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Vida Útil de Linhas de Transmissão

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Academic year: 2023

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O presente trabalho visa apresentar as linhas gerais a serem observadas no estudo da vida útil de linhas de transmissão. O segmento de transmissão do SEB atingiu um estágio em que um grande número de diferentes tipos de equipamentos em operação está no final de sua vida útil, colocando em risco a segurança do fornecimento. Em 2019, o segmento de transmissão teve aproximadamente 60% de todos os seus equipamentos além da vida útil estatutária.

Em setembro de 2019, a ANEEL publicou os relatórios AIR nº. 5/2019, com o objetivo de examinar o trade-off entre a utilização plena da vida útil do equipamento de transmissão e os riscos de exposição decorrentes da não substituição do mesmo em um curto período de tempo. Esse número significa uma alta taxa de falha esperada na infância de equipamentos/componentes, bem como uma alta taxa de falha no final da vida útil dos mesmos itens. Assim, no início da vida útil dos componentes, a frequência de paradas está acima do desejado e comparativamente maior do que durante os anos de operação dos mesmos, período que pode ser considerado superior a 90% de toda a vida útil do analisado. elemento.

A questão da obsolescência técnica ou operacional depende apenas do desenvolvimento da indústria ao longo dos anos que antecedem a vida útil física esperada dos equipamentos. Uma razão pode justificar esta diferença, ou seja, que a vida útil estabelecida na definição das instalações está abaixo da realidade construtiva das mesmas. Segundo o ONS, a substituição de 63% dos 97 mil equipamentos citados acima custará algo em torno de 20 bilhões de reais, com data de fim de vida dos equipamentos em 2022.

Considerando que os equipamentos em fim de vida são de instalações com mais de 25 anos e a grande maioria são instalações com nível de tensão até 230 kV, pode-se aceitar que a própria evolução do sistema torna estes instalações cada dia mais secundárias.

Figura 1 – Ilustração da separação do ângulo de fase, antecedendo à interrupção do  Northeast Blackout, em 2003
Figura 1 – Ilustração da separação do ângulo de fase, antecedendo à interrupção do Northeast Blackout, em 2003

Incentivos adequados no sentido da revitalização do parque instalado

15 Embora exista um incentivo econômico e financeiro para a troca de equipamentos depreciados pelas concessionárias por meio de reposição com retorno sobre o investimento, a falta dessas substituições é preocupante, principalmente quando há indicação do ONS para substituição na Expansão e Plano de Reforços (PAR) e no Plano de Melhorias e Reforços (PMR). A preocupação da ANEEL com a efetividade dos instrumentos regulatórios está relacionada ao alto grau de assimetria de informação sobre as características e condições dos equipamentos de transmissão. Na AIR nº 005/2019, a ANEEL apresenta significativo grau de discrepância entre as diversas fontes de estimativa, dificultando a análise precisa da situação dos equipamentos de transmissão para avaliar a necessidade de ajustes.

O trabalho realizado nas áreas de RAP e PMR resulta na atualização contínua do banco de dados técnico do ONS e do Sistema de Gestão de Planos de Melhorias e Reforços (SGPMR). Resolução Normativa nº. 643/2014 passou a reconhecer e permitir a recompensa de investimentos com o objetivo de melhorar ou estender a vida útil dos equipamentos além da vida útil regulamentar. Além disso, a indisponibilidade para instalação de atualizações está excluída dos descontos de indisponibilidade de peça variável (PVI).

Deve-se notar que esta é uma medida importante, pois cria incentivos de investimento para um. 16 substituição ordenada de equipamentos usados, bem como para investimentos que possam prolongar a vida útil dos ativos existentes. No entanto, alguns dados citados pela AIR podem indicar uma baixa adesão das transmissoras a tais investimentos, com a receita total das concessionárias com equipamentos de melhoria da rede básica não ultrapassando 0,35%.

Deve-se levar em consideração também que esse cenário se desenvolve em um contexto de elevada presença de equipamentos passíveis de substituição, conforme orientações do ONS. A ANEEL identifica necessidades de melhoria no fluxo de processos, que são estudadas e discutidas no âmbito do Processo SIC nº. No âmbito dos trabalhos, foi indicada a concordância parcial com a manutenção do disposto no regulamento quanto à substituição de equipamentos por fim de vida útil, e a responsabilização das empresas cessionárias pelo processo de modernização dos bens.

Nesse sentido, deve haver um esforço de curto prazo para superar as dificuldades associadas ao alto grau de assimetria informacional do setor, o que inclui a disponibilização de uma plataforma universal para acesso a essa informação, como o SIASE-T, e otimização. de processos administrativos para realização de investimentos em melhorias. Apesar da validade da manutenção do atual órgão regulador para esta alternativa, o escopo do trabalho também observou que seria importante a. 17 incorporando mecanismos para incentivar a manutenção de equipamentos que ultrapassaram sua vida útil regulamentar e ainda estão operando satisfatoriamente.

19 Não obstante a vigência da manutenção do atual órgão regulador através da Alternativa 1, entendemos que seria importante incluir mecanismos para incentivar a manutenção de equipamentos que ultrapassaram a vida útil regulamentar e ainda estão operando satisfatoriamente. Nesse sentido, um mecanismo semelhante ao oferecido pela Alternativa 3, com o objetivo de conceder uma alocação adicional de PVI aos transmissores que obtiverem desempenho satisfatório, deve ser considerado. Além disso, seria apropriado que uma parcela adicional fosse reconhecida nos custos de Operação e Manutenção (O&M), a fim de cobrir eventuais custos de manutenção mais elevados desses equipamentos.

A alternativa 2 impõe uma análise detalhada, tendo em conta que o WACC já foi realizado ao longo da vida útil estatutária dos ativos. O resultado da vida útil estatutária, inferior à vida útil física dos equipamentos, está limitado ao ganho financeiro das parcelas de antecipação. Já a Alternativa 4, apesar da vantagem de introduzir concorrência no processo, representa alto grau de complexidade na elaboração de licitações para fins de reposição de blocos de bens depreciados."

Esta seção tratará da contribuição do GESEL para a consulta pública 030/2020, que visa a obtenção de subsídios para a Análise de Impacto Regulatório - AIR, que trata da avaliação e aperfeiçoamento da regulamentação referente a reforços e melhorias em instalações de transmissão de energia elétrica. Identificadas questões relacionadas à relação entre os processos de aprovação de melhorias e melhorias e os processos de revisão periódica das concessionárias de transmissão. Indicação de alternativas mais adequadas quanto ao aprimoramento das regras em relação a Reforços e Melhorias em instalações de transmissão existentes.

3 Revisão de experiências internacionais de processos decisórios para gestão de ativos móveis.

3 Levantamento de experiências internacionais de processos de tomada de decisão de gestão de ativos de transmissão

  • CIGRE: avaliação de riscos
  • Metodologia de Preservação de Investimento de Capital da BCTC
  • Gestão de Risco na RTE
  • Hydro One

Leva em consideração os valores corporativos da empresa e implementa uma abordagem de avaliação de risco que inclui análise quantitativa da experiência histórica e é complementada por informações qualitativas de especialistas. Com risco moderado, pode-se fazer um monitoramento para avaliar a evolução do risco. A comparação é baseada em uma análise de custo-benefício de longo prazo e é baseada na metodologia de avaliação de risco descrita no CIGRÉ TB422.

O planejamento de negócios da Hydro One é realizado anualmente e baseia-se no desenvolvimento de um plano de cinco anos que inclui um marco detalhado para os três primeiros anos do ciclo de planejamento e uma perspectiva menos detalhada para os dois anos restantes. O processo de investimento passa, portanto, por uma fase prévia de priorização com base no mapeamento de riscos. Um plano de investimento final é então ratificado pela equipe de gerenciamento sênior da Hydro One.

