DO BROADCAST AO “BROADCAST YOURSELF”
Relações entre linguagem, tecnologia e sociedade …
- As transformações nos Paradigmas da Comunicação .…
- Considerações sobre as Redes Sociais Digitais
As redes sociais digitais são excelentes modelos destas formas de interações em rede e comunicação mediada por computador (CMC). A dimensão do valor intencional preocupa-se com o propósito que prevalece por trás da produção de uma pessoa.
O audiovisual e o audiovisual na web: considerações sobre o meio e a mensagem
Não há, portanto, uma preocupação primária na formação de uma linguagem que seja a verdadeira televisão. É tão eficaz que se torna invisível (não há como distinguir uma transmissão ao vivo de uma transmissão posterior de "gravação ao vivo").
O YouTube: um breve histórico analítico
- Uma plataforma de múltiplas experiências
- O audiovisual na web pelo YouTube: a composição de vídeo, interface, ambientes e
9 Fonte:
Fonte:
Todas as informações aqui apresentadas, como essas experiências, foram retiradas da página https://www.YouTube.com/intl/pt-BR/yt/about/ Experiences/. 16 O YouTube possui uma estrutura de primeira página (home page) organizada em seções de interesse do usuário interpretadas com base nos algoritmos próprios da plataforma. A partir desses ambientes, estruturados em uma interface que tem o vídeo como ponto central, o usuário se coloca em trânsito, segue diversos itinerários – elaborados por ele ou pelos algoritmos de interpretação da plataforma – e se apropria desses conteúdos e os designa para utilizá-los.
PRÁTICAS AUTOBIOGRÁFICAS EM VÍDEO E A PRODUÇÃO DA
- Considerações sobre os regimes de representação e as tecnologias: um breve
- Narrativas de si em tempos de Cultura Digital
- O protagonismo do usuário como tendência de regimes de expressão autorreferentes
- Entre narrativas: o narrador e a experiência como instâncias de apropriação e
Estas novas entidades dão continuidade a uma tendência inaugurada na modernidade: a ocorrência do foco da visibilidade no indivíduo comum, aspecto crucial na produção de subjetividades e identidades", mas estabelecem as fronteiras na modernidade entre o público e o privado em crise. e transformar o sentido de intimidade e interioridade (BRUNO, 2004, p. 110), material do qual se nutre o objeto em análise - práticas autobiográficas em vídeo.É nesse sentido que o vídeo é tomado como ponto de partida para toda interação do usuário. ações, e faz dele esse espaço mediador Apesar da diferença estatística que Manovich (ver Capítulo 2) apresenta entre os usuários que se tornam produtores de conteúdo e aqueles que permanecem na rede como consumidores, ela ainda envolve mudanças de comportamento que alteram a relação entre os indivíduos e informação, com meios de comunicação.
Todas essas interações deixam rastros da navegação do usuário e atualizações na narrativa primária – o vídeo – seja pelo número de visualizações ou por todo o registro de impressões que se desdobram por meio de outras ações. Este trabalho tem interesse em observar o desenvolvimento que intervém na produção e compreensão que o sujeito usuário das redes sociais faz dos seus modos de estar no mundo, da percepção de uma subjetividade, portanto, daquilo que extrai dessas narrativas, cujas primeira nota desencadeia um protagonismo de si que se origina de uma primeira experiência, que se reconstrói por meio de uma linguagem - audiovisual, neste caso - e passa a circular em figuras que mudam rapidamente, em engajamentos e ações que mantêm seus trânsitos e atualidade, mudando ideias de tempo, espaço e principalmente o que se materializa na relação com o outro sujeito-usuário, interagente, a experiência que ali se pretende relatar. Este ponto de vista é o mais adequado neste caso e, portanto, constitui a base deste ensaio, pois permite-nos examinar os modos de ser que se desenvolvem ao lado de uma série de novas práticas de expressão e comunicação que estão atualmente em ascensão. , para compreender o significado deste curioso fenômeno que ainda cresce: a demonstração de intimidade.
Sibilia, para analisar quem é esse indivíduo que exibe sua intimidade, recorre novamente ao conceito de pacto autobiográfico do teórico Philippe Lejeune (2008) e aponta: “O eu que fala e se mostra incansavelmente nas telas da Internet costuma ser tríplice: é autor, narrador e personagem ao mesmo tempo” (SIBILIA, 2016, p. 57). Talvez isso aconteça porque estes relatos estão rodeados de uma aura de autoria, que por definição remete a uma certa autenticidade – algo que está no cerne do referido pacto de leitura – e implica uma referência a alguma verdade, uma ligação à vida real. e com o eu que assina, narra e vive ou viveu o que é dito (SIBILIA, 2016, p. 66). Embora as autonarrativas contemporâneas estejam mais próximas da informação do que a constituição clássica do narrador benjaminiano, tanto o ensaísta (1987), quanto Sibilia (2016) e Santiago (1989) confirmam a presença da experiência do eu-outro na construção do narrativa e seu reflexo na construção da subjetividade por meio dessa rede que se forma ao seu redor.
METODOLOGIA
O papel do “flaneur” é ser o movimento que vivencia a experiência do usuário da plataforma, com a intenção, porém, de transformar a experiência em conhecimento do meio (MONTAÑO, 2015, p. 22). Ao despojar cada objeto de qualquer função anterior ou estado de mera posse [associado à relação entre sujeito e objeto de consumo], o colecionador remete o objeto a uma constelação histórica por ele criada, revelando conexões e correspondências entre coisas que poderiam não existir sem sua intervenção (do catador) (MONTAÑO, 2015, p. 23, grifo nosso). Sua função é não permitir que se perca ou esqueça nada do que existe nesse “descanso”, elemento de ligação (AGAMBEN, 2008 apud MONTAÑO, 2015, p. 25) necessário para a compreensão dos fenômenos contemporâneos em análise.
Para Montaño (2015, p. 26), é necessário realizar uma “dissecção de frames discretos específicos de cada meio, que é quando as montagens, enquadramentos e efeitos de sentido vêm à tona”. Segundo o autor, os frames são territórios de experiências e de sentidos, que no âmbito dos meios audiovisuais se constituem de forma sobreposta, o que atravessa os próprios sentidos que ali se pronunciam (MONTAÑO, 2015, p. 262). A formação de constelações é uma metáfora utilizada por Montaño (2015, pp. 29-30), também baseada no conceito benjaminiano de colecionador e de “mostrar relações (e coleções)”.
Segundo Montaño (2015, p. 14), “o conjunto metodológico é necessário para compreender o ambiente e o ambiente em que ele é criado e transformado”. A possibilidade desta abordagem levou em conta duas questões levantadas pelo autor: a primeira refere-se ao fato de haver uma relação mútua entre quatro elementos diferentes em constante articulação que constroem o que temos como resultado audiovisual na web: o vídeo; interface; usar; e o meio ambiente (MONTAÑO, 2015, p. 14). A segunda refere-se à compreensão de que, uma vez online, o que geralmente se chama de vídeo passa de produto a processo (MONTAÑO, 2015a, p. 14), colocando o vídeo como ponto de partida para experimentos e renomeações, aqui identificados e analisados. abre caminho para o “audiovisual em rede” (MONTAÑO, 2015, p. 25) e alguns de seus desenvolvimentos para práticas autobiográficas contemporâneas em vídeo.
NÃO TIRA O BATOM VERMELHO
Prazer, JoutJout
A projeção das ideias na ideia do canal é este projeto idealizado por Júlia e Caio, personificado em Jout Jout, uma persona da esfera virtual, composta pelas dimensões de uma persona pública online, mediada, performativa, coletiva e com finalidade definida (BOYD & ELLISON, 2007) a apropriação feita do canal é um fator a ser observado. O YouTube disponibiliza uma interface para o usuário gestor do canal (proprietário, que tem acesso a mecanismos internos de publicação, criação de vídeos, acesso a estatísticas, etc.) e uma interface para o usuário visitante. Através do olhar do usuário visitante – acompanhando o movimento da figura do flâneur (MONTAÑO, 2015, p. 22) – avaliamos as interfaces de duas maneiras. ambientes específicos: 1) na casa do canal (Figura 7);
Junto a esta viga, estrutura-se efetivamente a casa do canal com seus espaços para apropriação do dono do canal. São elas (de cima para baixo): a imagem da capa com links para suas páginas e perfis em outros RSDs; a foto do perfil do canal; o nome do canal; e a barra lateral direita onde você pode sugerir canais para outros usuários. Iniciando o percurso pelo site do canal com a imagem de capa, observamos que a informalidade e a honestidade características do YouTuber começam a ser construídas como modos de expressão a partir da própria imagem de capa.
Outros espaços como a imagem do perfil do canal e o nome do canal, por outro lado, permanecem mais estáticos, como locais de fixação. Neste espaço, o dono do canal pode fazer recomendações de outros canais da plataforma aos seus seguidores e visitantes. Essencialmente textual, a descrição do canal converge para delinear sua personalidade online e, como veremos a seguir, construtora das “fachadas sociais”.
Não tira o batom vermelho: vídeo e usos para registros de experiências
- Não tira o batom vermelho: práticas autobiográficas em vídeo como experiência
Em alguns momentos específicos, o “eu” é relegado a um interlocutor idealizado, como no trecho onde a pergunta “Mas, Jout Jout, como vou saber se estou em um relacionamento abusivo?” é feita e logo em seguida é movida para a primeira posição da conversa, você. Cada uma dessas situações termina com a entrada de uma carta com efeito sonoro de buzina que diz “relacionamento abusivo”. Em seguida, a pessoa de que se fala, tema do vídeo, o relacionamento abusivo personificado na figura do agressor, utilizando
Ela ilustra o conceito desse amadorismo de quem não só consome, mas também se apropria dessas visualidades contemporâneas e as remixa. Em Não tire o batom vermelho temos – em alusão a uma das análises sobre o narrador pós-moderno (SANTIAGO, 1989, p. 44) – a presença de um narrador que se envolve na vida do outro e traz especificidades para a visão de vídeo. O diário não é necessariamente uma passividade, mas um dos instrumentos de ação (LEJEUNE, 2014, p. 304), não só para seu autor, mas a experiência de outrem, quando compartilhada, pode ser um catalisador para uma mudança íntima dentro de você. f) Resistência: o diário é um instrumento de resistência.
Neste utilitário, as redes entre os usuários que formam o Don't Remove Red Lipstick podem ser observadas de forma mais incisiva. Nas práticas de vídeo autobiográfico, essa doçura é amplificada e encontra força na formação de redes de vídeo, redes que emergem do vídeo e entre usuários, em suas dinâmicas de rede conversacionais. Mayhara traz uma forma interessante de trabalhar a mensagem do rompimento aceitando ou naturalizando um relacionamento abusivo.
Ele é o outro exemplo que está presente em “Não tire o batom vermelho” para que a prática autobiográfica no vídeo seja um espaço de experiência compartilhada e para que possa incluir todas as histórias e amores que começa a abrigar Disponível em: