatídeos  Brachypylina generalizados
Tabela  1  -  Espécies  de  palmeiras  (Arecaceae)  em  que  foram  coletadas  amostras  de  folíolos  para extração de oribatídeos nos estados da Bahia, Roraima e São Paulo
Figura  2  –   A – B.  Trimalaconothrus  platyrhinus  Hammer;  1962.  C – D.  Camisia  segnis  (Hermann,  1804)
Figura  3  –   A – B.  Tegeozetes  tunicatus  Berlese,  1913;  C – D  Teleioliodes  zikani  (Sellnick,  1930)
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Referências

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