Para alcançar os resultados propostos, foi realizada uma pesquisa com jovens evangélicos de uma Igreja Batista de Tombos/MG, com idade entre 15 e 24 anos, com entrevista semiestruturada por meio deste ambiente de rede social. Analisar o uso do Facebook como ambiente promotor da comunicação no meio religioso por jovens evangélicos de uma Igreja Batista.
Contexto histórico da reforma protestante à inserção da Igreja Batista
Assim, a organização de uma igreja batista está no âmbito da eclesiologia batista, do princípio de autonomia e autogoverno e do compromisso de abertura de novas congregações. Embora a escrita tenha se tornado a memória de um povo, de uma cultura, Souza (2003) explica que originalmente os manuscritos eram gigantescos, pesados e difíceis de manusear. É uma abordagem sociológica abrangente e racionalista que busca interpretar o significado da ação social na realidade através da construção de um tipo conceitualmente puro, o tipo ideal.
Mas o meio mais importante para os jovens é a Internet, é virtual, qualquer coisa que possa vir de uma forma que não seja necessariamente concreta”, afirmou Azevedo (2010). Rangel (2010) defende que a Internet pode e deve ser uma ferramenta complementar e reforçadora do processo de comunicação evangelizadora porque é este espaço de comunicação interativo, dinâmico e síncrono que a verdadeira juventude de hoje utiliza para discutir, aprender, ensinar, pesquisar, contestar, unir e expandir sua realidade real. Disto emergirão alguns dados empíricos deste estudo, que tem como objetivo analisar o uso do Facebook como ambiente promotor da comunicação evangelística por jovens evangélicos de uma igreja batista.
O grupo focal da pesquisa foram jovens entre 15 e 24 anos de uma igreja batista de Tombos/MG. Para chegar a este estudo descritivo e exploratório, foi realizado um estudo com abordagem qualitativa. Questionar a forma como o ambiente desse espaço sócio-virtual, o Facebook, tem sido utilizado por jovens evangélicos de 15 a 24 anos da Igreja Batista de Tombos/MG tem suscitado um debate sobre sua utilização por esses jovens. pessoas para trocar informações e formar grupos através da comunicação evangelística.
Fundação da Igreja Batista em Tombos/MG
Considerações sobre o perfil batista
Segundo Nelson (1999), os batistas adotam esse modelo organizacional em sua igreja, ou seja, no estudo da doutrina da igreja, porque serve como base cognitiva e também como metáfora social para orientar uniformemente o pensamento e a prática das igrejas e dos crentes. . . Os crentes farão então o que os batistas chamam de “confissão pública de fé”, comunicando sua decisão à igreja e sendo aceitos pela congregação como um novo membro do grupo.
Da linguagem oral à Internet
Da mídia radiofônica à televisiva
No entanto, foi só depois do fim da Segunda Guerra Mundial que a era da TV realmente começou. Segundo Fonseca (2003), o nascimento da mídia evangélica ocorreu paralelamente à história da TV brasileira. Segundo Fonseca (2003), o primeiro programa evangélico na TV foi apresentado pela Igreja Adventista em 1962, na cidade do Rio de Janeiro.
O programa chamava-se Fé para Hoje, apresentado pelo pastor Alcides Campolongo e mantido pela Igreja Adventista. Segundo Campos (2004), outra experiência foi realizada pela Igreja Batista de Vila Mariana/SP, ainda na década de 60 com o programa Um Pedacinho de Sol, que sobreviveu ao seu fundador, rev.
Gênesis da internet
Nesta parte, analisa-se a relação entre religião e juventude, a fim de compreender o mundo sagrado dos jovens que estão em processo de comunicação para uma possível evangelização. Diante do cenário apresentado por Weber, este estudo busca compreender a amplitude efetiva do significado que o conteúdo da consciência religiosa teve para o comportamento de vida especificamente dos jovens da igreja batista de Tombos/MG. Acredita-se que ainda há muito a ser compreendido sobre as possibilidades e motivações dos jovens nas suas escolhas religiosas.
Esta parte do trabalho define o comportamento dos jovens no ciberespaço, os nativos digitais, relacionado ao processo de evangelização da comunicação. Lopes (2012) relata que pesquisas mostram que as redes sociais concentram a maior atenção dos jovens brasileiros na Internet. O Gráfico 04 mostra que 53% dos jovens participantes ingressaram na Igreja através de amigos.
