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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE

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Academic year: 2023

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Trabalho de conclusão de curso apresentado ao banco como condição parcial para obtenção do título de Licenciado em Matemática pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Estudos mostram que grande parte da população sofre de estresse relacionado ao trabalho, com destaque para os especialistas na área da educação, pois os professores convivem com uma necessidade avassaladora de trabalhar no dia a dia. O mal-estar é entendido como a presença de obstáculos relacionados à carga de trabalho e a incerteza das condições de enfrentamento das adversidades, bem como altas demandas emocionais, que consequentemente se refletem no comportamento de insatisfação com a profissão, descompromisso, absenteísmo, alto nível de estresse e desejo de desistir da docência.

Dessa forma, esta pesquisa visa investigar o mal-estar do professor de matemática e como isso afeta as esferas da vida humana. Antes disso, realizei entrevistas com professores de matemática das cidades de Rio Grande – RS e São José do Norte – RS. Com esta pesquisa, compreendeu-se que a insatisfação com a profissão, o salário e a carga horária em sala de aula estão entre os principais fatores que podem causar mal-estar docente.

PUCPR Pontifícia Universidade Católica do Paraná SBEM Sociedade Brasileira de Educação Matemática SEED-PR Secretaria Estadual de Educação Escola de Ensino Médio do Paraná TECPUC. UFMT Universidade Federal do Mato Grosso UFPB Universidade Federal da Paraíba UNB Universidade de Brasília.

INTRODUÇÃO

Por fim, destacam-se alguns elementos conclusivos, recapitulando o que foi discutido a partir da análise das quatro categorias de entrevistas. Da mesma forma, alguns apontamentos são oferecidos para que se pense em estratégias para evitar e tratar o mal-estar docente.

APROXIMAÇÃO E MAPEAMENTO DO TEMA

Motivações

Pudemos compreender o quanto é desmotivador para um professor quando vemos o desinteresse e a falta de vontade de aprender dos alunos, quando o professor tem que fazer o papel de pai ou responsável ou até mesmo a falta de estrutura nas escolas para apoiar o educador. Esses são alguns dos motivos que observamos nas escolas, que fazem com que um coletivo de professores esteja insatisfeito e insatisfeito com a disciplina que praticam, o que pode gerar falta de vontade de educar e atualizar sua prática pedagógica. Muitas vezes pequenos gestos tornam a vida do professor mais feliz, por exemplo, quando há alunos na turma que são classificados como desinteressados ​​ou com muitas dificuldades de aprendizagem, e durante o trimestre, depois de muito trabalho e muito incentivo, ver que os alunos conseguiram aprender, o sentimento de missão cumprida é algo inexplicável, é o que nos faz enfrentar essa jornada como o professor enfrenta essa jornada.

Para tentar perceber a desmotivação e o desânimo dos professores, decidimos procurar trabalhos que tratassem do tema mal-estar docente, pelo que o próximo capítulo irá apresentar os resultados de investigação realizada nos anais de dois eventos relacionados com a educação, em que foram pesquisados ​​trabalhos sobre o mal-estar docente e, se possível, no contexto dos envolvidos na educação matemática.

Pesquisas sobre o mal-estar docente

Este é um evento destinado à participação de professores do ensino superior e básico, investigadores, alunos de graduação e pós-graduação nacionais e internacionais. Para tanto, foi realizada uma busca nos anais de eventos, em busca de trabalhos relacionados ao desconforto ou estresse docente, a partir de três categorias: comunicação científica, relato de experiência e mesa redonda. As palavras-chave utilizadas na busca dos registros eletrônicos de ambos os eventos foram: estresse, mal-estar e bem-estar.

A busca inicial desses anais visava encontrar escritos que enfatizassem o estresse docente e o mal-estar em professores de matemática, mas como não foi encontrado nenhum trabalho nesses dois eventos com viés em matemática, a busca foi ampliada para mal-estar docente e estresse em geral. No EDUCERE, foram pesquisados ​​os anais do período de 2008 a 2015 para as categorias acima e foi encontrado um total de 14 trabalhos que continham uma das palavras-chave em seus títulos. Posteriormente, esses 14 trabalhos foram examinados para identificar aqueles que abordavam o desconforto ou estresse do professor.

Seis artigos foram excluídos da tabela por estarem relacionados ao estresse do aluno (quatro artigos), http://educere.bru. De forma mais geral, como pode ser observado na Tabela 2, os trabalhos foram organizados em duas categorias: a primeira categoria, composta por quatro trabalhos que abordam níveis/fatores de estresse; e a segunda: também composta por quatro artigos que enfocam estratégias para superar o estresse. E o objetivo é compreender se o fenômeno do mal-estar docente está ocorrendo entre os docentes que atuam na rede pública de Cascavel, Paraná.

O estudo busca verificar se a formação continuada pode ser uma forma de prevenir essas situações de desconforto e promover o bem-estar docente. E o mesmo foi testado em um grupo de 21 professores, em uma escola da Rede de Ensino do estado do Paraná. Foram realizadas dez sessões de TCSI em dez escolas da rede municipal de Uberaba-MG com o objetivo de identificar os principais problemas.

