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universidade federal do sul e sudeste do pará

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Academic year: 2023

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Pendulares no norte do Brasil sob a ótica do modelo gravitacional / Rafaela Regina Santos Castro. O presente trabalho busca investigar os pendulares no norte do Brasil e os fatores que atraem e expulsam os migrantes pendulares. Dessa forma, a pesquisa que envolve o deslocamento é uma ferramenta importante para a construção de políticas públicas no que diz respeito ao nível local e regional.

No entanto, ainda existe uma lacuna na análise dos fatores que determinam os fluxos diários de transporte na região Norte do Brasil. Além disso, o deslocamento é um estudo indispensável para entender a dinâmica regional de integração urbana e também auxiliar nas atividades. Com base no que foi apresentado, este trabalho tem como objetivo geral examinar os principais impulsionadores dos deslocamentos pendulares na região norte do Brasil.

E como objetivos específicos: investigar os indivíduos da Região que realizam viagens de negócios, seja para estudos ou para trabalho; e verificar os fatores de atração e expulsão desse movimento em movimento.

T EORIAS DA M IGRAÇÃO

𝐶𝑖𝑗 é o custo associado à mudança de origem i e destino j: custos monetários, custos de oportunidade e/ou perdas psicológicas. O equilíbrio ocorrerá quando o ganho esperado na área urbana, ajustado pela taxa de desemprego, for igual ao produto marginal do trabalho agrícola. Como as taxas de migração do campo para as cidades superam a taxa de geração de empregos nas cidades, uma oferta abundante de mão de obra será gerada nos municípios.

A partir dessa breve apresentação das teorias neoclássicas da migração, pode-se concluir que a migração entre regiões pode ser impulsionada por diversos fatores, como a oferta de bens públicos, o desemprego e a busca por maiores rendas. Assim, os agentes racionais acabam migrando e buscam aumentar seu bem-estar, seja oferecendo determinados bens sociais ou salários que possam compensar os custos incorridos em suas viagens.

T EORIA DO M ODELO G RAVITACIONAL PARA M IGRAÇÃO

Para a análise, os autores usam dados do condado da Carolina do Norte, provenientes dos EUA. Na análise, os autores também apontam que os movimentos dos indivíduos foram restringidos pela falta de capital, dessa forma, quando houve aumento da renda, a migração aumentou ao invés de diminuir. Com relação ao método utilizado, os autores, como Andrieko e Guriev (2004), utilizam o modelo gravitacional.

Além disso, a autora analisou os deslocamentos por meio de fluxos que indicam coletivamente os deslocamentos realizados entre as cidades de origem e destino para trabalho e estudo. Portanto, todas as informações confirmaram que os deslocamentos entre municípios formaram um processo significativo para a dinâmica. Em seu trabalho, analisou-se o deslocamento pendular na RMSP na década de 1990 e suas análises foram feitas por meio dos limites administrativos municipais e por sub-regiões e vetores adotados pela Companhia Metropolitana de São Paulo.

Para os autores, Moura et al. 2005), os deslocamentos mostram importância para análises de expansão urbana e metropolização. Pensando nisso, os autores utilizaram tabelas de dados do Censo de População de 2000 nas quais observam as principais áreas urbanas do país. Segundo o autor, a movimentação de indivíduos nas regiões metropolitanas brasileiras reflete a estrutura econômica e social dessas localidades.

Para a análise, os autores utilizaram dados do Censo Demográfico de 2010 e um modelo econométrico de efeito de tratamento endógeno baseado em acoplamentos que incorporam autosseleção de trabalhadores entre não migrantes e migrantes. 2018), teve como objetivo em seu trabalho analisar a disparidade de renda entre trabalhadores pendulares e não pendulares na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e identificar os fatores que se destacam na defasagem de renda desses dois grupos. de Oaxaca-Blinder. Para o estudo, os autores usam um modelo de gravidade para analisar as forças atrativas e repulsivas dessas correntes. Os dados do censo são usados ​​para estimar este modelo.

