• Nenhum resultado encontrado

universidade federal do sul e sudeste do pará

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "universidade federal do sul e sudeste do pará"

Copied!
62
0
0

Texto

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para obtenção do título de Licenciatura Plena em Química, Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. Trabalho de Conclusão de Curso (Exame) - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Campus Universitário de Marabá, Instituto de Ciências Exatas, Faculdade de Química, Licenciatura em Química, Marabá, 2016. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para obtenção do título de Licenciatura Plena em Química, Faculdade de Química, Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará.

Às minhas irmãs Laryssa de Sousa Castelo Branco, Eliane de Sousa Rodrigues Viana e Hallyny Araújo, pelo amor e por estarem sempre ao meu lado. Resultados de reações indicando a presença (+) ou ausência (-) de constituintes químicos de Eleutherine bulbosa (Mill.)Urb. O uso de plantas medicinais, como Eleutherine bulbosa (Mill.) Urb., para o controle de doenças é uma prática comum entre as populações tradicionais (CARVALHO et al., 2007).

OBJETIVO GERAL

As hortaliças fazem parte da vida humana desde os primórdios como fonte de alimentação, matéria-prima para vestuário, habitação, utilidades domésticas, restauração da saúde, etc. (SIMÕES et al., 2010). Com mais de 55.000 espécies descritas, o que corresponde a 22% do total mundial, essa rica biodiversidade é acompanhada por uma longa aceitação do uso de plantas medicinais e conhecimentos tradicionais associados (CARVALHO et al., 2007). A diversidade biológica como fonte permanente de recursos representa um enorme potencial para o desenvolvimento sustentável desta região (SIMÕES et al., 2010).

Atualmente, 48% dos medicamentos utilizados na terapia provêm direta ou indiretamente de produtos naturais, principalmente plantas medicinais.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

FAMÍLIA IRIDÁCEA

ESPÉCIE Eleutherine bulbosa (Mill.) Urb

Cientificamente, demonstrou efeito como antifúngico, cicatrizante, purgativo, anticancerígeno, antimicrobiano, abortivo e de problemas respiratórios (ALVES; KLOOS; ZANI, (2003); UPADHYAY et al., 2012). Há evidências de que essa planta também tenha efeito dilatador coronário, potencialmente útil no tratamento de doenças cardíacas (CHEN et al., 1984). O clima da região de Marabá é tropical e quente, mas apresenta variações significativas de temperatura ao longo do ano (RIBEIRO et al., 1999).

Alguns estudos têm mostrado que mudanças de temperatura e clima alteram a produção desses metabólitos e outros compostos produzidos pelas plantas, que geralmente são a base de sua atividade medicinal (SIMÕES et al., 2010). Portanto, o estudo dessas espécies no entorno do município de Marabá permite a descoberta de novos compostos com importantes atividades biológicas.

Figura 3- bulbos de Eleutherine bulbosa (Mill.) Urb
Figura 3- bulbos de Eleutherine bulbosa (Mill.) Urb

PRINCIPAIS CLASSES DE PRODUTOS NATURAIS

Uma definição para esta classe de substâncias apresenta certas dificuldades devido à ausência de uma separação precisa entre os próprios alcalóides e as aminas complexas de ocorrência natural. Esta definição incluirá todos os compostos que até agora foram considerados como alcaloides, mas excluirá compostos nitrogenados como: aminas simples, aminoácidos, peptídeos, proteínas, ácidos nucléicos, nucleotídeos, porfirinas, vitaminas e compostos nitro e nitrosados ​​(SIMÕES et al ., 2010). As suas propriedades farmacológicas e biológicas e aplicações terapêuticas dependem dos seus padrões de substituição (SIMÕES et al., 2010).

As diferentes classes de flavonóides diferem em seu grau de oxidação e no padrão de substituição do anel C, enquanto os compostos individuais dentro da classe diferem em seus padrões de substituição dos anéis A e B. Os taninos elágicos são muito mais comuns do que os taninos gálicos, e é provável que o sistema bifenilo do ácido hexahidroxidifenílico resulta de ligações oxidativas entre dois ácidos gálicos (MONTEIRO et al., 2005). Os taninos condensados ​​ou proantocianidinas, comumente encontrados no reino vegetal, são polímeros do flavan-3-ol e/ou flavan-3,4-diol, produtos do metabolismo do fenilpropanol (MONTEIRO et al., 2005).

Esses compostos são encontrados em sementes, flores, folhas, raízes e madeira de plantas superiores, bem como em musgos, algas e líquens, enquanto alguns são encontrados em mamíferos (DEWICK, 2002) na Figura 13 (p.29) essa estrutura de um terpeno e uma sesquiterpenolactona. Este tipo de estrutura, que apresenta uma parte com característica lipofílica (terpeno ou esteroide) e outra parte hidrofílica (açúcares), determina a propriedade de reduzir a tensão superficial da água e seus efeitos detergentes e emulsificantes (SIMÕES et al., 2010). . Por estas razões, o isolamento de saponinas, bem como a sua elucidação estrutural, pode ser muito difícil (SIMÕES et al., 2010).