Por meio desse mapeamento, constatou-se que no período de 2008 a 2015 houve poucas publicações sobre mal-estar docente (apenas oito trabalhos) e nenhuma publicação sobre mal-estar docente relacionado a professores de Matemática.

Tabela 1 – Trabalhos que tinham em seus títulos as palavras mal-estar ou estresse docente  Endereço
Tabela 1 – Trabalhos que tinham em seus títulos as palavras mal-estar ou estresse docente Endereço

METODOLOGIA

Os professores que participaram desta pesquisa foram selecionados por sua proximidade com os autores deste trabalho, tendo como único critério a diferença de tempo letivo. A entrevista foi realizada com professores de matemática de escolas públicas de ensino fundamental e médio das cidades de São José do Norte - RS e Rio Grande - RS. A partir da análise da categoria perfil, os entrevistados foram caracterizados, destacando sua escolaridade, tempo de docência, tipo de escola em que trabalham, idade e sexo.

Dos entrevistados, 75% possuem pós-graduação e essa constatação é corroborada por dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP, 1999) que aponta. O Gráfico 1 mostra que o maior número de professores com tempo de docência está na faixa de seis a 10 anos. De referir que 50% dos professores trabalham tanto no ensino básico como no secundário, 25% apenas em escolas de 1.º ciclo de escolaridade e 25% apenas em escolas de 2.º ciclo.

Quanto ao perfil da faixa etária dos entrevistados, a idade média dos professores entrevistados é de 40 anos.

Gráfico 1 – Tempo de atuação na rede pública dos entrevistados.
Gráfico 1 – Tempo de atuação na rede pública dos entrevistados.

RESULTADOS

Sentidos e sentimentos de ser professor

Patologias da docência

Reflexões sobre a docência

A figura do professor é importante e necessária em qualquer formação profissional, mas nem sempre a sociedade valoriza e respeita a profissão docente. Antigamente o professor era uma figura valorizada, pois o direito de ir à escola era algo raro e privilégio de poucos, mas com o passar do tempo a figura do professor perdeu seu valor social e econômico. Mas o papel do professor ainda é importante, pois ele não é apenas um mediador no processo de ensino e aprendizagem, pelo seu exemplo como pessoa e sua interação com o aluno, ele pode ser um agente transformador na vida pessoal de seus alunos, como mostra o seguinte trecho de Barreiros (2008).

É por meio da figura do professor que se dá a aprendizagem na escola, ele que deve estar atento ao seu trabalho, e tem grande influência sobre o aluno. Portanto, é importante que a sociedade entenda que a docência não é uma profissão para quem não vislumbra um futuro melhor, muitos professores são professores porque sentem vontade de ensinar e de estar em contato com os alunos. Eu acho o professor importante, tanto pelo conteúdo quanto para mostrar coisas novas para os alunos e para ajudar o aluno a ter mais ética.

Por meio dela, os alunos podem desenvolver a consciência crítica, além de o professor ser um facilitador no processo de construção do conhecimento acadêmico e de vida. Quem está em contato com o ambiente escolar sabe que a realidade de ser professor é difícil e que por mais que alguém queira e goste de ensinar, às vezes não é possível fazer um bom trabalho por “n” fatores e isso gera tristeza e decepção” (Professor δ). Diante do exposto, percebe-se a carência de pesquisas sobre o adoecimento docente, pois são poucos os trabalhos que tratam desse caso específico.

Embora sejam eventos de referência no campo da educação, nenhum deles continha trabalhos especificamente relacionados ao mal-estar do professor de matemática. O problema é que nem sempre a escola tem estrutura para dar continuidade ao trabalho do professor, pois muitas vezes os alunos ficam sem ajuda até que termine o afastamento do professor, e quando o professor volta a lecionar, o professor se depara com outros desafios, devido a demanda de conteúdo acumulado, essa realidade pode gerar conflitos internos no professor e criar um ciclo de estresse permanente. Dessa forma, o professor não consegue desenvolver estratégias pedagógicas individuais que ajudem os alunos a compreender o conteúdo.

Em termos de pesquisa acadêmica, há necessidade de estudos sobre o mal-estar docente, principalmente em matemática. Fica claro com o estudo que não existe uma solução única para o problema do mal-estar docente, mas de acordo com o que foi destacado neste trabalho, acredita-se que dentre as várias opções, uma estratégia para mudar esta situação de estresse na docência é o desenvolvimento de aperfeiçoamento profissional durante o período em que os docentes da escola estão envolvidos na carga horária dos docentes. Outra estratégia seria estimular os professores a buscarem apoio psicológico, tanto no tratamento de transtornos relacionados ao mal-estar docente, quanto na adoção de medidas para prevenir seu agravamento.

CONCLUSÃO

Imagem

Tabela 1 – Trabalhos que tinham em seus títulos as palavras mal-estar ou estresse docente  Endereço
Tabela 2 – Trabalhos que abordam o mal-estar ou stress docente.
Figura 1 – Roteiro da entrevista realizada com os professores
Gráfico 1 – Tempo de atuação na rede pública dos entrevistados.

Referências

Documentos relacionados

4 Tristán Donoso vs. Extrato do julgamento para consulta no endereço eletrônico da corte. Disponível em: