ISOLAMENTO D E C U M E S T R O L D E U M A E S P É C I E D O GÊNERO D e r r i s .
M a r i a d a s G. Β . Zoghbi (*) M a r i a de F . d o s S. Marques (*) José A. d a S. Cabral (*) R. Braz F i l h o (**)
RESUMO
Vo cipÓ dv LÜVCÍ t&pi/Ú%
êt
VCJÜLLÒ, coletado
na Eòtnada do Kapun.T (Ac . t e ) , fatiam õsoladoò carnest'wl
g
a-anUnina. A pn^znca de do-U dvnÃvadoò do cumeòtAol &o.i poòtutada
com b í u c na anãtibc âg eòpectAoò da ιηα^ί,αΔ .
INTRODUÇÃO
A benzofurocumarina cumestrol é um fitoestrógeno q u e ocorre freqüentemente e m e s -pécies dos gêneros T r i f o l i u m e Medi c a g o (Bickoff e t al . , 196A). Investigações c o m esta substância (Bickoff e t a l ., 1 9 6 2 ; Bradbury & W h i t e , 1 9 5 ^ ; Braden e t a l . , 196¾; Bickoff et a l . , 1 9 6 O; Elakovich e t a l ., 1904) demonst raram efei tos biolõg icos importantes. Est rõ genrs n ã o e s t e r o i d a i s , tais como o c u m e s t r o l , d e v e m agir e m seres humanos da mesma manei ra como o estradiol e devem exercer efeitos profundos ao nível celular (Martin e t a l . , í978; Verdeaf et a ? . . Ϊ98Ο).
Neste trabalho relatamos a o c o r r ê n c i a de cumestrol e m u m a espécie de D e r r i s , gene ro cujas espécies se caracterizam p o r conterem n a sua c o m p o s i ç ã o química flavonõides e isoflavonóides. Entre estes últimos se destacam os rotenóides. A identificação d o c u mestrol foi conseguida c o m base na análise de dados espectrais fornecidos pela s u b s t â n -cia original e pelo derivado a c e t i l a d o (UV, IV, RMN de e E M ) .
M A T E R I A L F. MÉTODOS
Isolamentc dos constituintes
Um espécimen estéril coletado na Estrada d o Xapuri (Acre) foi identificado pela D r a . M a r l e n e Freitas da Silva como pertencente ao gênero Derris , e registrado no herbário
(*) Instituto Nacional de Pesquisas d a A m a z ô n i a - INPA, Manaus - A M . (**) Universidade Federal Rural d o R i o de J a n e i r o .
do INPA sob número 1 1 1.003. 0 cipó (3,3 kg) foi extraTdo c o m E t O H , a temperatura a m b i -e n t -e , forn-ec-endo 58 g d-e -extrato. Ess-e -extrato foi cromatog rafado -em coluna d -e s í l i c a g e l , desenvolvida c o m h e x a n o , b e n z e n o , c l o r o f ó r m i o e acetato d e eti 1 a ; obtendo-se respec t i v a m e n t e , 6 g , 3,5 g, 9 g e 8 g de e l u a t o s . 0 e l u a t o hexânico foi cromatog rafado e m uma coluna de silica gel (300 g) usando-se c o m o e l u e n t e um gradiente de hexano/acetato d e e t í l a . Eluição c o m hexano/acetato d e etíla 8:2 forneceu α a m i r i n a . O s e x t r a t o s b e n z e
-nico, c)orofórmico e de acetato de etila foram reunidos e cromatografados e m coluna de sílica g e l , usando-se como e l u e n t e um gradiente de h e x a n o / a c e t a t o de e t i l a . Eluição c o m hexano/acetato de etila 6:4 forneceu cumestrol e dois de seus d e r i v a d o s m e t o x i l a d o s .
I d e n t i f i c a η γ o d o cumestrol
C U M E S T R O L , cristais a m a r e l o s , p.f > 350° (hexano/acetato de e t i l a ) ( l i t . 3 8 5° C , B i £ koff e t a ! . , 1957); DI ACETATO D E CUMESTRI LA, cristais incolores, p . f . 2 2 8- 2 3 0 ° (CHC)^)
(lit. 2 3 4 ° , Bickoff e t al ., 1957) .
A presença d o s picos e m m/z 298 e 312 no e s p e c t r o de massas do cumestrol ( M '+
268) permitiu cogitar d a possibilidade d a existência de um metoxicumestrol (diidroximetoxicu m e s t a n o , M '+
298) e de um 0-metilmetoxicumestrol ( h i d r o x i d i m e t o x i c u m e s t a n o , Μ "+
3 1 2 )c o m o
i m p u r e z a s . O s p i c o s e m m/z 2 8 3 [ 2 9 8 ( M '+
) -15 ( C H ^ ) ] e 2 5 5 [ 2 8 3 - 2 8 ( C O ) j a p o i a r a m e s t a hi
pótese. 0 espectro de massas d o derivado d i a c e t i l a d o do cumestrol ( M "+
352) revelou
também a presença de picos e m m/z 3 8 2 , correspondente a o fon m o l e c u l a r d o derivado d i a -cetilado do metoxicumestrol (d i acetox i metox i c u m e s t a n o , M '+ 382), 340
[382 (M"+) -42(CH
2=C=0)],
298 [ 3 4 0 - ^ 2 ( C H2= C = 0 ) ], 283 [298-1 5 ( C H ^ ] e 2 5 5 [283-28(C=0) ] . Estes dados permi t i ram apon_ tar para a existência d e um metoxicumestrol e de um 0-metilmetoxicumestrol entre o s c o m ponentes d o espécimen e s t u d a d o , justificando u m novo estudo para isolamento e d e f i n i ç ã o e s t r u t u r a l .