Estão amplamente difundidos no reino vegetal e nos microrganismos, e também fazem parte do metabolismo animal (SIMÕES et al., 2010). Estudos epidemiológicos, clínicos e in vitro mostram múltiplos efeitos biológicos relacionados aos compostos fenólicos da dieta, tais como: atividade antioxidante, anti-inflamatória, antimicrobiana e anticarcinogênica (ABE et al., 2007).

Figura 5- Classificação dos metabólitos: primários e secundários.
Figura 5- Classificação dos metabólitos: primários e secundários.

A IMPORTÂNCIA DAS SUBSTÂNCIAS COM ATIVIDADE ANTIOXIDANTE

Método do DDPH

Vários métodos analíticos (químicos, físicos e físico-químicos) são utilizados para determinar a atividade antioxidante de extratos e substâncias isoladas; uma das mais utilizadas é avaliar a atividade sequestradora do radical livre 2,2-difenil-1-picril-hidrazila (DPPH•), que possui coloração púrpura e absorve em 515 nm. Sob a ação de um antioxidante (AH) ou de uma espécie radical (R•), o DPPH• é reduzido e forma a difenil-picril-hidrazina, de cor amarela (Figura 19), com o consequente desaparecimento da absorção, que pode ser monitorada pela diminuição da absorbância. A partir dos resultados obtidos determina-se a percentagem de atividade antioxidante ou sequestradora de radicais livres e/ou a percentagem de DPPH• remanescente no meio reacional.

A porcentagem de atividade antioxidante (%AA) corresponde à quantidade de DDPH consumida pelo antioxidante, e a quantidade de antioxidante necessária para reduzir a concentração inicial de DPPH em 50% é chamada de concentração efetiva (CE50), também chamada de concentração inibitória (IC50). Quanto maior o consumo de DPPH por uma amostra, menor sua EC50 e maior sua atividade antioxidante (SOUSA et al., 2007). O DPPH é um radical livre que pode ser obtido diretamente pela dissolução do reagente em meio orgânico (RUFINO et al., 2007).

Avaliação da estabilidade térmica de extratos brutos de espécies vegetais

MATERIAIS UTILIZADOS

SOLVENTES E REAGENTES UTILIZADOS NA CARACTERIZAÇÃO

EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA CARACTERIZAÇÃO

METODOLOGIA

  • Coleta do material botânico
  • Obtenção dos extratos orgânicos
  • Caracterização Fitoquímica
    • Teste para polissacarídeos
    • Teste para fenóis e taninos
    • Teste para Flavonoides
    • Teste para Catequinas
    • Teste para Sesquiterpenolactonas e outras lactonas
    • Teste para Carotenoides
    • Teste para Esteroides e triperpenoides
    • Teste para Depsídios e depsidonas
    • Teste para Cumarina
    • Teste para saponinas
    • Teste para Purinas
    • Alcaloides
  • Avaliação do potencial antioxidante
  • Analise Térmica

A solução foi transferida para tubos de ensaio e foram adicionadas duas gotas do reagente de Lugol (solução com 5 g de iodeto de potássio e 2,5 g de iodo, calibrada em 50 ml com água destilada). Estes foram transferidos para tubos de ensaio e foi adicionada uma gota de solução de cloreto férrico (1% FeCl3). O aparecimento de uma cor entre o azul e o vermelho é uma indicação da presença de fenóis e uma cor azulada ou verde ou precipitação indicará a presença de taninos.

Foram adicionadas 12 gotas de solução alcoólica de cloridrato de hidroxilamina 10% e 2 gotas de solução metanol de hidróxido de potássio 10% (KOH). Após o resfriamento, acidificou-se uma gota de solução de ácido clorídrico a 1% e adicionou-se uma gota de cloreto férrico a 1% (p/v). Foi transferido para tubos de ensaio e 1 ml de anidrido acético foi adicionado seguido de agitação.

A observação de um rápido desenvolvimento de cores variando do azul ao verde, persistente na solução, indicaria a presença de esteróides e triterpenóides. O aparecimento de coloração verde, azul ou cinza na solução indica a presença de depsidos e depsidonas nos extratos. Em seguida, foi diluído para 15 ml de água destilada e agitado vigorosamente em tubo fechado por 2 minutos.

Três gotas de solução de hidróxido de amônio 6N (NH4OH) foram então adicionadas e o aparecimento de uma cor roxa indicaria uma reação positiva para purinas. O aparecimento de um precipitado laranja-avermelhado na solução com a adição do reagente de Bouchardat ou um precipitado vermelho-tijolo com o reagente de Dragendorff indicaria a presença de alcaloides no extrato.

Figura 20- Obtenção dos extratos dos bulbos de Eleutherine bulbosa (Mill.) Urb.
Figura 20- Obtenção dos extratos dos bulbos de Eleutherine bulbosa (Mill.) Urb.

CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA DOS EXTRATOS DE E. bulbosa (Mill.) Urb

  • Fenóis e Taninos
  • Flavonoides
  • Sesquiterpenoslactonas e outras lactonas
  • Esteroides e Triterpenoides
  • Depsídios e depsidonas
  • Cumarinas
  • Saponinas

A partir do extrato obtido, foram realizados testes de caracterização química para identificação de classes metabólicas, testes antioxidantes e testes de estabilidade térmica. Adição de 1 gota de solução de ácido clorídrico a 1% e 1 gota de cloreto férrico a 1% (p/v) à solução de extrato do bulbo E. ) à solução do extrato dos bulbos de Eleutherine bulbosa, o aspecto observado foi um rápido desenvolvimento de cores que variaram do verde (Figura 24), persistente, indicando teste positivo para esteroides.

A adição de 3 mL de metanol e 3 gotas de cloreto férrico a 1% (FeCl3) à solução do extrato dos bulbos de Eleuterine bulbosa levou ao aparecimento de uma coloração verde intensa (Figura 25) que é um teste positivo para depsidia e depsidona. A análise realizada expondo a cromatoplaca à luz ultravioleta com λ= 365 nm mostrou uma mancha azulada na placa, acima da mancha do extrato, indicando resultado positivo para cumarina contra o extrato dos bulbos (Figura 26A), utilizando o Wagner método.

Figura 22- Resultado positivo para flavonoides.
Figura 22- Resultado positivo para flavonoides.

AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTIOXIDANTE

Malheiros (2008) em estudos realizados com extratos etanólicos de Eleuterine plicata, espécie considerada por muitos autores como a mesma de Eleuterine bulbosa (Mill.) Urb, obteve uma inibição de IC50 de 94,72 µg mL-1 em relação ao butil-hidroxitolueno (BHT). controle, que atingiu 17,83 µg ml-1. Possivelmente há a presença de naftoquinonas no extrato metanólico, identificadas por Malheiros (2008) em extratos etanólicos de E-bulbs, o que faz com que o extrato metanólico tenha uma baixa atividade antioxidante.

Os constituintes químicos e seus percentuais nas espécies estão diretamente relacionados à qualidade do solo onde a espécie vegetal é cultivada, além do clima da região e período de coleta (PEIXOTO SOBRINHO et al., 2009). A cidade de Marabá, devido ao seu clima diferenciado, pode ter forte influência na presença de metabólitos secundários das espécies estudadas.

Figura 28. Curvas de concentração versus inibição do radical DPPH.
Figura 28. Curvas de concentração versus inibição do radical DPPH.

ESTABILIDADE DE TÉRMICA

Em contraste com a análise em atmosfera de ar sintético, apenas um evento exotérmico foi observado a uma temperatura de 551,23 °C e uma entalpia de 1,47 J/g. As curvas sobrepostas (Figura 31 p.56) da análise de estabilidade térmica da amostra pela técnica DSC ajudam a verificar o comportamento térmico da amostra se a atmosfera é ar sintético ou nitrogênio. Observou-se predominância de eventos endotérmicos quando realizados em atmosfera de nitrogênio, bem como estabilidade térmica até temperatura próxima a 120 °C.

Utilizando a técnica DSC, foram observados fenômenos térmicos, com predominância de eventos endotérmicos, bem como estabilidade térmica até temperatura próxima a 120 °C., avaliação da estabilidade térmica. Quanto à caracterização fitoquímica do extrato de cebola maruparuzinho (Eleuterine bulbosa), foi verificada a presença de esteróides e terpenos, flavonoides, taninos, lactonas sesquiterpenas e outras lactonas, cumarinas, depsídeos e depsidonas e saponinas.

Observou-se predominância de eventos endotérmicos e estabilidade térmica até temperatura próxima a 120 °C. Avaliação da atividade antioxidante pelo sistema B-caroteno/ácido linoleico e pelo método de sequestro do radical DPPH. Análise da precipitação e efeito de borda no conteúdo de flavonóides em Bauhinia cheilantha (Bong.) Steud., Fabaceae.

Metodologia científica: Determinação da atividade antioxidante total em frutas pela eliminação de radicais livres DPPH. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas) - Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará, Belém-PA, 2012.

Figura 29. Curva de DSC do extrato de Eleuterine bulbosa (Mill.) Urb. sob atmosfera  de ar sintético
Figura 29. Curva de DSC do extrato de Eleuterine bulbosa (Mill.) Urb. sob atmosfera de ar sintético

61

62

Imagem

Figura 1- Constituintes químicos do gênero Eleutherine.
Figura 2. Eleutherine bulbosa (Mill.) Urb. (marupazinho)
Figura 3- bulbos de Eleutherine bulbosa (Mill.) Urb
Figura 5- Classificação dos metabólitos: primários e secundários.
+7

Referências

Documentos relacionados

Esta pesquisa, que teve como objetivo principal investigar a presença e as características do Ensino de Astronomia nos PPCs de Pedagogia das Universidades Federais das 26 capitais do