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universidade estadual do norte fluminense - (www.pgcl.uenf.br).

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Academic year: 2023

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1 BREVE HISTÓRICO DO CAMINHO DA ARTE E DA EDUCAÇÃO - DESDE O SÉCULO XIX E FINAL DO SÉCULO XIX. O “Deixa que eu faço” acabou responsabilizando também o sujeito das artes pelas datas comemorativas para o cumprimento do calendário escolar, que muitas vezes desvalorizou o ensino de arte no sistema de ensino.

Figura 01 – Exercício de ampliação e redução de desenho.
Figura 01 – Exercício de ampliação e redução de desenho.

A síndrome da periferia – o peso da hegemonia cultural estrangeira

Mas a ideia também não é viver isolada, mas é preciso lutar pela sobrevivência cultural de cada país, segundo Ana Mae. Novas exigências educacionais surgiram de acordo com o período histórico vivido, o que mudou profundamente a sociedade de seu período.

As influências do pensamento de Dewey no Brasil

No próximo capítulo, discutiremos a realidade atual da disciplina de Arte em nosso país, ainda tendo como base a história do ensino de arte no Brasil, a partir da qual proporemos contrapontos com a atualidade. 2 OS DESAFIOS DA ARTE-EDUCAÇÃO NO BRASIL HOJE – DIÁLOGO COM O NOVO CURRÍCULO ESCOLAR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. De acordo com a história do ensino de arte na educação escolar no Brasil, pode-se dizer que as tendências pedagógicas que se seguiram ainda estão, de certa forma, presentes em diferentes contextos educacionais.

O novo currículo escolar do estado do Espírito Santo reconhece as diversas concepções de arte que a disciplina adquiriu ao longo de sua história, e afirma em seu texto que: "Esse contexto gerou teorias como a arte como expressão e a arte como conhecimento, que, embora diferenciados tenham, eles influenciaram o ensino da Arte”. Esta Federação tem até hoje intensa atuação na luta pela disciplina da Arte. Metodologias que vão ao encontro do pensamento de Ana Mae Barbosa, no que diz respeito à relevância de contextualizar o ensino e também aos atuais objetivos propostos pelo novo currículo escolar do estado do Espírito Santo para a disciplina de Arte, tais como: “observar, refletir, investigar e estabelecer relações entre arte e realidade; incentiva a inclusão da Arte e as possibilidades que ela oferece como leitura do mundo".

Para os parâmetros curriculares nacionais, a disciplina de arte pode promover o interesse por novas oportunidades de aprendizado, de ação, de trabalho com arte ao longo da vida.

O que é arte para John Dewey?

Ao evitar a contaminação causada pelo mundo corrupto, ele mantém assim uma crítica mais pura dessa realidade repulsiva (SHUSTERMAN, 1998, p. 11). Assim, Shusterman nos faz refletir sobre a arte na pós-modernidade enquanto Dewey a define no campo da experiência: sendo muito mais que uma obra de arte, a relação entre arte e história demonstra sua interação com a vida, ou como uma prática sociocultural, que acaba por acompanhá-la com e/ou ser influenciado por cada período. Ao falarmos sobre a contribuição da arte para a formação humana, o novo currículo escolar do estado do Espírito Santo expõe: “Como produção humana, arte e ciência andam sempre juntas, ambas tratam do engenho, da pesquisa e da busca do conhecimento, porém , enquanto um deve apresentar resultados e evidências, o outro trata do simbólico” (ESPÍRITO SANTO, 2009, p. 81).

Enormes somas são gastas na aquisição e proteção de obras de arte, enquanto quase nada é investido em educação estética” (Ibidem, p. 46). A relação entre arte e história nos mostra a interação entre arte e vida, sendo uma prática sociocultural, pensamentos que cercam muitos filósofos recentes, e com os quais Shusterman concorda. Nesse contexto interligado da arte, o que importa notar são as influências, muitas vezes negativas, advindas de tristes condições históricas, sociais e políticas, advindas da autonomia da arte em suas práticas historicamente determinadas.

