Para todos os alunos com deficiência que fazem parte da rede municipal de ensino de Campos dos Goytacazes. O processo de inclusão escolar de alunos com deficiência começou a ser pensado na década de 1990, no Brasil, com base na legislação nacional e internacional que o legitima.
Constituição histórica da educação especial no Brasil
Em 1857, pela lei nº 839, também no Rio de Janeiro, Pedro II fundou o Imperial Instituto dos Surdos-Mudos, que em 1957 ficou conhecido como Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). No Rio de Janeiro, também por iniciativa do professor, a instituição foi criada em 1948, com o nome de Sociedade Pestalozzi do Brasil.
Políticas públicas na educação especial – educação inclusiva
Este decreto define “a educação especial como uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades educacionais que enfatiza o papel complementar da educação especial em relação à educação geral” (BRASIL, 1999, p.1). Enquanto o Decreto nº implementou o Plano de Desenvolvimento da Educação, estabelecendo em suas diretrizes o compromisso de todos com uma educação que garanta o acesso e a permanência no ensino geral, além do atendimento educacional especializado a todos os alunos com deficiência, desenvolvimento global e alta habilidade/superdotação. .
Estratégias e práticas para a educação inclusiva
2º Consideram-se professores especializados em educação especial aqueles que desenvolveram competências para identificar necessidades educacionais especiais [..], bem como para trabalhar em equipe e auxiliar o professor da sala comum nas práticas necessárias à inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais (BRASIL, 2011). Muitas vezes os professores trabalham com procedimentos repetitivos, com conteúdos fora de contexto que não facilitam a aprendizagem dos alunos.
O desenvolvimento humano segundo Jean Piaget
Segue-se que a teoria do desenvolvimento apela necessariamente à ideia de equilíbrio entre fatores internos e externos ou, mais genericamente, entre assimilação e acomodação (PIAGET, 2011, p.89). A quarta subetapa, denominada coordenação de esquemas, que vai do oitavo ao décimo segundo mês, é caracterizada por um comportamento intencional e motivado pela busca por objetos que você deseja e que, na sua ausência, estão ao seu alcance.
O desenvolvimento humano segundo Henry Wallon
Com essa mudança e a chegada de alunos com deficiência em sala de aula e posterior formação, muitos professores têm buscado uma formação individualizada. Podemos deduzir que a formação dos professores que atuam atualmente em sala de aula não permite a inclusão. O processo inclusivo vai além de colocar os alunos com deficiência em sala de aula, vai além da questão do acesso, é preciso pensar na qualidade dessa educação, na duração desses alunos e no sucesso de sua aprendizagem.
O aprendizado que o aluno recebe na sala regular pode se estender até a sala de recursos, dependendo da interação entre os professores. A colaboração dos professores do ensino regular e da sala de recursos visa realizar os ajustes necessários para promover o desenvolvimento das potencialidades e da aprendizagem dos alunos com deficiência. O processo inclusivo vai além de matricular os alunos com deficiência em uma sala de aula regular, onde os alunos estariam presentes para socializar.
O público-alvo da educação especial é atendido na sala de recursos, sendo geralmente necessário um relatório atualizado. Ela também fala dos outros alunos, porque ela está na sala e observa tudo” (Professora 8, que tem alunos com deficiência neurológica e deficiência múltipla). Como funciona a parceria entre o professor da sala de recursos e você, como professor da sala regular?
O desenvolvimento humano segundo Vygotsky
A formação docente no Brasil numa perspectiva histórica e legal
O que, segundo Tanuri (2000), trouxe “avanço em relação ao desenvolvimento qualitativo e quantitativo das escolas de formação de professores” e mais tarde foi. A formação de professores ocorreu em duas etapas, com diploma em três anos e mais um ano para habilitação ao ensino (diploma) nas disciplinas básicas das escolas normais. Em 1986, o Conselho Federal de Educação aprovou o Parecer nº. 161, que prevê a transformação do curso pedagógico e também oferece a formação de professores para atuar nas classes iniciais da educação básica (da primeira à quarta série).
Ofereceram também a possibilidade de integração numa base comum na formação de professores para diferentes níveis de ensino e especialidades, institucionalizando a Escola Normal Superior no âmbito das instituições de ensino superior. A política nacional de formação de profissionais do Mestrado em Educação foi instituída por meio do Decreto nº 6.755 em 2009.
A inclusão escolar na formação docente
Vale ressaltar que o inciso III do artigo 59 da LDB refere-se a dois perfis de professores que atuam com alunos com necessidades educacionais especiais: o professor formado em sala regular e o professor especializado em educação especial. Segundo Michels (2011), este documento não levanta preocupações quanto à formação de professores para trabalhar com alunos com deficiência; estipula apenas que todos os professores devem ter “experiências com algumas modalidades” na sua formação, incluindo a educação especial. A formação em educação especial, portanto, não seria mais ministrada paralelamente à formação em pedagogia, mas seria deixada para especializações e aperfeiçoamentos.
Devemos ter em mente que a formação de professores não deve ser diferente para quem atua no ensino regular e para quem atua na educação especial. Qualquer plano de formação deve ajudar os professores a tornarem-se qualificados para ensinar.
Implicações da formação continuada para a inclusão escolar
Portanto, segundo Mendes Sobrinho (2002), a formação continuada é importante para minimizar lacunas na formação docente. Para a construção da formação docente, é importante considerar os conhecimentos que os professores constroem no seu cotidiano docente, nas suas experiências em sala de aula. Na formação inicial é preciso superar a dicotomia histórica entre teoria e prática e o divórcio entre a formação pedagógica e a formação no campo de saberes específicos que serão trabalhados em sala de aula.
