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universidade estadual do norte fluminense - Uenf

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Academic year: 2023

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O ato de escrever na percepção dos alunos do PROEJA do curso de eletrotécnica do IFF campus Itaperuna. Trinta alunos do Programa Nacional de Educação Profissional Integrada à Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), do curso Eletrotécnico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense - Campus Itaperuna, e suas relações com o direito foi questionado. da escrita.

A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL: DOS DESVALIDOS DA

Contextualização histórica da educação profissional

9 Nilo Peçanha é considerado o fundador do ensino profissional porque, quando governou como deputado em 1906, fundou quatro escolas profissionais em Campos, Petrópolis, Niterói e Paraíba do Sul. Nesse mesmo ano, segundo Di Pierro (ibid., p. 62), a Lei Federal nº 5.692 estabeleceu a ampliação da escolaridade primária obrigatória de 4 para 8 anos.

O PROEJA e seus desafios

Dentre os desafios apresentados, talvez a maior preocupação seja a integração dessas duas modalidades: a educação profissional e a educação de jovens e adultos. A investigação demonstrou que a frequência da educação dos jovens ainda precisa de chegar a uma grande parte da população.

Pesquisas sobre a escrita no PROEJA

O trabalho de Fonseca e Bezerra (2011) foi criar um projeto utilizando a obra literária "Morte e Vida Severina" de João Cabral de Mella Neto, que permitisse aos alunos se manifestarem através da escrita e do teatro e, como resultado, apresentarem uma visão mais crítica do mundo com a subversão “Morte e Vida PROEJA”, criada e produzida por eles. O tema da escrita foi estimular os alunos a escreverem fatos de sua história de vida, o que por meio da autoria ajudou a verificar o potencial da escrita autobiográfica no processo de empoderamento desses sujeitos.

Pesquisas do Grupo CNPQ Escrita: poder e subjetividades

Autores Carmo; Manhães e Silva (2014) investigam a aprendizagem baseada no uso de estudos de caso como metodologia para o ensino de convenções ortográficas em português. Ressalta-se que neste tipo de pesquisa temos consciência de que os professores que julgam o fazem porque já foram julgados, mas ainda apresentam seus conflitos antes do ato de escrever.

Revisionismo nos sentidos da escrita: uma bibliografia introdutória

A concepção moderna do mundo e a nossa concepção moderna de nós mesmos são subprodutos da invenção de um mundo que está no papel” (ibid., p. 298). O objetivo foi buscar respostas para a seguinte questão: “O que podem representar as dificuldades de produção escrita vivenciadas por esse público?” (ibid., p. 8) e também refletir sobre a formação de estudantes produtores de textos.

A Triangulação nas três frentes de pesquisa

Assim, com base nos dados dispostos na referida aplicação e análise de conteúdo, processamos e editamos os dados coletados. Neste trabalho interessa-nos a apresentação de caminhos metodológicos, que se estabelecem por dois procedimentos: a) utilização de mais de um método de coleta de dados b) análise de conteúdo como principal técnica de tratamento de dados qualitativos.

Análise de conteúdo – O que o “conteúdo das falas” tem para nos dizer

  • A organização da análise
  • Exploração do material
  • Tratamento dos resultados – a inferência e interpretação

A definição de análise de conteúdo aparece então no final dos anos 1940 e 1950 por Berelson, auxiliado por Lazarsfeld. 2) Uma função de “aplicação de evidências” que se dirige como método de análise sistemática para confirmação ou não da hipótese relevante. Em geral, realizando a “transição de dados brutos para dados organizados”, um processo de categorização em si, “a análise de conteúdo baseia-se implicitamente na crença de que.

Figura 1 – Mapa conceitual esquema de Categorização referente a Bardin (2011)
Figura 1 – Mapa conceitual esquema de Categorização referente a Bardin (2011)

As ações da pesquisa: uma síntese

Instrumento 1 – O questionário - O processo de agrupamentos das questões

  • Os conteúdos das perguntas
  • Aplicação do questionário de perguntas abertas e fechadas

No conteúdo, que visa principalmente o controle das emoções, o autor destaca que a melhor forma de pesquisar as emoções é criar perguntas que dêem muita liberdade para a pessoa responder. Sobre o conteúdo que visa principalmente verificar o comportamento atual ou passado, a observação de um fato é muito importante porque o conhecimento do comportamento passado e presente tem grande valor para a previsão do comportamento futuro. Em conteúdos direcionados principalmente às causas conscientes de crenças, sentimentos, orientações ou comportamento, o pesquisador está interessado em descobrir a causa.

Instrumento 2 – O Protocolo da fala e escrita - A construção de um corpus linguístico

  • A aplicação do protocolo da fala e escrita

O protocolo de fala e escrita da pesquisa contou com três fases: coleta do material oral, coleta do material escrito e transcrição das falas conforme orientações e normas de transcrição. É necessário evidenciar que todas as transcrições de fala e escrita, organizadas pela pesquisadora, também são fornecidas e incluídas, para fins de pesquisa científica, no corpus linguístico “A língua falada e escrita na região Norte e Noroeste do Rio de Janeiro” , pertencente ao Núcleo de Estudos “Linguagem e Educação”, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, sob coordenação e organização da professora Eliana Crispim França Luquetti. Alguns alunos também se recusaram a registrar o protocolo porque sabiam que teriam que anotá-lo ao final de todo o processo.