SUMMARY
Coumutnol and çtamysvin ttνθA.z Uolatzd (snom tkz woody tνavxç. o{ a VwüJt, ip&ci&ς, collected cut the. Eςtfiada da Xaputil (AcÃe) . Thz p-te-ience Q| two coumzotftol doAΑvcutivzς wen, poςtiitaXzd on the baiΝΑ a{ ΠΙΟΔ Δ σpectsial analyςQ.<t.
R e f e r e n c i a s b i b l i o g r á f i c a s
B i c k o f f , Ε . Μ . ; B o o t h , Α . Ν . ; L y m a n , R . L . ; L i v i n g s t o n , A . L . ; T h o m p s o n , C . R . ; D e E d s , F . 1 9 5 7 . C o u m e s t r o l , a n e w e s t r o g e n i s o l a t e d f r o m f o r a g e c r o p s . S c i e n c e , 1 2 6 : 9 6 9 -9 7 0 .
B i c k o f f , Ε . M . ; L i v i n g s t o n , A . L . ; B o o t h , A . N . - 1 9 6 0 . E s t r o g e n i c a c t i v i ty of coumestrol and r e l a t e d c o m p o u n d s . A r c h . B i o c h e m . B i o p h y s . , 8 8 : 2 6 2 .
B i c k o f f , Ε . Μ..; L i v i n g s t o n , A . L . ; H e n d r i c k s o n , A . P.; B o o t h , A . N . - 1 9 8 2 . R e l a t i v e p o t e n c i e s of s e v e r a l e s t r o g e n - l i k e c o m p o u n d s f o u n d in f o r a g e s . J . A g r i c . F o o d C h e m . , 1 0 ( 5 ) : 4 1 0 - 4 1 2 .
B i c k o f f , Ε . Μ . ; L i v i n g s t o n , Α . L . ; W i t t , S. C ; K u n c k l e s , Β , E . ; G u g g o l z , J . ; S p e n c e r , R. R . 1 9 6 4 . I s o l a t i o n of c o u m e s t r o l a n d o t h e r p h e n o l i c s f r o m a l f a l f a b y c o u n t e r
-c u r r e n t d i s t r i b u t i o n . J. Pharm. Sci . , 5 3 ( 1 2 ) : 1 4 9 6 - 1 4 9 9 .
B r a d b u r y , R . B . ; W h i t e , D . E . - 1 9 5 4 . E s t r o g e n s a n d r e l a t e d s u b s t a n c e s i n p l a n t s . Vitam.
Horm. ( Ν . Y . ) , 1 2 : 2 0 7 - 2 3 3 .
B r a d e n , A . W . H . ; S o u t h c o t t , Κ . Η . ; M o u l e , G . R . - 1 9 6 4 . A s s e s s m e n t of o e s t r o g e n i c a c
t i v i t y of p a s t u r e s b y m e a n s of i n c r e a s e of t e a t l e n g h t in s h e e p . Aust.J.Agric.Res.,
1 5 ( 1 ) : 1 4 2 - 1 5 2 .
E l a k o v i e h , S, D.; H a m p t o n , J . M , - 1 9 8 4 . A n a l y s i s of c o u m e s t r o l , a p h y t o e s t r o g e n , in a l f a l f a t a b l e t s s o l d f o r h u m a n c o n s u m p t i o n . J , A g r i c . F o o d C h e m . , 3 2 ( 1 ) : 1 7 3 - 1 7 5 .
M a r t i n , P. M . ; B o r w i t z , Κ . Β . ; R y a n , D . S . ; M c G u i r e , W . L . - 1 9 7 8 . P h y t o e s t r o g e n i n t e r
a c t i o n w i t h e s t r o g e n r e c e p t o r s in h u m a n b r e a s t c a n c e r c e l l s . Endocrinology, 1 0 3 ( 5 ) :
1 8 6 0 - 1 8 6 7 .
V e r d e a l , K . ; B r o w n , R . R . ; R i c h a r d s o n , T . ; R y a n , D . S . - 1 9 8 0 . A f f i n i t y of p h y t o e s t r o g e n s for e s t r a d i o l - b i n d i n g p r o t e i n s a n d e f f e c t of c o u m e s t r o l o n g r o w t h of 7,12 - d i m e t h y l
b e n z ( a ) a n t h r a c e n e i n d u c e d rat m a m m a r y t u m o r s . J. Natl. Cancer Inst,, 6 4 : 2 8 5 - 2 9 0 .
( A c e i t o p a r a p u b l i c a ç ã o e m 0 5 . 0 3 . 1 9 8 8 )