Durante a fase de desenvolvimento da proposta de investimento, as informações são coletadas, as necessidades avaliadas e os investimentos potenciais identificados para as quatro principais categorias de investimento. Os valores da empresa são definidos pela Hydro One para possibilitar o alcance dos objetivos estratégicos da empresa, formar os critérios para realização de investimentos e gerenciar riscos, levando em consideração os trade-offs entre os investimentos. Os KPIs são a base da análise multicritério usada para priorizar os investimentos, fornecendo as dimensões a serem consideradas ao avaliar o grau de risco e mitigação que cada nível de investimento proposto fornece para cada um dos valores de negócios.

O processo inclui uma probabilidade de resultado e matriz de risco de impacto para determinar classificações para cada valor de negócio. As propostas de investimento são desenvolvidas para atender às necessidades do cliente, riscos e objetivos da empresa e, em seguida, são incorporadas ao processo de priorização. As informações são analisadas por especialistas técnicos, analistas de negócios e outros profissionais da Hydro One.

A avaliação da qualidade garante consistência na utilização do modelo de avaliação de riscos. 36 Durante o processo, um dos vários níveis de investimento é selecionado para cada área com base na capacidade de redução de risco dos valores do negócio da empresa. O plano preliminar de investimentos é então revisado pela alta administração da empresa, que pode alterá-lo com base em considerações sobre o impacto dos preços nos clientes e a capacidade de executá-lo diante de restrições como mão de obra, material, disponibilidade do sistema, saúde financeira da empresa e também o custo-benefício dos investimentos.

O resultado final desse processo é uma proposta de plano de investimento priorizado que atenda aos objetivos da empresa, mantendo o equilíbrio entre as necessidades do sistema, os custos e os riscos envolvidos. O plano de investimento proposto é então recomendado ao conselho de administração da Hydro One para aprovação como parte do plano de negócios da empresa.

Figura 3: Resultado da avaliação de riscos do CIGRÉ
Figura 3: Resultado da avaliação de riscos do CIGRÉ

4 Revisão dos principais pontos discutidos nos Webinars realizados pelo GESEL

38 O evento teve como objetivo discutir os aspectos regulatórios dos sistemas de transmissão, abordando o tema vida útil, reforços e melhorias dos equipamentos. O webinar terá como objetivo geral analisar os aspectos econômicos associados aos aprimoramentos e melhorias de dispositivos portáteis. Nesse sentido, o foco central será a análise dos custos e benefícios da revitalização do parque de transmissão instalado, levando em consideração os aspectos econômicos relacionados à cadeia produtiva das linhas de transmissão e os respectivos níveis de emprego e renda.

5 Síntese dos Artigos de Opinião do GESEL

40 incentivos corretos e efetivos para a substituição desses ativos de transmissão de forma gradual e organizada”. Artigo a ser publicado propondo que a substituição de ativos seja complementada por um processo de padronização de procedimentos e requisitos técnicos para a medição e transmissão de informações relevantes para a gestão desses ativos. Dessa forma, o setor poderá contar com critérios para uma atuação mais ativa, moderna e eficiente, possibilitando uma visão consensual das reais condições de operação dos componentes dos sistemas de transmissão elétrica.

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ISBN: 978-65-86614-20-6

Imagem

Figura 1 – Ilustração da separação do ângulo de fase, antecedendo à interrupção do  Northeast Blackout, em 2003
Figura  2  –  Ilustração da sequência de eventos relacionados ao efeito cascata da  interrupção do Southwest Blackout, em 2011
Figura 3 – Perdas Agregadas por Década e Acumuladas para os EUA (US$ Bilhões)
Figura 3: Resultado da avaliação de riscos do CIGRÉ
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Referências

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