À luz de tal problema, o objetivo deste estudo foi especular sobre como as políticas de ensino de LP afetaram as práticas de ensino escolar. Da busca por respostas à questão acima delineada, surgiu este objetivo geral: conhecer como as políticas de ensino de língua materna têm estado presentes na prática docente da escola.
A LDB e o ensino fundamental
Observou-se uma grande preocupação, apresentada pela lei na descrição de todos os segmentos do ensino fundamental, nomeadamente a educação integral do aluno. Afinal, trabalhar com textos é uma ferramenta para o desenvolvimento da linguagem – uma ferramenta que as pessoas utilizam na sua comunicação, seja para expor pontos de vista, para criticar ou para interagir – o que consequentemente aumentará o conhecimento do mundo, para que: final do ensino fundamental, segundo a LDB, o.
PCN: foco no ensino de Língua Portuguesa
Neste contexto, Castilho (1988) aponta algumas motivações que justificam a inclusão da variação linguística nas práticas de ensino da língua materna:. Nota-se que a grande chave para o ensino da LP é a desmistificação de um ensino em que só existe uma forma correta de falar e que a escrita seria o espelho da fala. O que interessa ao ensino da LP é, portanto, a conciliação de práticas que incluem a fala, a escrita e a produção de texto.
É importante que os professores conheçam o objetivo básico do ensino de LP e contem com novos conceitos da linguagem para realizar sua prática. A questão 3, fechada, do questionário foi questionada: Em relação ao ensino da língua portuguesa, qual a finalidade da escola. Infere-se das falas dos professores referentes à questão 7 que o ensino em LP não desenvolve a competência comunicativa do aluno.
Por fim, o surgimento da linguística trouxe algumas mudanças no ensino de LP na prática de diversos professores – a última categoria. Desta vez o conteúdo das políticas de ensino de idiomas não aparece da mesma forma nas aulas de PL.
Concepções de linguagem e currículo de LP
As políticas de ensino de Língua Portuguesa na escola
Com a entrada em vigor da Lei 5.692/71, duas concepções de língua prevaleciam no ensino de línguas: i) Normativismo – pressuposto da língua como expressão da cultura brasileira; ii) Estruturalismo – assunção da linguagem como meio de comunicação. No que diz respeito ao Normativismo, a concepção de língua como expressão do pensamento, que até finais do século XIX conduziu exclusivamente à produção de manuais normativos para o ensino de línguas, ainda persiste nas visões mais conservadoras, que não admitem qualquer ensino além da linguagem padrão, verificada nos cânones literários. No âmbito do ensino de línguas prescrito pela nova LDB, o conceito de língua como curso de ação inclui também os conceitos de língua como acontecimento social enredado na realidade socioantropológica.
Segundo os PCN-LP, nota-se que o ensino de línguas dá ênfase a uma língua viva, reunindo diferentes variedades e implicando um número indeterminado de usos e, principalmente, atenção à ação do usuário com e na língua.
Em que consiste o Ensino de Língua Portuguesa?
Nesse sentido, esta seção consiste na discussão do ensino de LP, incluindo o ensino de gramática e abordando a necessidade de desenvolver as habilidades de leitura e escrita no aluno. Vale lembrar que até a década de 1970 a educação em LP era encenada: primeiro, a alfabetização da criança; depois desenvolvimento. Na educação de LP, as mudanças foram bastante notáveis, sendo necessárias competências de literacia para aquisição de informação e interação interpessoal.
Em meio ao incessante dinamismo da linguagem, pensar na aprendizagem de LP, como acrescenta Ezequiel Theodoro da Silva, significa levar em consideração.
Ensino de Gramática
Assim, a gramática torna-se “algo” prejudicial à aprendizagem, característica que se confirma na prática diária em sala de aula, onde o objetivo de aprender português se limita a aprender as estruturas e regras gramaticais da língua, ignorando o seu objeto principal de estudo: a língua em suas diversas formas de comunicação e interação humana (WAAL, 2009, p. 987). A pesquisa encontra uma clientela estudantil “incapaz de escrever um texto porque não consegue organizar suas ideias, colocá-las no papel” (WAAL, 2009, p. 992). Essa limitação do ensino às categorias gramaticais e suas funções sintáticas ainda é evidente no discurso escolar, pois, referir-se às aulas de português é como, por exemplo, simplesmente falar de aulas de gramática, como se uma coisa fosse equivalente a outra (ANTUNES, 2009 , pág. 13).
O ensino eficaz não emerge de “situações vivenciadas pelos alunos ou do conhecimento que eles têm”, como confirmou Waal (2009, p. 982) ao realizar uma pesquisa de campo que tratou do ensino de PL.
Desenvolvimento das competências da leitura e da escrita
Em tempos de globalização, a leitura torna-se urgente para os cidadãos; é um ato político que permite ao leitor aceitar ou rejeitar opiniões; conhecer a opinião dos outros, perceber e sentir o mundo, conhecer-se e conhecer os outros. Por esta razão, e por muitas outras razões, falta incentivo e promoção no ensino desde tenra idade; porém, não se limita a um ato pedagógico. O ato de ler está intimamente relacionado ao ato de atribuir significado à leitura, e não apenas à decodificação da parte física do signo linguístico.
Lembre-se que assim como o ato de ler exige reflexão, o mesmo ocorre com o ato de escrever, além de planejamento e esquematização na comunicação de ideias, visões, sentimentos, informações, acontecimentos, conhecimentos, experiências.
A pesquisa como atividade cotidiana
O atual sistema de formação de professores não se adapta nem dá conta da nova, complexa e diversificada realidade, embora muitas práticas metodológicas e substantivas tenham mudado, como a simples transmissão de conhecimentos e o trabalho improvisado. Não é mais concebível que um bom professor se abstenha de pesquisar no cotidiano de sua vida, tanto na área em que atua como em áreas a ela tangenciais, como em questões atuais que fazem parte do conhecimento geral. José Carlos Libâneo ensina que a contemporaneidade exige a formação de novos professores, com capacidade de tornar a sua prática pluralista numa sociedade também pluralista, bastante heterogénea, de modo a extrapolar "a esfera da escola formal, incluindo esferas mais amplas de educação informal e educação não formal, criando formas de educação paralela, desfazendo praticamente todos os nós que separavam a escola e a sociedade”.
Assim, não é uma tarefa fácil alocar o sistema de formação de professores, mas nem sempre este consegue dar conta das grandes inovações da sociedade e da tecnologia.
Atualização referente a conteúdo e metodologia
Portanto, na formação dos profissionais docentes não se abre mão da criatividade para o autodesenvolvimento na construção de alternativas que possibilitem aos alunos um diálogo fecundo com a realidade, o desafio de aprender a aprender. Rompendo com os paradigmas educacionais de sua época, Jean Piaget entendeu que o conhecimento se processa por meio da interação entre os sujeitos e o meio em que estão inseridos, portanto não constitui “algo pré-determinado nem nas estruturas internas do sujeito [.. .] nem nas características pré-existentes do objeto”. Vale lembrar que em sua época a aprendizagem não era mais interpretada como simples aquisição, mas é papel do professor de LP garantir isso.
Portanto, o professor de LP deve apoiar uma prática em que a aprendizagem da língua seja enfatizada, enfatizando a competência interpretativa e avaliativa de um ato comunicativo escrito ou falado.
Preparação para o embate contra o preconceito linguístico
A exigência é refletir a língua como um evento heterogêneo, a partir de estudos sociolinguísticos que comparem variações sem descuidar da classe social dos falantes e dos resquícios de sua memória coletiva que emergem de sua fala. É um processo gradual, um bem cultural que se vai adquirindo aos poucos e sem ansiedade. A prática pedagógica do professor de LP exige, além de conhecimentos linguísticos atualizados, um alto grau de sensibilidade, para que ele perceba que a língua do aluno é resultado do seu ambiente sociocultural-econômico.
Com efeito, o que se deve investir nos alunos não é a forma “certa” de falar, mas sim qual utilizar, tendo em conta os diferentes contextos e interlocutores.
Traçado metodológico
Houve uma integração dos dados obtidos através da conexão com os dados da pesquisa de campo, que. A abordagem teórico-metodológica “não exclui a quantificação, mas enfatiza que uma função importante da abordagem qualitativa é permitir a quantificação proposital. Esta metodologia está articulada com o tratamento dos dados através da análise de conteúdo, que tem sido gradativamente incorporada às pesquisas qualitativas de informação social, permite a descrição e interpretação de textos e atribui-lhes significados que vão além da leitura superficial, com especial uso da indução e da intuição "como uma estratégia para aprofundar o nível de compreensão dos fenômenos que pretende investigar” (MORAES, 1999, p. 2).
A partir dos dados brutos, o pesquisador os processa para facilitar a compreensão, interpretação e dedução do que deseja descobrir.
A pesquisa de campo
Sujeitos e local; procedimento de coleta e análise dos dados
Segundo a explicação de muitos deles, foi a falta de tempo para responder ou o desconhecimento para responder algumas questões e assim poderia comprometer o andamento da pesquisa. A natureza da pesquisa de dados de campo é qualitativa, mas não exclui conteúdo quantitativo para (re)traduzir os resultados quantitativos coletados em uma resposta qualitativa por meio de questionário. Os questionários foram enviados e coletados nos meses de outubro e novembro de 2016, com o objetivo de investigar as concepções dos professores sobre o ensino de PL e o trabalho com a diversidade linguística.
A possibilidade de utilização do questionário justifica-se por dois pontos: .. i) abrangeu um número maior de participantes da pesquisa em um curto espaço de tempo e, além disso. ii) foi mais fácil para os professores esclarecerem suas ideias sobre o ensino de línguas e como ocorre a prática pedagógica em sala de aula.
Análise e interpretação dos dados
- Questão 1
- Questão 2
- Questão 3
- Questão 4
- Questão 5
- Questão 6
- Questão 7
- Questão 8
Estas declarações são motivo de preocupação, tendo Irandé Antunes alertado mesmo para a limitação do ensino da língua “às categorias gramaticais” que “ainda prevalecem no discurso escolar”. Interrompeu os estudos na cerimônia de formatura de 1990, acredita que o objetivo da escola é difundir a norma culta e o ensino de LP deve priorizar o conteúdo gramatical, ainda utiliza os termos “certo” e “errado” em vez de “ adequada" "e. Com base na análise e interpretação dos dados acima, é importante reiterar a ênfase nas políticas linguísticas para conhecer e compreender melhor as propostas e perspectivas do ensino de LP.
Levar em consideração o conhecimento prévio do aluno é um princípio didático de todo professor que realmente deseja alcançar resultados efetivos no ensino de idiomas. A discussão sobre políticas linguísticas relevantes para o ensino da aprendizagem de línguas tem levado à constatação de que estão surgindo metodologias de ensino inovadoras, embora ainda tímidas, mas já visando transformações no cotidiano das aulas de aprendizagem de línguas. Políticas linguísticas e definição de parâmetros para o ensino do português como língua adicional: perspectivas portuguesas e brasileiras.