Para tanto, considerou-se necessário trazer inicialmente uma discussão sobre a trajetória da educação de jovens e adultos (EJA) e da educação profissional (EF) no Brasil. O objetivo específico é ampliar a produção científica sobre questões relacionadas à educação profissional integrada à educação de jovens e adultos.
Teoria das Representações Sociais e a Educação
Os escritos de Machado e Aniceto (2010) identificaram as representações sociais dos ciclos de aprendizagem dos professores residentes na cidade do Recife e consideraram suas implicações práticas, delineando a relevância e a estrutura dessas representações. Com base em relatos de funcionários, alunos e professores de uma instituição pública brasileira, ela analisou as representações sociais dos professores e seu papel social.
Teoria das Representações Sociais e Educação de Jovens e Adultos
A representatividade das pesquisas em Representações Sociais sobre a EJA e o
Constatou-se que o certificado de assistente técnico em particular não parecia suficiente para ingressar no mercado de trabalho local, mas que a partir desta educação básica houve o reconhecimento da necessidade de uma certificação técnica integrada na educação de jovens. Nenhuma acção educativa pode prescindir de uma reflexão sobre o homem e de uma análise das suas condições culturais.
A EJA do ponto de vista histórico
Em 1963, encerrou-se a Campanha pela Educação de Adultos (CEAA) e Freire foi o responsável pela organização do primeiro Programa Nacional de Alfabetização de Adultos (SOARES, 1996). A política federal de jovens e adultos é de responsabilidade da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (COEJA), órgão vinculado à Secretaria de Educação Fundamental do Ministério da Educação (PERREIRA, 2007).
A Educação Profissional sob o viés da história
Segundo as palavras de Moscovici (2013), as representações sociais teriam como característica especial o senso comum coletivo, como procuram analisar. Entre os motivos que explicam a força deste movimento, já mencionei o alcance da Teoria das Representações Sociais. Sobre a transparência e o caráter amplo da teoria, o próprio Moscovici (203) esclareceu o seguinte: “No entanto, é clara a aspiração da teoria das representações sociais, pelo fato de assumir a comunicação e as representações como suas. Centro.
Estudar as representações sociais significou, portanto, compreender como os sujeitos operam para se definirem e transformarem a sociedade. É facilmente compreendido que as ciências são o meio pelo qual compreendemos o universo reificado, enquanto as representações sociais tratam do universo consensual. Esta seria a razão pela qual foram criadas as representações sociais e porque essa criação se daria por meio de dinâmicas comunicacionais, ou seja, a comunicação seria o principal propulsor na formação das representações (MOSCOVICI, 2013, p. 61).
Assim, ao longo dos anos, deu continuidade ao seu trabalho e alimentou a hipótese da existência de uma ligação direta entre as ideias sociais e o comportamento dos indivíduos.
Local da pesquisa, definição da população e da amostra
Com base nas informações da equipe técnico-pedagógica do instituto, definimos os sujeitos do PROEJA como nossa população. Porém, antes de considerar a análise qualitativa, alguns dados numéricos foram considerados necessários para caracterizar o locus e os sujeitos investigados. Conforme Tabela 2, o total de alunos matriculados no PROEJO no momento da coleta de dados era de 114.
Porém, para analisar se os sujeitos têm percepção social do programa, selecionamos uma amostra de 62 alunos matriculados no 2º e 3º ano (54,4% matriculados no PROEJA). A fase de coleta de dados consistiu em 8 visitas à instituição e explicação aos sujeitos sobre a natureza da investigação.
Metodologia de coleta de dados
Na segunda parte, utilizou-se o Teste de Associação Livre de Palavras (TALP), também chamado de Evocação Livre, como principal técnica de coleta de dados. O TALP consiste em uma ampla técnica desenvolvida para coletar os elementos constituintes do conteúdo de uma determinada representação. A associação das palavras foi feita a partir de um tema indutor, neste caso a palavra indutora foi PROEJA.
Tem assumido um papel muito importante nos estudos das representações sociais, pois rapidamente ganha acesso aos elementos constituintes do universo semântico dos termos (SPINK, 1993). A coleta dos elementos constituintes do conteúdo de uma representação [..] consiste em pedir aos sujeitos que digam, por meio de um termo indutivo apresentado pelo pesquisador, as palavras ou expressões que imediatamente lhe vieram à mente (ibidem, p. 66).
Organização das palavras evocadas e tratamento do corpus
Estudar estereótipos sociais partilhados espontaneamente por membros de um grupo [..] Um estereótipo é “a ideia que temos de...”, a imagem que surge espontaneamente. Antes de qualquer agrupamento segundo classificação (separação de unidades importantes em categorias, rubricas ou classes), começamos por recolher e subtrair palavras idênticas, sinónimas ou próximas no nível semântico (p. 58). Com base na AC, à primeira vista, as palavras estão organizadas no corpus em ordem alfabética, ainda dividida entre alunos (229 palavras) e professores (160 palavras).
Para cada um deles, pactuou-se a sistematização de um processo de análise que consiste em: busca de sinônimo, comparação com o universo de palavras segundo grupo de sujeitos, pesquisa etimológica e verificação de antônimos. A seguir agrupamos as palavras que eram sinônimas ou muito próximas do ponto de vista semântico.
O resultado das evocações no EVOC: relatos e discussões
Formulação das categorias de análise
Análises de saliência
Para esta tese utilizamos apenas 5 dos subprogramas do EVOC (2000), que foram: 1) LEXIQUE - que permitiu construir um vocabulário de todas as palavras evocadas; 2) TRIEVOC – que coloca todas as palavras em ordem alfabética; . 3) RANKMONT - analisar os dados e gerar uma lista com as palavras lembradas em ordem alfabética, com cálculos estatísticos de frequência das palavras e da posição em que foram citadas, gerar também a frequência total de cada palavra, calcular a média ponderada de ordem de cada chamada, bem como a frequência total e média da sequência de chamadas; 4) RANGFRQ- organizou as chamadas de acordo com as frequências e sequências de chamadas, gerando a “tabela de quatro quadrados” com as palavras que pertenciam ao NK e SP; 5) AIDECAT- forneceu uma matriz de preferências que indicaria pares simétricos de evocações, ou encontros (EVOC, 2003). Pela natureza deste trabalho, que buscou trabalhar a estrutura das representações sociais sobre o PROEJA, o EVOC (2003) mostrou-se muito adequado como ferramenta de análise por ter sido criado em consonância com o TNC das representações sociais. Segundo Saraiva (20), em seu trabalho intitulado “O uso do software EVOC (2003) nos estudos sobre representações sociais”, a.
O objetivo da análise prototípica foi fornecer hipóteses de elementos que comporiam o SC e o SP das representações (WACHELKE; WOLTER, 2011). Assim, a partir da análise prototípica, pretendeu-se analisar as representações sociais sobre o PROEJA, segundo atores educativos do IFFluminense, apoiando-se no TRS, enfatizando a abordagem estrutural expressa no TNC proposto por Abric, e no TALP como procedimento metodológico de coleta de dados.
Cálculo de frequência e ordem média
Com base nos dados fornecidos pelo EVOC (2003), verificou-se que o corpus de análise é composto por: a) evocações dos alunos – total de 229 palavras, das quais 81 eram diferentes, pois 148 palavras foram evocadas mais de uma vez; b) chamadas dos professores - total de 152 palavras, das quais 60 eram diferentes, pois 120 palavras também foram chamadas mais de uma vez. A análise prototípica baseia-se, portanto, na visão de Wachelke e Wolter (2011), segundo o princípio segundo o qual quanto mais cedo um indivíduo se lembra de uma palavra, maior será a representação dessa palavra num grupo constituído por pessoas com perfil semelhante. Abric (2001) considerou que este quadrante tanto pode revelar a existência de um subgrupo minoritário que constrói uma representação diferente, como pode simplesmente ser composto por elementos complementares da primeira periferia.
A intersecção das duas coordenadas discutidas anteriormente (frequência e OME) caracterizaria a tabela de resultados de uma análise prototípica. Sobre como determinar a frequência mínima que mostra a estrutura de uma representação social, Wachelke e Wolter (2011, p. 523), disseram que não há consenso quanto à frequência mínima, explicando que em muitos casos, um percentual de 5% foi usado pelo número de participantes.
Análise de Similitude dos elementos: as co-ocorrências
Assim, a frequência mínima de palavras contabilizadas como parte da estrutura da representação social em moda seriam aquelas lembradas por pelo menos três professores e cinco alunos da amostra total de cada grupo. representações. Este procedimento de análise resultaria na construção de gráficos ilustrativos que poderiam ser do tipo: I) A árvore de máxima similaridade que ilustraria a intersecção entre todos os termos que mantêm certa relação entre si; II) gráficos com filtro revelando todas as conexões entre os termos propostos feitas por pelo menos um e outro dentro do percentual de temas examinados); ou III) ou gráficos de relações significativas que permitissem a visualização das relações entre os termos mais característicos da representação para um determinado grupo de sujeitos (OLIVEIRA; CUNHA, 2003). No presente estudo foi escolhida a Árvore de Máxima Similitude com indicações dos percentuais que correspondem a todos os termos que mantêm certa relação entre si, dentro da estrutura das representações.
Levando em consideração o número de vezes que palavras foram evocadas juntas em um mesmo grupo, o AIDECAT, como programa EVOC (2003), organizou uma matriz de coocorrência entre os elementos identificados na estrutura de uma representação social. Como resultado deste procedimento, foi possível construir duas figuras que pudessem ilustrar a intersecção entre todos os elementos da representação que mantinham certa relação entre si (ver Figuras 2 e 3 apresentadas no item 6.45 desta tese).
Estrutura das representações sociais dos alunos: desvelando as palavras evocadas
Note-se que o primeiro teve maior destaque na expressão do universo representacional em questão, com um OME de cerca de 3,1 e um total de 12 aparições, suficientes para se qualificar prototipicamente para a zona central na estrutura representacional. Outra evocação que emergiu na primeira periferia da representação social do PROEJA, além do ‘aprendizado’, foi o componente ‘dedicação’ que expressava uma dimensão atitudinal quanto à participação no referido programa. Com base na análise estrutural das representações sociais, em relação ao quadrante inferior direito, onde se situa o chamado sistema periférico e muito afastado da representação em questão, foram identificadas as cognições ‘trabalho’ e ‘profissional’.
Essas características foram confirmadas pelas objetivações registradas para o estímulo indutor “PROEJA”, quando representado pelo elemento “oportunidade” como maior representante da NC, seguido das palavras “conhecimento, estudo” e “trabalho”. Estes compõem o NC de representação do PROEJA, elaborado pelos alunos do IFFluminense campus Campos-Guarus.
Estrutura das representações sociais dos professores: desvelando suas evocações
Portanto, as evocações consistentes de SC e SP das representações sociais do PROEJA elaboradas pelos estudantes pareceram demonstrar uma estrutura representacional semelhante e interligada. Primeiramente, conforme tabela anterior, apresento a representação social do PROEJA eliciada pelo TALP e gerada pelo software utilizado. Combinado com as demais elicitações, o terceiro item, ainda nesta zona, foi “esforço”, o que pareceu demonstrar que os professores ancoraram sua representação do PROEJA em torno de uma relação psicoafetivo-comportamental, como expressão característica dos alunos matriculados no programa.
O sistema periférico remoto localizado no quadrante inferior direito parece revelar de certa forma o NC das estruturas representativas do PROEJA para professores. Nesse sentido, observamos a construção da apresentação do PROEJA, que está ancorada na visão técnica do corpo docente que atua no IFFluminense campus Campos-Guarus.
Estrutura das representações sociais de alunos e professores: questões de co-
O presente trabalho buscou desvelar a estrutura das representações sociais que professores e alunos do IFFluminense campus Campos-Guarus construíram em torno do PROEJA, levando em consideração seus conhecimentos e experiências. Observou-se também que as constantes evocações dos sistemas centrais e periféricos de representações sociais pelos professores enfatizavam contrastes e diferenças. As representações sociais dos jovens sobre o sucesso e o fracasso e o seu contributo para o ensino/aprendizagem da história.
Um estudo das representações sociais sobre química de estudantes do ensino médio da Educação de Jovens e Adultos de São Paulo, 100p. Representações sociais da Escola na perspectiva de estudantes da Educação de Jovens e Adultos - EJA.pp.