M ÉTODO E MPÍRICO

Na segunda, a relação entre as variáveis ​​é invertida, ou seja, o numerador passa a ser a região de destino (j) e o denominador é a região de origem (i). No modelo, foi utilizada a transformação logarítmica, pois, segundo Gujarati e Poter (2011), ela é utilizada para reduzir a heterocedasticidade, que comprime as medidas das variáveis, pois as variáveis ​​podem mudar em relação a outras regiões.

F ONTE E TRATAMENTO DE DADOS

A razão do número de mortes relacionadas à agressão de i para j, onde será usada como proxy para violência. Razão do número de domicílios com água no local de origem (i) para a região de destino (j). A razão da taxa de mortalidade infantil (por mil nascidos vivos) de i sobre j, ou seja, um proxy.

A variável 𝑃𝑂𝑃𝑈𝐿𝐴ÇÃ𝑂, tanto da região de origem (i) quanto da região de destino (j), serve para saber o tamanho da economia. Assim, quanto maior a população da região de destino (j) maior a probabilidade de migração, pois a economia é maior, assim como o mercado de trabalho (LEWER; VAN DEN BERG, 2008). A variável 𝐷𝐼𝑆𝑇Â𝑁𝐶𝐼𝐴𝑗𝑖 é incluída no modelo por ser uma força de atrito importante, uma vez que os deslocamentos são realizados em média entre regiões próximas, ou seja, ocorrem em curta distância (BARBOSA et al., 2016., 2016).

Desta forma, espera-se que o aumento do acesso à água, saneamento e iluminação elétrica no destino aumente os deslocamentos nesta localidade. Com a variável 𝐺𝐼𝑁𝐼, espera-se que o aumento da concentração de renda no destino do indivíduo seja um fator de afastamento da migração para aquele país. Por outro lado, na variável 𝑆𝐴Ú𝐷𝐸 espera-se que o aumento das condições de saúde no local de destino seja um fator atrativo (BARBOSA et al., 2016).

Para 𝑉𝐼𝑂𝐿Ê𝑁𝐶𝐼𝐴, acredita-se que quanto maior a violência no destino dos indivíduos, menos atraente é se deslocar para aquela região. Na variável 𝐸𝑆𝑇𝑈𝐷𝑂 espera-se tanto a expulsão quanto a atração de indivíduos ao destino. Finalmente, para a variável 𝑅𝐸𝑁𝐷𝐴, espera-se que um aumento da renda no destino aumente a migração para lá (BARBOSA et al., 2016).

E STATÍSTICA DESCRITIVA

Inicialmente, são realizadas análises das variáveis ​​utilizadas para entender o deslocamento no Norte do Brasil a trabalho e/ou estudo. Em relação aos modos de deslocamento, que podem ser tanto para trabalho quanto para estudo, verifica-se que o deslocamento para trabalho foi o que apresentou maior número de indivíduos, com média de 0,13 e seu valor máximo de 3.145 pessoas se deslocando. No trabalho. O índice de Gini, que é uma ferramenta utilizada para medir o grau de concentração de renda, teve média de 0,576, mostrando que ainda há desigualdade social e de renda na região Norte do Brasil.

Cerca de 94 municípios atingiram a marca de 0 óbito por agressão e apenas 1 município, Belém (PA), atingiu o número máximo de óbitos, mostrando que é a cidade com maior violência da região Norte pelos dados utilizados. A média de domicílios com iluminação no local foi maior do que aqueles com acesso à água (884,41), com desvio padrão revelando que os dados são heterogêneos. Vale lembrar que o salário mínimo em 2010 era de R$ 510,00, ou seja, o Norte do Brasil ganhava em média meio salário mínimo.

Como proxy para a saúde, foi utilizada a taxa de mortalidade infantil (por mil nascidos vivos), cuja média foi de 17,90 para a região Norte do Brasil, ou seja, para cada mil nascidos vivos, 17,90 das crianças morrem antes do nascimento. primeiro ano de vida. O município com maior média de anos de estudo foi Presidente Kennedy (TO) com 11,53, aproximadamente 12 anos, com ensino fundamental e médio completos. Quando se trata do resultado com a menor média de anos, está o município de Barcelos (AM) com 4,34, referente aos anos iniciais (1º ao 5º ano) do ensino fundamental.

