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Academic year: 2023

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Trabalho de Conclusão de Curso oferecido na Faculdade de Direito - Universidade Federal do Pará, Campus de Marabá, para obtenção do título de Bacharel em Direito. Trabalho de Conclusão de Curso oferecido na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Pará, Campus de Marabá, para obtenção do título de Bacharel em Direito. Ao meu Pai (em memória), um grande homem, um grande pai, um bom exemplo de pessoa que sempre me inspira;.

Aos professores do curso de direito, que sempre foram verdadeiros pilares de conhecimento na construção de nossas capacidades jurídicas iniciais;

O ACESSO A JUSTIÇA

Devemos tentar entender como tem sido tratada a questão do acesso aos tribunais em nosso país. Segundo Junqueira10 (1996), a questão do acesso à Justiça diz respeito às atividades do Projeto Florence, coordenado por Mauro Capelletti e Bryant Garth com financiamento da Fundação Ford. Uma análise precipitada poderia considerar que o acesso aos tribunais vem aumentando gradativamente em nosso país, uma vez que o número de condenados por atos tem aumentado significativamente nos últimos anos, e como consequência estaríamos inclinados a inferir a ocorrência de uma ampliação do acesso ao tribunais.

Para compreender a problemática do acesso à justiça é necessário considerar as dimensões sociais que bloqueiam o acesso dos cidadãos à prestação jurisdicional, e apenas analisar o número de processos que têm sido distribuídos e apreciados nos vários tribunais do nosso país nos últimos anos , embora relevante, não é suficiente para a análise do problema.

HISTÓRICO

Na Grécia antiga, as disputas eram amplamente resolvidas por meio da reconciliação entre as partes. No entanto, foram os franceses que, em todos os casos, provocaram a tentativa preliminar de conciliação obrigatória. No Brasil, embora pareça assunto novo, o instituto da conciliação já surgiu na Constituição do Império (1824), enumerada nos artigos 161 e 162, com a seguinte redação: “sem constar que os meios de conciliação tenham sido julgado, não se o processo será iniciado”.

185: "Nenhum processo pode iniciar-se normalmente sem que fique registrado que o meio de conciliação foi tentado perante o Juiz de Paz". 24º Revogar as Leis que impõem a tentativa de conciliação prévia ou posterior como formalidade necessária em processos cíveis e comerciais. 968, foi introduzida a fase preliminar de conciliação nas causas de separação litigiosa e de alimentos, que prescreve no seu artigo 1.º26.

O Código de Processo Civil de 1973 (Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973) reconheceu o uso da prática conciliatória e lhe dedicou seção exclusiva no capítulo pertinente à audiência (arts. 447 a 449), e esteve presente. pelas partes ou seus procuradores com poderes especiais para tentar a conciliação. A lei processual, em seu texto original, previa a possibilidade de tentativa de conciliação no processo de conhecimento (ritual ordinário) apenas no início da audiência de instrução e condenação. Dispõe sobre a fase inicial de acordo ou acordo em pendências litigiosas ou de alimentos, inclusive provisórios, e dá outras providências.

22 audiência de conciliação, pois determina inicialmente a tentativa de conciliação entre as partes. 23 Assim podemos constatar como se inicia a efetividade e aceitação da conciliação como meio de economia processual, de forma plena e habitual em nosso ordenamento jurídico.

MÉTODOS ALTERNATIVOS DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS

  • Negociação
  • Arbitragem
  • Mediação
  • Conciliação

A negociação pode ser entendida como uma das formas mais básicas de resolução de conflitos, pois é praticada desde os primórdios da história da humanidade. Nas negociações, as partes negociam diretamente e, com base nos argumentos e estratégias desenvolvidas por cada uma, as partes são direcionadas para resolver uma disputa ou uma transação envolvendo-as sem qualquer intervenção de terceiros ou assistência de facilitadores. Afinal, a negociação é a busca de um denominador comum, nunca pode pressupor perdedores e vencedores, mas apenas vencedores numa relação igualitária entre as partes.

Devido à complexidade das relações pessoais e sociais em que nos encontramos no atual estágio de desenvolvimento da sociedade moderna e, finalmente, devido à natureza do conflito ou ao nível emocional que envolve as partes envolvidas, a negociação pode não atingir o objetivo desejado. 26 meio pelo qual as partes conferem a um terceiro (o árbitro) o direito e o dever de resolver suas controvérsias com base no princípio da imparcialidade. A arbitragem não consiste em uma autocomposição das partes como procedimento utilizado para a solução de conflitos, mas sim em um método contraditório ou heterocomposto, cuja solução de controvérsias é fornecida por um terceiro.

Por isso, costuma-se dizer que quando não é possível um acordo direto (negociação) entre as partes conflitantes, o procedimento mais adequado é a arbitragem, pois um terceiro tem a oportunidade de intervir e criar condições para que as partes convergissem para um acordo comum. decisão conjunta. 28 facilitar o diálogo entre as partes para que elas possam decidir por si mesmas o melhor resultado. Na mediação, as partes não devem ser vistas como adversárias e o acordo é fruto de uma comunicação real entre as partes.

Sendo um mecanismo de resolução consensual de conflitos, a mediação é cada vez mais procurada para evitar potenciais litígios judiciais. A forma como a conciliação é conduzida torna a conciliação mais eficaz em conflitos onde não há relação entre as partes ou onde essa relação não é contínua, mas esporádica (como uma colisão de veículos), pois nesse procedimento a discussão das questões é superficial.