Instrumento 3- Entrevista Semiestruturada

As questões focaram nas manifestações negativas de medo, pavor, bloqueio e dificuldade para escrever; e nas manifestações positivas de coragem, vontade, desenfreamento e facilidade de escrita. Nosso interesse, em cada um desses polos, foi encontrar explicações por meio de investigações que nos conduzissem ou não ao contexto que moldava as manifestações de medo ou coragem, medo ou desejo, inibição ou não inibição, dificuldade ou facilidade de escrita. Fonte: dados da pesquisa “O ato de escrever na percepção dos alunos do PROEJA da disciplina eletrotécnica do campus do IFF Itaperuna/2014”.

Identificação social

Nos parágrafos seguintes veremos como o grupo se caracteriza em termos de identificação social, identificação escolar, identificação ocupacional e econômica, passado escolar, retorno à escola e momento futuro, a fim de entender se o perfil desses alunos em a instituição investigada pode ou não estar associada ao perfil de jovens e adultos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), discutido no decorrer da seção 1.2. No que diz respeito à etnia, no grupo estudado, 41% se autoidentificaram como negros, 35% como brancos, 21% como pardos e 3% como indígenas. Começa a interferir no PROEJA devido à Lei 12.711, de 29 de agosto de 2012, que determina que pelo menos 50% das vagas de emprego nas instituições federais de ensino superior sejam para quem se identifica como negro, pardo e indígena.

Gráfico 3 – Distribuição percentual por gênero
Gráfico 3 – Distribuição percentual por gênero

A identificação escolar

Um aluno repetiu duas etapas educacionais na instituição: PROEJA II e III com 3% em cada etapa. No gráfico 9 temos o tempo estimado de matrícula para um total de 15 alunos do Proeja I, matriculados desde o início de 2014 e pertencentes aos 47%. Os demais percentuais distribuídos no gráfico anterior somam os demais 7 alunos do Proeja II, 4 do Proeja III; 1º do Proeja V (repetido em duas fases do curso, conforme mencionado anteriormente); e por fim são 3 alunos do Proeja VI.

Gráfico 8 – Distribuição percentual da fase de repetência
Gráfico 8 – Distribuição percentual da fase de repetência

Identificação ocupacional e econômica

Identificamos que todos saíram da condição de “trabalhador rural”, alguns migraram da condição de “trabalhador comercial” para outras áreas profissionais como. O Gráfico 12 mostra-nos assim que as duas categorias que se destacaram foram “profissional da construção civil” com 30,3% e “trabalhador do comércio com 18,2%”.

O passado escolar

A categoria “ensino médio completo”, com 40%, representa os alunos que concluíram o ensino médio, cursaram cursos básicos como curso normal de magistério, curso de sargento, curso de Esportes e Direito. Dessa forma, ele pode dizer que parou de estudar em algum momento da vida, mas na verdade retorna à escola e não se lembra de ter concluído o estágio no ensino fundamental. Porém, se considerarmos as três categorias do gráfico 16 e acrescentarmos “Queria desistir”, “Estudar não era importante” e “Não gostava de estudar”, o valor aumenta para 44,8%.

Gráfico 13 – Distribuição percentual do ano escolar em que parou de estudar
Gráfico 13 – Distribuição percentual do ano escolar em que parou de estudar

O retorno à escola

Como pode ser observado no gráfico 17, quando somamos as categorias “muito triste, gostei muito” e “zangado, queria estudar”, obtemos 58,6% dos que se arrependem de não ter continuado os estudos. Quanto aos motivos que levaram os alunos a regressar à escola, as categorias “compensar o tempo perdido”, “continuar a trabalhar” e “obter diploma/passar num exame” são as categorias. Em relação ao medo de voltar à escola, o gráfico a seguir mostra 58,8% dos alunos que tinham medo de não conseguir acompanhar o curso devido ao distanciamento dos estudos, ou seja, não aprenderiam e não se adaptariam à escola .

Gráfico 18 – Distribuição percentual da idade dos alunos quando voltou a estudar
Gráfico 18 – Distribuição percentual da idade dos alunos quando voltou a estudar

O momento futuro

Baseamos a proposta de triangulação nas observações encontradas no protocolo de fala e escrita e no decorrer das análises buscamos associações que fossem referidas aos estudos encontrados no questionário e na entrevista semiestruturada, para que possamos nos aproximar do objeto de pesquisa. Os relatórios referem-se aos dados coletados do protocolo de fala e escrita, os gráficos, bem como alguns comentários das questões abertas, referem-se ao questionário, e os trechos apresentados são da entrevista semiestruturada.

Do lugar às justificativas das memórias

  • A escrita positiva
  • A escrita negativa

Os apontamentos positivos apresentados neste trabalho remetem a histórias do universo PROEJA e à vontade de escrever. Bruno diz no Fragmento 5 que não conseguiu passar no vestibular porque teve dificuldade para escrever uma redação, o que o fez ter “múltiplos traumas” na escrita. O gráfico a seguir nos dá uma visão geral das reações psicológicas e fisiológicas dos alunos ao ato de escrever.