Finalmente, a última variável de esgoto mostra que, em média, 87,67 domicílios no norte do Brasil possuem sistemas de esgoto. Passando agora às informações sobre migração na Região Norte, podemos ver o gráfico 1, que mostra a migração média por estado, na região Norte do Brasil, segundo o Censo Demográfico de 2010. Enquanto a Amazônia ficou em último lugar, que pode ser relacionado na grande distância entre os municípios, visto que este estado é o maior do Brasil em termos territoriais, com área de km², bem como pela existência do rio Amazonas e seus diversos afluentes, o que pode tornar dificuldade de locomoção entre os municípios.

Figura 1 - Média da migração por estado, no Norte do Brasil em 2010
Figura 1 - Média da migração por estado, no Norte do Brasil em 2010

R ESULTADOS DO MODELO GRAVITACIONAL

O resultado da variável população indicou uma relação positiva, portanto os deslocamentos aumentaram 0,24% e 0,44% na origem e no destino, respectivamente, dado um aumento de 1% na população em ambas as regiões. A renda também apresentou correlação positiva, pois no Modelo 1 um aumento de 1% na renda do município de origem gera um aumento de 0,44% na migração. Assim, um aumento de 1% na violência na região de destino reduz a migração para aquele local em 0,04%, Modelo 2a, algo já esperado, pois os indivíduos buscam maior segurança.

O sinal da variável renda ij foi o esperado, dado um aumento de 1% na renda no destino, a migração aumentará 0,30% (Modelo 2a). Assim, o resultado do Modelo 2a foi negativo, mostrando que um aumento de 1% nos anos de estudo reduz a migração para o destino em 0,14%. A violência, por outro lado, foi significativa, como antes, mostrando que o aumento de 1% da violência na região de destino reduz a migração para aquele local em 0,10% (Modelo 2a), resultado esperado já que o aumento da violência gera um efeito repulsivo , pois os indivíduos buscam maior segurança.

Quando a violência cresce na origem, gera um efeito de repulsão e a migração para o destino cresce 0,10%, dado um aumento de 1% na variável. Assim, com um aumento de 1% no acesso à água no destino, há um aumento nas viagens para a região. Para a eletricidade, esperava-se que o aumento de domicílios com acesso à iluminação fosse um atrativo para o destino, mas o resultado dessa variável foi o contrário, no Modelo 2(a) e no Modelo 2(b).

Dito isso, o resultado da renda i mostra que um aumento de 1% na renda da região de origem leva a um aumento de 0,26% na migração para a região de destino. Enquanto um aumento da renda no destino na mesma proporção, a renda j, implica um aumento de 0,76% nos deslocamentos. Assim, em relação ao Modelo 2a, um aumento no número de domicílios com esgoto no destino aumenta a migração de passageiros em 0,02%, enquanto um aumento de pessoas com acesso a esgoto na região de origem faz com que a migração diminua em 0,02%. .

Segundo Barbosa et. 2016), esperava-se que o aumento da concentração de renda fosse um desestímulo, mas esse resultado não foi obtido neste trabalho. Aqui mostra que um aumento no índice de Gini aumentaria a migração, modelo 2a, e uma diminuição de Gini diminuiria a migração, modelo 2b.

Tabela 3 - Resultados do modelo gravitacional para pendular estudo
Tabela 3 - Resultados do modelo gravitacional para pendular estudo

MAPA DO INTERVALO DE MÉDIA DE DOMICÍLIOS COM

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Tabela 1 - Estatística descritiva das variáveis do modelo gravitacional para  os municípios do Norte do Brasil
Figura 1 - Média da migração por estado, no Norte do Brasil em 2010
Tabela 2 - Resultados do modelo gravitacional para migração pendular
Tabela 3 - Resultados do modelo gravitacional para pendular estudo
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Referências

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