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Academic year: 2023

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SOBRE CONCEITOS POLÍTICOS E MODELOS TEÓRICOS EM CONVERSAS SOBRE JUSTIÇA SOCIAL - DO CAMPO DO CONHECIMENTO POLÍTICO A PROJETOS TEÓRICOS FEMINISTAS. Na verdade, as várias reivindicações são derivadas no campo do conhecimento para mitigar dúvidas e incertezas sobre o que é "a".

O CAMPO DO CONHECIMENTO POLÍTICO

Assim, entre as décadas de 1950 e 1970, os cientistas políticos behavioristas celebraram o "declínio da teoria política", simbolizando o colapso e a verdadeira celebração da "morte da filosofia política". A obra de John Gunnell (1986), como crítica à alienação da teoria política contemporânea, tem uma concepção do campo do conhecimento político completamente diferente da aqui discutida.

Figura 1: Primeiro esboço esquemático do campo do conhecimento político
Figura 1: Primeiro esboço esquemático do campo do conhecimento político

OS CONCEITOS: ―A‖ POLÍTICA E ―O‖ POLÍTICO

Para Chantal Mouffe (2005b [2000], p. 16), a tentativa dos dois autores aponta que “[..] o domínio da política – mesmo quando se trata de questões fundamentais como justiça ou princípios fundamentais – não é um domínio neutro terreno que poderia ser isolado do pluralismo de valores ou no qual soluções racionais e universais poderiam ser formuladas. Na obra de Thamy Pogrebinschi (2009), buscamos, por meio do pensamento marxista, pistas sobre o que deveria e poderia ser 'o' político, reconstruindo essa ideia à luz do suposto 'fim da política', que se refere à superação de sua dimensão estatal.

POR QUE PRECISAMOS DE TEORIAS DA JUSTIÇA SOCIAL?

Assim, por causa dessa multiplicidade de valores fundamentais dentro da teoria política e das discussões sobre justiça social, deve-se “[..] abandonar a ideia de desenvolver uma teoria ‘monista’ da justiça. Para obter uma imagem abrangente, uma teoria da justiça pressupõe a existência de um ponto de vista que está fora do contexto social em que surgem as questões de justiça. É possível dizer que o núcleo de “A Theory of Justice” começou a ser desenvolvido na década de 1950, quando Rawls analisou as diversas concepções de justiça política no pensamento norte-americano e as desenvolveu em sua própria concepção sistemática de justiça. , também discutiu a relação de justificação de princípios morais por meio de procedimentos deliberativos.

Portanto, a teoria da justiça por ele proposta esclarece e ordena a capacidade cognitiva e, possivelmente, reduziria as divergências sobre o tema, pois tenderia a unir conceitos divergentes.

AS TEORIAS DA JUSTIÇA E O CAMPO DO CONHECIMENTO

Argumentando exclusivamente sob esta única questão, tais teóricos da justiça dificilmente teriam discutido a questão da "igualdade para quem?". Como será apresentado no próximo capítulo, o redimensionamento da teoria da justiça, incluindo nela uma dimensão política própria, a representação, pode representar um ponto de viragem para o redimensionamento das teorias da justiça e mesmo da teoria política em si. Nessas condições apresentadas, para Young, a teoria política estaria atualmente dividida em seis diferentes formas de expressar a ―politização da sociedade‖: teorias de justiça social e direitos previdenciários; teorias democráticas; teorias políticas feministas; pós-modernismo; teorias dos movimentos sociais e da sociedade civil, e; debates entre liberalismo e comunitarismo29.

Portanto, a tarefa desta dissertação é apontar possíveis referenciais teóricos para algumas teorias de justiça social neste cenário tão contemporâneo.

A AGENDA CONTEMPORÂNEA DAS TEORIAS DA JUSTIÇA

O enfoque sobre a dimensão redistributiva – o ôntico/ “a” política

Cada um deles conceituou a natureza das injustiças socioeconômicas à sua maneira: John Rawls, conforme apresentado, via a justiça como uma escolha justa de princípios que regem a distribuição de bens primários; Ronald Dworkin argumentou que a justiça requer igualdade de meios; e Amartya Sen viu que a justiça passou a exigir que os indivíduos sejam dotados de capacidades iguais (capacidade de agir). Para o autor, diferentes concepções de justiça são baseadas em diferentes concepções de igualdade, portanto, em sua opinião ―[..] a igualdade de liberdade na busca de nossos objetivos não pode ser gerada pela igualdade na distribuição dos bens primários. Precisamos examinar as diferenças individuais na transformação de bens primários (e recursos em geral) em bens apropriados.

