• Nenhum resultado encontrado

universidade federal de minas gerais

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "universidade federal de minas gerais"

Copied!
132
0
0

Texto

Assim, objetivamos analisar a institucionalização da política de assistência social no âmbito estadual. 2 O ENVOLVIMENTO DA GESTÃO ESTADUAL NA INSTITUCIONALIZAÇÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL: DEFININDO O PAPEL DOS ESTADOS.

ASSISTÊNCIA SOCIAL: DE CARIDADE À POLÍTICA PÚBLICA

A construção das relações intergovernamentais na política de assistência social: o

A construção da política de assistência social culminou na adoção de um sistema nacional, instrumento utilizado pelo governo central para realizar sua descentralização. A análise de Sátyro e Cunha (2018) sobre a capacidade transformadora do governo federal para moldar mudanças estruturais nos municípios chega à mesma conclusão de Bichir a; 2016b) sobre o impacto das regulamentações federais na implementação bem-sucedida da política de assistência social no nível local.

A ATRIBUIÇÃO DA GESTÃO ESTADUAL NO PERÍODO ANTERIOR AO

A mudança ocorrida nesse período não abriu caminho diretamente para a institucionalização da política de ajuda. 30 da LOAS: constituição em lei e comprovação do funcionamento de conselhos, fundações e planos de assistência social.

A NOVA POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E A CONSTRUÇÃO

Esses importantes marcos na institucionalização da política de assistência social significam o compromisso do governo com a assistência social em todo o território nacional. Melhora a capacidade de gestão e regulação dos governos estaduais na política de assistência social em seu território.

SISTEMA FEDERATIVO E A DESCENTRALIZAÇÃO DE POLÍTICAS

Tipos de descentralização e autonomia para tomada de decisões

Assim, deve ser feita uma distinção entre a designação formal de descentralização de competências (policy-making) e a descentralização da autoridade decisória sobre essas mesmas políticas (policy decision-making). Esta última refere-se aos diferentes tipos de descentralização, nomeadamente política, fiscal e de poderes (ARRETCHE; VAZQUEZ; GOMES, 2012; RODDEN, 2004). A descentralização fiscal diz respeito à distribuição de poderes fiscais entre os diferentes níveis de governo (SILVA, 2005), ao aumento da renda ou à autonomia fiscal dos entes subnacionais (FALETTI, 2006).

A maioria dos estudos empíricos foca apenas nos saldos e gastos entre governos, mas a identificação dos gastos por si só diz pouco sobre a autoridade sobre as decisões (ARRETCHE; . VAZQUEZ; GOMES, 2012; RODDEN, 2004). Com ênfase no relacionamento harmonioso e na facilitação da coordenação entre os entes, quatro elementos devem ser destacados: 1) clareza na definição da alocação de receitas e prestação de contas dos gastos do governo; A descentralização de poderes tem a ver com a responsabilidade pela execução da política pública (ARRETCHE; VAZQUEZ; GOMES, 2012).

Sobre essa distinção de difícil mensuração, Rodden (2004) afirma que muito raramente os governos centrais concedem plena autonomia aos governos subnacionais e, mesmo na ausência de vínculo sindical, o poder costuma ser compartilhado entre outros entes.

RELAÇÕES INTERGOVERNAMENTAIS E MECANISMOS INSTITUCIONAIS

Derivada da economia, a teoria da agência é útil para pensar o papel da assimetria informacional, bem como os incentivos existentes nas relações políticas, onde diferentes interesses estão em conflito. Aplicando a teoria da agência ao campo das relações intergovernamentais, os governos subnacionais podem ser vistos como agentes da União e a relação entre eles é chamada de contrato de execução (MACHADO, 2014). Utilizando-se de suas prerrogativas constitucionais para legislar sobre políticas públicas, o governo central estabelece metas nacionais e constrói mecanismos de indução e controle sobre sua implementação pelos governos subnacionais, referindo-se às relações favoráveis ​​da teoria da agência.

Nessa configuração, mesmo que estados e municípios percam autonomia, os incentivos econômicos, bem como a redução dos custos de implementação das políticas públicas, tornam atraente o cumprimento do "contrato". No entendimento de que as normas federais na assistência social introduziram o apoio dos estados para a implementação da descentralização da política (municipalização), à luz da teoria da agência, os estados encontram-se a meio caminho entre os dois extremos: uma vez que este nível de governo é autorizado a realizar a entrega da política quando a demanda pelo benefício ultrapassa o limite do benefício ou em caso de emergência, o município. No entanto, a mudança institucional da assistência social no Brasil foi dirigida pelo governo central, apesar da participação dos estados também como coordenadores da municipalização da política.

Analisar esse processo com base no conceito de capacidade do Estado não significa avaliar os resultados da política em si, mas a capacidade dos entes de entregar essa política.

CAPACIDADE ESTATAL E ARRANJOS FEDERATIVOS

Aqui é importante entender como as normas e induções propostas pelo governo federal afetaram a capacidade dos governos estaduais, por meio das secretarias estaduais de assistência social, de 1) gerir a política, a partir da organização de suas estruturas administrativas e burocráticas; 2) financiamento, pensando na participação nos gastos da área, se dá ou não cofinanciamento aos municípios e como destinar recursos próprios aos fundos; e 3) coordenar, no que se refere às funções de apoio aos municípios e convênios na CIB. Como o foco do trabalho é discutir a participação da gestão estadual em um contexto de concentração da autoridade normativa na União, optou-se também por enfatizar a capacidade transformadora do MDS em moldar o comportamento dos órgãos dirigentes dos governos subnacionais. A capacidade transformadora foi operacionalizada por meio da criação de incentivos diretos e indiretos por meio de leis, decretos e resoluções nacionais para que os governos subnacionais aderissem às políticas de assistência social (SÁTYRO; CUNHA, 2018).

Assim, a capacidade transformadora pode ser vinculada à de aprendizagem institucional e organizacional, que possibilita ajustes na própria organização política (SÁTYRO; CUNHA, 2018). A análise da institucionalização da política de assistência social no Brasil permite atribuir ao MDS uma capacidade transformadora. A autora observa que, ao longo da institucionalizacao da politica de assistencia social, o governo federal percebeu que, "para realmente envolver o nivel estadual, era necessario desenvolver mecanismos de incentivo, incluindo regras para repasse de recursos condicionado a determinadas acoes estatais" (BICHIR, 2016b, p. 52).

Portanto, nesta tese, a institucionalização da política de assistência social, expressa pelo conteúdo das normas federais, bem como pela capacidade transformadora da União, é a variável independente.

DINÂMICA INSTITUCIONAL: DISCUTINDO A MUDANÇA GRADUAL E O

Mas como explicar processos endógenos e graduais, como as mudanças ocorridas no desenvolvimento da política de assistência social após a criação do Ministério do Desenvolvimento Social. O papel atribuído aos municípios é fácil de entender e o desenvolvimento das capacidades administrativas e burocráticas desse nível de governo para a implementação da política de assistência social é uma clara consequência da mudança gradual que vem ocorrendo no nível nacional. Entendemos que as categorias analíticas descritas nessas hipóteses devem ser consideradas em conjunto, pois representam diferentes aspectos de um mesmo fenômeno, a institucionalização da política de assistência social.

4 DESENVOLVIMENTO DAS CAPACIDADES DO ESTADO NO CENÁRIO ESTADUAL: A EDUCAÇÃO DO CAMINHO DOS ESTADOS NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. Recentemente, os estados aderiram ao sistema e se comprometeram a contribuir para a institucionalização da política de assistência social. A análise empírica proposta por este trabalho tem como foco o curso da ação do estado, e busca verificar o desenvolvimento da capacidade do estado de gerir e coordenar a política de assistência social neste nível de governo entre 2010 e 2015.

Em relação a esta última função, não se pode ignorar a importância da participação da sociedade civil na construção da política de assistência social nas três esferas de governo.

Figura 1 – Curva tradicional da institucionalização
Figura 1 – Curva tradicional da institucionalização

A ANÁLISE DE CLUSTER

Neste exercício, será apresentada a trajetória dos estados em cada um dos indicadores listados, o que finalmente permitiu realizar uma análise de grupo para identificar o comportamento dos estados em relação a cada dimensão. A quinta parte inclui uma discussão mais ampla, com uma análise de cluster que levou em conta todos os indicadores, o que permite entender o desenvolvimento da capacidade do estado no nível estadual. A definição de variáveis ​​é uma tarefa primordial, tendo em vista que o objetivo da análise de agrupamento é definir uma estrutura de dados para que seja possível agrupar observações mais semelhantes.