Toda experiência perfeita e importante requer prática prévia; que nenhuma experiência estética é possível fora da prática artística" (Ibidem, p. 38).

Vivendo a arte – a experiência estética como alternativa de formação

Ao invés de unir a sociedade humana com seu poder comunicativo, a arte vem dividi-la entre os amantes da verdadeira arte e as massas cegas que se embriagam com seus falsos substitutos” (SHUSTERMAN, 1998, p.43). É óbvio que sempre podemos distinguir um objeto real de sua representação artística, mas isso não significa que a representação seja irreal ou inerentemente enganosa (SHUSTERMAN, 1998, p.44). Por se tratar de um conhecimento humano articulado no âmbito sensível-cognitivo, por meio da arte expressamos significados, sensibilidades, modos de criar e comunicar sobre o mundo da natureza e da cultura.

Dewey enfatiza que a experiência estética é um prazer totalmente corporal, envolvendo 'toda a criatura em sua vitalidade unificada' e rica em prazer sensorial e emocional, desafiando a redução espiritual que torna o prazer estético um mero prazer intelectual" (SHUSTERMAN, 1998, p. 46 ). Dewey ainda define 'acumulação, tensão, armazenamento, antecipação e realização como formas características de uma experiência estética'" (SHUSTERMAN, 1998, p.49). Ver a arte como uma experiência a desvincula das técnicas formais das artes visuais, uma possibilidade estética um tanto maior.

Ele acrescenta: "a função da teoria é estimar criticamente essas diferentes direções e, por meio dessa crítica, promover a concepção e a continuação de outras melhores" (SHUSTERMAN, 1998, p.54-55), cuja prática é relevante para a teoria.

O pragmatismo de John Dewey – a importância da arte no processo de

Se transferirmos esse pensamento para a educação, teremos a inclusão da arte no processo de ensino e aprendizagem como forma de adotar uma relação/ação na qual os participantes do processo, o professor e o aluno, são colocados em atividades que movimentam o indivíduo como um todo e não apenas o seu cognitivo. É imprescindível que esse profissional da educação se mobilize para a relevância do real processo de ensino e aprendizagem que se dá por meio do processo de comunicação efetiva. A inclusão da arte como habitus1 no ensino de formação humana significa preparar o aluno como um todo para os desafios do dia a dia.

A inserção do habitus da arte, da linguagem estética, que sensibiliza e motiva, na vida do professor de qualquer disciplina em seu processo de formação docente, possibilitará que o processo ensino-aprendizagem seja uma forma de educação mais prazerosa. E ainda: "Toda arte", disse Dewey, "é um processo de tornar o mundo um lugar diferente para se viver, e envolve uma fase de protesto e resposta compensatória" (Ibidem, p. 46). No entanto, essa disciplina era ensinada nas escolas, que enfrentavam alguns obstáculos, como: a formação questionável dos professores que atuam na disciplina, a falta de infraestrutura suficiente e a consequente desvalorização da disciplina no processo de formação dos alunos.

A nosso ver, tais situações devem ser revistas para que a disciplina cumpra seu real papel no processo ensino-ensino.

Os desafios para a formação de arte educadores em Cachoeiro de

Questionada sobre o assunto na Superintendência Regional de Educação, Polo Cachoeiro de Itapemirim, a justificativa para tal contratação é emergencial, razão pela qual se abre uma exceção - esta, que leva anos para entrar no estado. Por que a disciplina tem despertado tanto interesse entre os professores em geral do sul do Espírito Santo. Esse incremento seria proporcionado pelas facilidades que o sistema oferece para cada egresso ministrar a disciplina de arte.