31 Michael Walzer seria apenas um comunitarista parcial, pois é um crítico das ideias rawlsianas.

O enfoque sobre o reconhecimento – o ontológico/ “ o” político

Isso levaria a uma reflexão urgente sobre a "busca de reconhecimento", tanto na esfera privada, relacionada à formação da identidade pessoal, quanto na esfera pública, no que diz respeito aos direitos dos grupos e às demandas de diferentes movimentos identitários e o que o autor chama de "política de reconhecimento". Sobre a “política da diferença”, o autor quer enfatizar que “[..] somos solicitados a reconhecer a singularidade da identidade desse indivíduo ou grupo, sua diferença em relação a qualquer outra pessoa.” (TAYLOR, 1997a, p. 105, tradução nossa). Portanto, a "política da diferença" engloba muitas acusações de discriminação e recusa em incluir cidadãos de "segunda classe".

Uma das reclamações das feministas europeias é que o conceito de “gênero” é “[..] uma variável da língua inglesa que tem pouca ou nenhuma relevância para as tradições teóricas das línguas românicas.” (BRAIDOTTI p. 132, nosso tradução).

UMA ―TEORIA POLÍTICA FEMINISTA‖ OCIDENTAL?

Ao visualizar essa descrição de dois modelos teórico-conceituais diferentes no feminismo, fica claro, portanto, que a emergência do campo acadêmico relacionado à "teoria política feminista"38 desde então enfrentou uma multiplicidade conceitual. Diante dessa constatação, Okin (1992, p. 340, tradução nossa) conclui que “[..] a teoria política feminista veio para ficar, e sua influência sobre o restante da teoria política provavelmente aumentará”. A consolidação efetiva da "teoria política feminista", por outro lado, está intimamente ligada à concentração desse campo em pós-estruturalista (com referência a Deleuze, Foucault e Guattari), pragmático, pós-moderno e pós-socialista (terceira . model), e tal constatação teria ocorrido diante da fase liberal da teoria política, em que os teóricos políticos se viam na necessidade de enfrentar os problemas modernos da democracia (como as disputas contemporâneas travadas por todos em matéria de igualdade, liberdade, fraternidade e paz) para os quais ainda não existiam soluções modernas eficazes.

Isso significa que a reflexão feminista não está na periferia e na fronteira com o conhecimento político, mas coincide com a discussão que é central para a teoria política contemporânea.

A TEORIA FEMINISTA, ―A‖ POLÍTICA E ―O‖ POLÍTICO

O enfoque sobre a dimensão redistributiva

Saúde física: A capacidade de gozar de boa saúde, incluindo boa saúde reprodutiva; obter nutrição suficiente; ter acomodação adequada. A capacidade de usar a mente de forma garantida pela liberdade de expressão, política e artística, e o livre exercício da religião. Razão prática: A capacidade de formar uma concepção do bem e de refletir criticamente sobre o planejamento da própria vida (exigindo a proteção da liberdade de consciência).

Outros tipos: A capacidade de respeitar e viver em relação com os animais, plantas e o mundo natural.

O enfoque sobre o reconhecimento

Nesse sentido, a política da diferença teria como um de seus efeitos a relativização da cultura dominante. Na minha opinião, a interpretação politicamente responsável envolve esforços desafiadores para articular e refletir sobre a ontologia social contestada que informa o trabalho de alguém. (CONNOLLY, 1993, p. 130). 48 A corrente feminista que influenciou, de alguma forma, a proposta de Iris Young para a "política da diferença" foi o "feminismo ginocêntrico", aquele que enfatiza a heterogeneidade dentro das mulheres, "diferenças na diferença".

Quando as instituições privilegiam alguns grupos em detrimento de outros, a verdadeira democracia requer representação de grupo para pessoas desfavorecidas”. (YOUNG, 2000b [1990], p. 320, tradução nossa).

Nancy Fraser e o paradigma tridimensional

Os três primeiros pontos, por sua vez, dizem respeito à discussão de modelos teóricos, e o quarto refere-se de forma mais sistemática a qual seria o estatuto do político na teoria da justiça de Nancy Fraser. Diante das teorizações expostas e da mudança dos modelos, percebe-se que novas formas de lidar com o “quem” e o “como” da justiça têm impulsionado tais mudanças, pois, como observado anteriormente, “[..] Na estrutura keynesiana-vestfaliana, a maioria dos filósofos negligenciou a dimensão política. (FRASER, 2005, p. 58, tradução nossa.) Assim, ao adotar uma abordagem democrática e crítica da justiça, o modelo teórico tridimensional de Nancy Fraser – redistribuição, reconhecimento e representação – se alinharia a uma teoria pós-vestfaliana de justiça democrática .

E por causa disso] sua teoria crítica se torna uma teoria universal de democracia e justiça social.” (CONWAY; SINGH, 2009, p. 79, tradução nossa).

Figura 4: Continuum e localização dos movimentos sociais elaborados por Fraser (2001 [1997])
Figura 4: Continuum e localização dos movimentos sociais elaborados por Fraser (2001 [1997])

UM PROJETO CRÍTICO FEMINISTA A PARTIR DO SUL

Segundo Mohanty (1984), há três variações relevantes desse conceito: (i) a marxista, que condena a exploração econômica; (ii) a discussão das feministas negras que denunciam a apropriação de suas experiências e lutas pelos movimentos de mulheres brancas; e (iii) as reivindicações do “Terceiro Mundo”, que buscam caracterizar e questionar o que se evidencia na produção de um discurso cultural ocidental e colonialista sobre o que se chama de “Terceiro Mundo”: principalmente as hierarquias políticas e econômicas. "A possibilidade de um discurso subordinado" se referirá à possibilidade dada a uma situação política e estratégica complexa em uma determinada sociedade. Numa aposta pelo conhecimento, sobre a ciência, onde o que se valoriza é a forma de pensar e suas consequências e não a descrição do mundo, que não vê o conhecimento como uma representação neutra do mundo ontológico externo, é que a proposta de ação . de um novo campo de gênero e feminista.

Portanto, o objetivo é chamar a atenção para a atividade teórica que estaria relacionada à produção de um conhecimento particular da América Latina.

A PRÁXIS E A NOÇÃO DO QUE É ―A‖ POLÍTICA E ―O‖ POLÍTICO A

Junto com a segunda onda, a inclusão das mulheres na academia masculina, assim como a emergência da teoria feminista neste espaço, voltou aos pontos centrais da agenda do ativismo feminista que expôs a opressão das mulheres. O projeto de um "feminismo horizontal" - que, segundo Heilborn e Arruda (1995, p. 20) se caracteriza pela descentralização e autonomia da cultura feminista em relação a outras instâncias, implodindo as hierarquias existentes dentro do próprio movimento, a participação direta, o ' o não monopólio da palavra ou da informação', enfim, horizontalizando-se complacentemente aos princípios de organização peculiares à democracia radical – foi aos poucos substituído pela especialização e profissionalização, o que Alvarez chama de 'NGuização', pois seria difícil para o feminismo horizontal para realizar as tarefas de produção de conhecimento especializado. Assim, a dinâmica atual do movimento feminista poderia ser traduzida em três formas de presença exitosa em diferentes campos, como argumenta Marta Lamas (2000): (i) a profissionalização do movimento, especializando-se em áreas temáticas, apoiando as demandas políticas (principalmente para política governamental); (ii) a legitimação, tanto acadêmica quanto política, da perspectiva de gênero, entrando nos espaços acadêmicos; e (iii) a consolidação do discurso sobre a mulher na esfera pública.

De modo geral, pode-se dizer, segundo Marta Lamas (2000) - que coloca as experiências no campo do feminismo mexicano como parâmetro de suas considerações - que a dimensão conceitual da política, ou estaria relacionada à concepção de que tudo é político – tão relacionado com o exercício do poder – ou intimamente relacionado com a ideia de negociação e gestão.

O FEMINISMO LATINO-AMERICANO E AS TEORIAS DA JUSTIÇA: A

Imagem

Figura 1: Primeiro esboço esquemático do campo do conhecimento político
Figura 2: Segundo esboço esquemático do campo do conhecimento político
Figura 3: Terceiro esboço esquemático do campo do conhecimento político
Figura 4: Continuum e localização dos movimentos sociais elaborados por Fraser (2001 [1997])
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Referências

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