Esta tarefa leva em consideração o dilema entre o número de clusters e sua homogeneidade. 2005) lista seis etapas a seguir na análise de cluster: 1) objetivos da análise de cluster, 2) projeto de pesquisa em análise de cluster, 3) pressupostos na análise de cluster, 4) determinação de clusters e avaliação de adequação geral, 5) interpretação de clusters e 6) validação e perfil de clusters. Para isso, existem vários tipos de algoritmos de agrupamento, que têm como critério a maximização das diferenças entre os agrupamentos e são divididos em hierárquicos e não hierárquicos. Seguimos a recomendação de Hair et al., 2005) e utilizamos o método hierárquico (método de Ward) para definir o melhor número de clusters e centros de clusters, além de identificar possíveis observações atípicas; e a.

Em nossa última pesquisa, eles foram classificados como "alto", "médio" e . 2005), não existe um método que garanta validade e significância prática, mas dois aspectos se destacam: a validade da solução de agrupamento, ou seja, a garantia de representatividade da amostra utilizada; e o perfil da solução por agrupamento, análise que vai além da descrição do que cada grupo define, tornando-se necessário considerar características que diferem significativamente entre os agrupamentos e que podem ser atribuídas a um determinado agregado.

PRIMEIRA DIMENSÃO: A CAPACIDADE GESTORA DOS ESTADOS

O agrupamento dos estados em relação à capacidade gestora

A partir desses dados, realizamos uma análise de cluster para identificar semelhanças e diferenças entre os países. O segundo grupo (cluster 2), mais institucionalizado, tem características opostas: os países que o integram possuem setores mais formalmente organizados e relativamente mais estatutários do que contratados. A eles se juntaram Roraima, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Bahia e Santa Catarina, os estados nordestinos em maior número.

Sobre esse aspecto, destacamos no texto os estados que apresentaram estabilidade em determinado estado e os que mudaram repentinamente de um grupo para outro entre 2014 e 2015. Os estados do Pará, Alagoas e Mato Grosso do Sul têm a característica oposta: são os mais institucionalizados, pois faziam parte do agrupamento dos absortivos, que mudaram de forma abrupta. trajetória homogênea para pertencer a um grupo, nota-se que os estados do Rio Grande do Sul e Goiás passaram no grupo 1 a maior parte do tempo e passaram para o grupo mais institucionalizado em 2015.

As diferenças entre os países são resultado da atuação dos gestores responsáveis ​​pela organização das secretarias estaduais de assistência social.

SEGUNDA DIMENSÃO: A CAPACIDADE FINANCEIRA DOS ESTADOS

O responsável pela organização das despesas é o Secretário Estadual de Assistência Social em quase todas as secretarias. Desde a primeira contagem do SUAS, todas as secretarias estaduais encaminharam ao Conselho o Relatório de Execução Físico-Financeira das ações assistenciais. A dimensão da capacidade financeira dos Estados no campo da assistência social é formada pelos indicadores da parcela das despesas assistenciais em relação às despesas totais dos Estados, a realização e tipo de cofinanciamento e a forma de alocação dos recursos.

A dimensão da capacidade de articulação dos estados no campo da assistência social é composta pelos indicadores de resultado das ações de apoio aos municípios e pelos temas pactuados na CIB. Combinamos as dimensões analisadas anteriormente para avaliar o nível de institucionalização das secretarias estaduais de assistência social. Assim, escolhemos o primeiro intervalo temporal (2011 a 2015) para realizar a análise de cluster e discutir a trajetória de institucionalização das secretarias estaduais de assistência social.

Em 2015, o Mapa 27 mostra que as secretarias governamentais de assistência social aumentaram seu nível de institucionalização ao longo do tempo. Federalismo, descentralização e o novo arranjo institucional da política de assistência social: lidando com problemas de coordenação e autonomia. Os estados em Suas: uma análise da capacidade institucional dos governos estaduais na assistência social.

Gráfico 1 – Participação dos entes no financiamento da Assistência Social – 2002 a  2016 (%)
Gráfico 1 – Participação dos entes no financiamento da Assistência Social – 2002 a 2016 (%)

Imagem

Figura 1 – Curva tradicional da institucionalização
Figura 2 – A institucionalização da política de assistência social no Brasil: regras e  estruturas institucionais
Mapa 1 – Proteção Social Básica e Proteção Social Especial como subdivisões  administrativas das secretarias estaduais – 2015
Mapa 2 - Gestão do SUAS como subdivisão administrativa das secretarias estaduais -  2015
+7

Referências

Documentos relacionados

Nestes termos, a Conta Covid foi muito importante e eficaz para mitigar e contornar o problema de desequilíbrio financeiro do setor, ao permitir que as distribuidoras honrassem com