O aumento no número de graduados qualificados em artes deve-se provavelmente à conclusão da primeira turma do curso de Artes Visuais - Licenciatura/EAD/UFES/IFES, semi-espetáculo oferecido pelo Polo UAB de Cachoeiro. de Itapemirim, que teve início no final de 2008, com trinta alunos selecionados por meio de processo seletivo, e formou no final de 2012 vinte e quatro novos profissionais na disciplina em questão. Nela, inicialmente, é explicado o assunto proposto com ilustrações de trabalhos artísticos em cores que se relacionam com o assunto, e em seguida é discutido o texto como uma análise prática do que foi ensinado, o que faz o aluno pensar sobre a obra a partir do ponto de vista que é então apresentado. . Com base nessas informações, podemos supor que Cachoeiro de Itapemirim terá um aumento a cada quatro anos no número de novos professores formados em arte que irão atuar no mercado de trabalho.

Resta saber se, com a demanda criada pela lei, essa oferta será suficiente para preencher todas as vagas de professores de artes, e se essa formação recebida é satisfatória.

Gráfico 01: Comparativo de professores habilitados e não habilitados.
Gráfico 01: Comparativo de professores habilitados e não habilitados.

Impasses

A disciplina de artes pode, sem dúvida, desenvolver o lado sensível do aluno, fazendo-o perceber o mundo por diversos vieses, o que exigiria do aluno tornar-se dinâmico e criativo. A cartilha, do curso de formação selecionado para este trabalho, aponta como é complexo lidar com a arte: “O que chamamos de ‘arte’ é extremamente complexo, assim como o conjunto que inclui nossas predisposições e reações à arte”. (Ibidem, p. 15) Claro que não é o espaço, ou a sua falta, que vai determinar a qualidade do ensino por si só, mas o espaço é um dos fatores fundamentais do processo de ensino. Uma sala de aula específica como espaço para a disciplina de Arte pode gerar uma apropriação, que leva a uma intimidade com o lugar e com a matéria, que aproxima o aluno do conteúdo.

A educação artística permite a liberdade de expressão e devemos tê-la nas escolas como exige a lei. Mas só pela força da lei não conseguiremos um ensino de arte com qualidade; é essencial que a disciplina se imponha. Não há traço comum presente em todas as produções artísticas de todos os tempos que nos permita elaborar um conceito universal de arte com base nisso.

Dança, teatro, artes plásticas e música, práticas artísticas que podem ser trabalhadas no sistema de ensino dentro da profissão artística.

Analisando o processo de formação dos arte educadores de Cachoeiro

Mas, tanto numa como na outra, dificilmente deixarão de compreender que são objetos de arte” (DIAS, 2011, p. 17). Essa questão vem sendo debatida há algum tempo em relação à formação de professores de arte. Aqui podemos dizer que a disciplina de Arte conquistou, ainda que lentamente, alguma valorização dentro do sistema educacional.

Talvez isso se deva a toda a história da disciplina artística no Brasil, que ainda se arrasta em busca de rumos concretos. É interessante apontar que os professores hoje podem observar algumas mudanças em sala de aula no que diz respeito ao reconhecimento da disciplina de Artes pela comunidade. Durante a pesquisa, foram levantados pontos positivos e negativos no que diz respeito ao tema do art.

Acreditamos nas Diretrizes Curriculares Nacionais apresentadas neste trabalho como uma oportunidade de aprimoramento e valorização da disciplina de arte. A pesquisa relacionada visa analisar em que condições ocorre a formação dos professores de arte do Polo UAB em parceria com a UFES em Cachoeiro de Itapemirim e sua atuação em sala de aula. Na sua opinião, no ambiente escolar onde você trabalha, como é visto o ensino de arte na escola.

Gráfico 02: Entrevistados Polo UAB - Cachoeiro Itapemirim - Artes Visuais.
Gráfico 02: Entrevistados Polo UAB - Cachoeiro Itapemirim - Artes Visuais.

Imagem

Figura 01 – Exercício de ampliação e redução de desenho.
Gráfico 01: Comparativo de professores habilitados e não habilitados.
Figura 02 e 03: Fachada do Polo UAB Cachoeiro e sala de aula do Polo.
Gráfico 02: Entrevistados Polo UAB - Cachoeiro Itapemirim - Artes Visuais.
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Referências

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Nesse sentido, Flavell, Miller e Miller (1999) afirmam que os modelos do processamento de informação enfatizam o papel ativo da cognição sobre a interação e o