No Brasil, com a criação da Secretaria Federal do Meio Ambiente (SEMA) em 1973, a educação ambiental foi institucionalizada por meio da mobilização de estudantes e ambientalistas, com as diretrizes proporcionando clareza à população quanto ao uso dos recursos naturais de forma sustentável. A Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) nº 1, de 23 de janeiro de 1986, explicita a disponibilização de cópias desses documentos, como fonte de informações ambientais, para consulta de quaisquer interessados sobre seu conteúdo informativo. No nível municipal ou local, ou seja no caso de Belém, é a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Belém – SEMMA.
As informações atendem às necessidades específicas da sociedade para a preservação do meio ambiente, que vive uma grave crise ambiental decorrente da forma desordenada como são explorados os recursos naturais. A informação ambiental foi considerada de suma importância para a tomada de decisões, dando origem a diversas iniciativas, como a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que foi responsável por coordenar uma rede de informação na qual os Estados Membros da (ONU ) foram incluídos. (VIEIRA, 1981, p. 4). Para ultrapassar esta situação foi criada a Política Nacional do Ambiente, com o objectivo de melhorar e restaurar a qualidade do ambiente em harmonia com o desenvolvimento socioeconómico em harmonia com o ambiente.
Dentre estes, o Conselho Ambiental (CONAMA) aparece como órgão consultivo e consultivo e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) como implementador (TARGINO, 1994, p. 42).
O licenciamento ambiental e o direito à informação
Para tanto, a referida lei vincula a execução da política ambiental nacional ao sistema nacional de meio ambiente (SISNAMA), cuja estrutura inclui entidades da confederação dos estados, do distrito federal dos territórios e dos municípios, além de recursos criados pelo poder público para fins de qualidade ambiental. Para que esta participação da sociedade seja mais eficaz, é necessário que o direito à informação seja concreto. A preocupação com a questão ambiental tornou-se visível no planeta nas décadas de 1960 e 1970, quando a sociedade passou a refletir sobre as ações humanas sobre o meio ambiente para atender às necessidades do sistema capitalista (CARIBÉ, 1992, p.40).
No Brasil, essa preocupação surgiu em decorrência do processo de industrialização do país, que incluiu superficialmente o tema em sua agenda política, somente após a participação do país na Conferência de Estocolmo, foi criada a Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA). com o objetivo de controlar a poluição e ajudar a preservar o meio ambiente (CARIBÉ, 1992, p. 40). Assim, outras iniciativas foram tomadas para fortalecer essas políticas ambientais, em planos estaduais posteriores, a criação de uma política ambiental para preservar o meio ambiente de acordo com o desenvolvimento urbano e controlar a poluição, harmonizando assim o desenvolvimento econômico e o bem da sociedade. (CARIBÉ, 1992, p. 40). O ordenamento jurídico brasileiro prioriza o acesso a essas informações e segundo Oliveira (2014, p. 2) “não há obrigação de comprovar de forma alguma interesse especial, se necessário seria juridicamente possível demonstrar que questões relacionadas ao meio ambiente são de interesse público”.
A construção dogmática internacional de um direito voltado à proteção ambiental tem levado ao respectivo reconhecimento e consequente aplicação do direito à participação dos governos estaduais como faceta, para a construção de uma ecocidadania, na qual a população também atue de forma a minimizar o proteger. níveis de qualidade do meio ambiente em prol de um ambiente ecologicamente equilibrado (intrinsecamente ligado à dignidade humana), tendo em vista a sua proteção hoje, mas também para as gerações futuras (DIZ; DISCACIETE, 2015, p. 73). Esse pensamento foi modificado com o fim da ditadura militar, principalmente pela mobilização dos movimentos ambientalistas e pela pressão externa, o que fez com que o governo ampliasse as políticas legislativas num cenário onde os países estavam integrados com o objetivo de proteger o meio ambiente. Em 1988, com a inclusão do meio ambiente na Constituição, a população, junto com o governo, passa a ter uma ferramenta para lutar pelo meio ambiente.
Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema), Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), Controle da Borracha (Suchevea).
O Estudo de Impacto Ambiental (EIA)
O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é um estudo realizado por uma equipa multidisciplinar, com o objetivo de prever o impacto dos empreendimentos económicos através da avaliação de estudos de impacto ambiental. Os efeitos ambientais são definidos como qualquer alteração nas propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia proveniente das atividades humanas, afetando-o direta ou indiretamente. I – a saúde, a segurança e o bem-estar da população; II – atividades sociais e econômicas; III – a biota; IV – as condições estéticas e higiênicas do ambiente; V – a qualidade dos recursos naturais.
Para realizar sua construção é necessário encontrar alternativas tecnológicas para a implantação do projeto, bem como enfrentar a hipótese de incompletude do projeto para comparar se o mesmo é viável para a área onde será implantado. . instalados, apoiando a preservação do meio ambiente. Deve também determinar os impactos ambientais presentes durante a fase de implementação do projeto e operação do projeto, com uma avaliação adequada devido à sua complexidade, portanto são necessários estudos técnicos e científicos específicos para cada projeto. Deve-se considerar a forma como os ecossistemas interagem com a implementação do projecto e verificar a compatibilidade do projecto com os planos governamentais.
O Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)
Da mesma forma, deverá ser apresentado o projeto e suas alternativas tecnológicas e de localização, apontando as matérias-primas, recursos trabalhistas e energéticos, os processos para sua implantação, bem como as consequências econômicas e socioambientais, bem como a síntese do ambiente de diagnóstico. da área do projeto. Deverão também ser descritas as prováveis consequências que a implementação do projeto poderá causar, especificando os prazos e a forma como os resultados foram alcançados. Com efeito, serão caracterizados os impactos ambientais, fazendo uma comparação em relação à qualidade do meio ambiente no local onde a obra será realizada, para que sua efetividade seja alcançada ou não, cabendo aos órgãos ambientais um determinado prazo para se manifestar. sobre as conclusões apresentadas.
Este relatório deverá ser disponibilizado ao público, inclusive com acesso a cópias desses documentos em bibliotecas e centros de documentação dos órgãos ambientais locais. O direito à informação é a base do reconhecimento dos atos administrativos do país e seu estabelecimento tem origem na declaração francesa de 1789, onde as pessoas passam a ser livres para expressar suas ideias e opiniões, devendo o poder público oferecer incentivos para que isso aconteça de forma democrática. Sobre essa transparência, Canotilho (apud Barros, 2004) explica que existem três níveis de funcionamento do direito à informação: .. a) o direito à informação, que consiste na capacidade de transmitir informações de diferentes maneiras, como o direito para espaço no rádio e na televisão.
A informação na sociedade foi orientada para o consumo, colocando a conservação do meio ambiente em segundo plano e degradando a qualidade do meio ambiente. XIV garante que toda pessoa tem o direito de receber das autoridades públicas informações relativas ao seu interesse particular, ou sobre interesses coletivos ou gerais, as quais serão prestadas nos termos da lei, sob pena de responsabilização, salvo aquelas cujo sigilo seja essencial à segurança da sociedade e do Estado (BRASIL, 1988). 225: Toda pessoa tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum das pessoas e essencial à saudável qualidade de vida, que o governo e a comunidade têm o dever de defender e preservar (BRASIL, 1988).
É importante também que estas autoridades ambientais tenham uma estrutura de unidades de informação, para que a informação esteja disponível nas fontes e para que os documentos aí disponibilizados sejam acessíveis aos interessados.
Unidades, usuários, fontes e órgãos ambientais de Belém
Um dos locais mais apropriados para disponibilizar informação ambiental são aqueles com competências ambientais para o fazer. Os usuários de informações ambientais são identificados entre agências governamentais que formulam políticas e legislação, bem como empresas privadas, grupos de pressão, organizações governamentais e não governamentais. A informação ambiental está presente em diversos meios e formatos, cabendo aos órgãos ambientais divulgá-la, como entidades que têm como missão ajudar a sociedade a alcançar um ambiente saudável.
Os usuários de informações ambientais não as utilizam porque não sabem onde essas informações estão localizadas. Essas informações possuem diferentes tipos de documentos, como teses, legislações, informações produzidas em eventos e por especialistas da área ambiental, além de relatórios técnicos e relatórios de impacto ambiental (CARIBÉ, 1992, p. 43). Portanto, há a necessidade de coletá-los em local onde o usuário tenha acesso no momento da necessidade e busca, para recuperar as informações de forma rápida e eficiente, o que contribui para uma melhor compreensão dos problemas ambientais.
Os relatórios deverão estar disponíveis nos diversos órgãos ambientais e, como mencionado anteriormente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente de Recursos Renováveis (IBAMA) é responsável pelo licenciamento de grandes projetos de infraestrutura que envolvam impactos ambientais em mais de um país. A Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS) tem como objetivo promover a gestão ambiental integrada e pretende regular os procedimentos de licenciamento ambiental. E por fim, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Belém (SEMMA) é responsável pelo planejamento e coordenação, fiscalização e controle das atividades poluidoras do meio ambiente.
Resultados e discussões
Fonte: Disponível em:
Na SEMMA municipal o resultado da investigação foi negativo, o RIMA não está disponível online, o que comprova o descumprimento da legislação vigente, em especial da LAI e da Resolução CONAMA nº 1, de 23 de janeiro de 1986, que estabelece que o O RIMA deverá estar disponível nos centros de documentação e nas bibliotecas dos órgãos ambientais responsáveis pela emissão das licenças ambientais. Outra constatação importante é que, quando disponíveis, os RIMAs não são armazenados em bibliotecas ou centros de documentação, conforme preconiza a Resolução CONAMA 01/1986, que regulamentou a Lei de Política Nacional do Meio Ambiente de 1981. pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias cujo objetivo seja devolver a imagem de degradação ambiental vivida pelo globo, pois a gestão ambiental, por meio de sua divulgação, é compartilhada para a tomada de decisões, onde a sociedade pode expressar livremente suas opiniões.
Neste contexto, o acesso e utilização da informação ambiental pela sociedade torna-se um domínio urgente e necessário. Através do acesso à informação ambiental, cada cidadão pode discutir problemas relacionados com o ambiente através de diversas ferramentas. Conclui-se, portanto, que a divulgação dos RIMAs à sociedade deve ser ampliada, para que a sociedade e seus cidadãos possam tomar conhecimento dos impactos ambientais, pois é uma fonte de informação ambiental muito útil para a conscientização e o desenvolvimento. em favor do meio ambiente.
Define as diretrizes gerais para a utilização e Avaliação de Impacto Ambiental como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente.