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universidade federal do pará

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Academic year: 2023

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O trabalho aborda a temática da Educação de Jovens e Adultos no Grupo de Educação de Idosos, e tem como objetivo explorar o processo de retorno de sujeitos, no caso cinco mulheres, do programa GETI que não tiveram acesso à educação formal na idade adulta não, para analisar. /idosos voltaram. depois da vida escolar. Além disso, foram analisadas as situações enfrentadas pelos sujeitos antes e durante o retorno ao processo educativo, a fim de identificar aspectos relacionados a uma educação de caráter emancipatório para os sujeitos, no exercício da cidadania. O lócus da pesquisa foi o Grupo de Educação de Idosos (GETI) da UFPA, Campus Castanhal, Faculdade de Pedagogia, os sujeitos foram cinco mulheres adultas/idosas que estudam no GETI.

Além disso, os dados revelam que as mulheres estudadas se reconhecem como sujeitos de direito e os dados mostram que o programa GETI em seu trabalho pedagógico as incentivou numa perspectiva emancipatória e humanizadora de educação, que é capaz de ajudar essas mulheres a superar suas necessidades e cultivar expectativas, sonhos e possibilidades. Programa Nacional de Alfabetização e Cidadania PNAC CONFITENEA Conferência Internacional sobre Educação de Adultos UNESCO Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

INTRODUÇÃO

  • Justificativa
  • Objetivos
    • Objetivo Geral
    • Objetivos Específicos
  • Lócus da Pesquisa
    • Ambiente Geográfico da Pesquisa
  • Metodologia
    • Participantes da Pesquisa

É importante rever a história da educação de jovens e adultos no Brasil, para compreender os desafios e conquistas até o momento. Somente em 1988, com o processo de redemocratização, o direito à educação de jovens e adultos foi legalmente reconhecido. A educação de jovens e adultos será dirigida àqueles que não tiveram acesso ou prosseguiram os estudos no ensino primário e secundário na idade adequada.

Analisamos, portanto, que a Educação de Jovens e Adultos vem de uma longa história caracterizada por inúmeros problemas. Quando falamos em Educação de Jovens e Adultos/EJA, é importante destacar um dos maiores educadores e pensadores da Educação brasileira, Paulo Neves Reglus Freire.

SEÇÃO I

Breve Histórico da Educação de Jovens e Adultos

Por isso foram criados projetos como o SEA (Serviço de Educação de Adultos) para oferecer e construir planos de educação de adultos analfabetos. Portanto, vale ressaltar que esse movimento ocorreu durante o período militar e causou grandes perdas e retrocessos na educação de jovens e adultos. A Lei 5.692/71 instituiu a educação complementar, que reconhece a educação de jovens e adultos como um direito, e teve como objetivo “garantir a escolarização regular aos adolescentes e adultos que não a frequentaram ou concluíram na idade adequada”.

Com a extinção da Fundação, o governo de Fernando Collor de Mello lançou o Programa Nacional de Alfabetização e Cidadania/PNAC, que tinha como objetivo reduzir o número de analfabetos no Brasil e assim reafirmar que a educação de jovens e adultos é um direito dos jovens. e adultos, que por uma razão ou outra não tiveram acesso à educação. Em 1997, a Quinta Conferência Internacional sobre Educação de Adultos (CONFINTEA), realizada em Hamburgo, foi mencionada no documento final. No processo de EJA, vale ressaltar que em dezembro de 2009 foi realizada em Belém5 a VI Conferência Internacional sobre Educação de Adultos (CONFINTEA), tendo como documento final o “Marco de Ação em Belém”.

De acordo com a UNESCO6 (2009), a CONFINTEA VI procurou fortalecer o reconhecimento da educação e formação de adultos, conforme estabelecido em O objetivo principal da CONFINTEA VI era harmonizar a aprendizagem e a educação de adultos com outras agendas internacionais de educação e desenvolvimento e a sua integração no setor nacional. estratégias. Portanto, a Educação de Jovens e Adultos possibilita que os cidadãos tenham direito à educação de acordo com a Constituição, que “dispõe que todos os brasileiros têm o mesmo direito de acesso à educação, ao trabalho, à moradia e à cidadania (BRASIL, 1988).

É por acreditar na possibilidade de inclusão de amplas camadas da população, historicamente excluídas, que identifico um papel social fundamental na Educação de Jovens e Adultos. Portanto, os educadores também têm papel fundamental na vida dos alunos que frequentam a educação de jovens e adultos, dada a sua prática educativa. Freire participou do II Congresso Nacional de Educação de Adultos, realizado no Rio de Janeiro, e consolidou-se como educador.

Foi Secretário de Educação do Município de São Paulo, comprometido com a implementação da educação de adultos em todo o país. Dado que apresentava desconexão com a base legal, prevista na Constituição Cidadã de 1988, marco legal, no qual a Educação de Jovens e Adultos é garantida pelo Estado brasileiro em todo o território Nacional, seja ele urbano ou rural. Assim percebemos que a trajetória das mulheres desta investigação está inserida na Educação de Jovens e Adultos/Idosos, que percorreu um difícil caminho de luta, de negação de direitos, mas também de conquistas.

A educação de jovens e adultos promovida pelo MOBRAL e pela Fundação Educar no Espírito Santo, de 1970 a 1990: uma análise dos caminhos entre o legal e o real.

Educação de Jovens e Adultos e suas dificuldades

Paulo Freire e a Emancipação de Jovens e Adultos/Idosos

Programa Geti

O Grupo de Educação do Idoso é um Programa de Extensão da Universidade Federal do Pará, que é composto por um laboratório da FAPED (Faculdade de Pedagogia) e atende jovens, adultos e idosos com 15 anos ou mais, oferecendo os primeiros estágios e os segundos no período vespertino. foi inaugurado em 8 de março de 1999 e tem como objetivo proporcionar aos alunos atividades educativas, físicas e culturais, desenvolvendo pesquisas e divulgação relacionadas ao envelhecimento humano. Seu objetivo é “desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão voltadas à terceira idade no município de Castanhal”, promovendo formação continuada e oportunizando que eles construam conhecimentos por meio do diálogo, remotivando-se, superando desafios e buscando autonomia. O programa também trabalha com o “Projeto Bem Estar”, visando melhores condições de vida aos estudantes, tendo como missão “difundir e aplicar conhecimentos em diversas áreas do conhecimento, visando melhorar a qualidade de vida do ser humano em geral”.

Discussão e Resultados

Nesse sentido, a investigação conversou com cinco mulheres, todas nascidas na década de sessenta (60), no ano da coleta de dados a faixa etária variou de quarenta a cinquenta anos. Vale ressaltar que as cinco mulheres, com idades entre quarenta e quatro e cinquenta e nove (59), trabalharam na agricultura familiar rural ao longo da vida, com exceção apenas da informante Violeta, que possui um quadro completo de deficiência . No momento da coleta de dados, quatro mulheres recebiam recursos financeiros, sendo uma delas aposentada; Um pensionista; um benefício governamental; um recebia bolsa família e trabalhava na agricultura e o último trabalhava em hotel.

Quando questionadas sobre a Educação Escolar em suas vidas, segundo suas falas, vários foram os motivos que levaram essas mulheres a efetivamente retornarem aos estudos, discutiremos esses dados no corpo da análise. Contudo, durante o processo de investigação, foi observada e entendida uma situação significativa de negação de direitos, especialmente no que diz respeito à educação, como garantia de direitos públicos e gratuitos. As situações relatadas mostraram que essas mulheres tiveram que trabalhar incansavelmente ao longo da vida para garantir a sua própria existência e a de suas famílias.

Em decorrência dessa decisão de assumir a responsabilidade pelo sustento de seu grupo familiar, eles não tiveram acesso à escola ou tiveram que interromper os estudos devido a circunstâncias causadas pela vida social brasileira, marcada por traços de forte desigualdade econômica e social, muitas vezes resultante da falta de oportunidades para concretizar um conjunto de direitos, incluindo a educação escolar, facto comum a todos os entrevistados.

Desvelando as Falas dos Sujeitos

O conjunto de depoimentos retratou que a negação dos processos educativos estava relacionada a fortes e profundas desigualdades sociais e econômicas, pois muitas vezes aparecia o desejo de estudar, mas a necessidade de ganhar dinheiro, de garantir condições mínimas de vida, se colocada em um contexto muito mais decisivo. forma na vida das mulheres entrevistadas. Contudo, mesmo no século XXI, é muito comum que os filhos dos trabalhadores agrícolas ainda tenham muitas dificuldades em vivenciar plenamente o exercício do seu direito à educação. Esta chave de leitura nos leva a compreender que a privação de direitos é um processo que afeta pais e filhos de forma sistemática, ou seja, a origem da privação de direitos passa de geração em geração.

Porque o extrato caracterizou a busca, o sonho persistente de buscar melhores condições de vida, para esses estudantes. Ela buscou realizar um sonho até então negado historicamente, qual seja, aprender a ler, escrever, escrever a própria história de vida e assim exercer a cidadania em busca de novos espaços na sociedade grafocêntrica. E todo esse conjunto de elementos presentes no ambiente do programa GETI contribui significativamente para a elevação da autoestima; da abordagem.

Porém, por meio de suas falas e de seus rostos, houve forte presença de enfrentamento de desafios, principalmente para poder estudar e realizar seus sonhos, sejam eles econômicos ou sociais. Foi interessante nas entrevistas acompanhar os aspectos que os motivaram, a superação, o recurso ao entusiasmo, a vontade de continuar e o significado único de voltar a estudar regularmente num ambiente acolhedor e libertador. Os dados acima destacam o enfrentamento, a superação e a força de vontade de mulheres de 44 a 59 anos que buscaram melhor qualidade de vida por meio da educação.

Dado o contexto histórico da educação de jovens e adultos, que segundo os dados que analisamos mostra que 100% dos entrevistados não tinham direito à educação, ou melhor, que lhes foi negado esse direito, negligenciado pelo Estado, de forma significativa, porque sendo de classes desfavorecidas, voltar à escola faz toda a diferença, até para contar essas trajetórias de vida tão cheias de altos e baixos, mas também de enfrentamentos e superações. Ficou evidente na pesquisa que o papel da educação é primordial na vida da pessoa humana, com destaque para os adultos/idosos neste estudo, comprovando a força e determinação dessas mulheres. De acordo com pesquisas realizadas com mulheres, o programa GETI tem um papel significativo no sucesso das pessoas que retornam aos estudos, pois pesquisas mostram que 100% das mulheres têm uma relação positiva com o GETI e através dessa afinidade ficam sempre motivadas e entusiasmadas para estar em o grupo Educação.

Ressaltamos a importância de programas como o GETI, que há dezoito anos oferece EJA para idosos do município de Castanhal, numa parceria entre a Universidade e a Secretaria Municipal de Educação. Este trabalho ajuda a refletir a EJA em outros níveis de vida, e uma vida com garantias de direitos humanos e dignidade ao longo da vida.

Referências

Documentos relacionados

Para que haja ordem e os direitos das pessoas sejam respeitados, sem que grupos de maior poder possam exercer domínio sobre os outros, são criadas as leis, ou conjuntos de leis, que, se