Gráfico 25 – Lembra-se de alguma coisa que      Gráfico 26 – Você tem alguma coisa guardada    escreveu na sala de aula e que o professor       com você, aí, agora?
Gráfico 25 – Lembra-se de alguma coisa que Gráfico 26 – Você tem alguma coisa guardada escreveu na sala de aula e que o professor com você, aí, agora?

Vozes que ecoam uma realidade? Afinal, o que dizem sobre a escrita dos alunos?

Fonte: Dados da Pesquisa “O ato de escrever na percepção dos alunos do PROEJA sobre o curso. No gráfico 41 vemos o percentual de 71% das respostas que levam à negação da escrita do aluno. Quando a escrita perde o seu caráter primário e fundamental, o da autoafirmação, para assumir o sentido oposto: a abnegação.

Gráfico 33 – Algum colega já fez algum tipo          Gráfico 34 – O quê?
Gráfico 33 – Algum colega já fez algum tipo Gráfico 34 – O quê?

A análise dos textos escritos

Os níveis de correção foram classificados como satisfatórios (o texto cujo elemento de correção foi corrigido zero ou no máximo quatro vezes); insatisfatório (o texto cujo elemento de correção rendeu de 5 a 8 ocorrências de problemas) e insatisfatório (o texto cujo elemento de correção rendeu 9 ou mais casos). Na interferência da fala na escrita, 18 textos foram considerados satisfatórios, 2 textos foram insatisfatórios e apenas 1 texto foi considerado insatisfatório. Da mesma forma, não podemos deixar de salientar que poucos elementos atingiram o nível de correção “insatisfatório”.

Das ações às reações, como é a relação dos alunos com a escrita?

Os textos escritos apresentaram (9) fenômenos de coesão textual (repetição de palavras, falta e uso indevido de conjunções, frase desnecessária), (1) fenômeno de coerência textual (período sem clareza), (4) fenômenos de interferência de. Seus textos apresentavam (2) ocorrências de coesão textual (repetição de palavras), (3) ocorrências de interferência de fala na escrita ("ai", . "airsim" "intendião"), (10) ocorrências de erros gramaticais (uso de vírgulas desnecessárias , falta de ponto final e concordância, uso errado de pronomes, falta de krasis) e (11) ocorrências de erros ortográficos (ortografia errada, palavra sem ênfase, falta de letra maiúscula no início da frase). Os textos escritos apresentaram (4) os fenômenos de coesão textual (falta de referência de assunto no período, repetição de palavras), (2) o fenômeno das intervenções de fala na escrita (“pudi”, falta de infinitivo no verbo.), (9) ocorrências de erros gramaticais (falta de preposição, uso inadequado de pronomes, falta de concordância, falta de vírgula e ponto final) e (9) ocorrências de erros ortográficos (ortografia incorreta, falta de ênfase nas palavras, ênfase insuficiente).

O que pensam os alunos do PROEJA sobre a escrita?

As opiniões absolutas que remetem aos conceitos extremos que a escrita retrata acima de tudo. As opiniões instrumentais vinculadas à função profissional da escrita e o que ela representa para o PROEJA e as opiniões instrumentais vinculadas à expressão do desenvolvimento humano. Nos gráficos 42, 43, 44 e 45, o tema da caligrafia aparece com bastante frequência nas respostas dadas pelos alunos quanto às justificativas para o ato de escrever bem.

Gráfico 42 – Por que essa pessoa escreve bem           Gráfico 43 – Por que você acha que essa
Gráfico 42 – Por que essa pessoa escreve bem Gráfico 43 – Por que você acha que essa

Como é a prática da escrita dos alunos do PROEJA fora e dentro da escola?

O objetivo principal desta pesquisa foi investigar as concepções que os participantes construíram sobre a escrita ao longo de sua trajetória escolar. Além disso, também é necessário conhecer as práticas de escrita que são realizadas fora da escola, para que haja conexão e interação entre as partes e que a função social do ato de escrever seja cumprida. Título do estudo: Trajetória e habitus dos estudantes no ato de escrever: um estudo das representações sociais.

Gráfico 50 – O que você escreveu nos últimos       Gráfico 51 – Qual (is) você escreveu mais   Dois meses fora da escola?                                       de uma vez?
Gráfico 50 – O que você escreveu nos últimos Gráfico 51 – Qual (is) você escreveu mais Dois meses fora da escola? de uma vez?

Imagem

Figura 1 – Mapa conceitual esquema de Categorização referente a Bardin (2011)
Figura 2 – Mapa conceitual do esquema de Codificação referente a Bardin (2011)
Figura 3 – Mapa conceitual de Categorização referente à Bardin (2011)
Gráfico 1 – Distribuição percentual do tempo que levam de casa à escola
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Referências

Documentos relacionados

Pois bem, primeiramente convém destacar que a noção de autonomia do aluno, na modalidade Educação a Distância, desenvolvida também na Educação de Jovens e