Este documento apresenta as bases para a estruturação do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental - SINVAS, e sua incorporação ao Sistema Único de Saúde, incluindo conceito, objetivos, bases legais, instrumentos, estrutura, organização e financiamento. A implantação do SINVAS representará um avanço fundamental nas ações de promoção e proteção à saúde da população brasileira, por meio do monitoramento e controle dos diversos problemas decorrentes dos desequilíbrios ambientais, visando eliminar ou reduzir a exposição humana a fatores ambientais nocivos à saúde. Assim, a FUNASA regulamenta o Sistema de Vigilância em Saúde Ambiental por meio da Instrução Normativa anexa, que estabelece as principais características dos três níveis de governo, descreve as ações específicas de Vigilância em Saúde Ambiental e as medidas de prevenção e controle de fatores de risco físicos, químicos e biológicos no meio ambiente, relacionados a doenças e agravos à saúde.
Introdução
Após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento em 1992 (UNCED ou RIO-92), a Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS realizou em Washington a Conferência Pan-Americana sobre Saúde, Meio Ambiente e Desenvolvimento - COPASAD em outubro de 1995 com o objetivo de definir e adotar um conjunto de políticas e estratégias de saúde e meio ambiente, bem como elaborar um plano de ação regional em articulação com o plano de ação nacional. países do continente americano e apresentados durante a COPA SAD. O documento final do Plano Nacional de Saúde e Meio Ambiente no Desenvolvimento Sustentável – Diretrizes para Implementação, contém um diagnóstico amplo e crítico dos problemas de saúde e meio ambiente mais importantes do país. a) saúde e meio ambiente das populações indígenas;. Após a Conferência Pan-Americana de Saúde, Meio Ambiente e Desenvolvimento - COPASAD, realizada em 1995, e o processo liderado pelo Ministério da Saúde para a elaboração da política nacional de saúde ambiental ocorrido no período, a principal iniciativa no campo do Ministério da Saúde, relacionada ao tema saúde e meio ambiente, é a estruturação de uma área de vigilância sanitária do meio ambiente da FUN.
A implementação do Projeto Estruturador de Vigilância em Saúde do Sistema Único de Saúde - VIGISUS tem colaborado para a implantação do conceito de vigilância em saúde, que permite a incorporação de uma visão mais ampla do conjunto de fatores ambientais que são resultado da atividade humana ou da natureza, que devem ser monitorados sistematicamente, levando em consideração o território onde ocorrem essas interações, como monitoramento do ambiente entre o homem e a prática pública, monitoramento do espaço público e privilégios para a saúde. efeitos ambientais na saúde humana.
Objetivos – Geral e Específico
O monitoramento da saúde ambiental tem como universo de atuação todos os fatores de risco ambientais que interferem na saúde humana; as inter-relações entre o homem e o meio ambiente e vice-versa. No âmbito do SUS, a FUNASA promoverá e apoiará a estruturação da área de vigilância em saúde ambiental nas secretarias estaduais de saúde e nas secretarias municipais de saúde por meio do programa pactuado integrado de epidemiologia e controle de doenças – PPI-DPI e projetos estruturantes com apoio financeiro do projeto VIGISUS e outras fontes que venham a ser identificadas. MONITORAMENTO AMBIENTAL EM SAÚDE MONITORAMENTO AMBIENTAL EM SAÚDE MONITORAMENTO AMBIENTAL EM SAÚDE Fatores ambientais de riscos biológicos.
Este setor será responsável pela coordenação do sistema de informação para supervisão e controle da qualidade da água para consumo humano - SISÁGUA e pela identificação, monitoramento e avaliação das ações e metas do PPI-DPI que correspondam à sua competência. Esta área será responsável por coordenar o sistema de informações de vigilância e controle da qualidade do ar e por identificar, monitorar e avaliar as ações e metas do PPI-ECD que correspondam à sua competência. Esta área será responsável pela coordenação do sistema de informação de vigilância em saúde da qualidade do solo, bem como pela identificação, monitoramento e avaliação das ações, indicadores e objetivos do PPI-DPI que correspondam à sua competência. e) Desastres naturais e acidentes com produtos perigosos.
As atividades de monitoramento e prevenção são articuladas com instituições que atuam na prevenção, emergência e resposta a acidentes químicos, além da interação com a rede de laboratórios de saúde pública e o contexto das ações emergenciais de saneamento, visando o controle ou eliminação de riscos. Essa área também é responsável pela coordenação do sistema de informação para monitoramento e controle de desastres naturais e tecnológicos e pela identificação, monitoramento e avaliação das ações, indicadores e metas do PPI-DPI correspondentes à sua competência. A construção de um sistema de informação para monitoramento de saúde ambiental que integre aspectos de saúde e ambientais permite a produção de informações estatísticas que facilitam a interpretação da dinâmica do processo de monitoramento e a avaliação da sustentabilidade do modelo escolhido.
A prática da integração interdisciplinar e a pesquisa de tecnologias adequadas às condições do país são excelentes ferramentas para estruturar o campo da vigilância em saúde ambiental. O PPI/ECD 2001 já estabelece ações de vigilância de vetores, hospedeiros e reservatórios, bem como da qualidade da água consumida pela população; Decreto nº. 3.450, de 9 de maio de 2000, aprova o estatuto da FUNASA, que determina como sua competência a gestão do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica e Ambiental em Saúde.
Portaria FUNASA nº. 410, de 10 de agosto de 2000, aprova o Regimento Interno da Fundação Nacional de Saúde - FUNASA, que, nos artigos 92, 93 e 94, estabelece as competências da Coordenação-Geral de Vigilância Ambiental em Saúde - CGVAM, no âmbito do texto abaixo. II - coordenar, padronizar e fiscalizar o Sistema Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental, com o objetivo de detectar precocemente situações de risco à saúde humana, que incluam fatores físicos, químicos e biológicos do ambiente; Recentemente, a Instrução Normativa nº. 1º, de 25 de setembro de 2001, que regulamenta a vigilância ambiental em saúde, pelo Sistema Nacional de Vigilância Ambiental em Saúde.
Estrutura do SINVAS
Instrumentos e Métodos
No caso de substâncias químicas, que são particularmente relevantes para os problemas ambientais modernos, a avaliação de risco é a ferramenta de análise mais importante. A avaliação de risco é um procedimento utilizado para sintetizar as informações disponíveis e o julgamento sobre elas, a fim de estimar os riscos associados a uma determinada exposição. A gestão de riscos consiste na seleção e implementação das estratégias mais adequadas de controle e prevenção de riscos, envolvendo regulamentação, uso de tecnologias de controle e remediação ambiental, análise de custo/benefício, aceitabilidade de riscos e análise de seu impacto nas políticas públicas.
Para entender o conjunto de medidas promocionais e preventivas que podem ser desenvolvidas para controlar os riscos ambientais e melhorar as condições do meio ambiente e da saúde da população, é necessário construir indicadores que permitam uma visão abrangente e abrangente da relação entre saúde e meio ambiente. Os indicadores de saúde ambiental serão utilizados para a tomada de decisões utilizando diversas ferramentas como estatística, epidemiologia e sua aplicação em sistemas de informação geográfica. Essas estatísticas podem ser produzidas interagindo os registros de diferentes sistemas de saúde com dados ambientais, criando indicadores que articulam variáveis de ambos os campos.
O sistema de informação de vigilância em saúde ambiental deve ser concebido e estruturado de forma a ser totalmente compatível com sistemas de informação de vigilância epidemiológica e grandes bases de dados. Questões como tecnologias de tratamento de água para consumo humano que garantam sua qualidade contra agentes microbiológicos e químicos, processos de controle de vetores, avaliação de efeitos à saúde causados por produtos químicos, exploração mineral, definição de parâmetros e níveis de tolerância, identificação de populações em particular risco, estão entre outros importantes temas de pesquisa na área de saúde e meio ambiente. Para a viabilização do SINVAS considera-se fundamental a realização de estudos e análises que permitam relacionar os efeitos à saúde com determinados fatores ambientais, utilizando indicadores sanitários e ambientais, sistemas de informação ou mesmo estudos epidemiológicos.
A realização de estudos e análises de potenciais riscos ambientais que possam causar danos à saúde, antes mesmo que os efeitos ocorram ou sejam identificados pelos sistemas de informação já existentes no SUS, pode ser feito, por exemplo, por meio da elaboração de mapas de riscos ambientais por meio de sistemas de informações geográficas e estudos de análise de risco.
Modelo de Financiamento
Marco Legal
III - coordenar a ação de monitoramento ambiental e controle da fauna sinantrópica de forma complementar ou complementar, em caráter excepcional, quando for ultrapassada a capacidade de execução dos estados ou houver riscos de disseminação em nível nacional; V - analisar, monitorar e orientar a implementação de ações de prevenção e controle de doenças e outros agravos relacionados a fatores ambientais ou deles decorrentes, que repercutam na saúde humana; VII - participar da elaboração e acompanhar a execução das ações do Programa Pacto Integrado de Epidemiologia e Controle de Doenças - PPI-ECD.
Para os fins deste artigo, entende-se por vigilância ambiental o conjunto de ações que assegurem o conhecimento, detecção ou prevenção de qualquer alteração nos determinantes e condicionantes do meio ambiente que interfiram na saúde humana, com o objetivo de recomendar e adotar medidas de prevenção e controle de fatores de risco e doenças ou agravos, especialmente os relacionados a vetores, reservatórios e hospedeiros, animais peçonhentos, qualidade da água para consumo humano, contaminantes ambientais, desastres naturais, acidentes com produtos perigosos, saneamento básico, disposição de dejetos humanos e animais e condições de moradia. I - coordenar, padronizar e orientar as ações relativas ao controle de vetores, hospedeiros e reservatórios de doenças transmissíveis e animais peçonhentos; II - coordenar e padronizar os sistemas de informação relacionados ao controle de vetores, hospedeiros e reservatórios de doenças transmissíveis e animais peçonhentos;
III - consolidar e analisar as informações produzidas e desenvolver indicadores para monitoramento do controle de vetores, hospedeiros e reservatórios de doenças transmissíveis e animais peçonhentos; Isso é. I - coordenar, padronizar e fiscalizar as atividades relativas à fiscalização de poluentes ambientais na água, no ar e no solo com importância e impacto na saúde pública, bem como riscos decorrentes de desastres naturais e acidentes com produtos perigosos; III - coordenar e padronizar o sistema de informações relativo à fiscalização e controle dos poluentes ambientais na água, no ar e no solo que sejam importantes e tenham consequências para a saúde pública, bem como riscos decorrentes de desastres naturais e acidentes com produtos perigosos; Isso é.
IV - consolidar e analisar as informações produzidas e desenvolver indicadores para subsidiar ações e monitoramento de controle de poluentes ambientais na água, ar e solo, de importância e impacto na saúde pública e nos riscos decorrentes de desastres naturais e acidentes com produtos perigosos. Finalmente, em 16 de novembro de 2001, no Diário Oficial da União nº 219, seção 3, foi publicado um trecho do termo de cooperação técnica assinado pelos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente entre si com o objetivo de ampliar a cooperação intersetorial em saúde e meio ambiente para combinar esforços de saúde e saúde em benefício da população e do meio ambiente.
Anexos