A formação continuada é vista como ponte e quebra dessa dicotomia entre teoria e prática, que opera a partir da realidade vivenciada pelo professor em sala de aula, a partir de seu posicionamento e lacunas de seu conhecimento. Pelo que foi exposto, podemos notar que a formação docente foi reestruturada desde o seu início e ainda não pode ser considerada qualitativa dada a importância da atuação deste profissional em sala de aula.
A construção da pesquisa
Como observa Minayo (2001, p. 203), a Análise de Conteúdo visa “ultrapassar o nível do bom senso e do subjetivismo na interpretação e alcançar a vigilância crítica em relação à comunicação de documentos, textos literários, biografias, entrevistas ou observações”. A análise de conteúdo da fala dos professores feita por Bardin (1977, p. 37) permitiu identificar os principais temas e identificar os problemas da prática pedagógica integral que eles enfrentavam e da sua formação inicial e continuada. A exploração do material constitui um processo de codificação do texto em temas, enquanto a análise e interpretação se caracteriza pelas conclusões e interpretações feitas a partir da análise avaliativa, interpretando a carga avaliativa que os professores atribuem aos temas levantados, identificando assim os problemas .
A análise categórica é uma das técnicas de desenvolvimento da análise de conteúdo que inicialmente divide o discurso em categorias. A definição e escolha das categorias é feita de acordo com os temas e objetivos da pesquisa identificados nas falas dos docentes estudados, conforme explicado nos anexos.
Elaborações das categorias de análise
Esse processo envolveu três fases: (i) pré-análise, (II) exploração do material e (III) análise e interpretação dos resultados. Na pré-análise foi realizada uma leitura fluida para definir, de acordo com o objetivo, a unidade de registro, que é uma unidade de significado que deve ser codificada para categorização.O tema foi utilizado como unidade de registro, por ter sido a unidade considerada adequada para estudos envolvendo atitudes, valores, opiniões e percepções. As categorias iniciais são as primeiras impressões observadas e resultado do processo de codificação das entrevistas transcritas, chegando a vinte categorias.
As categorias iniciais foram ordenadas conforme sua abordagem temática e teórica e formaram categorias intermediárias. Por fim, a partir da combinação das teorias intermediárias, chegamos ao final da análise com as categorias finais.
O encontro com o campo
A professora trabalha em dois turnos, terça, quarta e quinta, para atender todos os alunos. Considerando apenas o ensino fundamental I, foco de nossa pesquisa, a unidade educacional conta com quatrocentos e noventa e quatro alunos regularmente matriculados, do primeiro ao quinto ano de escolaridade. Na tabela seguinte podemos ver o número de alunos com deficiência incluídos no 1º ao 5º ano do ensino primário em 2018.
A escola possui um laboratório de informática que também atende todos os alunos na mesma aula, em parceria com o professor da turma regular. Com base nas informações apresentadas na tabela anterior, podemos perceber que, dos quatorze professores entrevistados, a maioria, nove professores, não possui formação continuada focada na inclusão na escola.
Percepções e crenças sobre a inclusão
Portanto, essa questão de quantidade de alunos em sala fica a critério do município e do estado. Os alunos têm atendimento na sala de recursos, no contra turno com eles, o professor fica à disposição, tem cursos, tem de tudo, mas é no contra turno e. A professora da sala de recursos prepara brincadeiras, atividades de estímulo e quando vão para a sala de recursos passam um tempo com ela depois do plantão” (Professora 9, tem alunos com atraso neuropsicomotor e Transtorno do Espectro Autista).
Acredito que a professora estava pensando em uma aula especial, com os recursos disponíveis na câmara, para ter mais apoio pedagógico. Ele deveria ficar na sala de recursos e se comunicar com os demais apenas no refeitório, nos intervalos” (Professor 11, tem alunos com deficiência intelectual e transtornos do espectro do autismo).
Entre a formação e a prática inclusiva
Nesse contexto, vista como uma formação voltada para professores especialistas que atuam em sala de recursos, a formação deve preparar todos os professores para trabalhar com a diversidade, ou seja, um professor que reflita sobre sua prática. É necessária formação para que os professores, quando confrontados com a diversidade na sala de aula, estejam preparados para uma reformulação da sua prática. Esses apontamentos nos fazem perceber que são muitos os problemas que os professores enfrentam e que o maior deles se refere ao que precisa ser feito com o aluno em sala de aula.
A formação deve gerar conhecimento sobre o que pode acontecer em sala de aula, com estágios, aulas práticas, conhecimento da realidade e conhecimento das ferramentas para agir” (Professor 2 tem alunos com transtorno do espectro do autismo, transtorno desafiador de oposição e deficiência intelectual). Deve-se priorizar a prática em sala de aula, que ainda é muito limitada, pois um dia, uma semana não é suficiente.
Desafios da prática inclusiva
A família, como primeira instituição, primeiro grupo social em que a criança se insere, é muito importante no processo de educação do deficiente. A aceitação e modificação de práticas inclusivas por parte dos professores e de toda a equipe pedagógica é decisiva para o desenvolvimento das potencialidades dos alunos com deficiência. A presença de alunos com deficiência nas escolas regulares é uma realidade que não pode ser evitada.
Análise dos saberes docentes preconizados pela produção acadêmica para a inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais. Assistência escolar a alunos com necessidades educacionais especiais: um olhar sobre as políticas públicas de educação no Brasil. Deficiências A experiência inicial com alunos com deficiência e como elas se desenvolvem ao longo do tempo.
Contribuições de um professor especialista, atendimento pedagógico especializado e experiências com alunos com necessidades especiais para alcançar a inclusão.