No gráfico 06, 60% dos jovens entrevistados indicaram que o principal objetivo do uso do Facebook é manter contato com os amigos. Busca-se, assim, uma análise a respeito da eficácia do ambiente virtual no Facebook, no processo de comunicação evangelizadora dos jovens, bem como a percepção do sacerdote sobre o uso do Facebook pelos jovens. Foram descritos e analisados procedimentos metodológicos no que diz respeito à observação do desenvolvimento comunicativo dos jovens no ambiente Facebook, questionário e entrevistas com os jovens e, com o líder evangélico, relatando sua percepção sobre o uso do Facebook pelos jovens. de sua igreja.
Ciberespaço, cibercultura
Redes sociais digitais
Juventude sob a perspectiva sociocultural
Uma análise aprofundada exigiria uma discussão das inúmeras definições existentes de juventude, retomando a literatura existente sobre temas juvenis, juventude, subculturas juvenis e subjetividades na sociedade contemporânea. Para o professor Foracchi (1972, p. 302) “a juventude é ao mesmo tempo uma fase da vida, uma força social inovadora e um modo de vida”, e cada sociedade molda o jovem à sua imagem. Nessa afirmação, o autor também defende a ideia de que não podemos trabalhar com um único conceito de juventude, mas sim com o termo juventude para compreender uma infinidade de condições juvenis na sociedade brasileira.
Novaes (2005) afirma que vários jovens convivem no mesmo espaço temporal e social, existindo diferenças até mesmo entre jovens que vivem na mesma sociedade, como é o caso da juventude brasileira. Segundo Sofiata (2010), a importância dos jovens na sociedade moderna muda dependendo do contexto histórico, pois a sua formação é definida e implementada com base nas expectativas desta categoria social.
Religião no contexto das relações sociais
Portanto, a ação religiosa – considerando especificamente o caso dos jovens evangelistas batistas em Tombos/MG – pode ser classificada como uma ação racional que remete simultaneamente a objetivos e valores. Segundo Weber, a legitimidade da ordem religiosa é garantida “pela crença de que a obtenção da salvação depende da sua observância” (WEBER, 2004, p. 21). Por exemplo, o caso observado neste estudo é o evangelismo realizado por jovens e o foco é a rede social digital, Facebook, com atenção predominantemente aos jovens batistas de Tombos/MG.
Diante do cenário apresentado por Weber, este estudo busca compreender “a amplitude efetiva do significado que o conteúdo religioso da consciência teve na conduta de vida” para os jovens membros da igreja, especificamente que utilizam o ambiente do Facebook para se comunicar. sua fé. Através da observação deste estudo, foram verificados alguns exemplos de como esse processo se desenvolve na realidade pelos jovens evangélicos de Tombos/MG.
Ideologia e a construção da identidade evangélica-juvenil
Apenas 1% dos jovens entrevistados declarou ser ateus e a religião ocupava um grande espaço entre os temas que esses jovens gostariam de discutir com os pais, amigos e a comunidade em geral. Segundo Santos (2005), um estudo realizado por Hackmann em 2000 com jovens universitários indicou certa sensibilidade dos jovens para a dimensão religiosa. Conforme relatado, estudo realizado por Novaes (2005) mostrou que o ato de culto ocupava posição privilegiada no lazer dos jovens entrevistados.
Surge assim o desafio de compreender quanto, como e quando a pertença e as identidades religiosas influenciam as opiniões, percepções e práticas sociais dos jovens desta geração. Na segunda parte é observada a relevância da mídia para os evangélicos, em seguida é discutida a relação entre os jovens e a religião.
Nativos e imigrantes digitais
A relação dos nativos digitais no processo da comunicação evangelizadora
No que diz respeito à fé, Azevedo (2010) acredita que existe um ecletismo maior do que antes para os imigrantes digitais. Para Gonçalves (2011), os jovens estão mais do que nunca em busca do Bom Pastor, querem conhecer e partilhar a verdade. Dentro deste contexto temos o cenário de um jovem participante, tanto a nível social como religioso.
E a própria Igreja está preocupada com estas e outras formas de comunicação social, e como estas podem ser fontes de evangelismo. A Igreja está naturalmente presente onde o homem desenvolve a sua capacidade de conhecimento e de relacionamento; sempre teve os dois pilares fundamentais da existência na proclamação de uma mensagem e nas relações de comunidade.
O ambiente do Facebook como território para comunicação dos jovens
Desta forma, as redes sociais digitais são, entre outras coisas, um “espaço” de partilha, convivência, trocas, convívio. É um lugar, um ambiente onde as pessoas fazem mais ou menos as mesmas coisas que fazem lá fora. As redes sociais, como o Facebook, oferecem páginas relacionadas à identidade de diversos grupos, que proporcionam espaço para troca de mensagens e um certo tipo de convivência e troca de mensagens.
Lopes (2012) relata que pesquisas mostram que as redes sociais concentram mais a atenção dos jovens brasileiros online. É no Facebook que as pessoas se informam, se divertem e ficam de olho no que os amigos estão fazendo.
Metodologia
Segundo Felson (2001), todas as metodologias de pesquisa possuem limitações e cabe ao pesquisador compreender esses problemas e tentar minimizá-los escolhendo a metodologia (ou combinação delas) que melhor atenda aos objetivos da pesquisa. Quanto a quem era considerado jovem, utilizou-se conceito semelhante ao inquérito nacional realizado entre os jovens pelo Instituto da Cidadania (VENTURI, 2005, p.24). Vale ressaltar que os nomes dos jovens foram alterados, assim como o nome do líder evangélico, para preservar o anonimato dos sujeitos envolvidos na pesquisa.
Ressalta-se que o exercício de distanciamento foi necessário para que os pressupostos religiosos do pesquisador não afetassem a confiabilidade da pesquisa. Porém, no caso do presente trabalho, o realismo, a concretude e a convivência com os jovens forneceram a base necessária para a realização de um estudo acadêmico.
Análise da observação
As páginas que se seguem são, portanto, tentativas de reunir discussões e diálogos sobre um processo sempre contemporâneo no contexto sociocultural, que ainda está e está em constante transformação e, portanto, o tema não se esgota neste estudo. O comportamento desses jovens no ambiente é um aspecto interessante, já que não há fotos, comentários, compartilhamentos ou curtidas para temas que eles dizem ser “profanos”, ou seja, comportamentos que não condizem com o que é exigido em sua religião. como, fotos entre bebidas alcoólicas, em festas que não sejam religiosas, pornografia, entre outros. Assim, foi possível perceber que os jovens observados utilizam o ambiente como uma forma nova e dinâmica de comunicar sua fé, para alcançar aqueles que não fazem parte do seu ambiente.
E para isso deve ser seguida toda uma formalidade, pois o seu comportamento no Facebook deve ser coerente com o que tentaram comunicar. As análises das observações no ambiente Facebook não se limitam aqui, também serão realizadas junto com outras análises.
Análise do questionário
Este gráfico 08 mostra que 43% dos jovens participantes têm mais contato com amigos da igreja, e em segundo lugar com 24% outros amigos que não são da igreja. Quando questionados sobre usar o Facebook para atrair e encontrar amigos que não fazem parte da igreja, a maioria disse que sim, utilizando o Facebook para esse fim. Ele foi então questionado sobre a opinião do pastor sobre o uso do Facebook por eles, os jovens.
Ao ser questionado sobre o uso do Facebook pelos jovens de sua igreja, ele disse que tem conhecimento disso e até mantém o perfil para observá-los. Os objetivos inicialmente propostos foram alcançados no decorrer deste estudo, pois a análise amostral observou a utilização do Facebook como ambiente de evangelização pelos nativos digitais, visando alcançar amigos que não pertencem ao seu grupo religioso, em busca de sua fidelização. . As análises realizadas durante a produção deste estudo levaram à seguinte conclusão: o ambiente Facebook tem sido utilizado como ferramenta para promover o processo de evangelização da comunicação por todos os jovens pesquisados, e tem mostrado que é uma ferramenta com grande escopo é. para esta comunicação religiosa.
O que se observou ao mesmo tempo foi o incentivo dado pelo líder evangélico quanto ao uso do Facebook pelos jovens de sua igreja com o propósito de comunicar e divulgar sua fé.
Análise da entrevista