  • Nos Estados Unidos
  • No Japão
  • Na Itália
  • Na França
  • Na Alemanha
  • Na Espanha

Os tribunais de conciliação, compostos por dois membros leigos e (pelo menos oficialmente) um juiz, existem há muito tempo em todo o Japão para ouvir as partes informalmente e recomendar um acordo justo. Os tribunais de conciliação, compostos por dois membros leigos e, pelo menos oficialmente, por um juiz, fazem parte de uma tradição em todo o Japão de ouvir as partes informalmente e recomendar um acordo justo. Conciliação judicial ou contenciosa, o apoio judiciário é obrigatório e caso a parte beneficie de apoio judiciário, este apoio abrange também a fase de conciliação.

Os artigos 183 e 185, ambos do Código de Processo Civil italiano, preveem a possibilidade de tentativa de conciliação na primeira audiência com a comparência das partes, desde que a natureza do caso o permita, podendo ser estendida para o procedimento . Caso as partes estejam de acordo, assinam o documento de conciliação perante o juiz, que constitui título executivo, com a anulação do processo. A mediação extrajudicial (não contenciosa), por sua vez, é realizada por órgãos especificamente constituídos para compor as partes e possui boa reputação, em especial pelo sigilo exigido pela lei italiana, como o Conselho de Conciliação e Arbitragem de Telecom- Itália.

Entre as formas ilegais de reconciliação estão as reconciliações espontâneas que não são regulamentadas por regulamentos estatais. Em França, ao contrário da tradição dos nossos advogados, existe uma cultura desenvolvida através da resolução passiva de litígios baseada na conciliação, a grande maioria dos advogados pratica a conciliação ou mediação extrajudicial. 15 do Código de Processo Civil alemão, o Land pode determinar por lei que, em disputas relativas a direitos de propriedade, cujo valor não exceda 750 euros, bem como em certas disputas relativas a direitos de vizinhança ou difamação, uma ação judicial só pode ser movida depois de ter julgado o caso resolver por acordo com um órgão de conciliação reconhecido.

Uma reclamação apresentada sem prévia tentativa de conciliação seria, neste caso, rejeitada por inadmissível. 2º do Código de Processo Civil (ZPO) estabelece que a contradição deve ser precedida de processo de conciliação com vistas à solução amigável da controvérsia.

  • MODALIDADES DE CONCILIAÇÃO
    • A conciliação informal ou pré-processual
    • A conciliação processual
  • A SEMANA DA CONCILIAÇÃO
  • A SEMANA DE CONCILIAÇÃO EM DIVERSOS ESTADOS
  • A CONCILIAÇÃO NO ESTADO DO PARÁ
  • CONSIDERAÇÕES FINAIS
  • REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICA

5º, II, da CF, podemos assim entender que a simples inexistência de vedação normativa às práticas conciliatórias torna razoável a ideia de aplicação do princípio da legalidade, pois, ainda que não houvesse remédio jurídico que permitisse a alternativa de conciliação conflitos e disputas mencionados nesta proposta, o contrário também não é verdadeiro. A principal característica dessa forma de conciliação é a promoção de encontros entre as partes, em que um conciliador procura entender e resolver as disputas de forma não contraditória e, antes mesmo de entrar em ação, a questão é dissolvida. Importa referir que, uma vez alcançado o acordo em matéria de conciliação pré-processual (informal), é lavrado o instrumento particular de resolução do conflito, ou seja, o acordo celebrado entre as partes, que pode ser redigido, a partir do adiantar, se necessário, a causa, em título executivo extrajudicial (art. 585, II, do CPC, com a assinatura de testemunhas), nada impede, se permitido, o envio da homologação judicial.

Por outro lado, nada impede que, ainda que o processo judicial já tenha iniciado, os interessados ​​busquem utilizar o setor de conciliação existente nos fóruns e tribunais judiciais para encerrar o processo, nos casos em que assim for aceito; obtida a composição, lavra-se o termo de anuência, que passa a valer como título executivo judicial. Nada impede os esforços de conciliação em segundo grau, com a descentralização das audiências e sua realização em comarca ou sede distrital, para evitar os custos de deslocamento para a Capital do Estado ou para os Colégios Recursais. 46 Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)50 o resultado geral das seis edições da Semana Nacional da Reconciliação.

No Amazonas, a Vara Judicial do estado divulgou os resultados dos quatro primeiros dias de conciliação promovida pela Justiça Federal. A Vara Agrária de Castanhal51 promoveu 15 audiências de conciliação em processos de posse durante o II Mutirão Landiário, coordenado pelo desembargador Sérgio Ricardo Costa. Ressaltamos que na Semana da Reconciliação de 2010, o Tribunal de Justiça do Pará pré-agendou 12.586 audiências para a Semana Nacional da Reconciliação realizada no período de dezembro de 2010.

O movimento de conciliação realizado pelo CNJ busca uma justiça mais célere e eficiente e, além da implementação de acordos de conciliação, também busca promover a inclusão social. No Pará, durante a Semana da Conciliação são realizadas atividades paralelas como palestras, assessoria jurídica, realização de sessões de conciliação e estandes de informações sobre o judiciário. A importância da Semana da Reconciliação Nacional no cenário jurídico brasileiro é notável, e isso se deve aos resultados.

Nem é preciso dizer o quão tímida continua a ser a implementação da Semana da Expiação diante dos números gerais de nosso sistema judicial.

Referências

Documentos relacionados

O presente capítulo busca propõe realizar uma reflexão sobre três pontos importantes atinentes ao Poder judiciário: a crise da jurisdição, como ela se originou a partir do modelo